Descaminhos – Capítulo 15

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 Descaminhos 

Novela de Débora Costa


Capítulo 14

Personagens

Luigi Fiore

Giovanna Fiore

Enrico Salvatore

Paola Fiore

Carlo Mantovani

Mirella Fiore

Vitor Albuquerque

Elis Albuquerque

Jonas Albuquerque

Isaque Munhoz

Susana Albuquerque

José Almeida

Ana Clara Carvalho

Bruno Almeida

Nice Almeida

Silvio Almeida

Helena

Vitório Fiore

Doménica Fiore

PARTICIPAÇÕES:

Sérgio Medeiros – Investigador

Augusto Lopez – Delegado

Rafael Almeida – Policia Militar



Cena 1

Ind. Alimentícia Fiore/Sala de Reunião

CAMILA: (entra, coloca uma pasta com documentos dentro em cada lugar).

VITÓRIO: (entra, sorri) Ninguém chegou ainda?

CAMILA: Dona Giovanna está aqui, ela está esperando o seu Luigi.

VITÓRIO: Meus primos e minha tia já foram avisados?

CAMILA: Sim, já estão vindo para a empresa.

VITÓRIO: Ótimo, me dá uma pasta dessa, quero saber se tudo está em ordem.

CAMILA: (entrega uma pasta á Vitório).

CARLO: (entra, olha Vitório) Você deve estar ansioso, chegou antes de todos.

VITÓRIO: Claro que estou afinal vou provar de uma vez por todas que tenho direito á tudo que pertence á Luigi Fiore. (sorri).

Vila/Restaurante/Cozinha

ANA CLARA: (está sentada, triste, o celular toca, atende) Alô…

DOMÉNICA: Ana Clara, como vai querida? Aqui é Doménica Fiore.

ANA CLARA: (sorri um pouco) Estou bem e a senhora?

DOMÉNICA: Bem querida… Ana Clara você estará livre esse fim de semana?

ANA CLARA: Sim, vou estar livre sim.

DOMÉNICA: (sorri) Que ótimo você quer vir preparar o jantar da minha família nesse fim de semana?

ANA CLARA: Claro, vai ser um prazer.

DOMÉNICA: Que bom! Anota o que vou querer para o jantar querida.

Cena 2

Ind. Alimentícia Fiore/Recepção

GIOVANNA: (esta nervosa) Babbo está atrasado! Eu quero acabar logo com esse circo que Vitório está preparando.

PAOLA: Eu não entendo por que tive que vir…

GIOVANNA: Eu também não.

MIRELLA: (se aproxima) Todo mundo já chegou?

GIOVANNA: Não, faltam babbo, Enzo e a mamma, onde eles estão?

MIRELLA: Sobre o babbo não sei, mas a mamma e o Enzo não virão.

LUIGI: (entra) Então… Podemos ir a tal reunião?

GIOVANNA: Onde você estava?

LUIGI: Resolvendo alguns assuntos…

VITÓRIO: (se aproxima, sorri) Pessoal a reunião não é aqui.

GIOVANNA: (olha séria para Vitório vai para a sala de reuniões, todos entram).

Cena 3

Sala de Reunião

GIOVANNA: (olhando Vitório) Estamos aqui, você já pode começar Vitório.

VITÓRIO: (sorri) Grazie Gi… Vocês podem ver que tem uma pasta para cada um de vocês, dentro dessa pasta está o testamento do meu pai e os documentos provando que o que pertence á Luigi, também pertence ao irmão dele, ou seja meu pai.

LUIGI: (olhando os documentos, está sério)… Tudo isso é falsificado…

VITÓRIO: Não é, você pode levar para quem quiser verificar.

GIOVANNA: (lendo os documentos) Realmente ele te deixa tudo que pertenceu a ele, porém, nossa casa, nossa empresa, nunca foram do meu tio.

VITÓRIO: (sorri olha Luigi) Luigi… Conta para a sua família como você e meu pai conseguiram dinheiro juntos, conta como você roubou meu pai e construiu esse império.

LUIGI: (olha Vitório com raiva) É melhor você calar essa boca! Você fala o que não sabe!

VITÓRIO: Eu sei… Eu conto… Minhas queridas primas… Nossos pais eram bandidos na Itália, eles davam golpes juntos, Luigi se acertou na vida quando encontrou Doménica… O último golpe de Luigi foi roubando o próprio irmão…

GIOVANNA: (olha muito Luigi) Isso é verdade…

LUIGI: (se levanta) Não!

