Descaminhos – capítulo 7

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Descaminhos

Novela de Débora Costa


Personagens

Luigi Fiore

Giovanna Fiore

Enrico Salvatore

Paola Fiore

Carlo Mantovani

Mirella Fiore

Vitor Albuquerque

Elis Albuquerque

Jonas Albuquerque

Isaque Munhoz

Susana Albuquerque

José Almeida

Ana Clara Carvalho

Bruno Almeida

Nice Almeida

Silvio Almeida

Helena

Vitório Fiore

Doménica Fiore

PARTICIPAÇÕES:

Sérgio Medeiros – Investigador

Augusto Lopez – Delegado

Rafael Almeida – Policia Militar



Capítulo 7

Sérgio Medeiros – Investigador

Augusto Lopez – Delegado

Rafael Almeida – Policia Militar

Cena 1

Mansão Fiore/Sala de Jantar

GIOVANNA: (olhando Luigi) Como assim ele está morto?… Ontem mesmo ele estava ótimo…

LUIGI: Encontraram o corpo dele dentro de um carro… Estava preso ao volante e… Os pulsos estavam cortados.

GIOVANNA: Meu Deus… (se senta) Babbo… Será que… O cúmplice dele o matou?

LUIGI: Cúmplice?

GIOVANNA: Sim! Ele disse que o mandaram nos roubar, só não disse quem.

LUIGI: O melhor a fazer é deixar isso pra lá meu amor, ele está morto, o dinheiro não vai mais voltar e nem nos fazer falta.

GIOVANNA: Mas é grave babbo! Podemos estar correndo perigo.

LUIGI: (sorri) Meu amor não exagere.

DOMÉNICA: (desce as escadas, sorri) Bom dia!

LUIGI: Bom dia! Como você está?

DOMÉNICA: Ótima, vou preparar o café da manhã do Enzo!

LUIGI: Por isso ele é vagabundo! Você não para de mimar ele.

GIOVANNA: (sorri) Mas assim vou ficar com ciúmes.

DOMÉNICA: (sorri) Faço algo para você no jantar.

GIOVANNA: (se levanta, sorri, beija o rosto de Doménica) Combinado hein. Agora vou até a delegacia, quero saber mais sobre o que aconteceu com o Mario.

LUIGI: Giovanna…

GIOVANNA: Até logo babbo. (sai).

LUIGI: (preocupado) Não quero Giovanna envolvida em nada que a coloque em perigo.

DOMENICA: O que aconteceu?

LUIGI: Depois te falo meu amor.

DOMÉNICA: Está bem, vou fazer café do Enzo. (vai para a cozinha).

PAOLA: (desce as escadas) Babbo preciso falar com você.

LUIGI: Eu não quero falar com você!

PAOLA: Por favor… Eu preciso muito desabafar e te contar porque fiz as fotos.

LUIGI: Você disse que foi porque quis, já sei.

PAOLA: (olha muito Luigi) Me ouve, por favor, cinco minutos…

LUIGI: Está bem… Vamos ao escritório. (entra no escritório com Paola).

Cena 2

Rua

GIOVANNA: (está saindo da garagem da mansão com seu carro).

JONAS: (se aproxima) Giovanna.

GIOVANNA: O que você está fazendo aqui?

JONAS: Eu te procurei o dia todo ontem, preciso falar com você e tem que ser agora.

GIOVANNA: Eu não posso agora, estou indo resolver um problema.

JONAS: Não posso esperar.

GIOVANNA: Mas que droga! Está bem, vou te esperar no apartamento e não demora. (sai).

Cena 3

Local do Crime

RAFAEL: A pessoa que fez isso tomou todos os cuidados possíveis… Não tem nenhuma pista, nada.

SÉRGIO: Não existe crime perfeito… Realmente quem matou Mario apagou as evidências, mas alguma coisa vamos encontrar.

RAFAEL: Ele tinha família?

SÉRGIO: O porteiro do prédio disse que ele tinha uma irmã, não era de receber muita visita.

RAFAEL: Você perguntou quem esteve com ele esses dias?

SÉRGIO: Perguntei e uma coisa me chamou a atenção… O porteiro disse que uma moça deu dinheiro a ele para que não avisasse á Mario sobre sua presença no prédio e assim que ele chegou ela foi falar com ele acompanhada de um homem.

RAFAEL: Quem é essa moça.

SÉRGIO: O porteiro não sabe o nome dela porque ela não disse, mas já estou investigando.

RAFAEL: Enquanto isso vamos falar com a irmã dele.

Cena 4

Vila/Casa de José

JOSÉ: (se senta para tomar café, está de bom humor) Bom dia!

