Ferreto – capítulo 10

TELEGLOBO

APRESENTA

 

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Série inspirada e baseada no núcleo Ferreto da novela A Próxima Vítima, escrita por Silvio de Abreu com colaboração de Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, exibida pela Rede Globo em 1995. A minha intenção ao escrever a série é homenagear os 20 anos da novela, contando o passado das personagens Ferreto, a criação do roteiro e parte do enredo é de minha autoria, coisas ditas na novela pelas personagens formam a composição do enredo. Deixo claro que a Rede Globo, os autores Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, não tem vinculo algum com a série faço por conta própria.

Débora Costa

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Capítulo 10

Cena 1

Mansão Ferreto – Escritório

 

SALVATORE: (nervoso) Vamos Carmela! Fala! Seu marido teve a cara de pau de me roubar?

CARMELA: (olhando Salvatore) Babbo eu nem sei como te falar isso…

ROMANA: Mas eu sei, Adalberto falsificou a sua assinatura e pagou uma divida altíssima.

SALVATORE: (da um soco na porta, está muito nervoso) Eu vou acabar com a raça desse desgraçado!

CARMELA: (com vontade de chorar) Babbo fica calmo…

SALVATORE: (com a voz elevada) Não tem como ficar calmo! Isso eu não vou perdoar, se ele não me devolver o que roubou, vai para a cadeia! (começa a passar mal).

ROMANA: (preocupada) Babbo, é melhor você se sentar um pouco.

SALVATORE: (passando mal, nervoso) Não quero sentar! (fica tonto, se apoia na cadeira).

CARMELA: (segura Salvatore) Romana vai buscar um copo de água para o babbo.

FILOMENA: (entra) O que está acontecendo aqui? Ouvi babbo gritando…

SALVATORE: (se senta, está passando mal, olha Filomena) Adalberto… Teve a cara de pau de falsificar a minha assinatura e pagar uma divida com o meu dinheiro!

FILOMENA: (se aproxima de Salvatore, o olha) Fica calmo, você está muito pálido… Deixa isso comigo, eu resolvo isso para você.

ROMANA: (sorri) Claro que resolve…

FILOMENA: (olha Romana) Então resolva você!

ROMANA: Esse mérito tem que ser seu. (sorri).

SALVATORE: Vou acabar com ele…

FILOMENA: (preocupada) Não se preocupa com isso, eu vou dar um jeito, mas você tem que ir descansar um pouco. (olha Carmela) Você fica aqui e vê a pressão do babbo, me fala quanto ele roubou.

CARMELA: (escreve em um pedaço de papel, entrega a Filomena).

FILOMENA: (olha o valor no papel, fica séria) Não demoro, e vocês cuidem do babbo. (sai).

ROMANA: Só faltou a capa de super filha…

CARMELA: (fica com vontade de rir, disfarça).

 

Cena 2

Rua

 

FRANCESCA: (está numa praça).

ADALBERTO: (se aproxima).

FRANCESCA: (nervosa) O que você quer comigo? Você ficou louco? Me mandar um bilhete perto de Gigio, não foi fácil despista – lo.

ADALBERTO: Desculpa Cesca, mas é um assunto urgente.

FRANCESCA: Então fala logo!

ADALBERTO: (olha Francesca) Eu não estava conseguindo dinheiro para pagar uma divida de jogo e… Falsifiquei a assinatura do seu pai em um cheque e paguei a divida.

FRANCESCA: (brava) Que sem vergonha! E você me conta isso assim!

ADALBERTO: Carmela descobriu e está nesse momento na sua casa.

FRANCESCA: Se babbo descobrir e te mandar para a cadeia não vou fazer nada para te ajudar!

ADALBERTO: Cesca eu não tive saída.

FRANCESCA: Se você fizesse algo na vida além de jogar dinheiro fora nas cartas, talvez tivesse dinheiro.

ADALBERTO: Não deixa a Cacá contar nada ao Salvatore.

FRANCESCA: Sinto muito, você roubando o meu babbo, está roubando a mim também, e isso é imperdoável, agora me dá licença e não me procura mais, se eu quiser, eu te procuro. (sai).

ADALBERTO: (fica sem saber o que fazer).

 

Cena 3

Mansão Vasconcellos (Lidia e Arthur) – Sala

 

LIDIA: (está tomando chá, a campainha toca).

EMPREGADA: (vai abrir a porta).

FILOMENA: (entra, olha Lidia).

