Astros da Música Brasileira: Eduardo Costa – 11ª edição

Edson Vander da Costa Batista, mais conhecido como Eduardo Costa(Abre Campo, 13 de dezembro de 1979) é um cantor e compositor brasileiro de música sertaneja.

Biografia

Edson Vander da Costa Batista nasceu em Abre Campo, Minas Gerais, em família muito simples. Não se deixou intimidar pela vida sofrida que levava e, aos doze anos de idade, saiu de casa em busca de seus sonhos: tornar-se um cantor da música sertaneja e melhorar as condições de vida de sua família. Morou em diferentes lugares, dentre eles, no interior dos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Eduardo Costa declara que é o único artista que veio do povo para a midia, enquanto todos os outros foram da midia para o povo. Além de cantor, Eduardo Costa é compositor e se auto declara um multi-instrumentista. Toca viola, se exibindo fazendo malabarismos com o instrumento, tocando-o entre as pernas, nas costas, com um copo de cachaça entre outras formas inusitadas. Suas maiores inspirações são Barrerito do Trio Parada Dura – do qual é fã – e também os artistas Gino e Geno,Chitãozinho e Xororó, Teodoro e Sampaio, Irmãs Freitas, Milionário e José Rico, Tião Carreiro e Pardinho, Liu e Léu,André e Andrade, e da dupla Zezé di Camargo e Luciano.

Com a carreira em ascensão, o artista lançou seu primeiro DVD/CD pela Universal Music gravado em novembro de 2006 em Belo Horizonte/MG. A música de trabalho “Me Apaixonei” foi sucesso em todo Brasil. O álbum vendeu mais de 500 mil cópias.

No dia 2 outubro de 2010 Eduardo Costa gravou seu segundo DVD “De Pele, Alma e Coração – Ao Vivo “ no Credicard Hallem São Paulo. O trabalho foi lançado em 24 de fevereiro de 2011 pela gravadora Sony Music. O DVD contou com as partipações de Belo, Paula Fernandes e a dupla Alex & Konrado. A música “Quem É” foi um dos singles mais tocados no primeiro semestre de 2011.

Discografia

  • 2002: Eduardo Costa
  • 2003: Acústico
  • 2004: No Boteco
  • 2005: Pele, Alma e Coração
  • 2007: No Boteco II
  • 2007: Autoral
  • 2007: Ao Vivo
  • 2008: Cada Dia Te Quero Mais
  • 2009: Tem Tudo a Ver
  • 2010: Me Apaixonei – Os Maiores Sucessos
  • 2011: De Pele, Alma e Coração
  • 2012: Pecado de Amor
  • 2013: Acústico
  • 2014: Cabaré (com Leonardo)
  • 2015: Vivendo e Aprendendo 

Álbuns 

Título Detalhes do álbum Certificações
(vendas certificadas)
Eduardo Costa
  • Lançamento: 2002
  • Gravadora: Caravelas
  • Formatos: CD
Acústico
  • Lançamento: 2003
  • Gravadora: Caravelas
  • Formatos: CD
No Boteco
  • Lançamento: 2004
  • Gravadora: Caravelas
  • Formatos: CD
Pele, Alma e Coração
  • Lançamento: 2005
  • Gravadora: Velas
  • Formatos: CD
No Boteco II
  • Lançamento: 2007
  • Gravadora: Velas
  • Formatos: CD
Cada Dia Te Quero Mais
  • Lançamento: 2008
  • Gravadora: Universal Music
  • Formatos: CD
  • ABPD: Platina
Tem Tudo a Ver
  • Lançamento: 2009
  • Gravadora: Universal Music/Talismã Music
  • Formatos: CD
  • ABPD: Platina Duplo
Pecado de Amor
  • Lançamento: 2012
  • Gravadora: Sony Music
  • Formatos: CD
  • ABPD: Ouro
Vivendo e Aprendendo
  • Lançamento: 31 de julho de 2015
  • Gravadora: Sony Music
  • Formatos: CD

Álbuns ao vivo 

Título Detalhes do álbum Certificações
(vendas certificadas)
Ao Vivo
  • Lançamento: 2007
  • Gravadora: Universal Music
  • Formatos: CD, DVD
  • ABPD: Ouro
De Pele Alma e Coração
  • Lançamento: 2011
  • Gravadora: Sony Music/Talismã
  • Formatos: CD,DVD
  • ABPD: Ouro
Acústico
  • Lançamento: 2013
  • Gravadora: Sony Music/Talismã
  • Formatos: CD, DVD
  • ABPD: Ouro
Cabaré (Com Leonardo)
  • Lançamento: 2014
  • Gravadora: Sony Music, Talismã
  • Formatos: CD, DVD

Álbuns de compilação

 

Título Detalhes do álbum Certificações
(vendas certificadas)
Autoral
  • Lançamento: 2007
  • Gravadora: Veleiro
  • Formatos: CD
Me Apaixonei – Os Maiores Sucessos
  • Lançamento: 2010
  • Gravadora: Universal Music
  • Formatos: CD
  • ABPD: Ouro

Singles

Título Ano Álbum
“Coração Aberto” 2003 Eduardo Costa
“Linda Demais” 2005 No Boteco
“Não Preciso de Você” Pele, Alma e Coração
“Pele, Alma e Coração” 2006
“Me Apaixonei (A Primeira Vez Que Eu Te Vi)” 2007 Ao Vivo
“Passou”
“Separação” (Part. Leonardo)
“Amor de Violeiro” 2008
“Eu Aposto” Cada Dia Te Quero Mais
“Melhor Ou Pior”
“Você Foi Atriz” (Part. Bruno & Marrone) 2009
“Cachaceiro”
“Cada Dia Te Quero Mais”
“Não Valeu Pra Você” Tem Tudo a Ver
“Amores Imortais” 2010
“Feito Tatuagem”
“Quem É?” 2011 De Pele, Alma e Coração
“Eu Quero Te Amar”
“Meu Grito de Amor” (Part. Paula Fernandes)
“Tomara Deus” 2012
“Começar de Novo” Pecado de Amor
“Anjo Protetor”
“Louco Coração” 2013 Acústico
“Enamorado”
“Os 10 Mandamentos do Amor” 2014
“Faz de Conta (L’Italiano)”
“Um Degrau Na Escada” Cabaré (Com Leonardo)
“Como Eu Chorei” 2015
“Sapequinha” Vivendo e Aprendendo 

Outras aparições 

Ano Canção Artista Álbum
2006 “Coração Aberto” Chico Rey & Paraná Ao Vivo – Vol. 1
2010 “Vou Tomar Um Pingão” João Neto & Frederico Só Modão – Ao Vivo
“Deixa” Chitãozinho & Xororó 40 Anos – Nova Geração
2012 “Cheiro de Shampoo” Gusttavo Lima Ao Vivo em São Paulo
2013 “Eu Duvido” João Pedro & Cristiano Não adicionado à nenhum álbum
“Vem Me Completar” Bruna & Keyla Não adicionado à nenhum álbum
2014 “Sonho Por Sonho / Desculpe, Mas Eu Vou Chorar / Paz Na Cama” Leonardo Leonardo – 30 Anos
“Aí o Homem Chora” Léo Magalhães 10 Anos – Ao Vivo em Goiânia
“Quando Tento Esquecer” Adair Cardoso Não adicionado à nenhum álbum
2015 “Te Amo e Te Desejo” Janaynna Made In Coração 

Astros da Música Brasileira: Zeca Pagodinho – 10ª edição

Zeca Pagodinho


Zeca Pagodinho, nome artístico de Jessé Gomes da Silva Filho, (Rio de Janeiro, 4 de fevereiro de 1959) é um cantor e compositor brasileiro. Gravou mais de 20 discos e é considerado um grande nome do gênero samba e pagode. O artista, que começou sua carreira nas rodas de samba dos bairros de Irajá e Del Castilho, subúrbio do Rio de Janeiro, tornou-se tão imensamente popular que seus shows chegam a ser contratados por cachês generosos, sendo realizados nas mais badaladas casas de espetáculo do país. Sempre fiel a suas características de irreverência e jocosidade, Zeca recebe também reconhecimento da crítica e de artístas e compositores consagrados. Nei Lopes afirma que o sambista “é uma das poucas unanimidades nacionais, elevado ao patamar do mega-estrelato pop pelas gravadoras”. 

Biografia

Filho de Irinéia e Jessé, Zeca nasceu em Irajá onde desde pequeno passou a frequentar rodas de samba influenciado por sua família. Morou em vários bairros do Rio mas sempre demonstrou enorme apreço por Xerém (distrito de Duque de Caxias), na qual possui um sítio e uma escola de música para crianças carentes da região. Sua primeira gravação foi em 1983, com osamba “Camarão que dorme a onda leva”, de sua autoria e de Arlindo Cruz, a partir do convite de sua madrinha Beth Carvalho. Em 2003, no auge de sua carreira, foi o primeiro artista de Samba a gravar um especial de TV, CD e DVD pela MTV Brasil (tradicional reduto do pop rock).

O Acústico MTV, gravado no Rio, foi um de seus discos mais vendidos, rendendo inclusive uma segunda edição em 2006 (a primeira da história da MTV Brasil). O segundo acústico, batizado de Acústico MTV Zeca Pagodinho 2 – Gafieira, homenageou o samba de gafieira. Em 2007, o cantor criou o selo ZecaPagodiscos, em parceria com o produtor musicalMax Pierre, ex-diretor artístico da Universal Music no Brasil. O primeiro trabalho da parceria (lançado em conjunto com o selo Música Fabril, novo selo de Max, com distribuição da gravadora EMI) foi o CD e DVD Cidade do Samba, gravado na Cidade do Samba, reunindo vários artistas brasileiros de vários estilos musicais, como Martinho da Vila, Jair Rodrigues,Cláudia Leitte, Ivete Sangalo Nando Reis, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, entre outros. Atualmente, Zeca reside na Barra da Tijuca com a mulher, Mônica Silva, e seus quatro filhos: Eduardo, Louis, Elisa e Maria Eduarda.

