Vamos Recordar? Chocolate com Pimenta

CHOCOLATE COM PIMENTA

Novela no estilo de comédia romântica ambientada nos anos 1920 inspirava-se na opereta A Viúva Alegre, de Franz Lehár.


TRAMA PRINCIPAL

Chocolate com Pimenta é uma comédia romântica ambientada na década de 1920 na fictícia Ventura, uma pequena cidade cuja economia gira em torno da fábrica de chocolates e bolos artesanais Bombom, de propriedade do milionário Ludovico (Ary Fontoura). A novela foi inicialmente inspirada na opereta A Viúva Alegre, do compositor húngaro Franz Lehár.

A protagonista, Ana Francisca (Mariana Ximenes), é uma menina humilde, ingênua e romântica que, após perder o pai – assassinado por grileiros no sul do país –, vai morar em Ventura com uma parte da família que não conhece. Mesmo sendo uma espécie de “patinho feio” com seus vestidos pobres e penteados antiquados, a caipira chama a atenção do don juan Danilo (Murilo Benício), o rapaz mais bonito do colégio e a grande paixão da mimada Olga (Priscila Fantin), filha do delegado da cidade, interessada em fisgar aquele bom partido.

Olga percebe o interesse que Ana também sente por Danilo e decide pregar uma peça na moça, que é humilhada publicamente durante o baile de formatura no Instituto de Educação de Ventura, ao qual comparecera a convite do próprio Danilo. O rapaz, porém, para desgosto de Olga, passa a se interessar por Ana Francisca.

Apesar das artimanhas de Olga para impedir o romance dos dois, Ana e Danilo começam a namorar. Para ajudar a família nas despesas da casa, Ana vai trabalhar como faxineira na fábrica de chocolates e conhece Ludovico, mas não faz ideia de quem se trata, já que ele prefere fazer a menina acreditar que é um simples funcionário da empresa. Aos poucos, os dois ficam amigos.

Ana Francisca descobre que está grávida de Danilo. Mas uma armação de Olga e da tia dele, Bárbara (Lilia Cabral), provoca a separação do casal, e Ana não consegue contar a novidade ao namorado. Ao ver o desespero e o sofrimento da jovem amiga, que pensa que Danilo não quis saber do filho, Ludovico revela sua verdadeira identidade e propõe casamento a ela, para dar um nome à criança. Os dois vão para Buenos Aires, na Argentina, onde Ana começa uma vida nova. Lá, ela recebe aulas de etiqueta, dança e música, corta os cabelos à última moda e ganha vestidos finos e joias do marido, transformando-se em uma linda mulher. Ludovico, porém, com a saúde fragilizada, morre pouco depois do nascimento do filho de Ana Francisca.

Rica e acionista majoritária da fábrica de chocolates, Ana volta a Ventura sete anos depois de sua partida, disposta a se vingar. A cidade, que antes a tratava com desprezo, agora a recebe com um grande baile. Para a surpresa geral, ela decide fechar a fábrica, o único sustento de Ventura. A partir de então, passa a enfrentar os artifícios criados pelo prefeito Vivaldo (Fulvio Stefanini), o delegado Terêncio (Ernani Moraes) e o banqueiro Conde Klaus von Burgo (Cláudio Corrêa e Castro), que tentam demovê-la a todo custo da ideia.

À determinada altura, a novela subverte os padrões de um folhetim tradicional, já que os três vilões, interessados em convencer Ana a não transferir a fábrica para outra cidade, fazem tudo para reaproximá-la de Danilo.

A principal antagonista de Ana, porém, é a irmã de Ludovico, Jezebel (Elizabeth Savala), uma mulher ambiciosa que quer tomar o controle da fábrica – o que acaba conseguindo.

