Globo 50 Anos: Sítio do Picapau Amarelo (1ª versão)

A série, dirigida especialmente ao público infantil, foi resultado de um convênio entre a  Globo, a TV Educativa e o Ministério da Educação e Cultura.

Sítio do Picapau Amarelo unia entretenimento a um conteúdo de informação e instrução, sem adotar uma linguagem didática. Os capítulos tinham cerca de 30 minutos de duração. O conteúdo rural, característica da produção de Monteiro Lobato, foi conservado, permitindo criar uma ligação maior das crianças com a natureza.

As histórias criadas por Monteiro Lobato – que publicou o primeiro livro da série em 1920 – se passam no Sítio do Picapau Amarelo, onde diversos personagens vivem histórias mágicas, protagonizando aventuras inesquecíveis. No sítio, moram a esperta e sábia Dona Benta (Zilka Sallaberry); sua neta Lúcia, mais conhecida como Narizinho (Rosana Garcia/Daniele Cristina Rodrigues), e a cozinheira Tia Nastácia (Jacyra Sampaio), uma quituteira de mão-cheia. Faceira e cheia de sonhos, Narizinho tem como parceira fiel na hora da diversão a boneca de pano Emília (Dirce Migliaccio/Reny Oliveira), feita por Tia Nastácia. Tia Nastácia é o braço direito de Dona Benta. Conhecida por suas irresistíveis guloseimas, adora contar um causo e falar sobre suas experiências pessoais.

A doce Narizinho cria um mundo de fantasias onde brinca, aprende e se diverte. Durante uma de suas aventuras pelo Reino das Águas Claras, a boneca Emília toma uma pílula e começa a falar, transformando-se numa boneca esperta e cheia de ideias, que quer saber todos os “porquês” da vida. Meio boneca, meio gente, Emília é tagarela e cheia de personalidade, e sempre encontra a forma ideal para solucionar os problemas que aparecem em seu caminho.

Durante as férias escolares, a rotina de Narizinho muda inteiramente. Seu primo Pedrinho (Júlio Cezar/Marcelo José Patelli), que estuda na cidade onde vive com sua mãe, vai para o sítio, e os dois encaram aventuras ainda mais incríveis. Além deles, outros personagens que habitam o sítio e os acompanham em suas peripécias são o irreverente Saci Pererê (Romeu Evaristo), a malvada Cuca (Dorinha Duval/Stella Freitas) e o atrapalhado Visconde de Sabugosa (André Valli), este último feito por Tia Nastácia, que usou uma espiga de milho velha para criar um amigo para Pedrinho. Por ter sido esquecido por um bom tempo no meio dos livros, o Visconde adquire uma admirável sabedoria e torna-se intelectual e cientista. Sábio e desenvolto, ele tem algumas dificuldades para lidar com a realidade cotidiana. Já a assustadora Cuca quer sempre atrapalhar a felicidade das crianças.

Completam a turma o Tio Barnabé (Samuel Santos), Zé Carneiro (Tonico Pereira), Garnizé (Canarinho), João Perfeito (Ivan Senna) e Seu Elias (Germano Filho/ Francisco Nagen). Nesse universo que mistura fantasia e realidade, Narizinho e Pedrinho se divertem, aproveitando a infância. Alguns episódios levados ao ar no primeiro ano de exibição do programa foram A Cuca Vai Pegar, João Faz de Conta eO Terrível Pássaro Roca.

Mudanças no elenco

Em janeiro de 1978, depois de quase um ano vivendo a personagem Emília, Dirce Migliaccio foi substituída por Reny de Oliveira, que interpretou a boneca até 1983. Ainda em 1978, Stela Freitas passou a interpretar a Cuca, no lugar de Dorinha Duval.

Júlio César e Rosana Garcia deixaram o elenco do programa na última história levada ao ar em 1980 – que teve 30 capítulos e se chamou A Máscara do Futuro. Os dois estavam muito crescidos para os papéis de Pedrinho e Narizinho. Para escolher seus substitutos, a TV Globo promoveu uma campanha e recebeu cerca de 7.000 cartas de crianças de todo o país. Depois de dezenas de entrevistas e testes, Daniele Cristina Rodrigues e Marcelo José Patelli foram os escolhidos e, no ano seguinte, já integravam o elenco da série.

Em 1981, Catarina Abdala substituiu Stela Freitas no papel de Cuca, personagem que interpretou até 1986, quando o seriado infantil saiu do ar.

A grande novidade de 1983 foi a entrada de Suzana Abranches para viver Emília, e de Izabela Bicalho para interpretar Narizinho.

Em 1985, os jovens Daniel Lobo (Pedrinho) e Gabriela Senra (Narizinho) entraram para o elenco fixo do programa.

PRODUÇÃO

Um ano antes da estreia, o projeto do Sítio do Picapau Amarelo já estava em fase de concepção e produção. O cenário do programa começou a ser construído nessa época: em um sítio em Barra de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, foi erguida uma casa com vários cômodos, varanda e celeiro, além de uma horta, pomar e jardim. O infantil também tinha cenas gravadas nos estúdios da Cinédia, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Técnicas de efeitos especiais foram utilizadas pela produção doSítio do Picapau Amarelo, como o chromakey – recurso que permite que a imagem captada por uma câmera possa ser inserida sobre outra, criando-se a impressão de primeiro plano e fundo. Assim, podiam aparecer na tela personagens de tamanhos diferentes.

Todos os cenários e figurinos ficaram sob a responsabilidade de Arlindo Rodrigues. Os bonecos eram todos brasileiros, criados por Rui de Oliveira e Marie Louise Neri.

TRILHA SONORA

A trilha sonora do infantil foi dirigida pelo cantor e compositor Dori Caymmi e era formada por temas nacionais, ressaltando a mitologia e o folclore. Músicos como Dorival Caymmi, Ivan Lins, Vitor Martins, João Bosco, Aldir Blanc, Chico Buarque, Francis Hime, Geraldo Azevedo e Sérgio Ricardo fizeram parte da trilha. A música de abertura, Sítio do Picapau Amarelo, de Gilberto Gil, foi um dos marcos do programa.

Fonte: Memória Globo

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