Discografia

  • Camarão Que Dorme a Onda Leva, participação em disco de Beth Carvalho -(1983)(RCA)
  • Zeca Pagodinho – (1986) (RGE)
  • Patota de Cosme – (1987) (RGE)
  • Jeito Moleque – (1988) (RGE)
  • Boêmio Feliz – (1989) (BMG)
  • Mania da Gente – (1990) (BMG)
  • Pixote – (1991) (BMG)
  • Um dos Poetas do Samba – (1992) (BMG)
  • Alô, Mundo! – (1993) (BMG)
  • Samba pras Moças – (1995) (PolyGram)
  • Deixa Clarear – (1996) (PolyGram)
  • Hoje é Dia de Festa – (1997) (PolyGram)
  • Zeca Pagodinho – (1998) (PolyGram)
  • Ao Vivo – (1999) (Universal Music)
  • Água da Minha Sede – (2000) (Universal Music)
  • Deixa a Vida Me Levar – (2002) (Universal Music)
  • Acústico MTV – Zeca Pagodinho – (2003) (Universal Music)
  • À Vera – (2005) (Universal Music)
  • Acústico MTV – Zeca Pagodinho (vol. 2 – Gafieira) (2007)
  • Zeca Pagodinho – Raridades – (2007) (Som Livre)
  • Uma Prova de Amor – (2008) (Universal Music)
  • Especial MTV – Uma Prova de Amor Ao Vivo – (2009) (Universal Music)
  • Vida da Minha Vida – (2010) (Universal Music)
  • Ao Vivo com os Amigos – (2011) (Universal Music)
  • O Quintal do Pagodinho – (2012) (Universal Music)
  • Multishow Ao Vivo: 30 Anos – Vida Que Segue – (2013) (Universal Music)

Prêmios

  • 2003 – Troféu Imprensa de melhor cantor
  • 2004 – Troféu Imprensa de melhor cantor
  • 2005 – Troféu Imprensa de melhor cantor
  • 2009: VMB – Video Music Brasil 2009 – Melhor Samba
  • 2009 – Prêmio da Música Brasileira (Melhor Cantor; Melhor Disco; Melhor Canção)

Astros da Música Brasileira: Ana Carolina – 9ª edição

 Ana Carolina Souza, popularmente conhecida como Ana Carolina (Juiz de Fora, 9 de setembro de 1974), é uma cantora, compositora, empresária,arranjadora, produtora e instrumentista brasileira. Conquistou 4 vezes o Prêmio Multishow de Música Brasileira, 3 vezes o Troféu Imprensa e 1 vez o Prêmio TIM de Música. O primeiro disco foi lançado em 1999: nove álbuns e cinco Digital Versatile Disc, vendendo cinco milhões de discos; consagrando-se como uma das cantoras que mais vendeu na década de 2000.

O primeiro álbum, Ana Carolina, lançou o single “Garganta”, marco na carreira. Com os sucessivos álbuns lançados, Ana Carolina conta com inúmeras canções de sucesso, dentre as quais: “Quem de Nós Dois”, “Encostar Na Tua”, “Uma Louca Tempestade”, “Rosas” e “Carvão”. Em 28 de novembro de 2005, a partir do projeto promovido pela casa de espetáculos “Tom Brasil“, Ana Carolina e Seu Jorge lançaram, juntos, um álbum, Ana & Jorge: Ao Vivo, desse, foram extraídas as canções “Pra Rua Me Levar” e, o grande sucesso, “É Isso Aí (The Blower’s Daughter)”.

Em 2009, a cantora completou 10 anos de carreira, lançando o álbum N9ve, no qual destaca-se a canção “Entreolhares (The Way You’re Looking at Me)“, num dueto com o cantor, compositor e pianista americano John Legend. A canção alcançou o topo da Billboard Hot Songs (Rio de Janeiro), e o 34° na Billboard Hot 100 Airplay. No mesmo ano, lançou a coletânea de canção, Ana Car9lina + Um, com duas canções inéditas e participação de vários cantores, entre eles, Maria Gadú, Maria Bethânia, Roberta Sá,Totonho Villeroy, entre outros. Nesse mesmo ano, a cantora iniciou a turnê mundial do álbum. Em 2015 será lançado em DVD a gravação do Show #AC, gravado em 25 de outubro de 2014 em São Paulo.

Biografia

 Ana Carolina nasceu no dia 9 de setembro de 1974 em Juiz de Fora, interior de Minas Gerais. Logo aos dois meses de idade perdeu o pai, que morreu de trombose. Ana declarou que possivelmente é fruto de uma traição de sua mãe, ao dar uma entrevista se referindo a uma música sua que recebe o mesmo nome Traição no mais recente álbum, N9ve. Ana tem uma irmã, chamada Selma, que é 14 anos mais velha e também um irmão. Sua influência musical vem de família – a avó cantava em rádio, fazendo sucesso, o avô em igreja e os tios-avós tocavam percussão, piano, cello eviolino.

Cquote1.svg Dizem as más linguas, que ela teve umaffair com o forrozeiro Luiz Gonzaga, quando ele era soldado em Juiz de Fora, ele era soldado raso – mas não me pergunte se foi antes ou depois de conhecer meu avô. Cquote2.svg

— contou Ana Carolina, em entrevista para Jô Soares, em 6 de Junho de 2008; e também à Revista Veja em 21 de dezembro de 2001.

A mãe era proprietária de um salão de cabeleireiro e Ana fazia do local seu palco, usava como microfone um rolo de cabelo e cantava versos de Caetano, entre outros. Morava no bairro Granbery, e estudou no Instituto Granbery da Igreja Metodista a maior parte da vida.

Aos 12 anos, começou a interessar-se por música e aprendeu tocar violão sozinha, apenas ouvindo, inspirada pelos também mineiro João Bosco.

Com dezesseis anos descobriu ter diabetes, depois de emagrecer seis quilos de uma hora para outra, ter enjoos e depois de ser internada descobriu a doença quando a glicemia chegou a seiscentos. Esse fato deixou Ana muito abalada e triste pois a doença restringe a muitas coisas na parte alimentar, tendo que sempre estar tomando remédios.

Ana Carolina cresceu ouvindo ícones da música brasileira, como Chico Buarque, João Bosco e Maria Bethânia; e da música internacional, como as cantoras Nina Simone, Björk e Alanis Morissette. Ainda na adolescência, iniciou a carreira de cantora apresentando-se em bares da cidade natal. Conhecida pelo registro vocal grave ou contralto, porém, pode alcançar notas relativamente agudas, portanto, tendo uma grande extensão vocal. Isso a ajudou muito na carreira, possibilitando-a interpretar uma ampla variedade de músicas e estilos.

Desde sua adolescência é assumidamente bissexual, dizendo achar natural gostar e se envolver afetivamente com homens e mulheres. Por ser muito discreta, não é mais tão vista na mídia como antigamente circulando com algum namorado/namorada.

Carreira

Início

Começou profissionalmente aos 18 anos nos barzinhos da cidade com o repertório de Jobim, Chico, Ary Barroso e outros clássicos. Em entrevista, Ana diz que a experiência em bares foi, para ela, uma escola, além de cantar sucessos do rádio, cantava outras canções.

Foi quando Ana Carolina conhecera Luciana David e Keley Lopes, duas estudantes de Comunicação, que gostaram do que ouviram e se tornaram suas empresárias. Então, começaram a surgir convites de mais bares nas cidade vizinhas e, acompanhada sempre pelo amigo e percussionaista Knorr, rodou alguns quilômetros da Zona da Mata mineira. Nesse tempo, Ana começou a compor, contudo essas não foram interpretadas tão cedo.

Ana fez um cursinho pré-vestibular no Colégio e Curso Meta ingressando na faculdade de Letras, na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde cursou por pouco tempo.

Conforme o tempo foi passando, Ana ia se tornando mais conhecida, até o dia em que foi convidada para participar em apresentações maiores, como na abertura do concerto da Orquestra Internacional de Ray Conniff, em 1997.

Posteriormente, o italiano Máximo Pratesi convidou alguns artistas para se apresentarem em Roma. Além de Ana, convidou o grupo de MPB da cidade, o Lúdica Música. No Rio, onde assinariam o contrato, Pratesi descobre que Ana era diabética, desistindo de fechar o negócio por puro preconceito, o que deixou Ana decepcionada.

Cquote1.svg Fiquei triste num primeiro momento, mas depois agradeci por não ter ido, pois o fato de eu ter ficado aqui me permitiu crescer e amadurecer na música, a ponto de gravar meu primeiro disco anos depois e ser sucesso no Brasil Cquote2.svg

— Ana Carolina

Depois de realizar várias apresentações em Belo Horizonte, um rapaz chegou ao camarim com a letra de uma música que compôs enquanto a assistia. Esse rapaz, era o compositor gaúcho, José Antônio Franco Villeroy que se tornaria um dos melhores amigos e parceiros de Ana, a música era “Garganta” – música que foi o primeiro sucesso da carreira da cantora. “Depois me lembrei que conhecia Totonho, eu tinha ido a um show dele no Rio, no Mistura Fina, e adorei, tanto que comprei os dois discos independentes dele.“, recorda.

Quando vinha cantar ou a passeio no Rio, Ana, muitas vezes, ficava hospedada na casa da amiga Cássia Eller.

As músicas de Ana sempre fizeram grande sucesso com o público, a fazendo estar entre as cantoras consagradas do país.

Ana Carolina

Em 1998, ela se apresentou no Hipódromo e no bar Mistura Fina; na platéia estava a neta de Vinicius de Moraes, Luciana, a qual entregou uma fita demo. Depois de quinze dias, Ana estava com proposta de duas gravadoras, contudo, assinou o contrato com a BMG. Isso fez com que ela se mudasse para o Recreio dos Bandeirantes, e começasse a produzir o primeiro álbum, Ana Carolina.

Naquele ano, duas canções desse trabalho foram parar em duas trilha sonoras de novelas da TV Globo: “Garganta“, “Andando nas Nuvens“, “Tô Saindo” e “Vila Madalena”. “Nada pra Mim“, uma inédita composta por John, do mineiro Pato Fu, integrou a trilha d a telenovela Malhação, em 2000, mesmo ano em que foi indicada à primeira edição do GRAMMY Latino, na categoria brasileira de “Melhor Álbum Pop Contemporâneo“. Com o álbum, Ana ganhou disco de ouro pelos 250 mil cópias vendidas e foi apontada como “a grande promessa da MPB“, comparada com Cássia Eller e Zélia Duncan. Em 2001, Ana Carolina fez composições e interpretou uma canção para o longa metragem “Amores Possíveis“, “Velas e Vento” e “Margem da Pele“, esta última é interpretada por Paula Lima.

Ana Rita Joana Iracema e Carolina 

Em Abril do mesmo ano, o segundo álbum, Ana Rita Joana Iracema e Carolina, com onze letras compostas por ela e, as várias mulheres criadas por Chico Buarque, fazem parte do título do álbum, como uma homenagem que a cantora faz ao grande ídolo.

