“Artistas Inesquecíveis” bate recorde com edição que homenageia Daniella Perez

Publicada em 24 de julho de 2015 a edição do “Artistas Inesquecíveis” que homenageou a atriz Daniella Perez, que completaria 45 anos nessa semana se fosse viva, alcançou hoje, 11 de agosto, 54 pontos de alcance, ficando assim em primeiro lugar entre as 10 matérias mais acessadas do TeleGlobo, em segundo veio o 1º capítulo de “Descaminhos” com 20 pontos.

Se fossemos somar os pontos de audiência da edição de Daniella em 24 de julho até aqui, ela ficaria com quase 90 pontos de alcance. Além do Brasil, hoje o  TeleGlobo foi acessado em vários países como: Estados Unidos, Portugal, Alemanha, Letônia, Itália e Cabo Verde.

Releia a 3ª edição do “Artistas Inesquecíveis” no link a baixo:

https://teledramaturgiaglobo.wordpress.com/2015/07/24/artistas-inesqueciveis-daniella-perez-3a-edicao/ 

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Artistas Inesquecíveis: Raul Cortez – 5ª edição

Raul Christiano Machado Pinheiro de Amorim Cortez (São Paulo, 28 de agosto de 1932 – São Paulo, 18 de julho de 2006) foi um ator brasileiro.

Pai da também atriz Lígia Cortez, fruto do seu casamento com a atrizCélia Helena, e de Maria, essa com Tânia Caldas. O ator teve duas netas, filhas de Lígia: Vitória e Clara.

Descendente de espanhóis (por parte do pai) e de portugueses, Raul era o mais velho de seis irmãos: Rui Celso, Lúcia, Pedro, Regina e Jô Cortez.

Tem um impressionante currículo que inclui 66 peças teatrais, 20 telenovelas, seis minisséries, 28 filmes e vários prêmios, entre eles cinco Molière – a mais importante premiação do teatro brasileiro

Biografia

Atuação nos palcos

Ia ser advogado, mas aos 22 anos decidiu trocar os tribunais pelo palco. A estreia foi em 1955 e no ano seguinte já fez o primeiro papel no cinema, em O Pão que o Diabo Amassou. Em 1965 foi Joaquim em Vereda da Salvação, em 1969 encarnou um travesti na peça Os Monstros e em 1970 fez o primeiro nu do teatro brasileiro em O Balcão, de Jean Genet.

Na década seguinte recebeu vários prêmios, mas a consagração veio da mão da peça Rasga Coração (1979), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Última escrita pelo mestre Oduvaldo Vianna Filho, na qual contracenou com Lucélia Santos, interpretando o amargurado funcionário público e ex-militante comunista Maguary Pistolão. A cena final, escrita por Vianinha, foi marcante: o funcionário público aparece nu amarrado por cordas nos pés e dependurado no ponto mais alto do palco.

Televisão

Na pele de Miguel Fragonard em Água Viva

Após participar de algumas telenovelas nas emissoras Excelsior, Bandeirantes e Tupi, Raul Cortez estreou na Rede Globo em outubro de 1978 no especial “Ciranda, Cirandinha” no papel do pai de Tati, personagem principal vivida pela atriz Lucélia Santos. Dois anos depois, em 1980, protagonizou ao lado de Reginaldo Faria a novela de Gilberto Braga, Água-Viva, na qual interpretou o cirurgião plástico Miguel Fragonard. Com este trabalho alcançou notoriedade e reconhecimento do público, tornando-se uma estrela da televisão.

Para isso também contribuíram papéis em Baila Comigo (1981), de Manoel Carlos – um amigo de 40 anos, que chegou a convidá-lo para participar de Páginas da Vida – e Partido Alto (1984), primeira novela de Aguinaldo Silva, que o consagrou em Senhora do Destino como o elegante Pedro Correia de Andrade e Couto, o “Barão de Bonsucesso”.

 

 Fotos: Em o Rei do Gado e Mulheres de Areia 

Os mega-vilões Virgílio Assunção, de Mulheres de Areia (1993), e Geremias Berdinazzi, de O Rei do Gado (1996), aumentaram a fama internacional, particularmente na Rússia, onde ambas as novelas atingiram enorme audiência no país. Terra Nostra, a trama mais vendida da Rede Globo, o levou aos cinco continentes com outro italiano: Francesco Magliano.

Com Glória Menezes em Senhora do Destino

Em 2005, foi preciso suspender a participação em Senhora do Destino, devido ao avanço da doença que causaria a morte, mas tudo parecia relativamente resolvido, pois ainda retornaria às telas interpretando Antônio Carlos, na minissérie JK, a biografia do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

É considerado um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Raul morreu às vésperas de completar cinquenta anos de carreira, em decorrência do agravamento de um câncer no pâncreas, contra o qual lutava há cerca de quatro anos.

Apesar de ser descendente de espanhóis, foram marcantes os personagens italianos em telenovelas como O Rei do Gado, Terra Nostra e Esperança.

Doença e morte

Velório de Raul Cortez no Teatro Municipal de São Paulo

Em dezembro de 2004, Cortez foi operado para a remoção de um tumor na região do pâncreas e do intestino delgado, seguindo-se um tratamento quimioterápico. Em 30 de junho de 2006, foi novamente internado, falecendo no dia 18 de julho.

Política

Ao lado de Regina Duarte, Raul Cortez apoiou José Serra nas eleições presidenciais de 2002.2

Carreira

Televisão

Telenovelas

  • 1966 – Ninguém Crê em Mim (Rede Excelsior) …. Cássio
  • 1967 – Os Miseráveis (Rede Bandeirantes)
  • 1970 – Toninho on The Rocks (Rede Tupi) …. Padre Lírio
  • 1972 – Vitória Bonelli (Rede Tupi) …. Jaime Bonelli
  • 1976 – Tchan, a Grande Sacada (Rede Tupi) …. Aquilino Matos Madeira
  • 1976 – Xeque-Mate (Rede Tupi) …. Sebastião
  • 1980 – Água Viva …. Miguel Fragonard
  • 1981 – Baila Comigo …. Joaquim Gama
  • 1981 – Jogo da Vida …. Carlito Madureira
  • 1983 – Sabor de Mel (Rede Bandeirantes) …. Alberto
  • 1984 – Partido Alto …. Célio Cruz
  • 1986 – Cambalacho …. Frei Malthus
  • 1987 – Brega e Chique …. Cláudio Serra
  • 1987 – Mandala …. Pedro Bergman
  • 1990 – Rainha da Sucata …. Jonas
  • 1992 – Perigosas Peruas …. Aparício
  • 1993 – Mulheres de Areia …. Virgílio Assunção
  • 1996 – O Rei do Gado …. Geremias Berdinazzi
  • 1999 – Terra Nostra …. Francesco Magliano
  • 2001 – As Filhas da Mãe …. Arthur Brandão
  • 2002 – Esperança …. Genaro
  • 2004 – Senhora do Destino …. Barão de Bonsucesso (Pedro Correia de Andrade e Couto)3
Minisséries
  • 2006 – JK …. Antônio Carlos Ribeiro de Andrada
  • 2004 – Um Só Coração …. Rogério
  • 2002 – O Quinto dos Infernos …. Marechal Deodoro da Fonseca
  • 2001 – Os Maias …. Eça de Queiroz (narrador)
  • 2000 – Aquarela do Brasil …. Sérvulo
  • 1999 – Chiquinha Gonzaga …. Barão de Mauá
  • 1998 – Hilda Furacão …. Bob
  • 1995 – Decadência …. Delegado Fontes
  • 1994 – A Madona de Cedro (minissérie) …. Cícero
  • 1993 – Agosto …. Antônio do Mercado
  • 1992 – As Noivas de Copacabana …. José Carlos Montese
  • 1991 – O Sorriso do Lagarto …. Ângelo Marcos

Cinema

  • 1957 – O Pão que o Diabo Amassou
  • 1964 – Vereda da Salvação
  • 1966 – O Anjo Assassino
  • 1967 – O Caso dos Irmãos Naves
  • 1968 – Brasil Ano 2000
  • 1968 – Capitu
  • 1968 – Cristo de Lama
  • 1968 – Desesperado
  • 1968 – O Homem que Comprou o Mundo
  • 1969 – Tempo de Violência
  • 1970 – A Arte de Amar Bem
  • 1970 – Beto Rockefeller
  • 1971 – Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora
  • 1972 – A Infidelidade ao Alcance de Todos
  • 1972 – Janaína, a Virgem Proibida
  • 1976 – O Seminarista
  • 1978 – Pecado Sem Nome
  • 1979 – Os Trombadinhas
  • 1982 – Amor de Perversão
  • 1983 – Aguenta, Coração
  • 1984 – Tensão no Rio
  • 1987 – Os Trapalhões no Auto da Compadecida
  • 1987 – Vera
  • 1989 – Jardim de Alah
  • 1991 – A Grande Arte
  • 1995 – Cinema de Lágrimas
  • 2000 – Imminente Luna
  • 2001 – Lavoura Arcaica
  • 2004 – O Outro Lado da Rua
  • 2004 – Person
  • 2008 – Garoto Cósmico
  • 2008 – Identificados

.

