Globo 50 Anos – coberturas: Atentados de 11 de setembro

ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO

 

Em 11 de setembro de 2001, os EUA foram alvo de ataques terroristas organizados pela rede Al Qaeda, liderada por Osama Bin Laden.


A HISTÓRIA

No dia 11 de setembro de 2001, o mundo assistiu ao desabamento do maior ícone da supremacia econômica norte-americana. As torres gêmeas do World Trade Center, em Manhattan, Nova York, vieram abaixo depois de serem atingidas, cada uma, por um Boeing 767. No mesmo dia, o prédio do Pentágono, centro do poder militar dos Estados Unidos, também foi atingido, por um Boeing 757. Outro avião do mesmo tipo foi sequestrado e derrubado a 130 km ao sul de Pittsburgh, na Pensilvânia.

DESTAQUES

No dia 11 de setembro de 2001, o mundo assistiu ao desabamento do maior ícone da supremacia econômica norte-americana. As torres gêmeas do World Trade Center, em Manhattan, Nova York, vieram abaixo depois de serem atingidas, cada uma, por um Boeing 767. No mesmo dia, o prédio do Pentágono, centro do poder militar dos Estados Unidos, também foi atingido, por um Boeing 757. Outro avião do mesmo tipo foi sequestrado e derrubado a 130 km ao sul de Pittsburgh, na Pensilvânia.

Mobilização da equipe

Já no primeiro momento, a equipe da Globo se mobilizou para informar aos telespectadores tudo que se passava. Ali Kamel, então diretor executivo da Central Globo de Jornalismo, lembra o episódio: “Quando cheguei à emissora, às 8h30, o Schroder já estava na sala dele. Em frente à minha mesa, há cinco aparelhos de TV sintonizados em diferentes canais. Eu estava conversando com a minha mulher ao telefone, porque ela se esquecera de me lembrar de um compromisso assumido para aquela noite. De repente, vi na Globo News, às 9h48, uma imagem de um prédio que me parecia familiar pegando fogo. Desliguei rapidamente o telefone, a tempo de ouvir que de fato se tratava mesmo de uma da torres do World Trade Center. Um bimotor, por acidente, teria se chocado contra o prédio. Essa era a primeira versão. Corri para a sala do Schroder, onde há 12 monitores de TV, e apontei para aquele com a torre em chamas. Eu era novo em televisão, estava ali desde julho daquele ano. Nunca tinha visto uma cena como a que se seguiria. Schroder deu um pulo, ligou imediatamente para oAmauri Soares, diretor executivo da CGJ em São Paulo. Durante as manhãs, depois do Bom Dia Brasil, o comando operacional do Jornalismo fica na capital paulista, de onde é gerado o Jornal Hoje. ‘Põe no ar o plantão, Amauri! O World Trade Center está pegando fogo! Põe no ar!’, dizia Schroder”.

Quando Schroder ligou, Amauri já estava no switcher pondo o plantão no ar. Desde cedo na redação, ele estava reunido com grande parte de sua equipe, preparando o que até então parecia ser a principal cobertura do dia: o assassinato do prefeito de Campinas, Toninho do PT. Por um dos monitores de sua sala, Amauri viu as primeiras imagens da CNN e correu para o switcher, quando foi alcançado pelo telefonema de Schroder.

Ali Kamel conta que Schroder logo pediu para o Centro de Documentação da Globo auxiliar Carlos Nascimento com informações na apresentação do plantão. Quatro minutos depois, no entanto, sem aviso prévio, a transmissão foi encerrada. Às 10h02, a vinheta de plantão interrompeu novamente a programação e Carlos Nascimento continuou a narração.

Para Kamel, recém-chegado à televisão, o episódio foi um aprendizado: “Eu pensei com os meus botões: se estivesse em São Paulo, talvez também tivesse tirado o plantão do ar depois de quatro minutos. Na minha cabeça, naquele momento, a notícia já tinha sido dada. Mas eu estava completamente errado. A atuação de Schroder foi decisiva. Não fossem a irritação de Schroder e a sua decisão de mandar voltar o plantão, a Globo deixaria de ter transmitido, ao vivo, o choque do segundo avião contra a outra torre.” A irritação era a mesma de Amauri, porque também ele não tinha dado ordem para que o plantão saísse do ar, num daqueles curtos-circuitos que às vezes acontecem em momentos cruciais de uma cobertura.