O álbum vendeu 100 mil cópias, e ficou com duas semanas com o 2° mais vendido do Rio de Janeiro e São Paulo e, em 15 dias foi contemplado com o disco de ouro, depois de platina, ultrapassando a marca de 300 mil cópias. “Quem de Nós Dois (La Mia Storia Tra le Dita)“, versão de Ana e Dudu Falcão para um sucesso italiano dos anos 1990, que fez parte da trilha de mais uma novela das 7, Um Anjo Caiu do Céu.

Em 1° de Maio de 2001, às cinco da manhã, Ana saía do apartamento de Paulinho Moska, no Leblon, em direção ao seu na Barra, quando na Av. das Américas perdeu o controle do seu Mercedes-Benz Classe A, que colidiu contra um poste. Ainda lúcida, foi resgatada e levada para a UTI do Hospital Barra D’Or. Ana sofreu fratura na tíbia e um corte na cabeça, um pouco acima da orelha, onde foram necessários 30 pontos. Em consequência disso, o início da turnê foi adiado.

Estampado

Em agosto de 2003, lança o terceiro álbum, batizado de Estampado, Ana diz que ele tem a sua cara. O disco é maisrock’n’roll, o violão nervoso de Ana guia todos os batimentos; são 13 canções próprias e novos parceiros, como Chico César e Seu Jorge. Em outubro de 2003, Ana lança o DVD “Estampado“, um documentário que exibe os bastidores da gravação do álbum, a fase de composições, gravação e finalização, bate-papos com João Bosco, Chico Buarque e Maria Bethânia, entre outros.

Estampado obteve vendagem de 100 mil cópias. O álbum foi considerado o melhor da carreira e por todos os cantos se ouvia Ana Carolina, tanto que recebeu disco de ouro em 2004.

Lançou o segundo DVD, “Estampado – Um Instante Que não Para“, gravado no Claro Hall, com um público de 9 mil pessoas. Nessa versão, encontramos as canções “Vestido Estampado“, “Sinais de Fogo“, “Outra Vez” e “Eu Gosto é de Mulher“, sucesso de 20 anos atrás do Ultraje a Rigor, agora transformado em discurso gay. Paralelamente, foi lançado o DVD “Estampado“, que mostra o processo de criação do álbum.

Perfil vol. 1

Em 2005, chegou ao mercado Perfil vol. 1, coletânea de sucessos que logo alcançou o lugar mais alto no ranking dos mais procurados, com mais de 320 mil cópias vendidas. O álbum rendeu a Ana três certificados: Platina, Platina Duplo e Diamante, no mesmo ano de lançamento. No Brasil, foi o quarto CD mais vendido de 2007.

Ana & Jorge

Ana & Jorge, foi gravado durante o projeto “Tom Acústico” de 2004, promovido pela casa de espetáculos paulistana Tom Brasil (Hoje HSBC Brasil), que reúne artistas de diferentes gêneros musicais, mas com grandes afinidades. O espetáculo rendeu um álbum e um DVD, intitulado “Ana & Jorge“, lançado pela gravadora Sony no ano seguinte, obtendo ótima receptividade de público e crítica. O singleÉ Isso Aí (The Blower’s Daughter)“, uma tradução da versão em inglês de The Blower’s Daughter, do cantor Damien Rice, estourou nas rádios.

Revelações e polêmicas 

Aos dezesseis anos, Ana Carolina tomou a decisão de contar para a mãe que se sentia diferente das amigas, revelou que era bissexual. A condição da filha foi respeitada, ainda que mais tarde ela tenha enfrentado cobranças.

Cquote1.svg Fiz isso de supetão. Estávamos falando de um assunto qualquer e eu soltei a confissão, como se não fosse nada. Mãe, eu gosto de homens e de mulheres. Dá para a senhora me passar aquele negócio ali, por favor? (…) Tive de ser mais dura com minha mãe, para reafirmar minha condição. Mas aí ela aceitou de vez, e hoje nos damos bem. Cquote2.svg

—revela à Veja

Em entrevista a Jô Soares (6 de junho de 2008), disse: “homossexualidade, mediunidade e voz, todo mundo tem. Mas, só alguns desenvolvem.

Dois Quartos

A partir de agosto de 2006, integrou o corpo de apresentadoras do programa Saia Justa, no canal GNT. A partir aí, lançou um novo álbum, o duplo Dois Quartos. Assim como os antigos discos de vinil, o álbum tem dois lados. Lançado pela Sony, traz discos parecidos, mas com personalidades diferentes:

  • O primeiro, “Quarto“, traz faixas de trabalho e o pop tradicional da cantora, conhecido pelas rádios e pelos fãs;
  • O segundo, “Quartinho“, Ana ousa outras linguagens e novos formatos.

Neles, a cantora se supera, em maturidade, criatividade e em ousadia, apresentando faixas como “Cantinho“, numa letra cheia de desejos proibidos, e ‘Eu Comi a Madonna“, em que fala de mulheres provocantes. Outras músicas se destacaram, como “Rosas“, “Carvão” – que foi incluída na trilha sonora da telenovela Paraíso Tropical (Rede Globo) -, “Aqui“, “Nada te Faltará“, “Vai” (composta por Simone Saback), “Ruas de Outono” e “O Cristo de Madeira“. O álbum rendeu a Ana Carolina o Prêmio Multishow 2007 na categoria Melhor Cantora.

Multishow ao Vivo: Dois Quartos

O sétimo álbum de Ana Carolina foi gravado nos dias 24 e 25 de novembro de 2007 no Credicard Hall, em São Paulo. O show teve 20 canções, a maioria do sexto álbum: “Nada te faltará“, “Rosas“, “Tolerância” e “Ruas de Outono“. Entre as surpresas, há a canção que fez para Mart’nália “Cabide” e “Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar” composta com Jorge Vercilo para Maria Bethânia, e ainda teve a regravação de “Três“, sucesso de Marina Lima). O ponto alto do show fica por conta de É Isso Aí, cantada e executada ao piano. “Multishow ao Vivo: Dois Quartos” venceu o Prêmio Multishow 2008 na categoria Melhor Show e foi indicado a melhor DVD de música no Prêmio Multishow em 2009.

Em 2008, a cantora lançou seu próprio selo, Armazém.

N9ve

N9ve, foi lançado no dia 7 de agosto de 2009. O álbum foi produzido em comemoração aos 10 anos de carreira da cantora e trouxe novos estilos de músicas como Tango Eletrônico, Samba, Salsa e Bossa Nova. Contou ainda com participações especiais de Chiara Civello, Esperanza Spalding e John Legend, com quem dividiu o single Entreolhares (The Way You’re Looking at Me), que chegou às rádios de todo o Brasil, no dia 29 de julho.

Cquote1.svg Não gosto de rótulos, de ficar parada numa estante. E é muito bom viver no Brasil por agregarmos a música do mundo todo e podermos criar algo novo a partir dessa grande mistura. Cquote2.svg

— Ana Carolina em entrevista para o jornal carioca “O Globo”

Perfil vol. 2

Após a repercussão do disco de 2005, a Som Livre lançou em 2010 o segundo volume de Perfil. Este segundo CD reúne 15 faixas de canções de sucesso na carreira de Ana Carolina. O álbum é definido como a continuação do anterior, que, juntos, apresentam um maravilhoso resumo da carreira da cantora.

Ensaio de cores

“Ensaio de cores” foi uma turnê de Ana Carolina cujo projeto foi base para gravação de seu último CD e DVD de mesmo nome em 2012, com canções inéditas e algumas versões de canções próprias e de outros artistas. Os shows da turnê uniram música e arte através de exposições de pinturas da própria cantora.  A música “Problemas”, composta em parceria com Chiara Civello e Dudu Falcão entrou para a trilha sonora da novela Fina Estampa da Rede Globo. A música é um grande sucesso e conquista fãs a cada dia.  Foi o primeiro single de “Ensaio de cores”, cujo clipe foi lançado no dia 15 de novembro. O DVD foi gravado no início de setembro, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro.

Turnê Sucessos, músicas inéditas e #AC 

Após o final da turnê de “Ensaio de cores”, Ana faz uma turnê intitulada “Sucessos”, na qual canta suas músicas mais conhecidas pelo público. Parte da turnê tem uma fase internacional, passando por cidades como Nova Iorque, Miami, Los Angeles, São Francisco, entre outras.

Em dezembro de 2012, Ana Carolina tem sua primeira experiência como direção de um videoclipe, dirigindo e contracenando em sua piscina o vídeo para a canção “Un sueño bajo el agua”, primeira música inédita para o álbum “‘#AC“, previsto para junho de 2013, mas que por questões editoriais só foi lançado no mês seguinte.

A cantora também faz uma participação na música “Irrepetível”, do álbum “La musica no se toca” de Alejandro Sanz, participando também do clipe junto ao cantor espanhol. No final de abril de 2013, a canção inédita “Luz acesa” foi apresentada no Programa Encontro com Fátima Bernardes e incluída na trilha sonora da novela Flor do Caribe, televisionada pela Rede Globo. Paralelamente, foi lançado na internet o videoclipe da canção inédita “Leveza de valsa”. O videoclipe foi gravado nas ruas do Centro do Rio de Janeiro e foi a segunda experiência da cantora na direção de um videoclipe. Ambas estão inclusas em #AC. [19] Em 15 de maio de 2013, em sua página oficial no Facebook, a cantora confirmou que o álbum estava pronto, e que seu nome será “#AC“. No mesmo dia foi anunciado um dueto entre Ana Carolina e Chico Buarque, na canção “Resposta da Rita”. A notícia também foi divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois

No mesmo dia, uma canção do mesmo álbum, intitulada “Combustível“, foi tocada na rádio JB FM. A canção “Un sueño bajo el agua” estará também inclusa no repertório, sendo inclusa pela primeira vez em um disco físico. Em 16 de maio, a cantora confirmou em seu Facebook oficial que a canção “Combustível” será um dos singles do álbum.

Em 18 de maio, o jornalista Bruno Astuto confirmou a capa e o nome de mais algumas canções do álbum: “Pole Dance” e “Bang Bang 2“.

No mesmo dia, em um show na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, a cantora divulgou a capa por via de uma projeção no cenário e confirmou que a canção “Combustível” estará presente na trilha sonora da novela Amor à Vida.