Em meio a essa disputa, Ana reencontra Danilo, o grande amor de sua vida e pai de seu filho Tonico (Guilherme Vieira). Embora ainda se amem, os dois não conseguem se entender. Ele – que está noivo de Olga há sete anos – acredita que Ana Francisca o traiu, casando-se com Ludovico por causa de seu dinheiro. Ela quer distância do rapaz por achar que ele a abandonou quando mais precisava de seu apoio. O romance de Danilo e Ana fica mais complicado com as intervenções de Olga e Jezebel, que viram aliadas.

Mesmo com todas as armações da dupla de vilãs, porém, Danilo descobre que é pai de Tonico, e os dois têm um final feliz, com a chegada de mais uma filha. Olga acaba se casando com o soldado Peixoto (Ângelo Paes Leme), que sempre foi apaixonado pela filha do delegado.

TRAMAS PARALELAS

Menino ou menina?

Um dos mistérios da trama gira em torno de Bernardete (Kayky Brito), a filha adotiva de Jezebel (Elizabeth Savala). Quando ficou grávida, Jezebel adoeceu e fez uma promessa a Santa Bernadete: dedicaria a filha à santa. Como acabou perdendo a criança, resolveu adotar uma menina para cumprir a promessa. Sua empregada Cândida (Yeda Dantas) tinha um filho e, sem ter condições de dar uma boa criação ao menino, decidiu levá-lo para ser adotado pela patroa, mantendo em segredo o verdadeiro sexo do bebê. Jezebel percebe que tem uma menina diferente, mas não suspeita da verdade, já que foi Cândida quem sempre cuidou da criança. Bernardete, por sua vez, também acredita ser uma menina, pois cresceu sendo tratada como tal, e não consegue explicar os sentimentos estranhos que tem por Cássia (Luiza Curvo). A verdade só é revelada às vésperas de seu casamento, arranjado pela mãe. Em pânico por não saber o que acontece consigo, Bernardete pede ajuda a Dona Mocinha (Denise Del Vecchio), governanta de Ana Francisca (Mariana Ximenes). Depois de muita insistência, Jezebel concorda em levar a filha ao médico. No consultório, para espanto de todos, descobre-se que Bernardete, na verdade, é um menino. Ele corta os cabelos, passa a usar roupas masculinas e adota o nome de Bernardo.

Vilões farsescos

Inspirados em vilões de desenhos animados, os personagens de Elizabeth Savala, Fulvio Stefanini, Cláudio Corrêa e Castro e Ernani Moraes foram alguns que garantiram o humor da trama com seu tom farsesco. Eles sempre eram os maiores prejudicados em suas próprias armações. Murilo Benício também contribuiu com o lado cômico da novela ao emprestar humor ao mocinho Danilo.

Família Buscapé

Também merece destaque a engraçada família caipira de Ana Francisca (Mariana Ximenes), formada por sua avó Carmem (Laura Cardoso), o tio Margarido (Osmar Prado), a agregada Dália (Carla Daniel) e os primos Timóteo (Marcello Novaes) e Márcia (Drica Moraes): ela, uma caipira que se acha chique; ele, um rústico que faz o público se divertir ao contracenar com Estrela, sua vaca de estimação.

PRODUÇÃO

Os primeiros capítulos da novela mostraram cenas com Mariana Ximenes, Murilo Benício e Ary Fontoura gravadas na Argentina. Serviram de cenários o famoso Teatro Cólon, localizado na Avenida 9 de Julio, centro de Buenos Aires; o Rosedal, parque da cidade; e a localidade de Tigre, próxima à capital argentina.

No Brasil, o elenco gravou na Serra Gaúcha, em pontos turísticos de Gramado (como o Lago Negro), Canela (Parque das Sequoias) e São Francisco de Paula (Ponte do Passo do Inferno). Nesta última foi realizado o desfile da fanfarra de Ventura, com direito a banda, balizas e bandeiras, e uma figuração de 150 moradores da região. Também houve gravações na região serrana do Rio de Janeiro e em São Lourenço, sul de Minas Gerais.