Schroder fala sobre os motivos que o levaram a tomar aquela decisão: “Naquele instante, sequer sabíamos a causa do choque do avião na torre. As informações eram contraditórias, não havia nenhuma razão para sair do ar. Na hora, é tudo muito rápido, você decide tudo rapidamente com os elementos que tem ao seu dispor. Uma coisa é certa: um incêndio como aquele não acontece todo dia. Para mim, não havia outra decisão senão manter o plantão.”

Transmissão ao vivo

Amauri Soares comandou a transmissão de dentro do switcher, comunicando-se com os dois apresentadores através de pontos eletrônicos. Enquanto um deles narrava os acontecimentos, Amauri Soares dizia ao outro quais imagens iriam entrar a seguir. Como estavam sem texto de apoio e não contavam com o teleprompter, Carlos Nascimento e Ana Paula Padrão dependiam dessa coordenação para acompanharem as imagens.

Àquela altura, a sala de Schroder no Rio já começava a se transformar num centro de operações. Para lá se dirigiu imediatamente o diretor da Central Globo de Programação, Roberto Buzzoni, que concordou que a programação ficasse interrompida o quanto fosse necessário. Os três – Schroder, Kamel e Buzzoni – estavam diante do monitor com as imagens da TV Globo quando, às 10h03, o segundo avião se chocou contra a Torre Sul do World Trade Center, enquanto Nascimento entrevistava, por telefone, a então chefe do escritório da Globo em Nova York, Simone Duarte. Houve um momento de pausa na narração. Segundo Amauri Soares, era uma cena tão inacreditável que ele e Carlos Nascimento pensavam se tratar de uma reprise do primeiro acidente ou de uma cena de um filme que a CNN estava usando para ilustrar a transmissão.

De improviso, Nascimento chegou a dizer que poderia ser replay do primeiro choque, já que as imagens que estavam no ar eram da TV americana. Schroder relata: “Era evidente que não era replay, pois o avião se chocara na torre que não estava pegando fogo. Mas, ao vivo, no ar, às vezes é difícil perceber as coisas. Imediatamente pedi que o Amauri rodasse em São Paulo a cena novamente e pusesse no ar: estava provado, não era replay, mas outro avião se chocando contra a outra torre. Tudo isso demorou poucos segundos, e o Carlos Nascimento pôde dizer ao público: ‘Se havia alguma dúvida sobre se o que estamos vendo é ou não um atentado terrorista, a dúvida está desfeita’”.

EUA sob ataque

A Globo começou a falar em ataque terrorista antes mesmo da CNN. Logo em seguida, chegou a informação de que mais dois aviões haviam caído nos Estados Unidos: um no Pentágono e outro em Pittsburgh, na Pensilvânia.

Naquele momento, a sala de Schroder já estava completamente tomada. Além dele, Buzzoni e Ali Kamel, Fernando Bittencourt (diretor da Central Globo de Engenharia), Tom Florido (diretor da Central Globo de Informática, Administração e Patrimônio) e Luis Erlanger (diretor da Central Globo de Comunicação) estavam ali, cada um para oferecer os recursos necessários a uma operação que se arrastaria por muitas horas.

Em São Paulo, Amauri Soares mobilizava toda a redação para apoiar a dupla de apresentadores. “Amauri trabalhou muito bem, assim como toda a equipe de São Paulo. Transmitir durante quatro horas não é nada simples. E tudo funcionou perfeitamente. O escritório de Nova York, da mesma forma, trabalhou brilhantemente, superando todas as dificuldades”, diz Schroder.

Os correspondentes da TV Globo numa força-tarefa

O escritório da Globo em Nova York trabalhou intensamente naquele dia. Os correspondentes Edney Silvestre, Zileide Silva, Heloísa Villela, Jorge Pontual, a coordenadora Simone Duarte, a produtora Joana Studart Pereira e os cinegrafistas Orlando Moreira, Hélio Alvarez e Sherman Costa, além de Luís Fernando Silva Pinto em Washington , saíram em busca de imagens que as redes de TV norte-americanas não mostravam. Foram entrevistadas pessoas nas ruas que sobreviveram à tragédia, inclusive brasileiros que estavam em Nova York. Durante o Jornal Nacional daquela noite, Zileide Silva fez diversas entradas ao vivo, dando as últimas informações .