VITÓRIO: É sim! Senta ai porque ainda não acabou!

PAOLA: Você não tem o direito de falar assim com meu pai!

VITÓRIO: (olha Paola) Tenho… Continuando… Meu pai deu um jeito de passar algumas ações para o nome dele, e conseguiu… Hoje tudo o que for de vocês, é meu também…

LUIGI: (dá um soco em Vitório) Eu vou acabar com você!

MIRELLA: (acalmando Luigi) Babbo, por favor… Para com isso, não vale a pena…

VITÓRIO: (da risada) Por que isso Luigi?… Suas filhas não sabiam o tipo de pessoa que você era?

GIOVANNA: (está séria, se levanta, olha Vitório)… Esse seu circo não serviu para nada Vitório… Por que você só vai ter algum lucro aqui, quando eu der a ordem… E eu nunca farei isso.

VITÓRIO: (olha Giovanna com raiva) Mas eu tenho direito!

GIOVANNA: Então nos processe… Vá em frente, coloque a justiça nisso que eu farei questão de contar porque estamos nos negando a dar o que supostamente te pertence.

PAOLA: (sorri).

LUIGI: (olha Giovanna, sorri, olha Vitório) Isso mesmo… Faça isso meu sobrinho…

MIRELLA: Gente… Pelo que eu entendi… Vitório tem direitos… Por mais que ele tenha conseguido esses documentos de uma maneira errada, eles são legalizados.

VITÓRIO: (sorri) Exatamente Mirella, se me negarem o que me pertence eu tiro tudo de vocês.

LUIGI: Eu não quero mais te ouvir! Eu vou recorrer Vitório, pode ter certeza! (sai da sala).

GIOVANNA: (olhando Vitório) Você vai voltar para a Itália com uma mão na frente e outra atrás. (sai).

VITÓRIO: (da risada, olha Paola) Giovanna me diverte.

PAOLA: Não vi graça em nada aqui hoje, espero que você aceite a sua parte quando for dada e não nos tire nada. (sai da sala).

VITÓRIO: (olha Mirella) Você tem algo ofensivo para me falar também?

MIRELLA: (olhando Vitório) Não… Não gosto desse clima de briga entre a família… Espero que tudo se resolva bem, tanto para você quanto para nós. (sorri um pouco) Com licença. (sai).

VITÓRIO: (sorri) Pelo menos uma pessoa presta nessa família.

Cena 4

Clube

ELIS: (entra, olha em volta).

ENZO: (se aproxima, sorri) Oi…

ELIS: (sorri) Oi! Eu não posso demorar, falei para a minha mãe que precisa pegar umas coisas na casa de uma amiga.

ENZO: Você precisa inventar algo melhor gatinha, se não nunca teremos tempo para ficar juntos.

ELIS: (fica séria) Enzo… Não começa com suas grosserias!

ENZO: (sorri) Adoro te ver assim bravinha. (beija Elis).

ELIS: (beija Enzo) Eu detesto ficar bravinha… (sorri) Me conta mais sobre a ajuda do seu pai para nós abrirmos um negócio!

ENZO: Você não vai acreditar… Giovanna vai me passar hoje todo o dinheiro que conseguiu do seu pai, disse que é só para isso, que se souber que sua mãe está com esse dinheiro… Acaba com tudo.

ELIS: Por que ela está fazendo isso?

ENZO: Para que nossa mãe ficasse bem com ela novamente.

ELIS: Ela não se arrependeu do que fez?

ENZO: É ruim de Giovanna se arrepender do que faz Elis.

ELIS: Então eu não quero esse dinheiro, mesmo sendo do meu pai… Eu prefiro a ajuda do seu pai… Conversa com ele, diz que eu vou devolver tudo certinho quando puder.

ENZO: (olhando Elis) Elis… O dinheiro que Giovanna vai depositar pra mim é seu, por que você não quer.

ELIS: Não é meu… Era do meu pai, e se ele deu tudo de mão beijada pra ela, não deveria estar pensando nem em mim e nem em Vitor… Se é para começar algo, que seja do zero, deixa esse dinheiro com Giovanna.

ENZO: (sorri, olhando Elis) Você sabia que eu te amo.

