Artistas Inesquecíveis: Elis Regina – 1ª edição

Estamos iniciando aqui a coluna “Artistas Inesquecíveis” onde toda sexta-feira iremos homenagear os artistas brasileiros que já faleceram. E para começar iremos homenagear uma cantora inesquecível da MPB: Elis Regina (1945-1982).

Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945  — São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. Conhecida por sua presença de palco, sua voz e sua personalidade. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo,

ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.

Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música nadécada de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria,  e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou “Arrastão” de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV.  Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões.

Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Pauloem 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.

Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pelabossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como “Madalena”, “Como Nossos Pais”, “O Bêbado e a Equilibrista”, “Querelas do Brasil”, que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, são célebres os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Wilson Simonal, Rita Lee, Chico Buarque e, por fim, seu segundo marido, o pianistaCésar Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com “É Com Esse Que Eu Vou”.

Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976),Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980). Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. Elis Regina morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o fato chocou profundamente o país na época.

Em 2013, foi eleita a segunda melhor voz da música brasileira pela revista Rolling Stone, superada apenas por Tim Maia. Elis foi citada também na lista dos maiores artistas da música brasileira, ficando na 14ª posição, sendo a mulher mais bem colocada. Em novembro do mesmo ano estreou um musical em sua homenagem Elis, a musical.

Biografia

Filha de Romeu Costa e de Ercy Carvalho, Elis Regina nasceu no Hospital daBeneficência Portuguesa, na capital do Rio Grande do Sul. Tinha um irmão, Rogério (nascido em 1949). Começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Em Porto Alegre, sua família morava em um apartamento na chamada Vila do IAPI, no bairro Passo d’Areia, na Zona Norte da cidade. Revelando enorme precocidade, aos dezesseis anos lançou o primeiro LP da carreira. Sobre o começo da carreira de Elis e a disputa entre quem de fato a lançou, o produtor Walter Silva disse à Folha de S. Paulo:

Cquote1.svg Poucas pessoas sabem quem realmente descobriu Elis. Foi um vendedor da gravadora Continental chamado Wilson Rodrigues Poso, que a ouviu cantando menina, aos quinze anos, em Porto Alegre. Ele sugeriu à Continental que a contratasse, e em 1962 saiu o disco dela. Levei Elis ao meu programa, fui o primeiro a tocar seu disco no rádio. Naquele dia eu disse: Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil. Está gravado. Cquote2.svg

— O produtor Walter Silva declarando como a cantora foi descoberta

Década de 1960, surge uma estrela 

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro disco, Viva a Brotolândia. Lançou ainda mais três discos enquanto morava no Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio para participar do programa Noites de Gala; é levada por Dom Um Romão para o Beco das Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, canta no Beco das Garrafas, o reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.

Participa do espetáculo Fino da Bossa organizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, que ficou conhecido também como Primeiro Demti-Samba, dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ao final do mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande sucesso: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias. Seria dela agora o maior cachê do show business.

Anos de glória 

Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.

Patrocinado pela Philips na mostra Phono 73, com vários outros artistas, deparou-se com uma plateia fria e indiferente, distância quebrada com a calorosa apresentação de Caetano Veloso: Respeitem a maior cantora desta terra. Em julho lançou Elis.

Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Lendário, tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o Saudades do Brasil, em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo,Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro.

Anos de chumbo 

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas (há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). A popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira.

Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro. Também merece destaque, o fato de Elis Regina ter se filiado ao PT, em 1981.

Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília. Além disso, foi presidente da Assim, Associação de Intérpretes e de Músicos.

Morte 

Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, e bebida alcoólica. O laudo médico foi elaborado por José Luiz Lourenço e Chibly Hadad, sendo o diretor do IML Harry Shibata, médico conhecido por seu envolvimento no caso do jornalista Vladimir Herzog, assassinado por elementos da ditadura militar. O corpo de Elis encontra-se sepultado no Cemitério do Morumbi em São Paulo.