Edney Silvestre ressalta o esforço dos profissionais do escritório de Nova York para produzir o material que foi ao ar naquele dia. Das 18 pessoas que trabalhavam na redação, duas estavam de férias. Os voos foram todos suspensos, e as pontes de acesso à cidade, fechadas. O sistema de transportes entrou em colapso, e não havia metrô, ônibus ou mesmo táxis circulando em Manhattan, onde fica a sucursal da Globo. O repórter Arnaldo Duran, que passava férias na cidade, foi a pé do bairro do Queens, onde se hospedava, até o escritório para ajudar na cobertura dos acontecimentos. “Muitas pessoas do escritório que não eram jornalistas – a recepcionista, a moça que tomava conta dos assuntos financeiros –, colaboraram, entrando na internet, assistindo à televisão e passando as notícias. Teve uma hora em que foi necessário operar uma câmera, e todos os cinegrafistas estavam ocupados. Zileide Silva tinha que entrar no ar naquele momento, e a Joana Studart, que é produtora, operou a câmera”, lembra Edney Silvestre.

Minutos depois de o primeiro avião atingir uma das torres, o repórter Jorge Pontual, que embarcava num avião para Washington, onde cobriria uma manifestação contra o FMI, foi forçado a desembarcar com os demais passageiros. No aeroporto encontrou com o cinegrafista Hélio Alvarez, que também iria para Washington. Com todos os acessos à ilha de Manhattam fechados, os dois pegaram uma carona em um carro de polícia, que tinha passe livre no local da tragédia. “Conseguimos atravessar todas as barreiras e chegamos lá perto. Gravamos as cenas de pessoas que tinham descido do prédio e estavam correndo, ainda cobertas de pó. Uma coisa dramática. Gente que tinha visto pessoas caindo e que ria porque tinha se salvado, aquele riso nervoso de quem só sabe que está vivo. Foi muito impressionante”, recorda Jorge Pontual.

Em Londres, os repórteres Ernesto Paglia e Marcos Losekannacompanharam os reflexos dos atentados na Europa. De Beirute, no Líbano, o repórter Mounir Safatli deu informações , por telefone, sobre a repercussão no Oriente Médio.

Avaliando essa cobertura jornalística da Globo, Edney Silvestreacredita que foi naquele momento que a emissora mostrou que tem uma estrutura internacional que faz a diferença: “Enquanto os outros mostravam imagens compradas, imagens de satélites, a TV Globo tinha suas próprias câmeras e seus próprios repórteres”. Um exemplo foram as imagens feitas por Orlando Moreira no “marco zero”. O cinegrafista e o repórter Jorge Pontual foram dos poucos a entrar no local do desabamento das torres.

Jorge Pontual conta como ele e Orlando Moreira conseguiram chegar ao local, furando o cerco montado pela polícia: “Nós fomos os primeiros a conseguir entrar no “marco zero”. Foi no domingo à tarde. Tinha muita barreira, mas os policiais deviam estar cansados. Orlando Moreira dizia: ‘Encosta nas paredes dos prédios, no outro lado da rua, e vai andando assim que eles não vão nos ver’. E assim a gente foi, sem ninguém ver. Até que chegamos lá e vimos os escombros ainda queimando. Aquilo era sufocante, de passar mal”.

Orlando Moreira recorda o mesmo episódio: “Chegamos àquela primeira barreira de polícia, e eles não deixaram a gente passar. Até que nós encontramos um policial que estava mais cansado, nos tornamos invisíveis aos seus olhos e conseguimos passar. Mais à frente tinha outra barreira. Falei: ‘Pontual, vem comigo’. Passamos e, quando eu vi, saímos em frente ao World Trade Center, o mais perto possível dos escombros. Foi a primeira imagem que fizemos da tragédia. Antes, a única imagem que se tinha era daquelas câmeras fixas do governo norte-americano”.