ELIS: (sorri) É… Você já me disse isso garoto.

ENZO: Você me ama?

ELIS: (finge que está pensando, sorri) Não sei… Tenho que pensar mais.

ENZO: (segura Elis pela cintura, a olha) Como é?

ELIS: (da risada, olha Enzo) Claro que eu te amo… Muito. (beija Enzo).

ENZO: (beijando Elis, a olha, sorri) Fico feliz em saber… Agora vamos falar do nosso negócio! E ai, já pensou em que vamos trabalhar?

ELIS: Pensei… (olhando Enzo) E se nós abríssemos uma casa noturna, igual as baladas que gostamos de ir.

ENZO: (sorri) Gostei! E nisso tenho certeza que vou me sair bem.

ELIS: É para administrar e não cair na balada.

ENZO: (da risada) Eu sei, mas é uma coisa que gosto, sei tudo o que rola na noite.

ELIS: Então você concorda em ser meu sócio?

ENZO: Mesmo se você me falasse que queria abrir uma biblioteca eu aceitaria meu amor.

ELIS: (sorri, beija Enzo).

Cena 5

Ind. Alimentícia Fiore/Sala de José.

JOSÉ: (está mexendo no computador).

PAOLA: (entra, sorri) Atrapalho?

JOSÉ: (olha Paola, sorri) Nunca.

PAOLA: (se senta no colo de José, o beija, o olha) Sabia que não parei de pensar em você.

JOSÉ: (sorri) Eu também… Você é uma mulher incrível Paola.

PAOLA: (sorri) Eu sei… (olhando José) Tenho novidades! Me convidaram para fazer um filme!

JOSÉ: Que bom! Qual vai ser sua personagem?

PAOLA: Alexandre, meu empresário, me contou por cima, não sei muita coisa, só que minha personagem vai ser amante de um homem muito importante.

JOSÉ: (sorri) Uma personagem sexy como você. (beija Paola).

CARLO: (entra na sala, vê Paola sentada no colo de José, o beijando, fica com ódio, vai até eles, puxa Paola do colo de José, fala alto) Eu não vou admitir esse tipo de coisa aqui!

JOSÉ: (se levanta).

PAOLA: Carlo, o que você está fazendo aqui, posso saber?

CARLO: (segura o braço de Paola) Eu trabalho aqui! Eu poderia te fazer a mesma pergunta, mas já vi o que você veio fazer!

JOSÉ: Tira as mãos de Paola.

CARLO: (da um soco em José) Paola é minha mulher!

PAOLA: Carlo, para com isso!

JOSÉ: (limpa o sangue da boca, olha Carlo com raiva) Você não faz ideia com quem está mexendo.

CARLO: Sei! Com um sujeitinho pobre, que quer subir na vida usando minha mulher!

PAOLA: Eu não sou sua mulher!

CARLO: (grita) É sim!

LUIGI: (entra) Os gritos de vocês estão sendo ouvido por toda a empresa… Aqui não é lugar de resolver problemas conjugais.

CARLO: Paola estava aos beijos com esse cara!

LUIGI: (olhando Paola) É verdade?

PAOLA: É… Babbo, eu não tenho mais nada com Carlo, você sabe disso.

LUIGI: Hoje meu dia não está sendo bom… Aqui não é lugar para falar sobre essas coisas… Vamos falar em casa… (olha José) E você José está dispensando por hoje, e dependendo o que for resolvido na minha casa, será demitido… Vamos Paola.

PAOLA: (olha muito José).

LUIGI: Vamos Paola…

PAOLA: Não… Babbo… Eu estou apaixonada por José. (olha muito Luigi) Querendo ou não Carlo vai ter que aceitar… E eu errei, entrei aqui e comecei a conversar com José.

CARLO: Sentada no colo dele!

LUIGI: (fecha os olhos)… Dio… Querem saber, resolvam sozinhos esse problema, mas aqui não, e você Carlo, se encostar um dedo na minha filha, vai perder a mão, está avisado… Eu quero que todos saiam comigo, não quero ninguém aqui.

CARLO: Luigi…

LUIGI: Carlo vamos conversar em casa.

JOSÉ: (vai saindo, olha Paola) Tudo vai ficar bem… (sai).

CARLO: Eu vou matar esse sujeito!

LUIGI: Já chega!