Vida pessoal 

Elis Regina é mãe de João Marcelo Bôscoli (n. 1970), filho do seu primeiro casamento com o músico Ronaldo Bôscoli(1928-1994), e de Pedro Camargo Mariano (n. 1975) e Maria Rita (n. 1977), filhos de seu segundo marido, o pianistaCésar Camargo Mariano (n. 1943).

Estilo musical

Monumento à Elis Regina em Porto Alegre, RS.

O estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o “fino da bossa nova”, firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e ‘popularesco’ que a bossa nova, distanciando-se das raízes do jazz americano, seria mais um estilo explorado. Já no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema(Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente metálico e vagamente rouco.

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos, registravam índices recordes de audiência. No Festivalconheceu Chico Buarque, mas acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Elis participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia,Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

A antológica interpretação de Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), no Festival, escreveu um novo capítulo na história da música brasileira, inaugurando a MPB e apresentando uma Elis ousada. Uma interpretação inesquecível, encenada pouco depois de completar apenas 20 anos de idade e coroada com o reconhecimento do Prêmio Berimbau de Ouro. OTroféu Roquette Pinto veio na sequência, elegendo-a a Melhor cantora do ano.

Fã incondicional de Ângela Maria, a quem prestou várias homenagens, Elis impulsionava uma carreira não menos gloriosa, possibilitando o lançamento do primeiro LP individual, Samba eu canto assim (CBD, selo Philips). Pioneira, em1966 lançou o selo Artistas, registrando o primeiro disco independente produzido no Brasil, intitulado Viva o Festival da Música Popular Brasileira, gravado durante o festival. Mais uma vitoriosa participação no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), a canção O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), classificando-se para a finalíssima e reconhecida com o prêmio de Melhor Intérprete.

Em 1968, uma viagem à Europa a lança no eixo musical internacional, conquistando grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, onde se tornou a primeira artista a se apresentar duas vezes num mesmo ano, naquela que é a mais antiga sala de espetáculos musicais de Paris. Em 1969, gravou Aquarela do Brasil em Estocolmo com Toots Thielemans.

Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos, como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros. Um dos grandes admiradores, Milton Nascimento, a elegeu musa inspiradora e a ela dedicou inúmeras composições.

Acervo Elis Regina

Em 22 de setembro de 2005, inaugurou-se na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, um espaço memorial para abrigar o Acervo Elis Regina. Trata-se de uma coleção de fotografias, artigos, objetos, discos e outros tipos de materiais relacionados com a vida e a obra da cantora, tendo sido doado por fãs, jornalistas e amigos pessoais de Elis.

Homenagens 

Em 2015, Elis Regina foi a grande homenageada da Escola de SambaVai-Vai, com o enredo “Simplesmente Elis – A Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo”. Sendo o décimo quinto título da escolapaulistana, o que a fez conquistar o título do ano de 2015.

Discografia de Elis Regina

Estúdio

  • 1961 – Viva a Brotolândia
  • 1962 – Poema de Amor
  • 1963 – Elis Regina
  • 1963 – O Bem do Amor 
  • 1965 – Samba – Eu Canto Assim
  • 1966 – Elis
  • 1969 – Elis – Como e Porque
  • 1970 – Em Pleno Verão
  • 1971 – Ela
  • 1972 – Elis
  • 1973 – Elis
  • 1974 – Elis & Tom (com Antônio Carlos Jobim)
  • 1974 – Elis
  • 1976 – Falso Brilhante
  • 1977 – Elis
  • 1979 – Essa Mulher
  • 1980 – Saudade do Brasil
  • 1980 – Elis 

Ao Vivo

Em Vida

  • 1965 – Dois na Bossa (com Jair Rodrigues)
  • 1965 – O Fino do Fino (com Zimbo Trio)
  • 1966 – Dois na Bossa nº 2 (com Jair Rodrigues)
  • 1967 – Dois na Bossa nº 3 (com Jair Rodrigues)
  • 1970 – Elis no Teatro da Praia
  • 1978 – Transversal do Tempo