Quando a notícia interfere na programação

Durante toda a manhã, os correspondentes internacionais da Globo fizeram entradas ao vivo, direto de Nova York, atualizando as informações e relatando aquilo a que estavam assistindo in loco. Pouco depois do ataque às torres, Edney Silvestre e o cinegrafista Orlando Moreira seguiram para a área dos atentados , onde a situação era caótica. “Dentro da área havia muita fumaça e não se enxergava nada”, lembra o repórter. “A polícia não queria deixar que a gente passasse, nem de um lado, nem do outro, porque, obviamente, a cena era terrível. Orlando Moreira e eu tivemos que ir nos desviando para chegar até o local”, relembra Edney. O repórter Jorge Pontual esteve na Times Square e entrevistou as pessoas assustadas nas ruas.

Outro momento de grande impacto foi quando as pessoas começaram a se jogar do alto dos prédios, situação muito difícil para qualquer emissora de televisão. “Mas, naquele momento, não havia como decidir não transmitir, era impossível, tudo acontecia com uma rapidez muito grande. O que evitamos fazer foi repetir as cenas”, lembra Schroder.

Naquele dia, a primeira edição dos telejornais regionais e o Globo Esporte não foram exibidos. A programação normal da Globo só voltou a ser apresentada depois do final da cobertura do jornal Hoje (a narração ao vivo dos eventos se transformou no jornal Hoje daquele dia). Durante a tarde, Nascimento e Ana Paula Padrão permaneceram na bancada do telejornal, fazendo entradas ao vivo a cada intervalo comercial.

Imagens inesquecíveis

O momento de maior perplexidade foi quando a primeira torre ruiu. “Hoje, parece óbvio que elas cairiam. Mas, naqueles momentos, nada era óbvio. Parecia que ficaríamos vendo por muito tempo as duas torres pegando fogo, muito desespero, cenas já dantescas por si mesmas. Mas, de repente, a primeira torre ruiu, com a cena sendo descrita por Carlos Nascimento. Num primeiro instante, fração de segundos, houve a dúvida sobre o que era toda aquela poeira. Mas o Nascimento e o mundo logo perceberam. Era a primeira torre caindo. E, pouco tempo depois, a outra”, lembra Ali Kamel.

De fato, tudo ali era superlativo. “Nós, e o mundo, não tínhamos tempo para respirar, para digerir a tragédia imediatamente anterior. Mas a diferença é que, enquanto o mundo assiste, nós temos de assistir e trabalhar ao mesmo tempo, buscando explicações, análises. A sucessão de eventos é sem igual, quem poderá dizer o que foi mais chocante? Primeiro um avião se lança contra uma torre; depois, ao vivo, outro bate contra a segunda torre. Os prédios ardem em chamas, pessoas se jogam do alto. Em seguida, vem a notícia do ataque ao Pentágono, a gente corta a imagem e mostra ao mundo o centro militar mais poderoso do planeta parcialmente destruído. Depois, diante dos nossos olhos, e contra as expectativas, uma torre cai, depois a outra. E, por fim, a notícia da queda do avião na Pensilvânia. Tudo isso ao vivo, tudo isso muito rápido, diante dos olhos do mundo e nos obrigando a trabalhar horas seguidas não como meros espectadores, mas como transmissores de tudo aquilo, com a obrigação de narrar, informar, analisar. Foi uma jornada histórica”, lembra Schroder.

Jornal Nacional histórico

“Onze de setembro de 2001: uma terça-feira que vai marcar a História da humanidade. A maior potência do planeta é alvejada pelo terror.” Assim William Bonner e Fátima Bernardes anunciavam o Jornal Nacional daquela noite, que apresentou uma edição especial com uma hora de duração. Seu noticiário bateu o recorde de audiência daquele ano. De cada 100 televisores ligados no país no horário, 74 estavam sintonizados na Globo. Segundo William Bonner, a edição do JN foi um trabalho heróico: “Todo o mundo se envolveu, aqui e no exterior, e o resultado foi uma riqueza de informações brutal. Essa equipe pequena conseguiu se mexer para fazer história. Eu acho que nada se compara àquilo”.