PAOLA: (olhando Carlo) Eu odeio você… (sai).

Cena 6

Mais Tarde/Vila/Casa de Helena

HELENA: (está sentada, lendo uma carta, fica espantada) Meu Deus… Eu preciso entregar isso para a polícia… (se levanta, começa a andar de um lado para o outro, pensativa) Mas como fazer isso sem que saibam que fui eu?… (pega a carta, dobra, coloca dentro de um envelope, vai para seu quarto, esconde embaixo do colchão)… Preciso pensar muito Mario… Como entregar isso sem me envolver…

Cena 7

Apartamento de Alanis

VITÓRIO: (entra).

ALANIS: (sorri) Achei que tinha me esquecido.

VITÓRIO: Esquecer você?… Nunca. (sorri, beija Alanis).

ALANIS: (beijando Vitório, o olha) Tenho novidades… Luigi e eu nos beijamos…

VITÓRIO: (da risada, aplaude) Muito bem Alanis! Muito bem! O velho está caindo direitinho… (a olha muito) Faça ele comer na sua mão, faça com que ele te coloque dentro da casa dele.

ALANIS: Não acredito que isso seja fácil, interessado por mim ele já está, e até disse que se ficar comigo, vou ser só dele, agora… Me colocar dentro da casa acho difícil, ele é casado.

VITÓRIO: Tia Doménica é um amor… Mas para ferrar Luigi faço tudo, até destruir o casamento deles.

ALANIS: Marquei de me encontrar com ele essa noite…

VITÓRIO: (olhando Alanis) Onde?

ALANIS: Aqui, ele queria um lugar discreto, e eu sugeri meu apartamento.

VITÓRIO: (acaricia o rosto de Alanis, segura a nuca dela, a olha) Então eu vou te deixar uma lembrança na sua cama… Assim enquanto estiver com Luigi nela… Vai se lembrar de mim. (beija Alanis com vontade).

Cena 8

Ind. Alimentícia Fiore/Sala de Giovanna

GIOVANNA: (está olhando pela janela).

ENRICO: (entra) Está ocupada?

GIOVANNA: Não… (se senta).

ENRICO: Vim saber como você está. (se senta).

GIOVANNA: Cansada Enrico… São tantos problemas… Agora vem Vitório exigindo algo que não é dele… Não o suporto.

ENRICO: (segura a mão de Giovanna) Você precisa se distrair… Aceita sair comigo hoje?

GIOVANNA: (sorri olhando Enrico) Para onde vamos?

ENRICO: Quero te levar em um restaurante que fica no shopping.

GIOVANNA: Eu vou sim, realmente preciso me distrair como você disse.

ENRICO: Giovanna… E sobre o meu pedido? (a olha muito) Você já pensou se quer namorar comigo.

GIOVANNA: (olhando Enrico)… Hoje à noite te respondo.

ENRICO: Até lá já fiquei de cabelos brancos.

GIOVANNA: (da risada) Seja paciente.

CAMILA: (entra) Dona Giovanna, com licença, chegou essa encomenda para a senhorita. (entrega uma caixa para Giovanna, sai).

GIOVANNA: (olhando a caixa) Que estranho… Não tem remetente… (abre a caixa, fica assustada ao ver fotos dela, algumas com a cabeça cortada, outras machada de vermelho, e em todas ela está com Jonas).

ENRICO: O que tem ai? Você ficou pálida…

GIOVANNA: (nervosa, assustada) Essa mulher é doente… Só me faltava essa… Ser perseguida por Susana… (mostra as fotos para Enrico).

ENRICO: Meu Deus… Você tem que levar isso á polícia.

GIOVANNA: Não! Não posso fazer isso, essas fotos pertenciam á Jonas, não posso chegar até a delegacia e falar, a mulher do meu amante está me mandando coisas macabras… Mesmo porque ela foi esperta… Não tem remetente, poderia ter vindo de qualquer um.

ENRICO: Você tem que ficar atenta Giovanna… Susana pode te fazer mal quando menos esperar…

GIOVANNA: Se essa mulher não parar com essas coisas… Vou ter que me livrar dela.

ENRICO: (olha muito Giovanna).

GIOVANNA: (olhando Enrico) Não me olha assim, você mesmo está vendo o que ela me mandou… E antes que ela tente algo contra mim, eu faço contra ela…

Cena 9

Mansão Albuquerque/Sala

MANUELLA: Eu achei uma loucura o que você fez Susana.