O nome das 11 faixas do álbum, junto com suas durações, foi disponibilizado para pré-venda no programa iTunes em 21 de maio de 2013. A versão física do CD foi lançada na primeira semana de julho de 2013, e ainda conta com a faixa Libido.

O álbum foi lançado no começo de julho de 2013, atrasado devido à questões editoriais relativas à faixa Libido. O disco difere dos demais da cantora por ter arranjos virados à música eletrônica, com toques de dance music.

No final de agosto de 2013, Ana ganhou três prêmios na segunda edição do Prêmio Contigo! MPB FM de Música. A cantora levou os prêmios nas categorias “Melhor cantora”, “Melhor música” (por Combustível, junto com Edu Krieger), e “Melhor álbum Pop” por #AC.

Em Novembro de 2013, a gravadora da cantora confirmou que a turnê que promoverá “#AC” terá sua estreia prevista para Janeiro de 2014. A nova turnê, intitulada “#AC – O Show” estreou em São Paulo, no dia 31 de janeiro de 2014. A turnê terá outro show na mesma cidade, além de dois shows no Rio de Janeiro, além de shows internacionais em Portugal eAngola. Novas datas ainda serão confirmadas pela cantora e sua equipe.

A atriz e comediante Letícia Lima, ex “Porta Dos Fundos” é apontada como namorada da mineira, mas sem assumir publicamente.

No final de Setembro de 2014, a cantora recebe uma indicação por seu disco #AC nos Grammys Latinos, na categoriaMelhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro, após 7 anos sem receber nenhuma indicação (a última foi Rosas em 2007, por Melhor Canção Brasileira).

O DVD da tour #AC – O Show foi gravado na cidade de São Paulo em 25 de outubro de 2014. No início de Fevereiro de 2015, a cantora confirma o lançamento do DVD e do CD ao vivo #AC ao vivo em Março do mesmo ano. O novo projeto será lançado em três edições: disco duplo, disco único e DVD.

Em 28 de fevereiro de 2015, a cantora participa de um show comemorativo que celebrou o aniversário de 450 anos dacidade do Rio de Janeiro, no qual cantou Partido alto (de autoria de Chico Buarque). Nesse mesmo mês, Ana Carolina e o cantor Roberto Carlos pediram a retirada de suas músicas dos sites de cifras na internet.

Tentando ser mãe desde 2012, Ana Carolina revelou em uma entrevista que recentemente congelou seus óvulos: “Congelei meus óvulos. Se vão virar bebê, já é outra história. Não quero deixar o tempo passar e perder a oportunidade, mas também não estou ansiosa, não vou ser uma mulher infeliz se não for mãe em breve.”.

Nos dias 04 e 13 de junho, a cantora participou dos eventos “Festival de Inverno de Pedro II” e “Festival BB Seguridade de Blues e Jazz”.

Discografia

Discos de estúdio
Ano Disco Certificação no Brasil pela ABPD Vendas no Brasil
1999 Ana Carolina Platinum.png Platina 125 mil
2001 Ana Rita Joana Iracema e Carolina Platinum.png Platina 250 mil
2003 Estampado Double Platinum.png 2× Platina 200 mil
2006 Dois Quartos Platinum.png Platina 100 mil
2009 N9ve Double Platinum.png 2× Platina 150 mil
2013 #AC Gold record icon.svg Ouro 75 mil
Discos ao vivo, outros discos e coletâneas
Ano Discos Certificação no Brasil Vendas no Brasil
2005 Ana & Jorge Diamond2.png Diamante 500 mil
Perfil – Ana Carolina Diamond2.png Diamante 600 mil
2008 Multishow Ao Vivo: Dois Quartos Platinum.png Platina 150 mil
2009 Multishow Registro: Ana Car9lina + Um Platinum.png Platina 100 mil
2012 Ensaio de Cores Platinum.png Platina 100 mil
2015 #AC – Ao Vivo
DVDs
Ano DVD Certificação no Brasil Vendas no Brasil
2003 Estampado (DVD) Platinum.png Platina 50 mil
2004 Estampado – Um Instante Que não Para Platinum.png Platina 50 mil
2005 Ana & Jorge: Ao Vivo Diamond2.png Diamante 100 mil
2007 Multishow Ao Vivo: Dois Quartos Double Platinum.png 2× Platina 100 mil
2009 Multishow Registro: Ana Car9lina + Um Platinum.png Platina 50 mil
2012 Ensaio de Cores Platinum.png Platina 50 mil
2015 #AC – Ao Vivo
Notas CDs
  • A (Certificado até o ano de 2004)
  • B (Certificado partir do ano de 2006)
Notas DVDs
  • A (Certificado até o ano de 2006)
  • B (Certificado partir do ano de 2006)

Singles

Ano Single Parada Álbum
BRA Hot 100 BRA Year End Bill BRA
1999 “Tô Saindo” 9 97 Ana Carolina
“Nada Pra Mim” 19 50
2000 “Garganta” 1 5
“Beatriz” 58
2001 “Ela é Bamba” 6 30 Ana Rita Joana Iracema e Carolina
“Confesso” 35 91
2001 “Quem de Nós Dois” 1 1
2003 “Encostar na Tua” 1 10 Estampado
“Elevador” 1 3
2004 “Uma Louca Tempestade” 9 9
“Nua” 63
2005 “Que Se Danem os Nós” 47 Perfil – Ana Carolina
2006 “É Isso Aí (The Blower’s Daughter)” (Part. Seu Jorge) 1 6 Ana & Jorge
“Pra Rua me Levar” (Part. Seu Jorge) 29
“Rosas” 1 9 Dois Quartos
2007 “Carvão” 9 69
“Ruas de Outono” 11
“Aqui” 36
“Vai” 21 Multishow ao Vivo: Ana Carolina – Dois Quartos
2008 “Tolerância” 55
2009 “Entreolhares (The Way You’re Looking at Me)” 11 34 N9ve
“10 Minutos (Dimmi Perché)” 33
“Resta” 63
2011 “Problemas” 15 137 25 Ensaio de Cores
2012 “Simplesmente Aconteceu” 66
2012 “Un Sueño Bajo El Agua (part. Chiara Civello)[33] #AC
2013 “Combustível” 46
2014 “Libido”
2015 Coração Selvagem #AC – Ao Vivo

Singles Promocionais

Ano Single Parada Álbum
BRA Hot 100 BRA Year End Bill BRA
2007 “Eu Comi a Madona” 33 Dois Quartos
2009 “Dentro” 49 N9ve
2013 “Leveza de Valsa” #AC
“Pole Dance”

Trilhas sonoras

Ana Carolina sempre esteve presente em trilhas sonoras de novelas.

  • Garganta – Andando nas nuvens
  • Nada pra mim – Malhação (7ª temporada)
  • Tô saindo – Vila Madalena
  • Quem de nós dois – Um anjo caiu do céu
  • Ela é bamba – As filhas da mãe
  • Confesso – Coração de estudante
  • Encostar na tua – Celebridade
  • Vox populi – Seus olhos
  • Uma louca tempestade – Senhora do destino
  • Nua – Como uma onda
  • Pra rua me levar – América
  • Carvão – Paraíso tropical
  • Aqui – Desejo proibido
  • Um dia de domingo (com Celso Fonseca) – Caras & Bocas
  • 10 minutos – Tempos modernos
  • Resta (com Chiara Civello) – Passione
  • Mais que a mim (com Maria Gadú) – Araguaia
  • Problemas – Fina Estampa
  • Simplesmente Aconteceu – Guerra dos Sexos
  • The very thought of you (com Tony Bennett) – Salve Jorge
  • Luz acesa – Flor do Caribe
  • Combustível – Amor à Vida
  • Eu sei que vou te amar – Em Família (abertura)
  • Esperta – Babilônia
  • Coisas – I love Paraisópolis
  • Coração selvagem – A Regra do Jogo

Algumas músicas da cantora também estiveram presentes em trilhas sonoras de filmes nacionais. “Grito sozinha” foi tema do filme Condenado à Liberdade, de 2000. . Em 2001, “Velas e vento” fez parte da trilha sonora do filme Amores possíveis, parceria de Ana Carolina com João Nabuco. No mesmo ano teve a música “Nada pra mim” no filme “Minha vida em suas mãos”. Já em 2009, a música “Tudo bem”, original de Lulu Santos, encerrou o filme Divã, estrelado por Lília Cabral. A trilha sonora do filme Meu País, de 2011, conta com a música “Leveza de valsa”, parceria da cantora com Guinga. Também interpreta “Filosofia de Vida”, de Martinho da Vila, no documentário “Martinho da Vila: Filosofia de Vida” (de Edu Mansur, 2010).

Regravações de canções

  • Adriane Garcia – Quem De Nós Dois – (Gianluca Grignani e Massimo Luca / Vers.: Ana Carolina e Dudu Falcão)
  • Alex Cohen – Quem De Nós Dois – (Gianluca Grignani e Massimo Luca / Vers.: Ana Carolina e Dudu Falcão)
  • Antônio Villeroy – Que Se Danem Os Nós – (Ana Carolina e Totonho Villeroy)
  • Belo – Para Rua me Levar – (Ana Carolina e Anthônio Villeroy) Vers.: Ana e Jorge
  • Chico César – Mais Que Isso (Ana Carolina e Chico César)
  • Elder Costa – Escolher – (Ana Carolina)
  • Elder Costa – Saudade de Nada – (Ana Carolina e Elder Costa)
  • Elder Costa- Fotografia – (Ana Carolina e Elder Costa)
  • Fábio Junior – Quem De Nós Dois – (Gianluca Grignani e Massimo Luca / Vers.: Ana Carolina e Dudu Falcão)
  • Gal Costa – Ruas de Outono (Ana Carolina e Totonho Villeroy)
  • Jane Duboc – Amanhecer em Julho – (Ana Carolina e Chacall)
  • Jorge Vercilo – Ultra-leve amor – (Ana Carolina e Jorge Vercilo)
  • Luiza Possi – Escuta (Ana Carolina)
  • Luiza Possi – Verão e Inverno (Ana Carolina)
  • Maria Bethânia – Eu Que Não Sei Quase Nada do Mar – (Ana Carolina e Jorge Vercilo)
  • Maria Bethânia – Para Rua Me Levar – (Ana Carolina e Totonho Villeroy)
  • Mart’nália – Cabide – (Ana Carolina)
  • Moinho da Bahia – Doida de Varrer – (Ana Carolina e Chacall)
  • Paula Lima – Eu Já Notei – (Ana Carolina e Totonho Villeroy)
  • Paula Lima – Margem da Pele – (Ana Carolina, Totonho Villeroy e João Nabuco)
  • Pedro Mariano – Personagem – (Ana Carolina e Jorge Vercilo)
  • Preta Gil – Estéreo – (Ana Carolina)
  • Preta Gil – Sinais de Fogo – (Ana Carolina e Totonho Villeroy)
  • Thaeme Mariôto – Só Fala Em Mim – (Ana Carolina e Totonho Villeroy)
  • Victor e Léo – Quem De Nós Dois – (Gianluca Grignani e Massimo Luca / Vers.: Ana Carolina e Dudu Falcão)