Além de contar com a participação dos correspondentes de Nova York, Washington, Londres e Beirute, com reportagens e imagens exclusivas, o telejornal exibiu entrevistas com analistas políticos e especialistas em relações internacionais que não hesitaram em afirmar que o mundo seria outro depois daquela terça-feira. Aquela fora a maior agressão externa sofrida pelos Estados Unidos em seu território. No ataque ao WTC, 2.823 pessoas morreram, entre elas policiais e bombeiros que trabalhavam antes de os prédios desabarem. Somando-se todas as vítimas, inclusive as do Pentágono e do avião na Pensilvânia, 3.056 pessoas morreram nos atentados terroristas de 11 de setembro.

Já naquele dia o nome de Osama Bin Laden apareceu como suspeito de chefiar os atentados a Nova York e Washington. O terrorista, um dos mais procurados do mundo, já havia sido responsabilizado por um ataque a bomba ao próprio World Trade Center em 1993, que matara seis pessoas e deixara mais de mil feridos.

Emmy

Em outubro de 2002, o Jornal Nacional foi indicado pela Academia Nacional de Artes e Ciências da Televisão dos Estados Unidos ao prêmio Emmy Internacional, pela cobertura dos atentados de 11 de setembro. Trabalhos do mundo inteiro concorreram ao prêmio, uma espécie de Oscar da televisão para emissoras estrangeiras. A Globo foi uma das quatro finalistas, ao lado da alemã RTL e das britânicas ITN e BBC. A vencedora, no entanto, acabou sendo a Rede BBC, que concorreu com sua série de reportagens sobre a tomada de Cabul pelas tropas americanas.

Schroder avalia que o sucesso daquela cobertura teve um significado especial para todos na Central Globo de Jornalismo: “Eu tinha assumido havia pouco tempo. O Ali Kamel era recém-chegado. Em agosto, durante o sequestro de Silvio Santos, já tínhamos ficado sete horas ao vivo no ar. Foi como um treino do que viria pouco tempo depois, mas nada comparável ao 11 de setembro. Foi com o ataque às torres gêmeas que pudemos dar uma prova de que a equipe sempre esteve unida, preparada, e que a mudança de comando na CGJ foi, de fato, uma mudança na continuidade”.

A resposta dos EUA

A primeira reposta do governo de George W. Bush aos atentados de 11 de setembro foi atacar o regime talibã que protegia a rede terrorista comandada por Osama Bin Laden. Com o apoio de governos de 56 países e da maioria do povo americano, os Estados Unidos iniciaram a ofensiva militar contra o Afeganistão no dia 7 de outubro.

E março de 2003, os EUA bombardearam Bagdá, capital do Iraque, deflagrando mais uma guerra no Golfo Pérsico. Com a justificativa de estarem atrás de armas de destruição em massa, as tropas norte-americanas invadiram o país de Saddam Hussein.

Em maio de 2011, quase uma década depois dos atentados, o sucessor de Bush, Barak Obama, anunciou que Osama Bin Laden estava morto. O terrorista fora encontrado num esconderijo a cem quilômetros de Islamabad, capital do Paquistão, graças ao trabalho de investigação minucioso do serviço secreto norte-americano. 

Dez anos depois

Dez anos após os atentados ao World Trade Center, o Jornal Nacional exibiu uma série de reportagens sobre o tema, produzida por seus correspondentes nos Estados Unidos. Na primeira reportagem, apresentada no dia 5 de setembro de 2011, Rodrigo Bocardi mostrou como os ataques modificaram os conceitos de segurança em todo o planeta. A convite do governo norte-americano, o repórter também visitou a base de Guatânamo, em Cuba, onde foram presos afegãos e iraquianos acusados de ligação com a rede terrorista Al Qaeda.

No dia seguinte, Luís Fernando Silva Pinto falou sobre os custos financeiro e humano das duas guerras – Afeganistão e Iraque – que se seguiram aos atentados. Os impactos dos ataques de 11 de setembro na comunidade muçulmana nos EUA foram o tema da reportagem de Elaine Bast.
Os repórteres Marcos Uchoa e Edu Bernardes viajaram ao Afeganistão para mostrar como estava o país longe do domínio dos talibãs. Na última reportagem da série, exibida no dia 10, a correspondente Giuliana Morrone falou sobre a reconstrução de Nova York e seus habitantes. A repórter também visitou o canteiro de obras onde ficavam as torres do World Trade Center e mostrou o novo prédio, ainda em construção, que será erguido no local.


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