FIGURINO E CARACTERIZAÇÃO

Os figurinos ficaram a cargo de Lessa de Lacerda, que buscou referências em seu próprio álbum de família. A criação do visual dos atores contou com a parceria do supervisor de caracterização Sérgio Azevedo. À frente de suas equipes, os dois cuidaram para que roupas e penteados dos personagens ajudassem a diferenciar as duas fases da novela, marcando a passagem de tempo. Algumas curiosidades foram encontradas nas pesquisas: segundo o figurinista, no início da década de 1920 o comprimento das saias era acima do joelho; no final, acima da canela.

O figurinista Lessa de Lacerda conta que, ao longo da novela, tinha à sua disposição uma bordadeira e uma chapeleira de plantão, já que bordados e chapéus eram muito presentes na época em que era ambientada a trama. A maioria dos figurinos foi feita especialmente para a produção. Ana Francisca (Mariana Ximenes), por exemplo, usou cerca de 40 vestidos pretos na fase de luto da personagem.

No início da trama, Mariana Ximenes usou corpete para achatar os seios, óculos, roupas largas e cabelo de “maria mijona”. Na segunda fase, transformada em viúva glamourosa, ela apareceu de cabelos curtos à la garçonne, com um vestido de corte enviesado, característico do fim da década, lançamento da estilista Madeleine Vionnet. A extravagância de Jezebel (Elizabeth Savala) sofreu influência dos costumes criados pelo estilista Erté, famoso nos anos 1920 por seu estilo exótico e romântico.

Um dos destaques do figurino foi a caracterização de Kayky Brito, típica de uma menina de época. O ator usava vestidos, laços e sapatos de boneca e, como começava a ter pelos nas pernas, tinha de usar meia-calça o tempo todo. Além disso, teve de alongar os cabelos através de uma técnica que consiste no aplique de cabelos naturais que são descoloridos, tingidos e agrupados por tamanho em mechas, coladas aos cabelos dos atores por meio de placas de queratina que derretem com o calor. Foram usadas quase 300 mechas no ator.

A certa altura da trama, a personagem Bárbara, interpretada por Lilia Cabral, voltava à cidade completamente careca e usando uma peruca de franjas que, volta e meia, ficava torta. O efeito resultante da maquiagem aliada aos recursos de computação gráfica ficou tão bom que muitos telespectadores juravam que a atriz havia realmente raspado a cabeça.


CENOGRAFIA E ARTE

José Cláudio Ferreira dos Santos e Eliane Heringer coordenaram a equipe de cenografia da novela. A fictícia Ventura foi construída em uma área de 6 mil m2 na Central Globo de Produção (Projac), livremente inspirada em cidades que sofreram influências de várias colonizações, como Gramado e Canela, no sul do Brasil.

Os destaques da cidade cenográfica eram a fábrica de chocolates (um casarão antigo com paredes de tijolinhos, em estilo inglês do início do século XX); o hotel da personagem Margot, vivida po rRosamaria Murtinho (com fachada inspirada no hotel Quitandinha de Petrópolis, RJ, e o interior remetendo à França dos anos 1920); e a estufa de plantas localizada na praça central, onde também se encontrava uma igreja inspirada na catedral de Nova Trento, de Santa Catarina.

O sítio da família de Ana Francisca foi ambientado no bairro de Camorim, na zona oeste do Rio de Janeiro, que já servira de locação para as minisséries A Muralha (2000) e A Casa das Sete Mulheres (2003). Além de uma casinha típica da roça, feita com material de demolição, foram criados no local galinheiro, viveiro, horta, estábulo, chiqueiro e um lago artificial.

No estúdio, destacou-se o interior da fábrica de chocolates, compartimentada em módulos e com uma loja em estilo francês na frente. Contava com um forno cenográfico de ferro fundido do tamanho de um fogão industrial de dez bocas, um boiler, pias e bancadas de mármore e encanamento aparente. A equipe teve dificuldades em encontrar referências devido à ausência de registros.