Turnês

Turnê Ano Lançamentos
Ana Carolina 1999/2000
Ana Rita Joana Iracema e Carolina 2001/2002
Estampado 2003/2004 DVDs Estampado e Estampado – Um Instante Que não Para
Dois Quartos 2007/2008 CD/DVD Dois Quartos (Multishow ao Vivo)
N9ve 2009/2010 CD/DVD/BluRay Multishow Registro: Ana Car9lina + Um
Ensaio de Cores 2011/2012 CD/DVD/LP Ensaio de Cores
Turnê Sucessos 2010/2013
#AC – O Show 2014/2015 2xCD/CD/DVD

Prêmios e indicações 

Ano Prêmio Nomeação Categoria Resultado
2000 Prêmio Multishow de Música Brasileira Ana Carolina Cantora Revelação Venceu
Melhor Cantora Venceu
Grammy Latino Ana Carolina Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro Indicação
2001 Troféu Imprensa Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
Melhores do Ano Melhor Cantora Venceu
“Quem de Nós Dois” Melhor Música Venceu
Prêmio TIM de Música Ana Carolina Melhor Cantora de Voto Popular Venceu
2002 Prêmio Caras de Música Ana Carolina Melhor Cantora de Voto Popular Venceu
2003 Troféu Imprensa Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
Prêmio Caras de Música Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
2006 Troféu Imprensa “É Isso Aí” Melhor Música Venceu
Prêmio Multishow de Música Brasileira Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
Ana & Jorge Melhor CD Venceu
2007 Melhores do Ano “Carvão” Melhor Música de Novela Venceu
Prêmio Multishow de Música Brasileira Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
Grammy Latino “Rosas” Melhor Canção Brasileira Indicação
2008 Prêmio Multishow de Música Brasileira Dois Quartos Melhor Show Venceu
Ana Carolina Melhor Cantora Indicação
2009 Prêmio Multishow de Música Brasileira Ana Carolina Melhor Cantora Indicação
Dois Quartos Melhor DVD de Música Indicação
2010 Prêmio Multishow de Música Brasileira Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
2012 Prêmio Multishow de Música Brasileira Ana Carolina Melhor Música Venceu
2012 Prêmio Multishow de Música Brasileira Ana Carolina Melhor Cantora Indicação
2013 Prêmio Contigo! MPB FM de Música Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
Combustível Melhor Música Venceu
Ana Carolina Melhor Cantora Venceu
#AC Melhor Álbum Pop Indicação


Astros da Música Brasileira: Lucas Lucco – 8ª edição

Lucas Lucco


Lucas Corrêa de Oliveira, mais conhecido como Lucas Lucco (Patrocínio, 23 de setembro de 1987), é um ator, cantor e compositor brasileiro de sertanejo universitário. O músico mineiro também trabalha ocasionalmente como modelo, ele também dirige seus próprios videoclipes, e já foi participante do quadro Dança dos Famosos do programa Domingão do Faustão.

Biografia e carreira

Lucas começou a cantar e a aprender a tocar violão aos 10 anos, ele fez malhação em sua primeira composição aos 11 anos chamada “50%”. Sua primeira apresentação foi também com 11 anos em um festival na escola. Ele começou a trabalhar com 13 anos como office boy, sucedendo carreira como vendedor em um shopping de Belo Horizonte e também como modelo profissional durante 5 anos, onde chegou a ser conhecido pelo nome Lucas Correa e fez diversos ensaios fotográficos. Trabalhou ainda como promotor de eventos,  e estudou até o quarto período o curso de Publicidade numa faculdade de Patos de Minas, mas decidiu trancar a faculdade para se dedicar integralmente à carreira, e fez parte ainda de um trio sertanejo chamado “Skypiras“.

Segundo o cantor, ele encontra inspiração para as suas composições através da própria rotina das pessoas, ele diz que não tem nada melhor que isso pra que ele conte nas músicas o que todo mundo sente, por isso elas acabam se identificando. Tem como influências vários artistas da música sertaneja, tendo como os mais notáveis Zezé Di Camargo e Luciano e Jorge e Mateus. Devido à semelhança em algumas canções e no visual, Lucco tende a ganhar muitas comparações com Gusttavo Lima.

O início da carreira musical de Lucas teve como marco principal a gravação da música “Amor Bipolar”, em 2011, que foi disponibilizada no site de vídeos YouTube sem altas pretensões, até que o empresário Rodrigo Byça viu o vídeo e entrou em contato com ele. Poucos dias após definitivamente largar a carreira de modelo e entrar no cenário musical, ele foi apadrinhado pela dupla Israel & Rodolffo, sendo que começaram a fazer shows juntos, e também gravaram a canção “Previsões”.

O primeiro grande sucesso do cantor foi a música Pra te fazer lembrar, em um tom romântico, e alcançou quase 10 milhões de acessos no YouTube. Poucos meses depois, ele lançou dois novos sucessos, os singles ” Plano B” e “Pac Man”, que foram executados pelo mesmo no festival “Caldas Country 2012”, realizado em Caldas Novas, Goiás.  Com a alta divulgação e popularidade das canções, ele decidiu seguir um estilo mais atual, chamado arrocha: “Eu costumava ser mais romântico. Aí quando eu vi que Plano B, um arrocha, deu certo, eu quis compôr mais neste estilo. Eu fiz o que eu também gostaria de ouvir.”  Em meados de 2012, Lucas lançou o seu primeiro disco, intitulado Nem te Conto, que conta com dezesseis faixas, incluíndo as supracitadas e outras canções de destaque, como “Na Horizontal” e “Nem te Conto (Sogrão)”.  Em março de 2013, Lucas Lucco lançou seu primeiro videoclipe oficial, intitulado “Princesinha”, o qual ultrapassou o número de 4 milhões de visualizações em menos de 3 meses. Tamanho sucesso repentino do cantor fez com que a dupla de cantores e empresários Fernando & Sorocaba o convidassem para fazer parte da FS Produções Artísticas. Além de fazer parte do escritório da consagrada dupla, Lucas Lucco lançou uma música junto com eles, intitulada “Foi Daquele Jeito”, uma regravação da canção original de Thaeme & Thiago, que também foram apadrinhados pela FS Produções. Após o lançamento destes trabalhos, Lucas começou a ser comparado ao cantor Ricky Martin, o qual considera ídolo; e foi chamado por diversos meios de comunicação como “o novo popstar da música brasileira.”

Seu primeiro sucesso após o lançamento do disco Nem te Conto foi a canção “É Treta”, na qual fala na vantagem de não namorar. Em março de 2013, Lucas Lucco lançou a música “Ninguém Podia Prever”, em homenagem a morte do vocalista da banda Charlie Brown Jr., Chorão. Apesar dos dois estilos musicais serem distintos, a música foi bem recebida pelo público, entretanto recebeu algumas críticas, que o próprio cantor resolveu responder: “As pessoas não acreditavam que eu era fã, por ser sertanejo, mas as pessoas gostaram. Foi uma forma de expressar meu carinho.”

Lucas Lucco faz atualmente cerca de 25 shows por mês fazendo sucesso por todo o Brasil , mas a maioria dos shows acontecem nos estados de Minas e Goiás. Ele atualmente mora na cidade de Rio de Janeiro.  As participações do cantor na mídia, como televisão e rádio estão em alta, sendo que o cantor já participou até mesmo do Domingão do Faustão, em Abril de 2014. Seu primeiro DVD, intitulado O Destino, foi gravado em 07 de Abril de 2014, em Patrocínio/MG, sua cidade natal, contando com o público de mais de 30 mil pessoas e participações de Anitta, Fernando e Sorocoba e Maluma. Seu disco foi disponibilizado para pré-venda no dia 10 de julho pelo Itunes. E foi lançado em DVD no dia 22 de julho de 2014.

Lucas Lucco participou do quadro “Dança dos famosos” no Domingão do Faustão em 2015 e entrou na novela Malhação, temporada da qual teve estreia em agosto de 2015 interpretando Uódson.

Na atual temporada de Malhação

Discografia

Estúdio
Ano Detalhes do álbum Ref.
2013 Nem Te Conto

  • Lançamento: 17 de Dezembro de 2013
  • Gravadora: Damasceno Music
  • Formato(s): CD e Download digital
[36]
2014 Tá Diferente

  • Lançamento: 14 de Janeiro de 2014
  • Gravadora: Sony Music Entertainment
  • Formato(s): CD e Download digital
[37]
Ao Vivo
Ano Detalhes do álbum
2014 O Destino – Ao Vivo

  • Lançamento: 22 de Julho de 2014
  • Gravadora: Sony Music Entertainment
  • Formato(s): CD, DVD e Download digital 

Singles

Ano Título Álbum Videoclipe
2012 “Princesinha” (com Mr. Catra) Nem Te Conto Sim
“Pra te Fazer Lembrar” Sim
2013 “Mozão” Tá Diferente Sim
2014 “11 Vidas” O Destino – Ao Vivo Sim
“Destino” Sim
2015 “Vai Vendo” O Destino (Bonus Track Version)[39] Sim
“Quando Deus Quer” Sim 

Turnê

Ano Título
2013-atual Turnê Lucas Lucco

Filmografia 

Televisão

Ano Título Personagem Nota(s)
2014 Dança dos Famosos Ele mesmo Participante
2015 Malhação Uodson (Wood) Coadjuvante

Livro

Ano Título Autor Editora Nota
2014 Anjos Máximo Jr. Just Editora Participação como modelo[