Teatro

  • 2000 – Rei Lear
  • 1999 – Um Certo Olhar – Pessoa e Lorca
  • 1997 – Cheque ou Mate
  • 1993 – Greta Garbo quem Diria Acabou no Irajá
  • 1992 – Luar em Preto e Branco
  • 1991 – As Boas
  • 1990 – M. Butterfly
  • 1987 – O Lobo de Ray-Ban
  • 1986 – Drácula
  • 1986 – A Hora e a Vez de Augusto Matraga
  • 1985 – Ah! Mérica
  • 1982 – Amadeus
  • 1979 – Rasga Coração
  • 1978 – Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
  • 1978 – A Chuva
  • 1976 – A Noite dos Campeões
  • 1975 – Lição de Anatomia
  • 1975 – O Estranho
  • 1974 – Greta Garbo quem Diria Acabou no Irajá
  • 1973 – Hoje é Dia de Rock
  • 1972 – Gracias Senhor
  • 1971 – Galileu Galilei
  • 1971 – Don Juan
  • 1970 – Rapazes da Banda
  • 1969 – O Balcão
  • 1968 – Os Monstros
  • 1967 – Black Out
  • 1966 – Os Corruptos
  • 1966 – Julius César
  • 1965 – Os Físicos
  • 1965 – A Grande Chantagem
  • 1965 – Zôo Story
  • 1964 – Vereda da Salvação
  • 1964 – Pena que Ela Seja Uma Puta
  • 1963 – Pequenos Burgueses
  • 1963 – César e Cleópatra
  • 1962 – Tiro e Queda
  • 1962 – O Pagador de Promessas
  • 1962 – Balanço de Orfeu
  • 1962 – Yerma
  • 1961 – Inimigos Íntimos
  • 1961 – Boca de Ouro
  • 1961 – Código Penal, Artigo 240
  • 1961 – O Exercício para Cinco Dedos
  • 1960 – Bezerro de Ouro
  • 1960 – Os Jograis de São Paulo
  • 1959 – O Santo e a Porca
  • 1959 – A Compadecida
  • 1959 – A Dama das Camélias
  • 1959 – Maria Stuart
  • 1959 – Santa Marta Fabril
  • 1958 – Interesses Criados
  • 1958 – Pedreira das Almas
  • 1958 – O Outro Lado da Rua
  • 1958 – A Morte do Caxeiro Viajante
  • 1958 – Revolução dos Beatos
  • 1957 – Rua São Luís 27 / 8º andar
  • 1957 – A Rainha e os Rebeldes
  • 1957 – As Provas de Amor
  • 1957 – Leonor de Mendonça
  • 1956 – O Diário de Anne Frank
  • 1956 – Hamlet
  • 1956 – Eurídice
  • 1955 – Está Lá Fora o Inspetor
  • 1955 – Dias Felizes
  • 1955 – O Impetuoso Capitão Tic

Prêmios e indicações

  • Teve duas indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil na categoria de melhor ator, por Lavoura Arcaica e O Outro Lado da Rua.
  • Recebeu o Prêmio Candango de melhor ator coadjuvante, no Festival de Brasília, por Capitu.
  • Recebeu os prêmios Molière, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) e Mambembe de melhor ator por seu desempenho na peça O Lobo de Ray-Ban.



Artistas Inesquecíveis: Hebe Camargo – 4ª edição

Hebe Camargo (Taubaté, 8 de março de 1929— São Paulo, 29 de setembro de 2012) foi uma apresentadora de televisão, cantora e atriz brasileira, tida como a “rainha da televisão brasileira”. Morreu no dia 29 de setembro de 2012 por conta de uma parada cardíaca em São Paulo.

Nascida em Taubaté, filha de Esther Magalhães Camargo e Sigesfredo Monteiro Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Caçula de 7 filhos (4 mulheres e 3 homens) ela estudou até a quarta série do primário e acompanhava seu pai em suas apresentações em festas, casamentos e recitais. Seu pai, mais conhecido como Fêgo Camargo, era violinista e cantor.

1943: Início da carreira no rádio

Sua família mudou-se para a capital, São Paulo, em 1943, quando Hebe tinha 14 anos de idade. Fêgo já na capital passou integrar a Orquestra da Rádio Difusora, onde ele regeu a orquestra da emissora de rádio e sempre levava consigo Hebe Camargo. Ela iniciou como cantora na rádio Tupi aos 15 anos de idade no programa Clube Papai Noel.

Ainda na década de 40, ela iniciou juntamente com sua irmã e duas primas o quarteto Dó-Ré-Mi-Fá; o grupo durou três anos. Já na Rádio Difusora no programa Arraial da Curva Torta em 1944, ela formou com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis a dupla caipira Rosalinda e Florisbela. Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambase boleros em boates. Ao gravar um CD em homenagem a Carmen Miranda, ela ficou conhecida como “estrelinha do samba” e posteriormente como “a estrela de São Paulo”. Em 1950 Hebe lançou sua primeira música cantada, “Oh! José” juntamente com “Quem Foi que Disse” em umcompacto de 78 rotações. Após isso, abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.

1950: Início na TV

Hebe ajudou o grupo que foi ao porto da cidade de Santos pegar os equipamentos para dar início a primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, na cidade de São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo viria a cantar no início do TV na Taba (que representava o início das transmissões) o “Hino da Televisão”, mas teve que faltar ao evento e foi substituída por Lolita Rodrigues. Hebe faltou à cerimônia para acompanhar seu namorado na época em uma cerimônia na qual seria promovido e também considerava a letra do hino horrível.

O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas de que Hebe participou na TV Tupi de São Paulo: sentada em um balanço ‘-‘ de parquinho infantil Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi. Tal apresentação está gravada em filme e é considerada uma relíquia da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.

1955: Primeiro programa feminino do Brasil

Com a equipe do programa O Mundo É das Mulheres

Em 1955, Hebe iniciou o primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres dirigido por Walter Forster, onde chegou a apresentar cinco programas por semana. Em 1957, Hebe, originalmente com os cabelos escuros passou a se apresentar com os cabelos tingidos de louro, os quais tornaram-se uma de suas marcas registradas. Em1964 a apresentadora abandonou o programa para casar com o empresário Décio Cupuano, união da qual nasceu Marcello.

Em 1960 é contratada pela TV Continental para apresentar Hebe Comanda o Espetáculo, cuja edição especial em 1961 é lançada em disco.

Em 10 de abril de 1966, vai ao ar pela primeira vez o seu programa dominical Programa Hebe, acompanhada do músico Caçulinha e seu regional TV Record; o programa a consagrou como entrevistadora e a tornou líder absoluta de audiência da época.

Durante a Jovem Guarda muitas personalidades e novos talentos passaram pelo “sofá da Hebe”, no qual eram entrevistados em um papo descontraído. Seus temas preferidos na época eram separações, erotismo, fofoca e macumba.

Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Rádio Panamericana (Jovem Pan).

Nos anos 70, produzido pela Transbrasil e lançado pelo Selo Continental, gravou participação com a música “Pai Nosso” na adaptação para radiodifusão do livro Fernão Capelo Gaivota ou “Johnathan Gaivota” narrado por Moacyr Ramos Calhelha.

Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980. Na Bandeirantes, ficou até 1985, quando foi contratada pelo SBT.

1981-1985: Rede Bandeirantes 

Após 10 anos fora da televisão, ela retornou na Rede Bandeirantes iniciando o programa Hebe na emissora que era exibido nas noites de domingo e após modificado para as segundas. Em 8 de setembro de 1981 ela sofreu um acidente com seu então marido Lélio Ravagnani e mais quatro amigos, o avião em que estavam sofreu uma pane no motor esquerdo e caiu, após o acidente ela comentou sobre o acidente: “Eu vi a morte de perto” afirmou a apresentadora.

Em 1985 em meio a uma transmissão ao vivo de seu programa ela jogou seu microfone no chão e reclamou da emissora dizendo que teria de haver melhor tratamento por parte da emissora, novos cenários, músicos na orquestra e mais produtores o que a emissora prometeu atender seus pedidos. No mesmo ano ela foi convidada para posar nua na revista Playboy, pedido que não foi aceito.

1986-2010: SBT e câncer

Romeu e Julieta com Hebe Camargo e Ronald Golias

Em 1986, Hebe foi para o SBT, onde apresentou três programas: Hebe, no ar até 2010, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, artistas que foram grandes amigos da apresentadora e de um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto,

O programa Hebe entrou no ar pela emissora em 4 de março de 1986.

Entre 1986 e 1993, o programa foi ao ar nas terças-feiras. Em 1993, migrou para as tardes de domingo. No ano seguinte, foi para as segundas-feiras. Durante um período, seu programa foi exibido aos sábados. A apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá.

Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o milésimo programa pelo SBT. Ela também tinha participado em atividades sociais, tais como tomar parte no Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros (Cansei), um protesto crítico iniciado em 2007 sobre o governo brasileiro.

No dia 07 de abril de 2000, foi convidada junto a Lolita Rodrigues e Nair Bellopara uma entrevista no Programa do Jô na Rede Globo, e falaram sobre o tão temido hino à ‘televisão brasileira’. Na véspera de ano novo em Miami a apresentadora se queixou de dor abdominal intensa. Em 8 de janeiro de 2010 ela foi submetida a uma videolaparoscopia para a retirada de nódulos na região abdominal e após a uma biópsia se confirmou que ela tinha um tumor primário de peritônio um tipo de câncer raro. Após a cirurgia e a quimioterapia, ela voltou a trabalhar em 8 de março de 2010.

Em 28 de abril de 2010, Hebe foi submetida a um exame clínico no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O exame constatou que o câncer descoberto em janeiro havio sido curado, e o tratamento não mais era necessário. “Deus nunca me abandonou, nunca vi a vida com tanta alegria“, ela disse para agradecer seus fãs pelo seu apoio.