A equipe de produção de arte, coordenada por Isabela Sá, visitou diversas feiras de antiguidade no Rio de Janeiro, em São Paulo e Buenos Aires para conseguir os objetos de cena. E também desenvolveu a identidade visual da fábrica de chocolates, desde o logotipo vitoriano e romântico criado nas cores vinho, creme e verde, até as embalagens dos bombons, inspiradas em embalagens inglesas da época.

Toda a linha de chocolates da fábrica foi feita especialmente para a novela, que consumia nas gravações, em média, três quilos de bombons de chocolate por semana. Também foram produzidos mais de dez mil bombons cenográficos em 15 formatos diferentes.
Outro destaque foram os autênticos carros antigos usados em cena, do acervo de um colecionador particular. O personagem de Murilo Benício usava um autêntico Ford Roadster, modelo T, de 1926 – o típico carro de playboy que, na época, ficou conhecido no Brasil como “baratinha”.

A preparação do elenco para viver seus papéis incluiu palestras sobre os anos 1920, ministradas pelo historiador André Ryoki, responsável pela pesquisa da novela. Osmar Prado, Carla Daniel e Juliana Alves ganharam noções de confeitagem, já que seus personagens eram funcionários da fábrica de chocolates. Priscila Fantin, Nívea Stelmann, Maria Maya e Sabrina Rosa fizeram aulas de baliza para as gravações do desfile da fanfarra da cidade. Os atores do núcleo rural – Laura Cardoso, Carla Daniel, Drica Moraes, Osmar Prado e Marcello Novaes – tiveram aulas de prosódia com a pesquisadora Íris Gomes da Costa para lidar com as expressões e singularidades das falas de seus personagens.

CURIOSIDADES

Assim como em outras novelas que dirigiu, Jorge Fernando fez uma participação especial na história, interpretando o palhaço do circo que chega à cidade de Ventura. A novela contou também com a participação de Lucinha Lins e Lauro Góes, como os pais de Danilo (Murilo Benício). Marcos Frota viveu um trapezista do circo, Morcego Voador, que se apaixona por Bárbara, personagem deLilia Cabral. E os cantores Zezé di Camargo e Luciano atuaram, respectivamente, como os personagens Casca e Cascudo, que aparecem no sítio da família de Ana Francisca (Mariana Ximenes). Dália (Carla Daniel) e Cascudo se encantam um pelo outro, e ela vai embora com a dupla.
Chocolate com Pimenta foi a quinta novela de época da carreira de Walcyr Carrasco, e sua terceira na TV Globo, onde antes assinara O Cravo e a Rosa (2000) e A Padroeira (2001). Em 2005, ele escreveu outro sucesso, Alma Gêmea.

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A comédia agradou o público do horário, e alcançou excelentes índices de audiência, chegando a apresentar médias comparáveis a das novelas das 20h.

Laura Cardoso conta que a trama era tão divertida que, por vezes, o elenco não conseguia conter o riso, sendo obrigado a interromper as gravações.

Osmar Prado conta que o sotaque caipira de seu personagem, Margarido, foi inspirado no modo de falar de seu próprio pai, que era do interior de São Paulo.

Lançada em maio de 2004 no mercado externo, a novela foi vendida para diversos países, entre eles Cazaquistão, Argentina, Chile, Guatemala, Paraguai, Peru, El Salvador, Sérvia e Montenegro, Equador, Venezuela, Ucrânia, Romênia, Moldávia, Bósnia, Portugal, Uruguai, Moçambique, Nicarágua, Costa Rica, EUA e Honduras. Em Portugal, foi líder absoluta de audiência, conquistando o primeiro lugar geral e chegando a ser apresentada em dois horários por dia.