Prêmios e indicações

Ano Prêmio Categoria Trabalho indicado Resultado Ref
2013 Prêmio Sertanejo Melhor Clipe Sertanejo Pra Te Fazer Lembrar Vencedor
Melhor Cantor Sertanejo Ele mesmo Indicado
Revelação Sertaneja Vencedor
Capricho Awards Cantor Nacional Indicado
2014 Troféu Internet Revelação do Ano Indicado
Capricho Awards Revelação Nacional Ele mesmo Indicado
Prêmio Jovem Brasileiro Música Ele mesmo Venceu
Meus Prêmios Nick Gato do Ano Ele mesmo Indicado
Cantor Favorito Indicado
Revelação Musical Indicado
Retrospectiva UOL Sertanejo Tá Diferente Indicado
Prêmio F5 Cantor do Ano Ele mesmo Venceu
2015 Troféu Internet Revelação do Ano Ele Mesmo Indicado
Kids Choice Awards Artista Brasileiro Favorito Ele Mesmo Indicado
Brasil Music Awards Artista do Ano Ele Mesmo Indicado
Música do Ano “Mozão” Indicado
Artista Masculino Ele Mesmo Indicado
Prêmio Multishow de Música Brasileira Melhor Cantor Ele Mesmo Venceu


 

 

Astros da Música Brasileira: Caetano Veloso – 7ª edição

Caetano Emanuel Viana Teles Veloso (Santo Amaro, 7 de agosto de 1942) é um músico, produtor, arranjador e escritor brasileiro. Com uma carreira que já ultrapassa quatro décadas, Caetano construiu uma obra musical marcada pela releitura e renovação e considerada amplamente como possuidora de grande valor intelectual e poético. Embora desde cedo já tivesse aprendido a tocar violão em Salvador, escrito entre os anos de 1960 e 1962 críticas de cinema para o Diário de Notícias e conhecido o trabalho dos cantores de rádios e dos músicos de bossa nova(notavelmente João Gilberto, seu “mestre supremo”

e com quem dividiria o palco anos mais tarde), Caetano iniciou seu trabalho profissionalmente apenas em 1965, com o compacto “Cavaleiro/Samba em Paz”, enquanto acompanhava a irmã mais nova Maria Bethânia por suas apresentações nacionais do espetáculo Opinião, no Rio de Janeiro.

Nessa década, conheceu Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, participou dos festivais de música popular da Rede Record e compôs trilhas de filmes. Em 1967, saiu seu primeiro LP, Domingo, com Gal Costa, e, no ano seguinte, liderou o movimento chamado Tropicalismo, que renovou o cenário musical brasileiro e os modos de se apresentar e criar música no Brasil, através do disco Tropicalia ou Panis et Circencis, ao lado de vários músicos. Em 1968, face ao endurecimento do regime militar no Brasil, compôs o hino “É Proibido Proibir”, que foi desclassificado e amplamente vaiado durante o III Festival Internacional da Canção. Em 1969, foi preso pelo regime militar e partiu para exílio político em Londres, onde lançou o disco Caetano Veloso(1971), disco com temática melancólica e com canções compostas em inglês e endereçadas aos que ficaram no Brasil. O disco Transa (1972) representou seu retorno ao país e seu experimento com compassos dereggae. Em 1976, uniu-se a Gal Costa, Gilberto Gil e Maria Bethânia para formar os Doces Bárbaros, grupo influenciado pela temática hippie dos anos 1970, lançando um disco, Doces Bárbaros, e saindo em turnê. Na década de 1980, mais sóbrio, apadrinhou e se inspirou nos grupos de rocknacionais, aventurou-se na produções dos discos Outras Palavras, Cores, Nomes, Uns e Velô, e, em 1986, participou de um programa de televisão com Chico Buarque. Na década de 1990, escreveu o livro Verdade Tropical (1997), e o disco Livro (1998) ganhou o Prêmio Grammy em 2000, na categoria World Music. Com o disco A Foreign Sound, cantou clássicos norte-americanos. Em 2006, lançou o álbum Cê, fruto de sua experimentação com o rock e o underground. Unindo estes gêneros ao samba, Zii e Zie, de 2009, manteve a parceria com a Banda Cê, que encerrou-se no disco Abraçaço, de 2012.

Caetano Veloso é considerado um dos artistas brasileiros mais influentes desde a década de 1960, tendo já sido chamado de “aedo pós-moderno”. Em 2004, foi considerado um dos mais respeitados e produtivos músicos latino-americanos do mundo, tendo mais de cinquenta discos lançados e canções em trilhas sonoras de filmes como Hable con Ella, de Pedro Almodovar e Frida, de Julie Taymor. Ao longo de sua carreira, também se converteu numa das personalidades mais polêmicas e com maior força de opinião no Brasil. É uma das figuras mais importantes da música popular brasileira e considerado internacionalmente um dos melhores compositores do século XX, sendo comparado a nomes como Bob Dylan, Bob Marley, John Lennon e Paul McCartney.

Foi eleito pela revista Rolling Stone, o 4º maior artista da música brasileira de todos os tempos pelo conjunto da obra, e pela mesma revista, o 8º maior cantor brasileiro de todos os tempos.

Biografia

Infância

Caetano Veloso nasceu em 7 de agosto de 1942 em Santo Amaro, na Bahia, como o quinto dos sete filhos de José Teles Velloso, o “Seu Zezinho”, funcionário público da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (1901-1983), eClaudionor Viana Teles Velloso, mais conhecida como “Dona Canô” (1907-2012), casados em 7 de janeiro de 1931.

Desde pequeno, mostrou imenso interesse em arte e pintura. Em 1946, sua irmã mais nova nasceu. Veloso foi fundamental no momento da escolha de seu nome: o garoto de quatro anos de idade que adorava música brasileira, inspirado na valsa “Maria Bethânia” do compositor Capiba e sucesso na voz do cantor Nélson Gonçalves, assim escolheu o nome da irmã, Maria Bethânia.

Ambos veriam sua trajetória artística se cruzar por diversos momentos e foram os dois filhos de Dona Canô que mais se destacaram no cenário nacional.

Dois acontecimentos principais o fizeram optar pela música. Aos dezesseis anos, sofreu um impacto que mudou definitivamente os seus planos de trabalhar no cinema: ouviu, num programa da Rádio Mayrink Veiga, a canção “Chega de Saudade” na voz de Marisa Gata Mansa e tomou conhecimento do disco homônimo de 1959 de João Gilberto. “Foi o marco mais nítido que uma canção já me deixou na vida”, recordaria anos mais tarde. As maiores influências musicais desta época foram alguns cantores em voga na época, como “o rei do baião” Luís Gonzaga, e canções de maior apelo regional, como sambas de roda e pontos de candomblé. Em 1956, frequentou o auditório da Rádio Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, que contava com apresentações dos maiores ídolos musicais brasileiros.

Trajetória artística

Iniciou a carreira interpretando canções de bossa nova, sob influência de João Gilberto, um dos ícones e fundadores do movimento bossa nova. Colaborou com os primórdios de um estilo musical que ficou conhecido como MPB (música popular brasileira), deslocando o melodia pop na direção de um ativismo político e de conscientização social. O nome ficou então associado ao movimento hippie do final dos anos 1960 e às canções do movimento da Tropicália. Trabalhou como crítico cinematográfico no jornal Diário de Notícias, dirigido pelo diretor e conterrâneo Glauber Rocha. A obra adquiriu um contorno pesadamente engajado e intelectualista e o artista firmava-se sendo respeitado e ouvido pela mídia e pela crítica especializada.

Participou na juventude de espetáculos semiamadores ao lado de Tom Zé, da irmã Maria Bethânia e do parceiro Gilberto Gil, integrando o elenco de “Nós por exemplo”, “Mora na filosofia” e “Nova bossa velha, velha bossa nova” em 1964. O primeiro trabalho musical foi uma trilha sonora para a peça teatral Boca de ouro, do escritor Nelson Rodrigues, do qual Bethânia participou em 1963, e também escreveu a trilha da peça “A exceção e a regra”, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, dirigido por Álvaro Guimarães, na mesma época em que ingressou na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia.

Início da carreira musical

Foi lançado no cenário musical nacional pela irmã, a já reconhecida cantora Maria Bethânia, que gravou uma canção de sua autoria no primeiro disco, “Sol negro”, um dueto com Gal Costa (as duas foram as cantoras que mais gravaram músicas de sua autoria). Em 1965, lançou o primeiro compacto, com as canções “Cavaleiro” e “Samba em Paz”, ambas de sua autoria, pela RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (adquirida depois pela Sony Music), participando também do musical “Arena canta Bahia” (ao lado de Gal, Gil, Bethânia e Tom Zé), dirigido por Augusto Boal e apresentado no TBC (São Paulo). Teve músicas inclusas na trilha do curta-metragem “Viramundo”, dirigido por Geraldo Sarno.

O primeiro LP gravado, em parceria com Gal Costa, foi Domingo (1967), produzido por Dori Caymmi, tendo sido lançado pela gravadora Philips, que, posteriormente, transformou-se em Polygram (atualmente, Universal Music), que lançaria quase todos os seus discos. “Domingo” contou com uma sonoridade totalmente bossa-novista, e a ele pertence o primeiro êxito popular da carreira, a canção “Coração vagabundo”. Mesmo não tendo sido um estrondoso sucesso, garantiu um bom reconhecimento à dupla e foi muito aclamado pelo meio musical da época, como Elis Regina, Wanda Sá, o próprio Dori Caymmi e Edu Lobo, marcando a estreia de ambos nessa gravadora, a convite do então diretor artístico João Araújo. A canção “Um dia”, no repertório deste, recebeu o prêmio de melhor letra no II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record

Tropicalismo

Nesse mesmo ano, a canção Alegria, Alegria, que fez parte do repertório do primeiro LP individual, “Caetano Veloso” (janeiro de 1968), que trouxe canções como “Alegria, alegria”, “No dia em que vim-me embora”, “Tropicália”, “Soy loco por ti América” e “Superbacana”, e também lançada em compacto simples, ao som de guitarras elétricas do grupo argentino Beat Boys, enlouqueceu o terceiro Festival de Música Popular Brasileira (TV Record, outubro de 1967), juntamente com Gilberto Gil, que interpretou Domingo no Parque, classificadas respectivamente em quarto e segundo lugar. Era o início do Tropicalismo, movimento este que representou uma grande efervescência na música popular brasileira.