LIDIA: (se levanta, não gosta de ver Filomena) O que você está fazendo aqui?

EMPREGADA: (vai para a a cozinha).

FILOMENA: (encara Lidia, se aproxima) Por mim eu não passaria nem na porta da sua casa, não me agrada em nada estar no mesmo lugar que você, mas as circunstancias me obrigaram a vir aqui.

LIDIA: (encara Filomena) O que você quer?

FILOMENA: O dinheiro que seu filho roubou do meu babbo.

LIDIA: (olhando Filomena) Como é?

FILOMENA: Ficou surda Lidia? Eu vim aqui recuperar o dinheiro que seu filho roubou do meu babbo.

LIDIA: (se senta) Isso que você está falando não tem sentido.

FILOMENA: (sorri sarcástica) Tem sim, seu filhinho falido roubou meu babbo.

LIDIA: (se levanta, olha Filomena) Escuta aqui sua carcamana! Você não tem o direito de entrar na minha casa e acusar o meu filho de roubo, vai embora daqui.

FILOMENA: (encara Lidia) Só saio daqui com o que pertence ao meu babbo, e se você não me der o que quero, saio daqui e vou para a delegacia denunciar o seu filhinho para a policia e você deve fazer ideia do escândalo que isso vai ser nos jornais.

LIDIA: (olha Filomena com raiva).

 

Cena 4

Mansão Ferreto – Suíte de Salvatore

 

SALVATORE: (está deitado).

CARMELA: (se aproxima) Você está melhor babbo?

SALVATORE: De saúde sim, mas de ódio não, cresce a cada momento.

CARMELA: (fica chateada) Eu nem sei o que dizer.

SALVATORE: (segura a mão de Carmela a olha) Você não fez nada minha querida, estou assim pela atitude do seu marido, você não tem que se sentir mal no lugar dele.

CARMELA: Quando eu descobri fiquei sem chão, nunca poderia imaginar que ele fosse capaz de uma coisa dessas.

SALVATORE: Eu sim, pode se esperar tudo de homens da corja de Adalberto.

 

Cena 5

Sala

 

FRANCESCA: (entra com Gigio).

LEONEL: (se aproxima sorri) Olá.

GIGIO: Leo, como vai?

LEONEL: (sorri) Muito bem e vocês?

FRANCESCA: Eu estou um pouco cansada, vou descansar um pouco antes da viajem, com licença. (sobe as escadas).

GIGIO: Você já deve estar sabendo da renovação dos votos que vai ter amanhã, está convidado. (sorri).

ELISEO: (entra).

LEONEL: (olha Eliseo sorri) Agradeço muito o convite Gigio, mas já tenho compromisso, vou para a fazenda com Filó.

ELISEO: Você não vai.

GIGIO: (olha Eliseo, sorri) Pelo jeito você já soube do que houve entre Leo e minha cunhadinha.

ELISEO: (fica sério, olha Gigio) Acho que isso não é da sua conta.

GIGIO: Va bene… Não está mais aqui quem falou. (sorri, sobe as escadas).

LEONEL: (olha Eliseo) Acho que quem não deve ir á fazenda é você, afinal creio que não deve entender nada nessa área.

ELISEO: (olhando Leonel) Eu vou acompanhando a minha noiva, o que você quer aqui? Qual é a sua?

LEONEL: (da risada) O que eu quero não está disponível no momento.

ELISEO: (fica com raiva, segura Leonel pelo colarinho da camisa o encara) E nunca estará, vou me casar com ela, portanto volte para a sua família! Bem longe daqui!

LEONEL: (empurra Eliseo, fica sério, o encara) Acha que ela vai se contentar em ter um homem como você ao lado? Já se olhou no espelho? Você não chega nem aos pés do que ela merece. (sorri, sai).

ELISEO: (fica com raiva).

 

Cena 6

Mansão Vasconcellos (Lidia e Arthur) – Sala

 

LIDIA: (nervosa) Você não seria capaz de ir até a polícia a levantar uma falsa acusação contra o meu filho!

ADALBERTO: (entra, se espanta ao ver Filomena).

FILOMENA: (olha Adalberto) Você não poderia ter chegado num momento melhor.

ADALBERTO: O que você está fazendo aqui?

ARTHUR: (entra, não entende o que está acontecendo).

LIDIA: Essa mulher veio aqui dizer que você roubou o pai dela! E que se não devolver o que você roubou vai te denunciar á policia.