BRUNO: (olha José) Bom dia.

NICE: (sorri) Fazia tempo que não te via contente filho.

JOSÉ: Acho que a vida está começando a sorrir pra mim, e eu pra ela.

BRUNO: O que aconteceu?

JOSÉ: Eu vou trabalhar diretamente com Luigi Fiore, já fui contratado, agora só tenho que esperar ele ligar pra mim para falar o que tenho que fazer, vou ser representante dele.

NICE: Parabéns meu filho, você merece, é muito esforçado.

JOSÉ: (olha Bruno) Não vejo a hora de contar a novidade para Ana Clara.

BRUNO: Vocês se tornaram muito amigos…

JOSÉ: (sorri) Acredito que seja um pouco mais que amizade…

BRUNO: (fica chateado) Por que você sempre faz isso José…

NICE: Não comecem…

BRUNO: Mas é verdade mãe! Toda mulher que me interesso o José rouba de mim! (se levanta sai).

NICE: (olha José)… Meu filho… Isso não está certo, seu irmão tem razão, você sempre conquista as moças e depois larga elas…

JOSÉ: Não tenho culpa que elas preferem a mim. (sorri).

Cena 5

Apartamento de Jonas

GIOVANNA: (esta com pressa, andando de um lado para o outro).

JONAS: (entra).

GIOVANNA: Até que em fim! Por que você demorou?

JONAS: (sorri, se aproxima) Eu tenho uma surpresa para você.

GIOVANNA: Jonas eu preciso resolver um assunto importante!

JONAS: (entrega um documento á Giovanna) Aqui está o que você me pediu… A empresa agora é sua.

GIOVANNA: (olha o documento, sorri) Você não poderia ter feito negócio melhor.

JONAS: Tem mais… Eu peguei todas as joias de Susana e trouxe para cá, como prova do meu amor por você, além de ter pedido o divórcio.

GIOVANNA: (olha muito) Prova de amor… (sorri, beija Jonas, fala em seu ouvido) Vamos comemorar hoje a noite meu querido…

JONAS: (beija Giovanna, a olha muito) Quero me casar com você.

GIOVANNA: (sorri) Hoje á noite falamos disso, agora tenho que ir. (vai saindo, olha Jonas sorri) Compra aquele vinho que eu adoro. (manda um beijo para Jonas, sai).

JONAS: (fica feliz).

Cena 6

Ind. Alimentícia Fiore – Administração.

ENRICO: Camila a dona Giovanna já chegou?

CAMILA: Ainda não, aliás, nem ela, seu Carlo, seu Luigi, o único que está aqui é o Isaque.

ENRICO: Você tem o telefone da Giovanna?

CAMILA: Eu tenho Enrico, mas… Não posso te passar, ela não deixa.

ENRICO: Por favor, eu preciso falar com ela, eu não conto que foi você.

CAMILA: Não posso Enrico, você já deve ter visto como dona Giovanna é.

ISAQUE: (se aproxima) Camila preciso falar com Carlo, ele já chegou?

CAMILA: Não, hoje ele não virá.

ENRICO: Isaque, você poderia ligar para Giovanna e dizer que eu quero falar com ela?

ISAQUE: Sobre o que?

ENRICO: É um assunto entre ela e eu, mas não tenho o número do celular dela, é importante.

ISAQUE: Está bem… (pega o celular, liga para Giovanna) Gi…

GIOVANNA: (está dirigindo) Isaque… Pare de me chamar assim! O que você quer?

ISAQUE: Enrico quer falar com você.

GIOVANNA: Passa pra ele.

ISAQUE: (entrega o celular á Enrico).

ENRICO: Giovanna.

GIOVANNA: Enrico estou indo até a delegacia… O Mario foi assassinado.

ENRICO: O que?…

GIOVANNA: Pois é… Apareceu morto dentro do carro, estou indo saber mais detalhes.

ENRICO: Quer que eu vá também?

GIOVANNA: Não, é melhor você ficar na empresa, depois passo ai, diga á Camila para te passar o meu celular, ate logo. (desliga).

ENRICO: (entrega o celular á Isaque) Obrigado. (olha Camila, sorri) Giovanna pediu para você me dar o número dela.

CAMILA: (sorri) Agora sim.

ISAQUE: (fica com ciúmes).

Cena 7

Mansão Fiore – Sala de Jantar

ENZO: (está tomando café) Mamma assim vou virar uma bola! (da risada) Tudo aqui está ótimo! Tem tudo que eu gosto.

DOMÉNICA: Eu sei meu filho, fiz tudo para você. (sorri).

ENZO: Mamma… Eu quero te contar uma coisa… (sorri) Acho que estou gostando de uma pessoa.