Em 2010, aos 81 anos, Hebe Camargo gravou seu primeiro álbum ao vivo, Hebe Mulher e Amigos, com duas apresentações, uma em São Paulo, no Credicard Hall em 27 de outubro e outro no Rio de Janeiro, no Citibank Hall em 24 de novembro. No show, a apresentadora recebeu diversas personalidades da música brasileira como Fábio Jr., Daniel,Leonardo, Maria Rita, Paula Fernandes, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone, os quais entrevista em um sofá, como se estivesse em seu programa de auditório.
Em 11 de dezembro de 2010, a apresentadora com permissão do SBT, gravou com o apresentador Fausto Silva o Domingão do Faustão da Rede Globo, onde recebeu o Troféu Mario Lago de 2010 (este programa foi ao ar no dia 26 de dezembro de 2010).

Por volta das 16h30min de 13 de dezembro de 2010, ao final da gravação do especial de Réveillon de seu programa no SBT, Hebe, surpreendeu a todos, e leu uma carta de próprio punho para seu público informando que aquela foi a sua última atuação como funcionária do SBT. Estava ela se despedindo da emissora de Silvio Santos, depois de 24 anos. O contrato dela com o SBT venceria no dia 31 de dezembro, mas diante disto Hebe confirma que não renovaria com a emissora. O último programa de Hebe Camargo no SBT foi ao ar em 27 de dezembro de 2010. Após sua saída do SBT, ela assinou contrato com a RedeTV! em 15 de dezembro de 2010 para receber 500 mil reais por mês, mais 50% de todos os merchandisings do programa,

2011-2012: Estreia na RedeTV!, rescisão e morte 

Ela estreou na RedeTV! em 16 de março de 2011 ocupando o terceiro lugar na audiência na Grande São Paulo.

O programa possuía o mesmo formato do seu programa na antiga emissora sendo exibido às terças-feiras.

Foto cedida por Hebe à revista Quem

No dia 8 de janeiro de 2012, Hebe foi internada no hospital Albert Einstein, na Cidade de São Paulo. Informações preliminares adiantavam que ela passaria por uma cirurgia para a retirada de um tumor no estômago.  Um boletim emitido posteriormente pelo hospital divulgou que Hebe foi submetida a uma laparoscopia diagnóstica, que encontrou nódulos, atestando ser um tipo raro e de difícil tratamento do câncer no peritônio. O resultado da análise confirmou a existência de um tumor primário na região.  Em junho de 2012, Hebe foi internada para ser submetida a uma cirurgia de retirada da vesícula biliar. Em julho do mesmo ano foi novamente internada por motivo não divulgado oficialmente.

Em julho de 2012, o site Radar on-line da revista Veja anunciou que a Rede TV estaria propondo aos seus funcionários uma diminuição para a renovação dos contratos pela metade do salário. Em 24 de agosto de 2012 a colunista do jornal Folha de S. Paulo Keila Jimenez publicou que após a apresentadora ter reclamado dos atrasos de salários pela emissora a equipe de seu programa havia sido desmanchada. Após várias especulações sobre a ida da apresentadora de volta para o SBT, o colunista Flávio Ricco do portal UOL intitulou a matéria de “Hebe Camargo está de volta ao SBT”, sobre o retorno a sua antiga emissora, o que foi desmentido pelo agente da apresentadora. A confirmação da rescisão do contrato com a RedeTV! saiu dois dias após em 17 de setembro. A última exibição do programa Hebe na RedeTV! ocorreu no dia 25 de setembro de 2012 em uma edição especial de despedida da emissora. Dois dias após a exibição do especial, o SBT anunciou a volta da apresentadora a casa. Após o acordo a emissora emitiu um comunicado:

Cquote1.svg Diante da boa notícia, diretores e colaboradores do SBT comemoram a volta da artista, que sempre foi uma das mais queridas da casa. Cquote2.svg

— Comunicado emitido pelo SBT.

Hebe morreu em 29 de setembro de 2012, em São Paulo aos 83 anos após sofrer uma parada cardíaca de madrugada, enquanto dormia. O corpo foi velado no Palácio dos Bandeirantes sede do governo do estado de São Paulo e sepultado no cemitério Gethsemani.

Em homenagem à artista, uma avenida em São Paulo ganhou seu nome.

Filme

Um filme baseado em sua história de vida e carreira será produzido e dirigido por Cacá Diegues, por enquanto o projeto foi apenas confirmado pelo empresário e sobrinho de Hebe, Claudio Pessuti, para o portal Uol.

Vida pessoal

Foi casada duas vezes. Seu primeiro matrimônio foi com o empresário Décio Capuano. Ele foi o segundo namorado de Hebe e estavam morando juntos ha 15 anos. Hebe se casou no civil e na igreja em 14 de julho de 1964, de vestido rosa, pois, por tradição da época, a noiva que não fosse mais virgem não poderia usar branco e Hebe também já tinha 35 anos, ela achava feio se casar como uma jovenzinha. No mesmo ano, descobriu que estava grávida. Em 20 de setembro de 1965 deu à luz um menino, a quem batizou de Marcello de Camargo Capuano. A criança nasceu de parto normal, na Maternidade São Paulo, na Cidade de São Paulo, em um parto prematuro de 8 meses. Décio era muito ciumento, não aceitava a carreira de Hebe, tanto que ela interrompeu por 1 ano até voltar às rádios e tvs.

No período em que morou com Décio, antes de se casar oficialmente, Hebe engravidou duas vezes mas sofreu aborto espontâneo. O marido e ela brigavam muito, e ele a acusava de estar trabalhando demais na televisão, querendo que ela parasse de atuar na TV, e a acusava de ser a culpada pelos dois abortos sofridos, porque trabalhava demais. Depois de casada e conseguir ter seu filho, o jeito do marido não mudou, se tornando infeliz no casamento. Não aguentando a oposição do marido a sua carreira e a crises conjugais, Hebe saiu de casa levando o filho do casal em 1971, e se divorciaram no mesmo ano. Morando sozinha com o filho Marcello, conheceu o empresário Lélio Ravagnani. Começaram a namorar e em 1973 casou-se com Lélio, que ajudou-a a criar seu filho, mesmo o pai indo vê-lo às vezes. Hebe e Lélio viveram juntos por 29 anos, até a morte dele, em 2000.

Em uma entrevista a revista Veja, declarou que aos 18 anos, em 1947, na sua primeira relação sexual, engravidou do seu primeiro namorado, o empresário Luís Ramos, um homem mais velho . Ela fez um aborto, e tomou essa decisão pelo fato que ele a traía constantemente, os dois viviam brigando, e por ser vergonhoso para os pais terem uma filha mãe solteira. A situação piorou quando Hebe foi abandonada grávida por Luiz. Sem alternativas, com medo de ser expulsa de casa e com pena dos pais pelo vexame que passariam de ter uma filha sem marido e com filho, um dia, sem contar a ninguém, decidiu fazer um aborto, indo a uma casa que fazia esse procedimento. Hebe relata que o aborto foi sem nenhum tipo de anestesia, a fazendo gritar de dor, por causa do corte na hora de tirar o feto. Isso a fez sofrer muito. Ao sair de lá, continuou mal e demorou por meses para se recuperar, sentindo dores e hemorragias. Hebe acabou mentindo para os pais, escondendo tudo deles e dizendo que estava bem, somente com cólicas. A apresentadora afirmaria mais tarde: “Sou católica, mas defendo o aborto em alguns casos. A filha de uma conhecida minha foi estuprada e a família não quis o aborto. Foi pior: o filho nasceu com a cara do estuprador. É um estigma para o resto da vida. Num caso desses, como a Igreja pode ser contra?”

Controvérsias

Processo de Inocêncio e Humberto 

Em seu programa no SBT em 1994 ela sugeriu o fechamento do Congresso, em março do mesmo ano, Inocêncio Oliveiraaté então presidente da Câmara dos Deputados e Humberto Lucena presidente do Senado, processaram a apresentadora criminalmente. Segundo ela o processo não teria sucesso já que nem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) obteve sucesso, e ela complementou dizendo:

Cquote1.svg […] acho que esse negócio de me processar não vai dar em nada. Cquote2.svg

— A apresentadora criticando sobre o processo movido contra ela em 1994.

Dias após, Inocêncio retirou o processo.

Processo de Márcia Alves

Em seu programa no final de 2000 ela comentou sobre a separação do cantor Chitãozinho com sua mulher na época Adenair, para namorar Márcia Alves, ex-integrante do grupo Banana Split que atuava como bailarina. Segundo comentário da apresentadora ela sustentou as expressões: “daquela coisa”, “falsa”, “garota de programa” e ainda de acordo com Márcia, Hebe também a comparou ao personagem Capitu da telenovela Laços de Família, que era uma prostituta. A apresentadora ainda perguntou os filhos de Chitãozinho o que achavam do novo relacionamento do pai. Um dia que antecedeu sua morte ou seja em 28 de setembro de 2012, ela foi condenada a pagar cerca de R$ 186,6 mil para Márcia Alves.

Salário na RedeTV!