FILOMENA: (olha Adalberto com raiva) Se você ainda tem uma gota de dignidade, conta para ela o que você fez ficar aqui nessa casa me dá asco, portanto você tem pouco tempo, ou fala, ou saio daqui e vou para a delegacia.

ADALBERTO: (olhando Filomena) Você faria isso?

FILOMENA: O que você acha?

ADALBERTO: (olha Lídia) É verdade mamãe… Eu estava sem saída, pedi ajuda á vocês e não me ajudaram… Então eu vi os cheques de Carmela, e tinha um assinado pelo Salvatore… Copiei a assinatura dele e paguei minha divida.

LIDIA: (olhando Adalberto, fica com vontade de chorar, com vergonha).

ARTHUR: (se aproxima, olha Adalberto) Você foi longe demais.

FILOMENA: Deixem o drama para depois, eu quero agora o que ele roubou!

ARTHUR: (olha Filomena) Faça a denuncia, quem sabe assim ele toma jeito. (entra no escritório).

FILOMENA: (olha Adalberto) Nem seu pai quer saber de você, que coisa mais deprimente. (vai saindo).

LÍDIA: Espera… (olhando para o chão, com vontade de chorar) Eu vou devolver o que meu filho roubou.

FILOMENA: (olha Lidia, sorri um pouco) Ótimo, eu quero a quantia em dinheiro, não confio em cheque de pessoa que está falindo.

LIDIA: (se levanta, olha Adalberto com raiva, dá um tapa no rosto dele, entra no escritório).

ADALBERTO: (com a mão no rosto, olha Filomena com raiva).

FILOMENA: (olha altiva para Adalberto).

Cena 7

Mais Tarde – Mansão Ferreto – Sala

 

ROMANA: (se aproxima de Francesca) Sorella eu estou indo agora com Marcelo para Campos do Jordão.

FRANCESCA: Gigio e eu vamos daqui a pouco, parece que ele vai buscar um amigo para ir conosco.

ROMANA: (olha Francesca) Como você está se sentindo com isso?

FRANCESCA: (olha Romana, sorri) Com tédio.

ROMANA: (da risada) Imaginei, vou indo Marcelo está me esperando, até breve. (sai).

LEONEL: (se aproxima) O noivinho da sua irmã foi embora?

FRANCESCA: Não, está no quarto dela, disse que lá é o único lugar que não vai ver sua cara.

LEONEL: (sorri, sínico) Idiota…

FRANCESCA: (olhando Leonel) Léo… Não destrua a vida de Filomena, ela está muito bem com Eliseo.

LEONEL: O cara é um imbecil, não merece ela.

GIGIO: (desce as escadas) Vamos amore.

LEONEL: (sorri) Desejo que tudo corra bem.

GIGIO: Obrigado, não quer mesmo vir conosco?

LEONEL: Não, eu vou para a fazenda.

FRANCESCA: E babbo? Não vai?

GIGIO: Ele disse que vai mais tarde.

FRANCESCA: Então vamos. (sai).

GIGIO: (vai com Francesca).

FILOMENA: (entra).

LEONEL: (sorri) Você sumiu.

FILOMENA: (se aproxima de Leonel, dá um tapa no rosto dele, o olha com raiva) Nunca mais me coloque em risco como você fez hoje!

LEONEL: (a olha) Eu preciso te falar uma coisa.

FILOMENA: Não quero saber e também não quero que vá a fazenda! Se você for irá se arrepender.

LEONEL: Tudo bem… Não vou á fazenda, vou á renovação de votos da Cesca, mas quando você chegar estarei aqui.

FILOMENA: (empurra Leonel sobe as escadas).

LEONEL: (sorri, coloca a mão no rosto).

 

Cena 8

Suíte de Salvatore

 

SALVATORE: (está deitado, pensativo).

FILOMENA: (entra, se aproxima) Como você está babbo?

SALVATORE: (se senta na cama) Bem filha.

FILOMENA: (entrega um envelope grande a Salvatore, o olha) Aqui está babbo, a quantia que Adalberto roubou de você.

SALVATORE: (olha Filomena, abre o envelope, olha Filomena novamente) Como você conseguiu isso?

FILOMENA: Não foi difícil, bastou ameaçar a Lidia com um escândalo nos jornais pela prisão do filhinho dela que ela me deu o que pedi.

SALVATORE: (espantado) Você foi até a casa da Lidia?