TRILHA SONORA

O pianista e compositor Mú Carvalho assinou a produção musical de Chocolate com Pimenta, cuja trilha inclui uma composição de sua autoria, Apanhei-te Mini-Moog. Músicas tradicionais ganharam novos arranjos, versões e intérpretes. Luiza Possi canta Além do Arco-Íris, versão dela para Somewhere Over the Rainbow, de Harold Arlen e Yip Harburg; Cássia Eller canta Toda Vez que Eu Digo Adeus, versão de Every Time We Say Goodbye, de Cole Porter, feita por Carlos Rennó; Luiz Melodia dá voz a uma versão de Valsa Brasileira, de Edu Lobo e Chico Buarque; e Zezé di Camargo e Luciano regravaram Tristeza do Jeca, de Angelino de Oliveira. Na trilha incidental, ritmos da época como choro, polca, maxixe, valsa e foxtrote embalavam as ações dos personagens.

Nacional

Além do Arco-Íris – Tema de Ana
Compositores: Harold Arlen/ Yip Harburg/ Luiza Possi
Intérpretes: Luiza Possi

Tristeza do Jeca – Tema de Timóteo
Compositores: Angelino de Oliveira
Intérpretes: Zezé Di Camargo & Luciano

Sensação – Tema de Graça
Compositores: Harry Akst/ Benny Davis/ Dudu Falcão
Intérpretes: KLB

Encontro – Tema de Guilherme
Compositores: A. Bonono/ Andrea Bocelli/ F. Sartori/ Dudu Falcão
Intérpretes: Fábio Nestares

Toda vez que eu Digo Adeus – Tema de Olga
Compositores: Cole Porter/ Augusto de Campos/ Carlos Rennó
Intérpretes: Cássia Eller

Voa Bicho – Tema de Margarido
Compositores: Telo Borges/ Márcio Borges
Intérpretes: Milton Nascimento

Pra Lembrar de Nós – Tema de Danilo
Compositores: Vanessa Rangel/ Ary Sperling
Intérpretes: Flávio Venturini

Tá-Hi – Tema de Márcia
Compositores: Joubert de Carvalho
Intérpretes: Eduardo Dusek

Urubu Malandro – Tema de Vivaldo
Compositores: João de Barro/ Louro
Intérpretes: Abraçando Jacaré

Sensível Demais – Tema de Celina
Compositores: Jorge Vercillo
Intérpretes: Nalanda

Valsa Brasileira – Tema do Conde Klaus
Compositores: Edu Lobo/ Chico Buarque
Intérpretes: Luiz Melodia

De um Jeito que Não Sai – Tema de Jezebel
Compositores: Ivan Lins / Ronaldo Monteiro
Intérpretes: Leila Pinheiro

Apanhei-te Mini Moog – Tema de Margot
Compositores: Mú Carvalho
Intérpretes: Mú Carvalho

Chocolate com Pimenta – Tema de abertura
Compositores: Aldir Blanc/ Mú Carvalho
Intérpretes: Deborah Blando

 
Internacional

I’m in the Mood for Love
Compositores: J. Mchugh/ D. Fields
Intérpretes: Rod Stewart

Everytime We Say Goodbye
Compositores: Cole Porter
Intérpretes: Steve Tyrell

Hey There
Compositores: R. Adler/ J. Ross
Intérpretes: Bette Midler

(Somewhere) Over The Rainbow
Compositores: Yip Harburg/ Harold Arlen
Intérpretes: Luiza Possi

In The Mood
Compositores: Andy Razaf/ Joe Garland
Intérpretes: Glenn Miller & Orquestra

Puttin’ on the Ritz
Compositores: Irving Berlin
Intérpretes: Fred Astaire

Night and Day
Compositores: Cole Porter
Intérpretes: Ella Fitzgerald

Mack the Knife (Moritait)
Compositores: Kurt Well / B. Brecht/ Marc Blitzstein
Intérpretes: Louis Armstrong

Stormy Weather (Keeps Rainin’ All the Time)
Compositores: H. Arlen/ T. Koehler
Intérpretes: Etta James

Lover
Compositores: R. Rodgers/ L. Hart
Intérpretes: John Williams & Boston Pops Orchestra