Em julho de 2012, quando Hebe estava internada num hospital da cidade de São Paulo, ela teve a ideia de ligar para Carlos Nascimento, jornalista e apresentador do SBT. Na ligação, ela disse que queria votar para o reality show O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, durante esta semana, o programa estava em uma competição do Pelé e Juscelino Kubitschek, e ela escolheu votar no rei do futebol. Durante a conversa também falou sobre o estado de saúde, afirmando que graças a Deus e à riqueza dos remédios, estava melhorando. Em sua participação, aproveitou para elogiar o ex-patrão Silvio Santos e criticou a sua antiga emissora (RedeTV!).

Cquote1.svg Eu queria dizer que Silvio Santos é um ‘país’ que respeita seus empregados. Jamais atrasou os pagamentos um dia sequer, é um grande empresário. Cquote2.svg

— Hebe Camargo.

Trabalhos 

Televisão

  • 1950 – TV na Taba – TV Tupi
  • 1955 – O Mundo é das Mulheres – TV Record
  • 1957 – Hebe Comanda o Espetáculo – TV Record (em 1960 TV Continental, no Rio)
  • 1968 – Romeu e Julieta Versão 1 – TV Record
  • 1970 – As Pupilas do Senhor Reitor – TV Record
  • 1978 – O Profeta – TV Tupi
  • 1979 a 1985 – HebeBand
  • 1980 – Cavalo Amarelo – Band
  • 1986 a 2010 – HebeSBT
  • 1990 – Romeu e Julieta Versão 2 – SBT
  • 1995 – Escolinha do Golias – SBT
  • 1998 a 2011 – Teleton – SBT
  • 2000 – TV Ano 50 – TV Globo
  • 2002 – SBT Palace Hotel – SBT
  • 2003 – Romeu e Julieta Versão 3 – SBT
  • 2005 – Fora do Ar – SBT
  • 2007 – Amigas e Rivais – SBT
  • 2009 – Elas Cantam Roberto – TV Globo
  • 2011 a 2012 – HebeRedeTV!
  • 2012 – Hebe: A Rainha Da Televisão BrasileiraSBT – Especial De Sua Morte

Cinema

  • 1949 – Quase no Céu
  • 1951 – Liana, a Pecadora
  • 1960 – Zé do Periquito
  • 2000 – Dinossauro (dublagem da personagem Bayleneem português)
  • 2005 – Coisa de Mulher
  • 2009 – Xuxa e o Mistério de Feiurinha 

Discografia

  • Hebe e Vocês (1959)
  • Festa de Ritmos (1961)
  • Hebe Camargo (1966)
  • Maiores Sucessos (1995)
  • Pra Você (1998)
  • Como É Grande o Meu Amor Por Vocês (2001)
  • As Mais Gostosas Da Hebe (2007)
  • Hebe Mulher (2010)

Prêmios e honras

  • 1990 — “O rosto de São Paulo”
  • 1994 — “Cidadã Paulistana” da Câmara Municipal
  • 2002 — “Tributo de Portugal”
  • 2007 — “Prêmio especial”, do Prêmio Contigo!
  • 2009 — “Título de Professor Honoris Causa” por Universidade FIAM-FAAM
  • 2010 — ” Prêmio LIDE 2010″ do Comitê Executivo do Grupo de Líderes Empresariais
  • 2010 — “Troféu Mario Lago de 2010” no Domingão do Faustão
  • 2010 — Prêmio da Junta Diretiva de 2010 da Academia Latina da Gravação
  • 2010 — Prêmio Faz Diferença -Categoria Revista da TV 2011
  • 2012 — O Maior Brasileiro de Todos os Tempos (posição de numero 56)
  • Troféu Imprensa como melhor apresentadora de televisão nos anos de 1963, 1964, 1965, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1987, 1988, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1999, 2000, 2002, 2003, 2005, 2007, 2008 e 2009)
  • Troféu Internet como melhor apresentadora de televisão nos anos de 2001, 2002, 2003, 2005, 2007, 2008 e 2009}
  • “Melhor entrevista” da Associação Paulista dos Críticos de Artes
  • “Melhor apresentadora de programa de auditório” da Academia Brasileira de Letras 



Artistas Inesquecíveis: Daniella Perez – 3ª edição


Hoje, a saudosa Daniella Perez é a nossa homenageada.


Daniella Ferrante Perez Gazolla, mais conhecida como Daniella Perez(Rio de Janeiro, 11 de agosto de 1970 — Rio de Janeiro, 28 de dezembrode 1992) foi uma atriz e bailarina brasileira, casada com o ator Raul Gazolla e filha da autora de telenovelas Glória Perez.

Biografia

Daniella Perez sempre teve sua vida ligada à arte. Com apenas cinco anos de idade ensaiava seus primeiros passos na dança. Mais tarde surgiu o convite para dançar profissionalmente em uma das melhores companhias de dança do Rio de Janeiro, a “Vacilou, dançou”. Dany, como era chamada entre os amigos, conheceu seu marido Raul Gazolla em sua primeira participação para a TV, fazendo o papel de uma dançarina de tango na novela Kananga do Japão da Rede Manchete. Após, surgiu o convite para viver a personagem Clô na novela Barriga de Aluguel, quem assinava o texto era sua mãe, Glória Perez. Devido ao seu carisma e talento a personagem ganhou espaço na trama e Daniella foi convidada para estrear a novela O Dono do Mundo, fazendo assim o papel de Yara, irmã da protagonista vivida por Glória Pires. Mais tarde, já reconhecida pelo grande público, a atriz fez o Brasil se apaixonar literalmente, graças ao seu talento na pele da personagem Yasmim, uma jovem que despertava uma admiração do personagem gótico Reginaldo vivido por Eri Johnson que a seguia em todos os lugares, Yasmin era irmã da protagonista vivida por Cristiana Oliveira, na novela De Corpo e Alma, sendo essa a sua última novela.

Morte

Jornal que noticiou o assassinato de Daniella

Daniella tinha apenas 22 anos quando foi brutalmente assassinada pelo ex ator e colega de trabalho Guilherme de Pádua e por sua então esposa Paula Nogueira Thomaz (hoje Paula Nogueira Peixoto), que a emboscaram e mataram com 18 punhaladas, que perfuraram o pescoço, pulmão e o coração da atriz. Julgados e condenados por homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, os dois cumpriram apenas seis dos 19 anos a que foram condenados.

A indignação popular que se seguiu a esse episódio resultou na alteração da legislação penal, graças aos esforços da mãe de Daniella, Glória Perez, que encabeçou uma campanha de assinaturas e conseguiu fazer passar a primeira iniciativa popular de projeto de lei a se tornar lei efetiva na história do Brasil. A saída da sua personagem na novela De Corpo e Alma foi explicada com uma viagem de estudos ao exterior, e o personagem do ator Guilherme de Pádua deixou de existir.

Filmografia

Novelas
Ano Título Papel Notas Emissora
1992 De Corpo e Alma Yasmin Bianchi Co-protagonista Rede Globo
1991 O Dono do Mundo Yara Maciel Coadjuvante Rede Globo
1990 Barriga de Aluguel Clô (Clotilde) Coadjuvante Rede Globo
1989 Kananga do Japão Eduarda Participação Rede Manchete

Prêmios e indicações

Ano Prêmio Categoria Indicado Resultado
1993 Troféu Imprensa Revelação do ano Daniella Perez por interpretar Yasmin em De Corpo e Alma Indicado

E essa é a edição de hoje, espero que tenham gostado. Voltaremos na próxima sexta, com mais uma edição do “Artistas Inesquecíveis”.


Artistas Inesquecíveis: Cazuza – 2ª edição

Essa semana completou 25 da morte de Cazuza, e por isso ele é o homenageado de hoje do “Artistas Inesquecíveis”.

Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1958 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1990) foi umcantor, compositor, poeta e escritor brasileiro. Conhecido como vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho.

Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada. Dentre as composições famosas junto aoBarão Vermelho estão “Todo Amor que Houver Nessa Vida”, “Pro Dia Nascer Feliz”, “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Bilhetinho Azul”.

Cazuza é considerado um dos maiores compositores da música brasileira. Dentre seus sucessos musicais em carreira solo, destacam-se “Exagerado”, “Codinome Beija-Flor”, “Ideologia”, “Brasil”, “Faz Parte Do Meu Show”, “O Tempo Não Para” e “O Nosso Amor a Gente Inventa”. Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Em 1989 declarou ser soropositivo (termo usado para descrever a presença do vírus HIV, causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – AIDS – no sangue) e sucumbiu à doença em 1990, no Rio de Janeiro.

Em outubro de 2008 a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Cazuza na 34ª posição.


Biografia

Infância e adolescência

Cazuza na infância

Filho de João Araújo, produtor fonográfico, e de Lucinha Araújo, Cazuzarecebeu o apelido mesmo antes do nascimento. Agenor, seu verdadeiro nome foi recebido por insistência da avó paterna. Na infância, Cazuza nem sequer sabia seu nome de batismo, por isso não respondia à chamada na escola. Só mais tarde, quando descobre que um dos compositores prediletos, Cartola, também se chamava Agenor (na verdade, Angenor, por um erro do cartório), é que Cazuza começa a aceitar o nome.

Cazuza sempre teve contato com a música. Influenciado desde pequeno pelos grandes nomes da música brasileira, ele tinha preferência pelas canções dramáticas e melancólicas, como as de Cartola, Dolores Duran,Lupicínio Rodrigues, Noel Rosa, Maysa e Dalva de Oliveira. Era também grande fã da roqueira Rita Lee, para quem chegou a compor a letra da canção “Perto do fogo”, que Rita musicou. Cazuza cresceu no bairro doLeblon e estudou no Colégio Santo Inácio até mudar para o Colégio Anglo-Americano, para evitar reprovação. Como os pais às vezes saíam à noite, o filho único ficava na companhia da avó materna, Alice.