DOMÉNICA: Enzo você aparece com uma moça diferente á cada semana…

ENZO: Mas essa é especial… Eu gosto de muitas coisas nela.

DOMÉNICA: Eu a conheço?

ENZO: Não… Ela não pode vir aqui.

DOMÉNICA: Por que não?

ENZO: Porque ela é filha de Jonas Albuquerque…

DOMÉNICA: (olhando Enzo) Meu filho… Você vai arrumar mais um problema com seu babbo.

ENZO: (sorri) Não estou nem ai… Gosto da Elis e acho que ela gosta de mim também.

Cena 8

Escritório

PAOLA: (olhando Luigi) Você me entende… Carlo passou dos limites babbo… Ele tem um ciúme doentio… Muitas vezes era agredida por ele sem mais nem menos… Ele é sim uma pessoa extraordinária… Mas tem defeitos e meu casamento virou um inferno, além do ciúme ele me deixava sozinha.

LUIGI: Mas isso não é motivo de você tirar foto pelada!

PAOLA: Eu fiz isso porque achei uma coisa legal para mim… Não me arrependi, mas não quero ficar brigada com você… Na hora eu nem pensei nisso de que poderia prejudicar os negócios, eu acredito que não vai mudar nada, afinal o senhor é o dono não eu.

LUIGI: Minha filha, além dos negócios tem a família! Hoje proibi qualquer um de atender o telefone.

PAOLA: Sinto muito… (fica chateada, se levanta).

LUIGI: (olhando Paola) Filha… Dá próxima vez que você fizer algo assim, pelo menos nos avise antes.

PAOLA: (olhando Luigi, sorri) Pode deixar. (sai).

LUIGI: Essas meninas… Só trazem preocupações… (sorri).

Cena 9

Delegacia

GIOVANNA: (entra, se aproxima de um policial) Com licença, eu gostaria de falar com alguém sobre o caso do homem que foi encontrado morto hoje, se chamava Mario.

SÉRGIO: (se aproxima) Com licença, sobre o que exatamente você quer falar?

GIOVANNA: Quem é você?

SÉRGIO: Eu sou o investigador Sérgio Medeiros, e estou cuidando desse caso, e você quem é?

GIOVANNA: Giovanna Fiore, ontem mesmo falei com Mario que trabalhava na minha empresa, sobre um desfalque nos lucros, ele foi o responsável.

SÉRGIO: Então a mulher que esteve ontem no apartamento dele era você.

GIOVANNA: Sim… E Mario me disse que nos roubou a mando de alguém, e como ele foi assassinado estou preocupada.

SÉRGIO: Venha comigo Giovanna. (entra em uma sala com Giovanna).

Cena 10

Sala

SÉRGIO: Sente-se dona Giovanna.

GIOVANNA: Não obrigada… O que o senhor descobriu?

SÉRGIO: Pouco… Você sabe me dizer se Mario tinha família?

GIOVANNA: Não mantenho contato pessoal com meus funcionários, mas se o senhor quiser pode ir até a minha empresa e fazer perguntas aos outros funcionários.

SÉRGIO: Farei isso… Me conte sobre o roubo.

GIOVANNA: Quem percebeu isso foi Enrico o novo contador que contratamos, ele disse que em seis meses tivemos muitas vendas e os lucros eram baixos, resolvi falar com Mario, e ele me disse que pegou o dinheiro a mando de alguém, mas não disse o nome.

SÉRGIO: Interessante…

GIOVANNA: Quem ordenou que ele nos roubasse pode ter assassinado Mario… E isso me deixa preocupada.

SÉRGIO: Obrigado pelas informações Dona Giovanna.

GIOVANNA: Qualquer coisa me avise, e conte comigo no que puder ajudar… (sai da sala).

SÉRGIO: Então Mario tinha um cúmplice…

Cena 11

Rua

GIOVANNA: (está saindo da delegacia).

RAFAEL: (passa por ela com a irmã de Mario, que está inconsolável).

GIOVANNA: (observa a mulher chorando).

IRMÃ DE MARIO: (olha Giovanna, a reconhece) Meu irmão… Trabalhava para você.

GIOVANNA: (a olha muito) Você é irmã de Mario?

RAFAEL: Vamos entrar o delegado está á nossa espera.

GIOVANNA: Eu preciso muito saber uma coisa, seu irmão chegou a comentar com você se alguém estava ameaçando ele?

IRMÃ DE MARIO: Não… Nunca. (chora).

RAFAEL: Acabou a conversa. (entra com a irmã de Mario).

Cena 12

Mansão Fiore

JOSÉ: (entra, olha em volta).