Póstumos

  • 1982 – Montreux Jazz Festival
  • 1982 – Trem Azul
  • 1984 – Luz das Estrelas
  • 1995 – Elis ao Vivo
  • 1998 – Elis Vive 

Compactos 

Simples

  • 1961 – Dá Sorte / Sonhando
  • 1961 – Dor de Cotovelo / Samba Feito pra Mim
  • 1962 – Poporó Popó / Nos teus Lábios
  • 1962 – A Virgem de Macarena / 1, 2, 3 Balançou
  • 1965 – Menino das Laranjas / Sou sem Paz
  • 1965 – Arrastão / Aleluia
  • 1965 – Zambi / Esse Mundo É Meu / Resolução
  • 1966 – Canto de Ossanha / Rosa Morena
  • 1966 – Ensaio Geral / Jogo de Roda
  • 1966 – Upa, Neguinho / Tristeza que se Foi
  • 1966 – Saveiros / Canto Triste
  • 1967 – Travessia / Manifesto
  • 1968 – Yê-melê / Upa, Neguinho
  • 1968 – Samba da Benção / Canção do Sal
  • 1968 – Lapinha / Cruz de Cinza, Cruz de Sal
  • 1969 – Casa Forte / Memórias de Marta Saré
  • 1969 – Tabelinha Elis x Pelé (Perdão Não Tem / Vexamão) Elis cantando duas músicas de Pelé
  • 1972 – Águas de Março / Entrudo
  • 1972 – Águas de Março / Cais
  • 1979 – O Bêbado e a Equilibrista / As Aparências Enganam
  • 1980 – Moda de Sangue / O Primeiro Jornal
  • 1980 – Alô, Alô Marciano / No Céu da Vibração
  • 1980 – Se Eu Quiser Falar com Deus / O Trem Azul 

Duplos

  • 1966 – Menino das Laranjas / Último Canto / Preciso Aprender a Ser Só / João Valentão
  • 1966 – Pout-Porri de Samba / Sem Deus, com a Família /
  • 1966 – Saveiros / Jogo de Roda / Ensaio Geral / Canto Triste
  • 1968 – Deixa / A Noite do meu Bem / Noite dos Mascarados / Tristeza
  • 1969 – Andança / Samba da Pergunta / O Sonho / Giro
  • 1970 – Madalena / Fechado pra Balanço / Falei e Disse / Vou Deitar e Rolar
  • 1971 – Nada Será como Antes / A Fia de Chico Brito / Osanah / Casa no Campo
  • 1972 – Águas de Março / Atrás da Porta / Bala com Bala / Vida de Bailarina
  • 1975 – Dois pra lá, Dois pra Cá / O Mestre-sala dos Mares / Amor até o Fim / Na Batucada da Vida
  • 1976 – Como Nossos Pais / Um Por Todos / Fascinação / Velha Roupa Colorida 

Outros lançamentos, contendo registros inéditos em LP’s 

  • 1968 – Elis Especial
  • 1969 – Elis Regina & Toots Thielemans (com Toots Thielemans) — gravado na Suécia e lançado originariamente na Europa. Lançado no Brasil apenas em 1978. Também lançado com o título Aquarela do Brasil.
  • 1969 – Elis Regina in London — gravado e lançado originariamente na Europa. Lançado no Brasil apenas em 1982.
  • 1975 – Música Popular do Sul 1 – pela gravadora Discos Marcus Pereira com compositores e intérpretes gaúchos. Elis canta 4 canções: Boi Barroso, Alto da Bronze, Porto dos Casais e Os Homens de Preto.
  • 1975 – O Grito – Som Livre. Trilha sonora da telenovela O Grito, que inclui Um Por Todos com letra e instrumental diferentes das apresentadas no álbum Falso Brilhante.
  • 1979 – Elis Especial — disco lançado à revelia de Elis, reunindo faixas que não entraram em seus LPs anteriores.
  • 1981 – Brilhante – Som Livre. Trilha sonora da telenovela Brilhante contendo a última gravação em estúdio de Elis, a música Me Deixas Louca.
  • 2002 – 20 Anos de Saudade – Universal. Coletânea de gravações de diversos compactos e participações em outros discos coletivos das décadas de 60 e 70.
  • 2006 – Pérolas Raras – Universal. Coletânea de gravações de diversos compactos e participações em outros discos coletivos das décadas de 60 a 80.