Por volta de 1965 começou a escrever letras e poemas, que mostrava à avó. Graças ao ambiente profissional do pai, Cazuza cresceu em volta dos maiores nomes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa,Gilberto Gil, João Gilberto, Novos Baianos, entre outros. A mãe, Lucinha Araújo, também cantava e gravou três discos.

Em 1972, tirando férias em Londres, Cazuza conheceu as canções de Janis Joplin, Led Zeppelin e Rolling Stones, e logo tornou-se um grande fã. Por causa da promessa do pai, que disse que lhe presentearia com um carro caso ele passasse no vestibular, Cazuza foi aprovado em Comunicação em 1976, mas desistiu do curso três semanas depois. Mais tarde começou a frequentar o Baixo Leblon, onde levou uma vida boêmia. Assim, João Araújocriou um emprego para ele na gravadora Som Livre, da qual foi fundador epresidente.4 Na Som Livre, Cazuza trabalhou no departamento artístico, onde fez triagem de fitas de novos cantores. Logo depois trabalhou na assessoria de imprensa, onde escreveu releases para divulgar os artistas. No final de 1979 fez um curso de fotografia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos. Lá, descobriu a literatura da Geração Beat, os chamados poetas malditos, que mais tarde teria grande influência na carreira. Em 1980 retornou ao Rio de Janeiro, onde ingressou no grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone no Circo Voador.

Foi nessa época que Cazuza cantou em público pela primeira vez. O cantor e compositor Léo Jaime, convidado para integrar uma nova banda de rock de garagem que se formava no bairro carioca do Rio Comprido, não aceitou, mas, indicou Cazuza aos vocais. Daqueles ensaios na casa do tecladista Maurício Barros, nasceu o Barão Vermelho.

Barão Vermelho 

O Barão Vermelho, que até então era formado por Roberto Frejat (guitarra), Dé Palmeira (baixo), Maurício Barros(teclados) e Guto Goffi (bateria), gostou muito do vocal berrado de Cazuza. Em seguida, Cazuza mostra à banda letras que havia escrito e passa a compor com Roberto Frejat, formando uma das duplas mais festejadas do rock brasileiro. Dali para frente, a banda que antes só tocava covers passa a criar um repertório próprio. Após ouvir uma fita demo da banda, o produtor Ezequiel Neves convence o diretor artístico da Som Livre, Guto Graça Mello, a gravar a banda. Juntos convencem o relutante João Araújo a apostar no Barão.

Com uma produção barata e gravado em apenas dois dias, é lançado em 1982 o primeiro álbum da banda, Barão Vermelho. Das canções mais importantes, destacam-se “Bilhetinho Azul”, “Ponto Fraco”, “Down Em Mim” e “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”. Apesar de ser aclamado pela crítica, o disco vendeu apenas sete mil cópias. Depois de alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, a banda voltou ao estúdio e com uma melhor produção gravou o disco Barão Vermelho 2, lançado em 1983. Esse disco vendeu 15 mil cópias. Foi nessa fase que, durante um show no Canecão,Caetano Veloso apontou Cazuza como o maior poeta da geração e criticou as rádios por não tocarem a banda. Na época as rádios só tocavam pop brasileiro e MPB. O rótulo de “banda maldita” só abandonou o Barão Vermelho quando o cantor Ney Matogrosso gravou “Pro Dia Nascer Feliz”. Era o empurrão que faltava, e a banda ganhou vida pública própria.

Maior Abandonado e Rock in Rio

A banda foi convidada a compor e gravar o tema do filme Bete Balanço. A canção-título tornou-se um dos grandes clássicos da banda, impulsionando o filme que vira sucesso de bilheteria. A canção também impulsionou as vendas do terceiro disco do Barão, Maior Abandonado, lançado em outubro de 1984, que conquistou disco de ouro, registrando outras composições como “Maior Abandonado” e “Por Que a Gente é Assim?”. Em 15 e 20 de janeiro de 1985, o Barão Vermelho se apresentou na primeira edição do Rock in Rio. A apresentação da banda no quinto dia tornou-se antológica por coincidir com a eleição do presidente Tancredo Neves e com o fim da Ditadura Militar. Cazuza anunciou esse fato ao público presente e para comemorar, cantou “Pro Dia Nascer Feliz”.

“Não divido nada, muito menos o palco”

Cazuza deixou a banda a fim de ter liberdade para compor e se expressar, musical e poeticamente. Em julho de 1985, durante os ensaios do quarto álbum, Cazuza deixou o Barão Vermelho para seguir carreira solo. Suspeita-se que nesse mesmo ano começou a ter febre diariamente, indícios da AIDS que se agravaria anos depois. Ezequiel Neves (faleceu no dia 7 de julho de 2010), que trabalhou com o Barão, dividiu-se entre a banda e a carreira solo de Cazuza. “Fui ‘salomônico'”, declarou em entrevista ao Jornal do Commercio, em 2007, quando Cazuza completaria 49 anos.

Carreira solo

Exagerado e Só Se For A Dois

Em agosto de 1985, Cazuza é internado para ser tratado por uma pneumonia. Cazuza exigiu fazer um teste de HIV, do qual o resultado foi negativo. Em novembro de 1985 foi lançado o primeiro álbum solo, Exagerado. “Exagerado”, a faixa-título composta em parceria com Leoni, se torna um dos maiores sucessos e marca registrada do cantor. A canção “Só As Mães São Felizes” foi vetada pela censura. Gravou o segundo álbum no segundo semestre de 1986; como a Som Livrerompeu com seu elenco de artistas, Só Se For A Dois foi lançado pela PolyGram (agora Universal Music Group) em 1987. Logo depois, a PolyGram contratou Cazuza. Só Se For A Dois mostrou temas românticos como “Só Se For A Dois”, “O Nosso Amor A Gente Inventa”, “Solidão Que Nada” e “Ritual”.

Ideologia e O Tempo Não Pára

A AIDS se manifestou em 1987; Cazuza foi internado com pneumonia, e um novo teste revelou
que o cantor era portador do vírus HIV. Em outubro, Cazuza foi internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, para ser tratado por uma nova pneumonia. Em seguida, ele é levado pelos pais aos Estados Unidos. Lá, foi submetido a um tratamento a base de AZTdurante dois meses no New England Hospital, de Boston. Ao voltar ao Brasil no começo de dezembro de 1987, Cazuza inicia as gravações para um novo disco. Ideologia de 1988, inclui os hits “Ideologia”, “Brasil” e “Faz Parte Do Meu Show”. “Brasil”, em versão de Gal Costa foi tema de abertura da telenovela Vale Tudo, da Rede Globo e ganhou premio Sharp por melhor musica do ano e melhor composição pop-rock do ano (Cazuza, George Israel e Nilo Romero).

Os shows se tornam mais elaborados e a turnê do disco Ideologia, dirigido por Ney Matogrosso, viajou por todo o Brasil. O Tempo Não Pára, gravado no Canecão durante esta turnê, foi lançado em 1989. O disco se tornou o maior sucesso comercial superando a marca de 500 mil cópias vendidas. A faixa “O Tempo Não Pára” tornou-se um de seus maiores sucessos. Também destacam-se “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” com um novo arranjo mais introspectivo, “Codinome Beija-Flor” e “Faz Parte Do Meu Show”. “O Tempo Não Pára” também foi lançado em VHS pela Globo.

Burguesia

Em fevereiro de 1989 Cazuza declarou publicamente que era soropositivo, ajudando assim a criar consciência em relação à doença e aos efeitos dela. Compareceu na cerimônia do Prêmio Sharp numa cadeira de rodas, e recebeu os prêmios de melhor canção para “Brasil” e de melhor álbum para Ideologia. Burguesia (1989) foi gravado com o cantor numa cadeira de rodas e com a voz nitidamente enfraquecida. É um álbum duplo de conceito dual, sendo o primeiro disco com canções de rock brasileiro e o segundo com canções de MPB. Burguesia foi o último disco gravado por Cazuza e vendeu 250 mil cópias. Cazuza recebeu o Prêmio Sharp póstumo de melhor canção com “Cobaias de Deus”.

Morte

Em outubro de 1989, depois de quatro meses a base de um tratamento alternativo em São Paulo, Cazuza partiu novamente para Boston, onde ficou internado até março de 1990 voltando assim para o Rio de Janeiro. No dia 7 de julho de 1990, Cazuza morre aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS. No enterro compareceram mais de mil pessoas, entre
parentes, amigos e fãs. O caixão, coberto de flores e lacrado, foi levado à sepultura pelos ex-companheiros do Barão Vermelho. Cazuza foi enterrado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Sobre o tampo de Mármore do túmulo aparece o título de seu último grande sucesso, “O Tempo Não Para”, e as datas de seu nascimento e morte. Em sua lápide nada consta além de seu famoso codinome. No ano seguinte, foi lançado o álbum póstumo Por aí.

Legado

Em apenas nove anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes. Após sua morte, os pais fundaram a Sociedade Viva Cazuza, em 1990. A Sociedade Viva Cazuza tem como intenção proporcionar uma vida melhor a crianças soropositivas através de assistência à saúde, educação e lazer. Em 1997, a cantora Cássia Eller lançou o álbum Veneno AntiMonotonia, que traz somente composições de Cazuza.