Este marco foi realizado pelo lançamento do álbum Tropicalia ou Panis et Circencis(julho de 1968), disco coletivo que contou com as participações de outros nomes consagrados do movimento, como Nara Leão, Os Mutantes, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, Tom Zé, Gilberto Gil e Gal. Ficou associada a este contexto a canção “É Proibido Proibir”, da sua autoria (mesmo compacto que incluía a cançãoTorno a repetir, de domínio público), que ocasionou um dos muitos episódios antológicos da eliminatória do 3º Festival Internacional da Canção (TV Globo), no Teatro da Universidade Católica (São Paulo, 15 de setembro de 1968). Vestido com roupa de plástico, acompanhado pelas guitarras distorcidas d’Os Mutantes, ele lança de improviso um histórico discurso contra a plateia e o júri. “Vocês não estão entendendo nada!”, gritou. A canção foi desclassificada, mas também foi lançada em compacto simples. Em novembro, Gal defendeu sua canção “Divino maravilhoso”, parceria sua com Gil, no mesmo musical onde participou defendendo a canção “Queremos guerra” (deJorge Benjor). Caetano lançou um compacto duplo que continha a gravação do samba “A voz do morto” que foi censurado, com isso o LP foi recolhido das lojas.

Caetano Veloso e Jorge Mautner foram os primeiros andróginos da música popular brasileira. Em seu primeiro show na volta ao Brasil, em 1972, Caetano encarava o público de brincos de argolas, tamancos, batom e tomara-que-caia. Caetano Veloso foi a maior referência para o artista Ney Matogrosso – que, mais tarde, estrearia no grupo Secos & Molhados.

Regime militar

Desde o início da carreira, Veloso sempre demonstrou uma posição política contestadora, sendo até confundido como um militante de esquerda, ganhando por isso a inimizade do regime militar instituído no Brasil em 1964 e cujos governos perduraram até 1985. Por esse motivo, as canções foram frequentemente censuradas neste período, e algumas até banidas. Em 27 de dezembro de 1968, Veloso e o parceiro Gilberto Gil foram presos, acusados de terem desrespeitado o hino nacional e a bandeira brasileira. Foram levados para o quartel do Exército de Marechal Deodoro, no Rio, e tiveram suas cabeças raspadas.

Ambos foram soltos em 19 de fevereiro de 1969, quarta-feira de cinzas, e seguiram para Salvador, onde tiveram de se manter em regime de confinamento, sem aparecer nem dar declarações em público. Em julho de 1969, após dois showsde despedida no Teatro Castro Alves, nos dias 20 e 21, Caetano e Gil partiram com suas mulheres, respectivamente as irmãs Dedé e Sandra Gadelha, para o exílio na Inglaterra. O espetáculo, precariamente gravado, se transformou no disco “Barra 69”, de três anos mais tarde.

Antes de partir para o exílio, em abril e maio de 1969, Caetano gravou as bases de voz e violão do próximo disco, “Caetano Veloso”, que foram mandadas para São Paulo, onde o maestro Rogério Duprat faria os arranjos e dirigiria as gravações do disco, lançado em agosto – um dos únicos que não traz uma foto sua na capa. No repertório, destaque para as canções “Atrás do trio elétrico” (lançada em novembro em compacto simples com “Torno a repetir”), “Irene” feita na cadeia em homenagem à irmã, o grande sucesso “Marinheiro só”, e regravações de “Carolina”, de Chico Buarque(regravada muitos anos depois no CD Prenda minha) e o tango argentino “Cambalache“.

A canção “Não identificado”, desse mesmo disco, foi lançada em novembro em compacto simples, juntamente com “Charles anjo 45”, de Jorge Ben, em dueto com o próprio. Além disso, também trabalhou como produtor musical, com João Gilberto (“João voz e violão”), Jorge Mautner (“Antimaldito”), Gal Costa (“Cantar”, cujo espetáculo originado deste também foi dirigido por ele) e a irmã Maria Bethânia (“Drama – Anjo Exterminado”, com faixa-título da autoria), caracterizando-se também por numerosas canções gravadas por outros intérpretes.

Década de 1970

A maior parte das canções do álbum Caetano Veloso, gravado em Londres pelo selo Famous da Paramount Records, foram cantadas em inglês, e Transa mesclou português e inglês nas canções, ambos de 1971. Um dos sucessos deste,London London, acabou por ser regravada pelo grupo RPM quinze anos depois, novamente colocando a canção nas paradas de sucesso, e a regravação de Asa branca (de autoria da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira).

“Transa”, com uma capa inusitada em formato de objeto tridimensional, com destaque para a regravação do samba “Mora na filosofia” (de autoria da dupla Monsueto e Arnaldo Passos) e “Triste Bahia (feita sobre inspiração de um trecho de soneto do conterrâneo, o poeta barroco Gregório de Matos). “Transa” também iniciou uma trilogia marcada pelo experimentalismo. O segundo trabalho nesse caminho foi o polêmico “Araçá Azul” (1973), que surpreendeu pelo perfil anticomercial, tendo por isso grande número de devoluções, foi retirado de catálogo e relançado somente em 1987.

Em fins de 1971, também lançou o compacto duplo “O Carnaval de Caetano”, com destaque para a canção “Chuva, suor e cerveja”, que obteve enorme sucesso no ano seguinte. Na época, lançou outros compactos destinados ao mercado carnavalesco: “Piaba”, “Um frevo novo”, “A filha da Chiquita Bacana”, “Massa real” e “Deus e o diabo”.

A última obra da trilogia foi “Joia” (1975), lançado juntamente com “Qualquer coisa”. A capa original deste primeiro foi censurada por exibir um autorretrato, a então mulher e o filho nus – num desenho de sua autoria, cuja capa só seria reconstituída dezesseis anos depois, quando da reedição em CD. A capa de “Qualquer coisa” foi uma paráfrase ao do álbum Let it be, do grupo inglês The Beatles, a quem homenageou justamente nesses dois discos, com as canções Lady Madonna, Eleanor Rigby e For No One (“Qualquer coisa”) e Help (“Joia”).

Em janeiro de 1972, Caetano Veloso retornou definitivamente ao Brasil, após haver visitado o país em agosto de 1971, onde participou de um encontro histórico, ao lado de João Gilberto e Gal Costa, realizado pela extinta TV Tupi. Ao lado deste que fora uma das maiores influências, participou em 1981 do álbum “Brasil”, do seu mestre João Gilberto. O disco, que contou também com a presença de Gil e Bethânia, foi lançado pela gravadora WEA, paralelamente à estreia da peça “O percevejo”, do poeta russo Vladimir Maiakóvski, com a participação de Dedé Veloso como atriz, e alguns poemas musicados pelo próprio Caetano. Um deles, “O amor”, se tornaria sucesso na voz de Gal.

Em 1974, lançou, ao lado de Gil e Gal, o disco “Temporada de verão”, gravado no Teatro Castro Alves, em Salvador, com destaque para a regravação de “Felicidade”, de Lupicínio Rodrigues, e as inéditas “De noite na cama” (que seria regravada posteriormente por Marisa Monte e Erasmo Carlos, novamente obtendo êxito) e “O conteúdo”, ambas de sua autoria.

Em 1973, apresentou-se no evento “Phono 73”, série de espetáculos promovidos pela gravadora Philips com todo o elenco desta, no Anhembi, em São Paulo, onde ele cantou a canção “Eu vou tirar você deste lugar”, do ícone considerado bregaOdair José. Um compacto simples com as musicalizações para “Dias dias dias” (com citação para “Volta”, de Lupicínio Rodrigues) e “Pulsar” (Augusto de Campos) saiu encartado em “Caixa preta” (“Edições Invenção”), obra do poeta em parceria com Júlio Plaza; quatro anos depois, também saiu acoplado ao livro “Viva vaia” (editora Duas Cidades), que seria então publicado por Augusto. Participou de um espetáculo com Gilberto Gil na Nigéria (1977), onde passaram cerca de um mês. Em abril, foi publicado pela editora Pedra q ronca o livro “Alegria alegria”, com uma série de artigos, manifestos e poemas de Caetano, além de entrevistas com ele, realizada pelo conterrâneo, amigo e poeta Waly Salomão. Em 1977 vieram dois discos: “Muitos carnavais”, com canções destinadas ao carnaval, feito a partir de gravações de músicas lançadas anteriormente em compactos, e “Bicho”, que simulou uma incursão pela discoteca, gênero muito em voga na época, com destaque para a canção Tigresa, sucesso na voz de Gal Costa que fora composta em homenagem a atrizSônia Braga (para quem também escreveu “Trem das cores”, do disco “Cores e nomes”, lançado em 1982). Em 1978, lançou o criticado “Muito”, que iniciou a parceria com o grupo “A Outra Banda da Terra” (terminada em “Uns”, lançado em 1983 que contou com a participação especial de Marina Lima, Antônio Cícero, a bateria da escola de samba GRES União da Ilha do Governador e a irmã Maria Bethânia na canção “É hoje”[14] ) e foi um fracasso comercial – vendeu cerca de 30 000 cópias, com destaque para as canções “Terra”, uma homenagem à Bahia, mas também ao planeta Terra, e “Sampa”, escrita em homenagem à cidade de São Paulo, além de uma homenagem ao futebolista e ex-ministro dos esportes Pelé(Love love love) e a regravação de um sucesso da bossa nova, Eu sei que vou te amar, (de autoria da dupla Tom Jobim eVinícius de Moraes).

Neste mesmo ano, lançou “Maria Bethânia e Caetano Veloso – ao vivo”, que inicialmente seria concebido apenas na cidade natal para levantar fundos para a recuperação da catedral local, mas acabou sendo levado a várias cidades brasileiras. No ano seguinte, lançou o elogiado “Cinema Transcendental”, cujo título era extraído da canção “Trilhos urbanos”, no repertório. Atingindo a vendagem de cerca de 100 000 cópias, trouxe canções antológicas de sua autoria, como “Menino do Rio” (sucesso na voz de Baby Consuelo, atual Baby do Brasil), “Lua de São Jorge”, “Beleza pura” (que se tornou o grande hit do LP), e “Cajuína”‘, e uma exaltação à religiosidade com “Oração ao tempo”.

Em 1979, apresentou-se em um festival na TV Tupi defendendo a canção “Dona culpa ficou solteira”, de Jorge Ben, onde foi vaiado e a canção desclassificada.

A década de 1970 foi muito importante para carreira de Caetano, e para toda a música popular brasileira. Entre as canções de Caetano mais representativas desse período, estão, entre outras: “Louco por você”, “Cá-já”, “A Tua presença morena”, “Épico”, “It’s a long way“, “Um índio”, “Oração ao tempo”, “A little more blue“, “Nine out of ten“, “Maria Bethânia”, “Júlia/Moreno”, “Minha Mulher”, “Tigresa”, “Cajuína”, “You don’t know me” e “London London“.