Chocolate Waltz
Compositores: John Windsor
Intérpretes: The John Windsor Company

Good Old Times
Compositores: Fabio Almeida/ Ian Duarte
Intérpretes: Swinging Jellys

Curly Little Girl
Compositores: Fabio Almeida/ Ian Duarte
Intérpretes: Charlie Robins Band

DIVULGAÇÃO

A campanha de lançamento de Chocolate com Pimenta, criada pela Central Globo de Comunicação, contou com anúncios e filmes vinculando tipos de chocolate a personagens da novela. Também foi realizado um festival gastronômico em parceria com 23 restaurantes do Rio de Janeiro e 12 de São Paulo. Durante cerca de um mês antes da estreia da novela, os estabelecimentos ofereceram em seus cardápios pratos à base de chocolate e pimenta, criados exclusivamente para o evento e batizados com os nomes dos personagens da trama.

ELENCO

Adélia Lazari – Dona Hortência (florista)
Alexandre Barillari – Beto
Andréa Avancini – Yvete
Angelo Paes Leme – Soldado Peixoto
Antônio Grassi – Reginaldo
Armando Paiva – Morador de Ventura
Ary Fontoura – Ludovico
Ary França – Epaminondas
Bruno Pereira – Thiago
Cacá Bueno – Elias
Caco Ciocler – Martim
Carla Daniel – Dália
Carlos Alberto – Juiz
Cássia Linhares – Nádia
Cássio Pandolfi
Charles Myara – Pai de Ana Francisca
Chico Carvalho – Detetive Horácio
Cláudia Borioni – Madre Superiora
Cláudio Corrêa e Castro – Conde Klaus von Burgo
Daniel Barcelos – Joalheiro, pai de Fabrício
Denise Del Vecchio – Dona Mocinha
Drica Moraes – Márcia
Élida L’Astorina – Mãe de Fabrício
Elizabeth Savalla – Jezebel
Ernani Moraes – Terêncio
Flávio Ozório – Comerciante
Francisco Fortes – Astolfo
Fúlvio Stefanini – Vivaldo
Gabriel Azevedo – Fabrício
Guilherme Piva – Paulo
Guilherme Vieira – Tonico
Gustavo Otoni – Jurado
Hilda Rebello – Matilde
Isaac Bardavid – Defensor público
Jardel Mello – Romão, sócio de Ismênia
Jean Felipe – Palito
Jorge Fernando – Palhaço do circo
José Steimberg – Médico que examina Graça
Juliana Alves – Selma
Kayky Brito – Bernardete (Bernardo)
Keruse Bongiolo – Amélia
Laura Cardoso – Carmem
Lauro Góes – Leonardo
Lília Cabral – Bárbara
Luciana Barbosa – Pureza
Lucinha Lins – Elvira
Lucy Mafra – Venúsia
Luiz Antônio – Jóia (Vitor)
Luiza Curvo – Cássia
Malu Valle – Ismênia
Marcela Barrozo – Estela
Marcello Novaes – Timóteo
Marcelo Barros – Araújo
Marco Miranda – Ladislau, perito
Marcos Frota – Morcego Voador (trapezista)
Maria Maya – Lili
Maria Silvia – Vizinha de Aninha
Mariana Ximenes – Ana Francisca
Mário Cardoso – Delegado
Mário César Camargo – Maquinista do trem
Miriam Pires – Parteira de Graça
Mônica Carvalho – Gigi
Murilo Benício – Danilo
Nívea Stelmann – Graça
Odilon Wagner – Dono da fábrica de tecidos
Osmar Prado – Margarido
Patrícia França – Sofia
Paulo de Almeida – comparsa de Juvenal
Paulo Rezende
Priscila Fantin – Olga
Renato Chocair – Eugênio
Renato Rabelo – Padre Eurico
Ricardo Martins – Quincas
Roberto Bomtempo – Juvenal
Roberto Frota – Dr. Eusébio, assessor do Secretário de Segurança Pública
Rodrigo Faro – Guilherme
Rômulo Medeiros
Rosamaria Murtinho – Margot
Rosane Gofman – Roseli
Rosina Lobosco – Dona Micaela
Sabrina de Souza Ferreira – Darlene
Sabrina Rosa – Verinha
Samara Felippo – Celina
Samuel Mello – Beleza (Vinícius)
Sarah Maciel – Bernardete criança
Sérgio Fonta – Mestre Lael
Sônia de Paula – Mulher de Epaminondas
Tânia Bondezan – Marieta
Tarcísio Filho – Sebastian
Thiago Farias
Vicente Barcellos
Victor Pecoraro – Maurício
Viviane Porto – Inácia
Walney Costa – Coronel Leitão
Yêda Dantas – Cândida
Zezé di Camargo e Luciano – Cascão e Cascudo