As canções de Cazuza já foram reinterpretadas pelos mais diversos artistas brasileiros dos mais diversos gêneros musicais. A Som Livre realizou o show Tributo a Cazuza, em 1999, posteriormente lançado em CD e DVD, do qual participaram Ney Matogrosso, Barão Vermelho, Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Zélia Duncan, Sandra de Sá, Arnaldo Antunes e Leoni. No ano 2000 foi exibido no Rio de Janeiro e em São Paulo o musical Casas de Cazuza, escrito e dirigido por Rodrigo Pitta, cuja história tem base nas canções de Cazuza. Em 2004 foi lançado o filme biográfico Cazuza – O Tempo Não Pára de Sandra Werneck.

Em 30 de novembro de 2013, seu pai João Araújo, que era presidente da Som Livre, veio a falecer, vítima de uma parada cardíaca, aos 78 anos de idade.

Artistas relacionados

Dentre diversos artistas relacionados a Cazuza, estão: Simone (“O Tempo Não Pára” e “Codinome Beija-Flor”); Leoni (com quem compôs o maior sucesso, “Exagerado”); George Israel (com quem compôs “Brasil”, “Solidão que nada” e mais 13 canções); Léo Jaime (que apresentou Cazuza para a banda Barão Vermelho quando esta já estava formada e precisando de um vocalista para completar a banda); Lobão, tanto pela amizade com Cazuza quanto pela influência de um em outro, por ter sido grande inspiração no começo da carreira; Cássia Eller por ter sido a intérprete que mais gravou canções de Cazuza; Arnaldo Antunes pela influência marcante; Bebel Gilberto pela amizade e parceria em algumas canções; Rita Lee, parceira na canção “Perto do Fogo”, última que ele escreveu antes de morrer e primeira que ela gravou em seu disco de 1990; Ney Matogrosso, por ter sido namorado e amigo que lhe dirigiu nos shows “Ideologia” e “O Tempo não Para”;Renato Russo, por ter homenageado duas vezes o ex-vocalista do Barão e ter sido amigo, (com a canção em inglêsFeedback Song For a Dying Friend e com a regravação de Quando Eu Estiver Cantando no show Viva Cazuza, em 1990); e Frejat, por ter sido um grande amigo e seu principal parceiro em composições musicais.

Carreira

Barão Vermelho

Ano Detalhes do álbum Certificações
(vendas certificadas)
1982 Barão Vermelho

  • Lançado: 1982
  • Gravadora: Som Livre
  • ABPD: Gold record icon.svg Ouro
  • Brasil: 120.000
1983 Barão Vermelho 2

  • Lançado: 1983
  • Gravadora: Som Livre
  • ABPD: Gold record icon.svg Ouro
  • Brasil: 180.000
1984 Maior Abandonado

  • Lançado: 1984
  • Gravadora: Som Livre
  • ABPD: Platinum.png Platina
  • Brasil: 800.000

Singles

Ano Single Posições Álbum
BRA
Hot 100
1982 “Down Em Mim” Barão Vermelho
“Todo Amor Que Houver Nessa Vida” 76
1983 “Pro Dia Nascer Feliz” 1 Barão Vermelho 2
“Menina Mimada”

Carreira solo

Álbuns de estúdio

Ano Detalhes do álbum Certificações
(vendas certificadas)
1985 Exagerado

  • Lançado: 1985
  • Gravadora: Som Livre
  • ABPD: Double Platinum.png 2× Platina
  • Brasil: 750.000
1987 Só se For a Dois

  • Lançado: 1987
  • Gravadora: Universal Music Group
  • ABPD: Platinum.png Platina
  • Brasil: 600.000
1988 Ideologia

  • Lançado: 1988
  • Gravadora: Universal Music Group
  • ABPD: Triple Diamond.png 3× Diamante
  • Brasil: 2.000.000
1988 O Tempo não Para

  • Lançado: 1988
  • Gravadora: Universal Music Group
  • ABPD: Diamond2.png Diamante
  • Brasil: 1.800.000
1989 Burguesia

  • Lançado: 1989
  • Gravadora: Universal Music
  • ABPD: Double Platinum.png 2× Platina
  • Brasil: 850.000
1991 Por aí

  • Lançado: 1991
  • Gravadora: Universal Music
  • ABPD: Platinum.png Platina
  • Brasil: 600.000
2005 O Poeta Está Vivo – Ao Vivo no Teatro Ipanema 1987

  • Lançado: 2005
  • Gravadora: Som Livre
  • ABPD: Platinum.png Platina
  • Brasil: 250.000
Obs:
A vendagem de álbuns de Cazuza praticamente dobraram após a sua morte, chegando a um total de 5 milhões de discos em seus 9 anos de carreira;Ideologia e O Tempo Não Pára chegaram à marca de 1 milhão de discos vendidos após a morte do cantor no ano de 1990. 

Videografia

Com o Barão Vermelho
  • 2007 – Rock in Rio 1985 (DVD)
Carreira solo
  • 1988 – Ideologia (VHS)
  • 1989 – O Tempo Não Pára (VHS)
  • 2008 – Pra Sempre Cazuza (DVD)

Cinema

  • 1984 – Bete Balanço (participação especial)
  • 1987 – Um Trem para as Estrelas (participação especial)
  • 2001 – Cazuza – Sonho de uma noite no Leblon (documentário)
  • 2004 – Cazuza – O tempo não pára (biográfico)

Televisão

  • 2009 – Por Toda Minha Vida – Cazuza 

Bibliografia

  • 1990 – Songbook Cazuza Vol. 1, de Almir Chediak, Lumiar Editora
  • 1990 – Songbook Cazuza Vol. 2, de Almir Chediak, Lumiar Editora
  • 1997 – Cazuza, Só As Mães São Felizes, de Lucinha Araújo e Regina Echeverria, Editora Globo
  • 2001 – Cazuza, Preciso Dizer Que Te Amo – Todas as Letras do Poeta, de Lucinha Araújo e Regina Echeverria, Editora Globo
  • 2010 – Cazuza, O Tempo Não Pára – Sociedade Viva Cazuza, de Lucinha Araújo, Editora Globo.


Artistas Inesquecíveis: Elis Regina – 1ª edição

Estamos iniciando aqui a coluna “Artistas Inesquecíveis” onde toda sexta-feira iremos homenagear os artistas brasileiros que já faleceram. E para começar iremos homenagear uma cantora inesquecível da MPB: Elis Regina (1945-1982).

Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945  — São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. Conhecida por sua presença de palco, sua voz e sua personalidade. Com os sucessos de Falso Brilhante e Transversal do Tempo,

ela inovou os espetáculos musicais no país e era capaz de demonstrar emoções tão contrárias, como a melancolia e a felicidade, numa mesma apresentação ou numa mesma música.

Como muitos outros artistas do Brasil, Elis surgiu dos festivais de música nadécada de 1960 e mostrava interesse em desenvolver seu talento através de apresentações dramáticas. Seu estilo era altamente influenciado pelos cantores do rádio, especialmente Ângela Maria,  e a fez ser a grande revelação do festival da TV Excelsior em 1965, quando cantou “Arrastão” de Vinicius de Moraes e Edu Lobo. Tal feito lhe conferiu o título de primeira estrela da canção popular brasileira na era da TV.  Enquanto outras cantoras contemporâneas como Maria Bethânia haviam se especializado e surgido em teatros, ela deu preferência aos rádios e televisões.

Seus primeiros discos, iniciando com Viva a Brotolândia (1961), refletem o momento em que transferiu-se do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, e que teve exigências de mercado e mídia. Transferindo-se para São Pauloem 1964, onde ficaria até sua morte, logrou sucesso com os espetáculos do Fino da Bossa e encontrou uma cidade efervescente onde conseguiria realizar seus planos artísticos. Em 1967, casou-se com Ronaldo Bôscoli, diretor do Fino da Bossa, e ambos tiveram João Marcelo Bôscoli.

Elis Regina aventurou-se por muitos gêneros; da MPB, passando pelabossa nova, o samba, o rock ao jazz. Interpretando canções como “Madalena”, “Como Nossos Pais”, “O Bêbado e a Equilibrista”, “Querelas do Brasil”, que ainda continuam famosas e memoráveis, registrou momentos de felicidade, amor, tristeza, patriotismo e ditadura militar no país. Ao longo de toda sua carreira, cantou canções de músicos até então pouco conhecidos, como Milton Nascimento, Ivan Lins, Renato Teixeira, Aldir Blanc, João Bosco, ajudando a lançá-los e a divulgar suas obras, impulsionando-os no cenário musical brasileiro. Entre outras parcerias, são célebres os duetos que teve com Jair Rodrigues, Tom Jobim, Wilson Simonal, Rita Lee, Chico Buarque e, por fim, seu segundo marido, o pianistaCésar Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Mariano e Maria Rita. Mariano também ajudou-a a arranjar muitas músicas antigas e dar novas roupagens a elas, como com “É Com Esse Que Eu Vou”.

Sua presença artística mais memorável talvez esteja registrada nos álbuns Em Pleno Verão (1970), Elis & Tom (1974), Falso Brilhante (1976),Transversal do Tempo (1978), Saudade do Brasil (1980) e Elis (1980). Ela foi a primeira pessoa a inscrever a própria voz como se fosse um instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. Elis Regina morreu precocemente em 1982, com apenas 36 anos, deixando uma vasta obra na música popular brasileira. Embora haja controvérsias e contestações, os exames comprovaram que havia morrido por conta de altas doses de cocaína e bebidas alcoólicas, e o fato chocou profundamente o país na época.