LUIGI: (sai do escritório, sorri) Bem vindo José.

JOSÉ: Obrigado.

LUIGI: Sente-se. (se senta).

JOSÉ: (se senta) Eu estou curioso para saber o que exatamente vou fazer.

LUIGI: Eu não estou tendo tempo de ir todos os dias até a empresa como fazia antes, as vezes deixo tudo com Giovanna e Carlo, e quero dividir essas tarefas que eles fazem com você.

PAOLA: (desce as escadas, se aproxima) Babbo, eu vou sair e não demoro.

JOSÉ: (olha Paola).

PAOLA: (olha José, sorri) E você é…

LUIGI: Esse é José, meu novo assistente pessoal.

PAOLA: (estende a mão para José) Prazer José, sou Paola.

JOSÉ: (beija a mão de Paola, a olhando nos olhos).

GIUSEPPE: (o celular toca, pega o aparelho, se levanta) Já volto, vou atender lá dentro. (entra no escritório).

JOSÉ: Me permite fazer um comentário?

PAOLA: Claro.

JOSÉ: Eu vi suas fotos…

PAOLA: (da risada, o olha) E?… O que achou?

JOSÉ: (sorri) Maravilhosas… Ficaram lindas.

PAOLA: Obrigada. (sorri) Eu acredito que nós vamos nos ver sempre, já que você vai trabalhar com meu pai…

JOSÉ: Eu espero que sim Paola… Afinal não é todos os dias que tenho o privilégio de falar com uma mulher como você.

PAOLA: (sorri) E como eu sou?

CARLO: (entra).

PAOLA: Outro dia conversamos mais José… (passa por Carlo, esbarra nele de propósito, sai).

CARLO: (olha José) Quem te contratou foi Luigi e não Paola, você não tem que ficar conversando com ela.

JOSÉ: (sorri) Eu falo com quem eu quiser.

LUIGI: (abre a porta do escritório) José vem aqui, por favor.

JOSÉ: (se levanta, entra no escritório).

CARLO: (fica sério).

Cena 13

Mansão Albuquerque

JONAS: (entra).

VITOR: Papai preciso falar com você… A mamãe já contou o que aconteceu… Você não pode abandonar agente assim.

JONAS: Eu não estou abandonando nem você e nem a sua irmã, mas o meu casamento com a Susana acabou, não quero mais ficar com ela.

VITOR: Quem é a sua amante?

JONAS: Isso não interessa ainda… Eu vim buscar umas coisas.

SUSANA: (entra, olha Jonas) Você tirou todo o meu dinheiro do banco?

JONAS: O dinheiro é meu.

SUSANA: E as joias?… Você fez o que com elas?

JONAS: Eu vendi.

SUSANA: É mentira! Você deve ter dado á sua amante!

JONAS: Eu peguei tudo o que me pertencia, quero recomeçar.

SUSANA: (da um tapa no rosto de Jonas, o olha com raiva) Recomeçar… E nos deixar na miséria!

JONAS: (revida o tapa) Meus filhos podem contar sempre comigo. (sobe as escadas).

VITOR: (abraça Susana).

SUSANA: (chorando) Eu vou descobrir quem é essa ordinária e matar ela! (o telefone toca).

VITOR: Deixa, eu atendo. (atende o telefone) Alô… Sim ela está quem gostaria?… Um momento… Mamãe é para você… É de um restaurante.

SUSANA: (enxuga as lágrimas, pega o telefone) Alô… Sim é ela… Um jantar hoje?… Sei… Tudo bem eu vou sim… (desliga).

VITOR: O que queriam?

SUSANA: Eu não sei quem é a única coisa que a moça falou foi que um empresário fez uma reserva para jantar comigo essa noite e que será um jantar de negócios… Quem sabe seja algo bom para nós querido.

Cena 14

Mais Tarde – Delegacia

AUGUSTO: Não é possível que o caso do Mario seja o crime perfeito… Nós temos que achar alguma pista até quem fez isso.

RAFAEL: Não existe crime perfeito cedo ou tarde nós vamos pegar o assassino.

SÉRGIO: (se aproxima) Vocês não sabem o que encontramos no apartamento do Mario.

AUGUSTO: Alguma pista?

SÉRGIO: A pessoa que matou Mario nos deixou um presentinho… (mostra uma foto á Rafael e Augusto) De um lado um bisturi, do outro um pedaço da pele de Mario escrito “traidor” com o bisturi e eu imagino que com ele os pulsos também foram cortados, com isso a pessoa nos conta por que matou Mario. (Augusto e Rafael olham para a foto impressionados).

FIM DO CAPÍTULO  


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