FILOMENA: Fui mesmo a odiando tinha que ir lá por você, e também… Não poderia deixar a oportunidade de me vingar dela. (sorri) Foi tão bom ver a cara que ela ficou.

SALVATORE: (sorri) Eu já falei que te amo muito?

FILOMENA: (sorri) Hoje não.

SALVATORE: (a abraça) Grazie… (a olha) As coisas que você faz por mim eu nem sei como agradecer.

FILOMENA: E não precisa, faço porque te amo, e não quero que nada te aconteça.

SALVATORE: (a olha nos olhos) Quando acontecer algo comigo… Você terá muitas responsabilidades…

FILOMENA: Babbo…

SALVATORE: (segura a mão dela) Tenho que te falar… Quando eu não estiver mais aqui, quero que você cuide de tudo, sei que será muitas coisas, mas confio plenamente em você, claro que confio nas suas sorellas, mas elas não são tão ligadas aos negócios como você.

FILOMENA: Por que você está me falando isso?

SALVATORE: (sorri) Porque só agora consegui falar, você nunca me deixa falar sobre isso.

FILOMENA: Não mesmo, não gosto… Agora eu tenho que ir, se não vai ficar tarde e eu odeio andar por aquelas estradas á noite.

SALVATORE: Você foi e largou sua sombra ai, está te esperando no seu quarto, não sei o que deu nele, mas está com uma cara…

FILOMENA: (olha Salvatore) É?… Você viu se ele falou com Leonel?

SALVATORE: Não sei filha… Filó, o que há entre você e Leo?

FILOMENA: Nada, já que você está bem, já vou indo, quando eu voltar da fazenda tenho uma coisa para te contar.

SALVATORE: Sou curioso, fala agora amore.

FILOMENA: Na volta… (sorri, beija o rosto de Salvatore, o olha) Te amo.

SALVATORE: Já estou com saudades.

FILOMENA: (sorri) Que mentira, você vai dar graças á Deus por eu estar longe e não ficar no seu pé.

SALVATORE: (sorri) Isso é mesmo.

FILOMENA: (da risada) Eu sabia, até logo babbo. (sai).

SALVATORE: (olha o envelope, suspira).

 

Cena 9

Noite – Campos do Jordão – Hotel – Suíte de Romana

 

ROMANA: (entra com Marcelo) Eu adoro esse lugar, você viu quanta coisa linda.

MARCELO: (está carregando algumas sacolas) Vi você comprou quase tudo.

ROMANA: (sorri) Eu sou assim mesmo, se gosto compro vá se acostumando Marcelo. (se senta na cama).

MARCELO: (coloca as sacolas na mesa, a olha sorri) Você pretende sair essa noite?

ROMANA: (olhando Marcelo, faz que não com a cabeça) Tenho outros planos para essa noite.

MARCELO: (sorri) Posso saber quais são esses planos?

ROMANA: (se levanta, se aproxima de Marcelo, o abraça por trás, fala no ouvido dele) Para começar a noite, vou tomar um banho relaxante na banheira. (acaricia o peito dele).

MARCELO: (segura e beija a mão de Romana) Parece um excelente programa.

ROMANA: (vira Marcelo de frente para ela, o olha nos olhos) Você está incluído nele. (beija Marcelo).

 

Cena 10

Bar do Hotel

 

LEONEL: (está bebendo, um pouco embriagado, pensativo).

SALVATORE: (se aproxima) Léo o que faz aqui? Você não deveria estar na fazenda com a minha filha?

LEONEL: (sorri, bebe, olha Salvatore) Ela não quis que eu fosse.

SALVATORE: Mas já estava tudo certo… Embora eu confie muito em minha filha acho que ela precisava de ajuda.

LEONEL: Não precisa, Filomena é inteligente. (bebe).

SALVATORE: (olhando Leonel) Por que ela não deixou você ir?

LEONEL: Porque aquele porre do noivinho dela estava com ciúmes.

SALVATORE: Acredito que com razão… Sou velho mas não cego, e eu já notei que você anda cercando minha filha.

LEONEL: (da risada, olha Salvatore) Eu deixei tudo e vim atrás dela e a encontro com um babaca do lado.

SALVATORE: (olhando Leonel) Quando tomamos uma atitude devemos ter consciência que terá consequência… O que você fez foi por sua conta, minha filha está bem e feliz com o noivo e é assim que tudo vai continuar, entendeu?