Em 2013, foi eleita a segunda melhor voz da música brasileira pela revista Rolling Stone, superada apenas por Tim Maia. Elis foi citada também na lista dos maiores artistas da música brasileira, ficando na 14ª posição, sendo a mulher mais bem colocada. Em novembro do mesmo ano estreou um musical em sua homenagem Elis, a musical.

Biografia

Filha de Romeu Costa e de Ercy Carvalho, Elis Regina nasceu no Hospital daBeneficência Portuguesa, na capital do Rio Grande do Sul. Tinha um irmão, Rogério (nascido em 1949). Começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Em Porto Alegre, sua família morava em um apartamento na chamada Vila do IAPI, no bairro Passo d’Areia, na Zona Norte da cidade. Revelando enorme precocidade, aos dezesseis anos lançou o primeiro LP da carreira. Sobre o começo da carreira de Elis e a disputa entre quem de fato a lançou, o produtor Walter Silva disse à Folha de S. Paulo:

Cquote1.svg Poucas pessoas sabem quem realmente descobriu Elis. Foi um vendedor da gravadora Continental chamado Wilson Rodrigues Poso, que a ouviu cantando menina, aos quinze anos, em Porto Alegre. Ele sugeriu à Continental que a contratasse, e em 1962 saiu o disco dela. Levei Elis ao meu programa, fui o primeiro a tocar seu disco no rádio. Naquele dia eu disse: Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil. Está gravado. Cquote2.svg

— O produtor Walter Silva declarando como a cantora foi descoberta

Década de 1960, surge uma estrela 

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro disco, Viva a Brotolândia. Lançou ainda mais três discos enquanto morava no Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio para participar do programa Noites de Gala; é levada por Dom Um Romão para o Beco das Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, canta no Beco das Garrafas, o reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.

Participa do espetáculo Fino da Bossa organizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, que ficou conhecido também como Primeiro Demti-Samba, dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ao final do mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande sucesso: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias. Seria dela agora o maior cachê do show business.

Anos de glória 

Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.

Patrocinado pela Philips na mostra Phono 73, com vários outros artistas, deparou-se com uma plateia fria e indiferente, distância quebrada com a calorosa apresentação de Caetano Veloso: Respeitem a maior cantora desta terra. Em julho lançou Elis.

Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Lendário, tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o Saudades do Brasil, em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo,Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro.

Anos de chumbo 

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas (há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). A popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira.

Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro. Também merece destaque, o fato de Elis Regina ter se filiado ao PT, em 1981.

Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília. Além disso, foi presidente da Assim, Associação de Intérpretes e de Músicos.

Morte 

Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, e bebida alcoólica. O laudo médico foi elaborado por José Luiz Lourenço e Chibly Hadad, sendo o diretor do IML Harry Shibata, médico conhecido por seu envolvimento no caso do jornalista Vladimir Herzog, assassinado por elementos da ditadura militar. O corpo de Elis encontra-se sepultado no Cemitério do Morumbi em São Paulo.

Vida pessoal 

Elis Regina é mãe de João Marcelo Bôscoli (n. 1970), filho do seu primeiro casamento com o músico Ronaldo Bôscoli(1928-1994), e de Pedro Camargo Mariano (n. 1975) e Maria Rita (n. 1977), filhos de seu segundo marido, o pianistaCésar Camargo Mariano (n. 1943).

Estilo musical

Monumento à Elis Regina em Porto Alegre, RS.

O estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o “fino da bossa nova”, firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e ‘popularesco’ que a bossa nova, distanciando-se das raízes do jazz americano, seria mais um estilo explorado. Já no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema(Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente metálico e vagamente rouco.

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos, registravam índices recordes de audiência. No Festivalconheceu Chico Buarque, mas acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Elis participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia,Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

A antológica interpretação de Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), no Festival, escreveu um novo capítulo na história da música brasileira, inaugurando a MPB e apresentando uma Elis ousada. Uma interpretação inesquecível, encenada pouco depois de completar apenas 20 anos de idade e coroada com o reconhecimento do Prêmio Berimbau de Ouro. OTroféu Roquette Pinto veio na sequência, elegendo-a a Melhor cantora do ano.

Fã incondicional de Ângela Maria, a quem prestou várias homenagens, Elis impulsionava uma carreira não menos gloriosa, possibilitando o lançamento do primeiro LP individual, Samba eu canto assim (CBD, selo Philips). Pioneira, em1966 lançou o selo Artistas, registrando o primeiro disco independente produzido no Brasil, intitulado Viva o Festival da Música Popular Brasileira, gravado durante o festival. Mais uma vitoriosa participação no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), a canção O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), classificando-se para a finalíssima e reconhecida com o prêmio de Melhor Intérprete.

Em 1968, uma viagem à Europa a lança no eixo musical internacional, conquistando grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, onde se tornou a primeira artista a se apresentar duas vezes num mesmo ano, naquela que é a mais antiga sala de espetáculos musicais de Paris. Em 1969, gravou Aquarela do Brasil em Estocolmo com Toots Thielemans.

Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos, como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros. Um dos grandes admiradores, Milton Nascimento, a elegeu musa inspiradora e a ela dedicou inúmeras composições.

Acervo Elis Regina

Em 22 de setembro de 2005, inaugurou-se na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, um espaço memorial para abrigar o Acervo Elis Regina. Trata-se de uma coleção de fotografias, artigos, objetos, discos e outros tipos de materiais relacionados com a vida e a obra da cantora, tendo sido doado por fãs, jornalistas e amigos pessoais de Elis.

Homenagens 

Em 2015, Elis Regina foi a grande homenageada da Escola de SambaVai-Vai, com o enredo “Simplesmente Elis – A Fábula de Uma Voz na Transversal do Tempo”. Sendo o décimo quinto título da escolapaulistana, o que a fez conquistar o título do ano de 2015.

Discografia de Elis Regina

Estúdio

  • 1961 – Viva a Brotolândia
  • 1962 – Poema de Amor
  • 1963 – Elis Regina
  • 1963 – O Bem do Amor 
  • 1965 – Samba – Eu Canto Assim
  • 1966 – Elis
  • 1969 – Elis – Como e Porque
  • 1970 – Em Pleno Verão
  • 1971 – Ela
  • 1972 – Elis
  • 1973 – Elis
  • 1974 – Elis & Tom (com Antônio Carlos Jobim)
  • 1974 – Elis
  • 1976 – Falso Brilhante
  • 1977 – Elis
  • 1979 – Essa Mulher
  • 1980 – Saudade do Brasil
  • 1980 – Elis 

Ao Vivo

Em Vida

  • 1965 – Dois na Bossa (com Jair Rodrigues)
  • 1965 – O Fino do Fino (com Zimbo Trio)
  • 1966 – Dois na Bossa nº 2 (com Jair Rodrigues)
  • 1967 – Dois na Bossa nº 3 (com Jair Rodrigues)
  • 1970 – Elis no Teatro da Praia
  • 1978 – Transversal do Tempo

Póstumos

  • 1982 – Montreux Jazz Festival
  • 1982 – Trem Azul
  • 1984 – Luz das Estrelas
  • 1995 – Elis ao Vivo
  • 1998 – Elis Vive 

Compactos 

Simples

  • 1961 – Dá Sorte / Sonhando
  • 1961 – Dor de Cotovelo / Samba Feito pra Mim
  • 1962 – Poporó Popó / Nos teus Lábios
  • 1962 – A Virgem de Macarena / 1, 2, 3 Balançou
  • 1965 – Menino das Laranjas / Sou sem Paz
  • 1965 – Arrastão / Aleluia
  • 1965 – Zambi / Esse Mundo É Meu / Resolução
  • 1966 – Canto de Ossanha / Rosa Morena
  • 1966 – Ensaio Geral / Jogo de Roda
  • 1966 – Upa, Neguinho / Tristeza que se Foi
  • 1966 – Saveiros / Canto Triste
  • 1967 – Travessia / Manifesto
  • 1968 – Yê-melê / Upa, Neguinho
  • 1968 – Samba da Benção / Canção do Sal
  • 1968 – Lapinha / Cruz de Cinza, Cruz de Sal
  • 1969 – Casa Forte / Memórias de Marta Saré
  • 1969 – Tabelinha Elis x Pelé (Perdão Não Tem / Vexamão) Elis cantando duas músicas de Pelé
  • 1972 – Águas de Março / Entrudo
  • 1972 – Águas de Março / Cais
  • 1979 – O Bêbado e a Equilibrista / As Aparências Enganam
  • 1980 – Moda de Sangue / O Primeiro Jornal
  • 1980 – Alô, Alô Marciano / No Céu da Vibração
  • 1980 – Se Eu Quiser Falar com Deus / O Trem Azul 

Duplos

  • 1966 – Menino das Laranjas / Último Canto / Preciso Aprender a Ser Só / João Valentão
  • 1966 – Pout-Porri de Samba / Sem Deus, com a Família /
  • 1966 – Saveiros / Jogo de Roda / Ensaio Geral / Canto Triste
  • 1968 – Deixa / A Noite do meu Bem / Noite dos Mascarados / Tristeza
  • 1969 – Andança / Samba da Pergunta / O Sonho / Giro
  • 1970 – Madalena / Fechado pra Balanço / Falei e Disse / Vou Deitar e Rolar
  • 1971 – Nada Será como Antes / A Fia de Chico Brito / Osanah / Casa no Campo
  • 1972 – Águas de Março / Atrás da Porta / Bala com Bala / Vida de Bailarina
  • 1975 – Dois pra lá, Dois pra Cá / O Mestre-sala dos Mares / Amor até o Fim / Na Batucada da Vida
  • 1976 – Como Nossos Pais / Um Por Todos / Fascinação / Velha Roupa Colorida 