FONTES

Depoimentos concedidos ao Memória Globo por Walcyr Carrasco(12/03/2007), Laura Cardoso (14/08/2008), Lilia Cabral(22/06/2009), Osmar Prado (07/12/2010), Lessa de Lacerda(20/06/2006); Boletim de Programação da Rede Globo, 06/2003, 07/2003, 08/2003, 09/2003, 11/2003, 12/2003, 01/2004, 02/2004, 03/2004, 04/2004, 05/2004; Centro de Documentação da TV Globo (Cedoc); MEMÓRIA GLOBO. Entre Tramas, Rendas e Fuxicos – O Figurino na Teledramaturgia da TV Globo, Editora Globo, 2007; MEMÓRIA GLOBO. Autores – Histórias da Teledramaturgia. São Paulo, Editora Globo, 2008; MEMÓRIA GLOBO. Guia Ilustrado TV Globo – Novelas e Minisséries. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2010; BORGES, Robinson. “Walcyr Carrasco adapta ‘Viúva alegre’ para as 18h” In: Valor, 12/08/2003; CARDOSO, Rachel. “Sabor de sucesso” In: Diário de São Paulo, 08/10/2003; CASTRO, Daniel Castro. “Governo veta novela das 18h antes das 20h” In: Folha de São Paulo, 09/08/2003; “Censura livre para ‘Chocolate com Pimenta’” In: Jornal da Tarde, 14/08/2003; DUARTE, Alessandro. “O sucesso de Carrasco” In: Veja, 01/10/2003; GALLO, Renata. “Autor cede às regras do folhetim” In: O Estado de São Paulo, 29/08/2003; HAMBURGER, Esther. “´Chocolate’ remete aos primórdios do gênero” In: Folha de São Paulo, 10/09/2003; JIMENEZ, Keila. “Autor inverte clichê na próxima novela das 6” In: O Estado de São Paulo, 02/07/2003; KNOPLOCH, Carol. “‘Chocolate’ adoça ibope das 6” In: O Estado de São Paulo, 29/09/2003; KOGUT, Patrícia. “Controle remoto” In: O Globo, 16/03/2004; MERTEN, Luiz Carlos. “Mais pimenta do que chocolate” In: O Estado de São Paulo, 10/09/2003; MOREIRA, Paulo Ricardo. “Ana desiste da vingança. Por enquanto” In: O Globo, 30/11/2003; MOUSSE, Simone.“Novela das 6 com ibope nobre” In: O Globo, 12/10/2003; “O humor de Benício” In: Agora, 11/11/2003; “Os noveleiros estão vivendo seus dias de glória” In: Jornal da Tarde, 04/11/2003; “Paixão bem curiosa” In: O Dia, 21/09/2003; REIS, Leila. “Público gosta de histórias tradicionais” In:O Estado de São Paulo, 27/10/2003; http://www.somlivre.com.br, acessado em 02/2006; http://www.teledramaturgia.com.br, acessado em 02/2006; http://us.imdb.com, acessado em 02/2006.


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