LEONEL: (sorri olhando Salvatore) Não.

SALVATORE: (sorri) É melhor que entenda por bem, não vai querer ver o meu lado mal… Boa noite. (sai).

LEONEL: (sério) Todos temos um lado mal…

 

Cena 11

Suíte de Francesca e Gigio

 

FRANCESCA: (está fumando, olhando pela janela).

GIGIO: (se aproxima, tira o cigarro da mão dela, apaga, a olha) Para com esse habito horrível amore, isso te faz mal.

FRANCESCA: (olhando Gigio) Muitas coisas me fazem mal e não são tiradas de mim a força.

GIGIO: (sorri) Não precisa se zangar Cesca faço isso por te amar.

FRANCESCA: (olhando Gigio sorri) Eu estava aqui lembrando da primeira vez que nos beijamos…

GIGIO: Eu nunca me esqueço, eu achei que você não iria aceitar namorar comigo por eu ser mais velho… (sorri) Mas para a minha felicidade você disse sim e me beijou.

FRANCESCA: (olhando Gigio) Eu me sentia bem ao seu lado, protegida de alguma forma, quando você me abraçava era como se eu estivesse protegida do mundo fora do abraço… Eu te amei muito…

GIGIO: (olhando Francesca) Não me ama mais?

FRANCESCA: (o olha com vontade de chorar) Talvez não da mesma forma com que te amei quando nos casamos, as coisas foram ficando mornas… Você matou muita coisa boa.

GIGIO: Me dói ouvir isso… Eu sei que andei pisando na bola algumas vezes, reconheço, mas não acredito que o suficiente para acabar o amor.

FRANCESCA: (acaricia o rosto de Gigio) Não foi o amor que acabou, foi aquela moça que se casou apaixonada.

GIGIO: (segura a mão de Francesca em seu rosto, a olha) Vou fazer de tudo para traze – la de volta, te amo muito. (beija Francesca).

 

Cena 12

Dia Seguinte – Manhã – Fazenda

 

FILOMENA: (está andando pela fazenda acompanhada de Eliseo e o caseiro) Então ninguém sabe por que os animais adoeceram.

CASEIRO: Não senhorita, dos cinco que ficaram doentes dois morreram, dai o veterinário mandou fazer uns exames.

FILOMENA: E já sabem o resultado?

CASEIRO: Ainda não, mas sai segunda, por isso pedi para o seu Salvatore vir, eu tenho pra mim que foi veneno.

FILOMENA: Caso tenha sido isso vou até a delegacia, você já pode ir.

CASEIRO: Licença. (sai).

ELISEO: (está distante, pensativo).

FILOMENA: (olha Eliseo) Eliseo… O que você tem? Está assim desde ontem, aconteceu alguma coisa?

ELISEO: (olha Filomena) Não sei… Você é que tem que me dizer.

FILOMENA: Que joguinho é esse? Detesto essas coisas, babbo me disse que você conversou com Leonel… É por isso essa cara?

ELISEO: Em parte sim, ele é muito desagradável, eu quase perdi a cabeça e bati nele pelas coisas que me disse.

FILOMENA: (olhando Eliseo) O que exatamente ele te disse?

ELISEO: (olha Filomena) Você está com medo que ele tenha me contado algo que não devesse?

FILOMENA: (séria) Para de me responder com perguntas, eu quero saber o motivo de você está assim.

ELISEO: Ele me disse que não sou homem para você.

FILOMENA: (fica aliviada, disfarça) E você levou isso em consideração? Vindo de Leonel pode se esperar qualquer golpe baixo.

ELISEO: É… (a olha) E me disse como o relógio dele foi parar no seu quarto.

FILOMENA: (olhando Eliseo) Mentira, para de tentar descobrir as coisas assim, foi como eu disse.

ELISEO: Por que tem tanta certeza que ele não me contou.

FILOMENA: Porque se ele tivesse contado você não estaria aqui.

ELISEO: (olha Filomena) Então o motivo do relógio dele estar no seu quarto realmente foi outro.

FILOMENA: (pensativa, o olha) O que? Está vendo, você me enche tanto com isso que eu até falo coisas sem pensar. (vai saindo).

ELISEO: (segura Filomena, a olha) Fala pra mim, porque Leonel é seguro ao seu respeito, o que aconteceu entre vocês á partir do momento que ele chegou?

FILOMENA: (olhando Eliseo, pensativa).

 

Fim do Capítulo

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