SUSANA: É pouco… Quero que Giovanna fique apavorada.

MANUELLA: Não sei se mexer com ela é uma boa ideia, já vimos a maneira dela agir.

SUSANA: Eu sei agir igual e até pior do que ela…

MANUELLA: Eu acho que toda essa situação deveria ter um fim.

SUSANA: Vai ter… Quando eu acabar com Giovanna.

ELIS: (entra, está contente).

SUSANA: Você demorou muito.

ELIS: Fiquei conversando com a minha amiga e nem vi a hora passar.

SUSANA: E as coisas que você foi buscar… Onde estão?

ELIS: Eu decidi deixar para ela, eram coisas que ela usa mais do que eu.

VITOR: (entra, olha Elis) Posso falar com você?

ELIS: Claro… Aconteceu alguma coisa?

VITOR: Não… Mas é particular, vem comigo. (vai até o escritório).

ELIS: (vai com Vitor).

Cena 10

Escritório

ELIS: Pode falar Vitor.

VITOR: (olhando Elis) Eu sei que você se encontrou hoje com Enzo no clube.

ELIS: Fala baixo Vitor! Mamãe não pode saber…

VITOR: Elis eu vou ser direto no que quero… Você pode ver Enzo sem mamãe saber se me ajudar, se não… Conto tudo pra ela e você vai morar bem longe daqui.

ELIS: (olhando Vitor) Te ajudar em que?

VITOR: Preciso de umas informações sobre Giovanna… Os lugares que ela costuma ir, com quem vai, há que horas volta… E Enzo pode te falar.

ELIS: Por que você quer saber essas coisas?

VITOR: É um assunto meu… Então? Vai me ajudar ou não?

ELIS: Vitor…

VITOR: Sim ou não Elis? É simples, se me ajudar você vive em paz seu romance, se não me ajudar, conto a mamãe que você está desobedecendo ela e vai morar bem longe daqui.

ELIS: (com vontade de chorar) Está bem… Te ajudo.

VITOR: (sorri). Ótimo… Ligue para Enzo mais tarde, marque um novo encontro e faça as perguntas á ele.

ELIS: O que você pretende?

VITOR: Já disse, não é da sua conta. (sai).

ELIS: (fica triste)… Não acredito que meu irmão está fazendo algo assim comigo…

Cena 11

Mansão Fiore/Suíte de Paola

PAOLA: (entra, bate a porta).

CARLO: (abre a porta, está bravo).

PAOLA: Sai daqui! Eu não quero falar com você!

CARLO: Mas eu quero! O que eu vi é imperdoável!

PAOLA: Carlo! Quando você vai entender que nós não temos mais nada!

CARLO: (segura Paola pelo pescoço e aperta) Presta atenção… Já cansei de fazer as suas vontades… Você é minha mulher e vai agir como tal.

PAOLA: (tentando tirar a mão de Carlo de seu pescoço) Carlo me solta… Você está me sufocando…

CARLO: (aperta mais o pescoço de Paola) Eu acabo com sua vida se souber que esteve novamente com esse tal José, ou qualquer outro cara… Entendeu?

PAOLA: (fala com dificuldade) Você não manda em mim!

CARLO: (dá um tapa no rosto de Paola, a joga na cama).

LUIGI: (entra).

PAOLA: (chora).

LUIGI: (olhando Paola).

CARLO: (disfarça).

PAOLA: Babbo Carlo tentou me matar!

CARLO: É mentira dela! Paola está inventando isso para se livrar do que fez hoje.

PAOLA: (fica com raiva, se levanta, se aproxima de Luigi) Não é mentira! É só olhar meu pescoço que esse animal apertou!

LUIGI: (olha o rosto de Paola marcado, olha o pescoço que está vermelho, olha Carlo com raiva) Eu não vou admitir que você agrida minha filha dessa maneira, e muito menos debaixo do meu teto!… Não tem jeito Carlo, quero você fora dessa casa até amanhã.

CARLO: Luigi eu pedi a cabeça só isso… Jamais faria mal a Paola.

LUIGI: (olhando Carlo) Como minha filha já me disse inúmeras vezes, vocês não são mais casados, te mantinha aqui por te considerar um filho, mas não.

FIM DO CAPÍTULO

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