Participações

  • 1980 – Raul Ellwanger – Bandeirantes Discos/WEA. Participação especial na faixa O Pequeno Exilado.
  • 1980 – A Arca de Noé – Ariola/Universal. Projeto especial em que vários artistas gravaram canções de Vinicius de Moraes feitas para o universo infantil. Elis gravou a faixa A Corujinha (Vinicius de Moraes / Toquinho).

Caixas

  • 1994 – Elis Regina no Fino da Bossa – gravadora Velas. Caixa comemorativa com três CDs de gravações ao vivo daquele programa de televisão, entre os anos de 1965 e 1967.

Canções em telenovelas e minisséries

  • Irene – tema de Véu de Noiva (telenovela), de 1970
  • Madalena – tema de A Próxima Atração (telenovela), de 1970
  • Verão Vermelho – tema de Verão Vermelho (telenovela), de 1970
  • Casa Forte / Andança – temas de A Revolta dos Anjos (Tupi) (telenovela), de 1972
  • Vida de Bailarina – tema de Tempo de Viver (Tupi) (telenovela), de 1972
  • Um por Todos – tema de O Grito (telenovela), de 1975, em versão alternativa
  • Fascinação – tema de O Casarão (telenovela), de 1976
  • Altos e Baixos – tema de Água Viva (telenovela), de 1980
  • Moda de Sangue – tema de Coração Alado (telenovela), de 1980; e de Torre de Babel (telenovela), de 1998.
  • Me Deixas Louca – tema de Brilhante (telenovela), de 1981
  • Folhas Secas – tema de O Homem Proibido (telenovela), de 1982; e de Louco Amor, (telenovela) de 1983
  • Tiro ao Álvaro – tema de Sassaricando (telenovela), de 1987
  • Aquarela do Brasil – tema de Kananga do Japão (Manchete) (telenovela), de 1989
  • Velho Arvoredo – tema de Felicidade (telenovela) , de 1991
  • Atrás da Porta – tema de De Corpo e Alma (telenovela), de 1992
  • Pra Dizer Adeus – tema de Éramos Seis (SBT) (telenovela), de 1994
  • Alô, Alô Marciano – tema de História de Amor (telenovela), de 1995
  • Redescobrir – tema de Razão de Viver (SBT) (telenovela), de 1996
  • Carinhoso – tema de Fascinação (SBT) (telenovela), de 1998
  • Moda de Sangue – tema de Torre de Babel (telenovela), de 1998
  • Só Tinha de Ser com Você – tema de Um Anjo Caiu do Céu (telenovela), de 2001
  • Como Nossos Pais – tema de Estrela Guia (telenovela), de 2001
  • O Que Foi Feito Deverá – tema de Esperança (telenovela), de 2002
  • Atrás da Porta – tema de O Quinto dos Infernos (minissérie), de 2002
  • Atrás da Porta – tema de Canavial de Paixões (SBT) (telenovela), de 2003
  • Qualquer Dia – tema de Olhos d’Água (Bandeirantes) (telenovela) , de 2004
  • As Aparências Enganam – tema de Belíssima (telenovela), de 2005
  • Alô, Alô Marciano – tema de abertura de Cobras & Lagartos (telenovela), de 2006
  • Fascinação – tema de O Profeta (telenovela), de 2006
  • Corsário – tema de Pé na Jaca (telenovela), de 2006
  • É Com Esse Que Eu Vou – tema de Paraíso Tropical (telenovela), de 2007
  • Boa Noite, Amor – tema de Eterna Magia (telenovela), de 2007
  • O Bêbado e o Equilibrista / O Que Foi Feito Deverá / Aos Nossos Filhos / Alô, Alô, Marciano / As Aparências Enganam / Redescobrir / Sabiá / Tatuagem / Mundo Novo, Vida Nova / Conversando no Bar / Gracias a La Vida – temas de diversos personagens de Queridos Amigos (minissérie), em 2008.
  • Redescobrir – tema de abertura de Ciranda de Pedra (telenovela), em 2008.
  • Dois Para Lá, Dois Para Cá – tema de Caminho das Índias (telenovela), em 2009.
  • Tiro ao Álvaro – tema de Uma Rosa com Amor (SBT) (telenovela), de 2009
  • 20 Anos Blue – tema de Insensato Coração (telenovela), de 2011
  • Preciso Aprender a Ser Só – tema de Amor e Revolução (SBT) telenovela, de 2011
  • Aprendendo a Jogar – tema de Vidas em Jogo (Record) (telenovela), de 2011
  • Comigo é Assim – tema de Guerra dos Sexos (telenovela) de 2012
  • Dois pra lá, dois pra cá – tema de Pecado Mortal (Record) (telenovela), de 2013
  • Aprendendo a Jogar – tema de Joia Rara (telenovela) de 2013
  • Atrás da Porta – tema de O Rebu (telenovela) de 2014
  • O que tinha de Ser – tema de Alto Astral (telenovela) de 2014