Outros lançamentos, contendo registros inéditos em LP’s 

  • 1968 – Elis Especial
  • 1969 – Elis Regina & Toots Thielemans (com Toots Thielemans) — gravado na Suécia e lançado originariamente na Europa. Lançado no Brasil apenas em 1978. Também lançado com o título Aquarela do Brasil.
  • 1969 – Elis Regina in London — gravado e lançado originariamente na Europa. Lançado no Brasil apenas em 1982.
  • 1975 – Música Popular do Sul 1 – pela gravadora Discos Marcus Pereira com compositores e intérpretes gaúchos. Elis canta 4 canções: Boi Barroso, Alto da Bronze, Porto dos Casais e Os Homens de Preto.
  • 1975 – O Grito – Som Livre. Trilha sonora da telenovela O Grito, que inclui Um Por Todos com letra e instrumental diferentes das apresentadas no álbum Falso Brilhante.
  • 1979 – Elis Especial — disco lançado à revelia de Elis, reunindo faixas que não entraram em seus LPs anteriores.
  • 1981 – Brilhante – Som Livre. Trilha sonora da telenovela Brilhante contendo a última gravação em estúdio de Elis, a música Me Deixas Louca.
  • 2002 – 20 Anos de Saudade – Universal. Coletânea de gravações de diversos compactos e participações em outros discos coletivos das décadas de 60 e 70.
  • 2006 – Pérolas Raras – Universal. Coletânea de gravações de diversos compactos e participações em outros discos coletivos das décadas de 60 a 80.

Participações

  • 1980 – Raul Ellwanger – Bandeirantes Discos/WEA. Participação especial na faixa O Pequeno Exilado.
  • 1980 – A Arca de Noé – Ariola/Universal. Projeto especial em que vários artistas gravaram canções de Vinicius de Moraes feitas para o universo infantil. Elis gravou a faixa A Corujinha (Vinicius de Moraes / Toquinho).

Caixas

  • 1994 – Elis Regina no Fino da Bossa – gravadora Velas. Caixa comemorativa com três CDs de gravações ao vivo daquele programa de televisão, entre os anos de 1965 e 1967.

Canções em telenovelas e minisséries

  • Irene – tema de Véu de Noiva (telenovela), de 1970
  • Madalena – tema de A Próxima Atração (telenovela), de 1970
  • Verão Vermelho – tema de Verão Vermelho (telenovela), de 1970
  • Casa Forte / Andança – temas de A Revolta dos Anjos (Tupi) (telenovela), de 1972
  • Vida de Bailarina – tema de Tempo de Viver (Tupi) (telenovela), de 1972
  • Um por Todos – tema de O Grito (telenovela), de 1975, em versão alternativa
  • Fascinação – tema de O Casarão (telenovela), de 1976
  • Altos e Baixos – tema de Água Viva (telenovela), de 1980
  • Moda de Sangue – tema de Coração Alado (telenovela), de 1980; e de Torre de Babel (telenovela), de 1998.
  • Me Deixas Louca – tema de Brilhante (telenovela), de 1981
  • Folhas Secas – tema de O Homem Proibido (telenovela), de 1982; e de Louco Amor, (telenovela) de 1983
  • Tiro ao Álvaro – tema de Sassaricando (telenovela), de 1987
  • Aquarela do Brasil – tema de Kananga do Japão (Manchete) (telenovela), de 1989
  • Velho Arvoredo – tema de Felicidade (telenovela) , de 1991
  • Atrás da Porta – tema de De Corpo e Alma (telenovela), de 1992
  • Pra Dizer Adeus – tema de Éramos Seis (SBT) (telenovela), de 1994
  • Alô, Alô Marciano – tema de História de Amor (telenovela), de 1995
  • Redescobrir – tema de Razão de Viver (SBT) (telenovela), de 1996
  • Carinhoso – tema de Fascinação (SBT) (telenovela), de 1998
  • Moda de Sangue – tema de Torre de Babel (telenovela), de 1998
  • Só Tinha de Ser com Você – tema de Um Anjo Caiu do Céu (telenovela), de 2001
  • Como Nossos Pais – tema de Estrela Guia (telenovela), de 2001
  • O Que Foi Feito Deverá – tema de Esperança (telenovela), de 2002
  • Atrás da Porta – tema de O Quinto dos Infernos (minissérie), de 2002
  • Atrás da Porta – tema de Canavial de Paixões (SBT) (telenovela), de 2003
  • Qualquer Dia – tema de Olhos d’Água (Bandeirantes) (telenovela) , de 2004
  • As Aparências Enganam – tema de Belíssima (telenovela), de 2005
  • Alô, Alô Marciano – tema de abertura de Cobras & Lagartos (telenovela), de 2006
  • Fascinação – tema de O Profeta (telenovela), de 2006
  • Corsário – tema de Pé na Jaca (telenovela), de 2006
  • É Com Esse Que Eu Vou – tema de Paraíso Tropical (telenovela), de 2007
  • Boa Noite, Amor – tema de Eterna Magia (telenovela), de 2007
  • O Bêbado e o Equilibrista / O Que Foi Feito Deverá / Aos Nossos Filhos / Alô, Alô, Marciano / As Aparências Enganam / Redescobrir / Sabiá / Tatuagem / Mundo Novo, Vida Nova / Conversando no Bar / Gracias a La Vida – temas de diversos personagens de Queridos Amigos (minissérie), em 2008.
  • Redescobrir – tema de abertura de Ciranda de Pedra (telenovela), em 2008.
  • Dois Para Lá, Dois Para Cá – tema de Caminho das Índias (telenovela), em 2009.
  • Tiro ao Álvaro – tema de Uma Rosa com Amor (SBT) (telenovela), de 2009
  • 20 Anos Blue – tema de Insensato Coração (telenovela), de 2011
  • Preciso Aprender a Ser Só – tema de Amor e Revolução (SBT) telenovela, de 2011
  • Aprendendo a Jogar – tema de Vidas em Jogo (Record) (telenovela), de 2011
  • Comigo é Assim – tema de Guerra dos Sexos (telenovela) de 2012
  • Dois pra lá, dois pra cá – tema de Pecado Mortal (Record) (telenovela), de 2013
  • Aprendendo a Jogar – tema de Joia Rara (telenovela) de 2013
  • Atrás da Porta – tema de O Rebu (telenovela) de 2014
  • O que tinha de Ser – tema de Alto Astral (telenovela) de 2014

Obs.: As telenovelas e minisséries relacionadas nesta lista foram transmitidas pela Rede Globo de Televisão, exceto quando indicado ao contrário.

Videografia de Elis Regina

VHS

  • Elis (1988) Compilação de imagens do arquivo da Rede Bandeirantes. Editado por Rogério Costa. Cores. VideoBand.

DVD

  • Programa Ensaio Elis Regina (2004) TV Cultura-SP, 1973: entrevista e números musicais. Direção de Fernando Faro. P&B. Trama.
  • Grandes Nomes Elis Regina Carvalho Costa (2005) TV Globo, outubro de 1980. Direção de Daniel Filho. Inclui entrevista com o diretor. Cores. Som Livre/Trama.
  • Elis – Edição Especial (2006) TV Cultura-SP, janeiro de 1982. Versão remasterizada do LP “Elis” de 1980, último LP gravado pela cantora. Contém vídeo com a última aparição de Elis na televisão, no programa “Jogo da Verdade” em janeiro de 1982. Inclui fotos do show Trem Azul, de 1981, o último de sua carreira. Cores. Trama.
  • Série “Elis” (“Na Batucada da Vida”, “Doce de Pimenta” e “Falso Brilhante”) (2006) TV Bandeirantes, décadas de 70 e 80: Caixa com 3 DVDs, com vídeos diversos de Elis Regina com participação de ilustres convidados e músicos. Contêm entrevistas de João Marcelo Bôscoli, filho da cantora e da própria em duas ocasiões: no programa “O Poder da Mensagem” da Rádio Bandeirantes com o jornalista Hélio Ribeiro em 1975 e no programa “Vox Populi” da TV Cultura em 1978. Direção de Roberto de Oliveira. Cores e P&B. EMI/Band Music.

DVD – aparições especiais

  • Phono 73 – O canto de um povo (2005) Phonogram (Universal), 1973: Elis interpreta Cabaré, ao vivo no Anhembi-SP. Direção de Fernando Faro. Cores. Universal.
  • “Mulher 80” (2008) Biscoito Fino/Som Livre, 1979: Elis interpreta “O Bêbado e a Equilibrista”, “Maria, Maria” e “Cantoras do Rádio”, esta última juntamente com Gal Costa, Rita Lee entre outras intérpretes femininas da época.
  • “Chico Buarque – Meu Caro Amigo” (2005) EMI/DVD, 1974: Elis interpreta junto com Chico “Pois É”, de Chico e Tom Jobim. Trecho retirado da apresentação de abertura do Teatro Bandeirantes em São Paulo no ano de 1974.


Gostaram da primeira edição do “Artistas Inesquecíveis” em homenagem a Elis Regina? Espero que sim. Até sexta-feira que vem. Até lá.