Obs.: As telenovelas e minisséries relacionadas nesta lista foram transmitidas pela Rede Globo de Televisão, exceto quando indicado ao contrário.

Videografia de Elis Regina

VHS

  • Elis (1988) Compilação de imagens do arquivo da Rede Bandeirantes. Editado por Rogério Costa. Cores. VideoBand.

DVD

  • Programa Ensaio Elis Regina (2004) TV Cultura-SP, 1973: entrevista e números musicais. Direção de Fernando Faro. P&B. Trama.
  • Grandes Nomes Elis Regina Carvalho Costa (2005) TV Globo, outubro de 1980. Direção de Daniel Filho. Inclui entrevista com o diretor. Cores. Som Livre/Trama.
  • Elis – Edição Especial (2006) TV Cultura-SP, janeiro de 1982. Versão remasterizada do LP “Elis” de 1980, último LP gravado pela cantora. Contém vídeo com a última aparição de Elis na televisão, no programa “Jogo da Verdade” em janeiro de 1982. Inclui fotos do show Trem Azul, de 1981, o último de sua carreira. Cores. Trama.
  • Série “Elis” (“Na Batucada da Vida”, “Doce de Pimenta” e “Falso Brilhante”) (2006) TV Bandeirantes, décadas de 70 e 80: Caixa com 3 DVDs, com vídeos diversos de Elis Regina com participação de ilustres convidados e músicos. Contêm entrevistas de João Marcelo Bôscoli, filho da cantora e da própria em duas ocasiões: no programa “O Poder da Mensagem” da Rádio Bandeirantes com o jornalista Hélio Ribeiro em 1975 e no programa “Vox Populi” da TV Cultura em 1978. Direção de Roberto de Oliveira. Cores e P&B. EMI/Band Music.

DVD – aparições especiais

  • Phono 73 – O canto de um povo (2005) Phonogram (Universal), 1973: Elis interpreta Cabaré, ao vivo no Anhembi-SP. Direção de Fernando Faro. Cores. Universal.
  • “Mulher 80” (2008) Biscoito Fino/Som Livre, 1979: Elis interpreta “O Bêbado e a Equilibrista”, “Maria, Maria” e “Cantoras do Rádio”, esta última juntamente com Gal Costa, Rita Lee entre outras intérpretes femininas da época.
  • “Chico Buarque – Meu Caro Amigo” (2005) EMI/DVD, 1974: Elis interpreta junto com Chico “Pois É”, de Chico e Tom Jobim. Trecho retirado da apresentação de abertura do Teatro Bandeirantes em São Paulo no ano de 1974.


Gostaram da primeira edição do “Artistas Inesquecíveis” em homenagem a Elis Regina? Espero que sim. Até sexta-feira que vem. Até lá.


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