Doces Bárbaros

Ao lado dos colegas Gilberto Gil e Gal Costa, lançou o disco Doces Bárbaros, do grupo batizado com o mesmo nome e idealizado pela irmã Maria Bethânia, que era um dos vocais da banda. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disso, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado. Ao longo dos anos, o lema “Doces Bárbaros” foi tema de filme com direção de Jom Tob Azulay, DVD e enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994, com a canção “Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu” (paráfrase do verso de “Atrás do trio elétrico”, gravada em 1969), puxadores de trio elétrico no carnaval de Salvador, apresentaram-se na praia deCopacabana e numa apresentação para a então rainha da Inglaterra, Elizabeth II. O quarteto Doces Bárbaros era uma típica banda hippie dos anos 1970.

Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as canções “Esotérico”, “Chuckberry Fields Forever“, “São João Xangô Menino” e “O seu Amor”, todas gravações raras.

Anos 1980 

Nos anos 1980, cresceu a popularidade no exterior, principalmente em Israel, Portugal, França e África. Comandou, em 1986, ao lado de outro dos grandes cantores de sua geração, o carioca Chico Buarque, com quem gravou um antológico disco ao vivo em 1972, na apresentação do programa Chico e Caetano (TV Globo). O sucesso deste acabou por originar o álbum Melhores momentos de Chico e Caetano, que contou com a participação especial, dentre outros, de Rita Lee, Jorge Benjor, Astor Piazzolla, Elza Soares, Tom Jobim, Luiz Caldas, o grupo Fundo de Quintal e Paulo Ricardo.

Além deste, neste ano lançou dois discos: Totalmente demais, originado de um espetáculo acústico (outubro de 1985) que fora gravado no hotel cariocaCopacabana Palace. Este disco, lançado para o projeto “Luz do Solo” inclusive, foi o primeiro grande sucesso da carreira, que vendeu cerca de 250 000 cópias e que trouxe regravações de canções que fizeram sucesso na voz de outros cantores, com destaque para a faixa-título, proibida pelo regime militar havia três anos, e ainda “Caetano Veloso”, também conhecido como “Acústico”, pelo selo Nonesuch, que trouxe regravações dos antigos sucessos neste formato. Este disco contou com a participação especial de três músicos: Tony Costa (violão), Marcelo Costa e Armando Marçal (percussão). Lançado inicialmente nos Estados Unidos, onde foi gravado, foi distribuído no Brasil somente quatro anos depois (outubro de 1990) e obteve boa recepção crítica, originando um espetáculo na casa carioca Canecão, que seria reiniciado em abril de 1991. Nesse mesmo mês, no dia 21, dia de Tiradentes, fez uma apresentação em homenagem ao Dia da Terra, que contou com a participação de cerca de 50 000 pessoas, realizado na enseada doBotafogo, no Rio de Janeiro.

Em 1981, o disco “Outras palavras” atingiu a marca de 100 000 cópias vendidas, tornando-se o maior sucesso da sua carreira até então e lhe garantindo o seu primeiro disco de ouro. A vendagem deste disco foi impulsionada pelos sucessos “Lua e estrela” e “Rapte-me camaleoa”, esta última composta em homenagem à atriz Regina Casé. Neste disco, também homenageou a também atriz Vera Zimmerman, com a canção “Vera Gata”, a língua portuguesa, numa incursão poética vanguardista (com a faixa-título), o estado de São Paulo (“Nu com a minha música”), o poeta Paulo Leminski (“Verdura”), a cultura do candomblé e umbanda (“Sim/não”), o grupo Os Trapalhões (“Jeito de corpo”) e o cantor francês Henri Salvador(Dans mon île), a quem também homenagearia na canção “Reconvexo”, gravada por Maria Bethânia. Nessa mesma época, causou polêmica ao se desentender com a imprensa especializada (jornalistas e poetas como Décio Pignatari, com quem se reconciliaria em 6 de dezembro de 1986, José Guilherme Merquior – que o acusou de “pseudointelectual que tenta usurpar a área do pensamento”, e Paulo Francis).

Participou como ator, em 1982, do filme Tabu, de Júlio Bressane, onde interpretou o compositor Lamartine Babo, e sete anos depois, de “Os Sermões – A História de Antônio Vieira”, como Gregório de Matos, também de autoria de Júlio. No ano seguinte, inaugurou o programa Conexão Internacional, da extinta TV Manchete, numa gravação realizada em Nova Iorque, onde entrevistou Mick Jagger, cantor do grupo Rolling Stones. Em fins de 1988 – dezembro, a editora Lumiar publicou um songbook (livro de canções), produzido por Almir Chediak, desmembrado em dois volumes e com as letras e cifras de 135 músicas.

Em 1984, veio “Velô”, acompanhado pelos músicos da Banda Nova, com destaque, dentre outras, para “Podres poderes”, “O pulsar”, a regravação de “Nine out of ten” (gravada originalmente no álbum “Transa”, de 1972), “O quereres”, uma homenagem ao pai com “O homem velho”, “Comeu”, “Shy moon” e “Língua”, uma homenagem à língua portuguesa. Estas duas últimas contaram com as participações especiais de Ritchie e Elza Soares.

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-regime militar cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit estadunidense que juntou vozes e levantou fundos para a África ouUSA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções “Chega de Mágoa” e “Seca d´Água”. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

A década de 1980 foi o momento em que Caetano começou a lançar seus discos e fazer shows maiores no exterior. Dentre as gravações mais representativas deste período na carreira do artista, e para toda a música popular brasileira, estão, entre outras: “Os outros românticos”, “O estrangeiro”, “José”, “Giulieta Massina”, “O ciúme”, “Eu sou neguinha”, “Ele me deu um beijo na boca”, “Outras Palavras”, “Peter Gast”, “Eclipse oculto”, “Luz do sol”, “Jasper”, “Queixa”, “O quereres”, “O homem velho”, “Trem das cores”, “Noite de Hotel”, “Este amor”, “Rapte-me camaleoa”, “Língua” e “Podres Poderes”. Da vasta discografia, destacou-se também o álbum “Estrangeiro”, gravado em Nova Iorque, após uma série de apresentações na Itália em abril, foi gravado em parceria com Arto Lindsay, que obteve ótima recepção crítica da imprensa dos Estados Unidos, rendendo-lhe o extinto Prêmio Sharp (atual “Prêmio Tim”) de música (1989), tendo como um dos grandes êxitos a canção “Meia lua inteira” (de um compositor até então novato, Carlinhos Brown), que integrou a trilha sonora da telenovela Tieta de Aguinaldo Silva. Um dos discos mais aclamados pela crítica estrangeira foi o álbum “Estrangeiro”, lançado em 1989.

Década de 1990

Em julho de 1990, participou do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça. Merecem destaque também os álbuns “Circuladô” (1991), novamente produzido por Arto Lindsay após ter realizado em setembro alguns espetáculos na casa de espetáculos nova-iorquina Town Hall, cuja faixa-título é inspirada num poema de Haroldo de Campos, colaborador de longa data, que originou um álbum duplo ao vivo e ainda um documentário, como também um especial de cinco programas na TV Manchete, dirigido por Walter Salles. Em outubro, escreveu, no jornal The New York Times, um longo artigo, de profundas implicações culturais, sobre a cantora Carmen Miranda, paralelamente ao lançamento de outro livro: “Caetano, por que não?”, de autoria de Gilda Dieguez e Ivo Lucchesi, pela Editora Francisco Alves. Em maio, pela segunda vez, recebeu o Prêmio Sharp de Música. A tropicália seria retomada no álbum “Tropicália 2” (1993), que comemorou os 25 anos do movimento e trinta anos de amizade entre Caetano e Gil, e ainda retomando a parceria entre ambos, contendo algumas doses de experimentalismo (“Rap popcreto”, “Aboio”, “Dada”, “As coisas”), uma crítica à situação política do país (“Haiti” –rap social da dupla), uma homenagem ao cinema (o movimento Cinema novo), ao carnaval baiano (“Nossa gente” – também gravada pela banda Cheiro de amor com sucesso), ao poeta Arnaldo Antunes (“As coisas” – cuja letra foi musicada de um trecho deste livro homônimo), e ainda ao músico Jimi Hendrix, com Wait until tomorrow. Anteriormente, ambos já haviam lançado um compacto simples com as canções “Cada macaco no seu galho” (Riachão), também inclusa no repertório deste, e “Chiclete com banana” (Gordurinha e Almira Castilho).

Em 1993, foi lançado o livro “Caetano – esse cara”, de Héber Fonseca, publicado pela editora Revan, que continha depoimentos dados ao longo da carreira em várias publicações, como emissoras de rádio e televisão brasileiras. Também gravou um LP em espanhol, “Fina Estampa” (1994), que trouxe clássicos latino-americanos com arranjos do maestro e violoncelista Jacques Morelenbaum, em estilo de bossa nova, e originou um álbum ao vivo homônimo, com parte daquelas canções entre outras músicas consagradas e pouco conhecidas da música popular brasileira (“O samba e o tango”, “Canção de amor”, “Suas mãos”, “Lábios que beijei”, Você esteve com meu bem), regravações dos antigos sucessos (“Haiti”, “O pulsar”, “Itapuã”, Soy loco por ti América) e canções em espanhol fora do disco de estúdio, com Cucurrucucú paloma, La barca e Ay amor. O espetáculo contou com poucas apresentações em território nacional, apresentando-se principalmente na cidade italiana de Nápoles (agosto de 1994, num encontro com o cantor Lucio Dalla). Inclusive a versão em CD do álbum de estúdio trouxe três músicas a mais: Tonada de luna llena, Lamento borincano e Vete de mi.

Outro trabalho que obteve relevante sucesso foi Omaggio a Federico e Giulietta (1999), com parte das canções em italiano (Come prima, Gelsomina e Luna rossa, que integrou a trilha sonora da telenovela Terra Nostra, de Benedito Ruy Barbosa), consistindo em uma homenagem ao cineasta italiano Federico Fellini e a esposa, a atriz cinematográfica Giulietta Masina, a quem também homenagearia na canção homônima, incluída neste mesmo disco. Ela também fez parte do repertório do disco “Caetano” (1987), que vendeu 100 000 cópias. Inclusive esta canção foi proibida na época do lançamento. Diferentemente dos lançamentos anteriores, este “Caetano” não foi acompanhado de entrevistas. Caetano, desgostoso com a imprensa, quis cortar relações com ela. O espetáculo realizado em Paris (março de 1988), lhe garantiu uma aparição exclusiva na revista Vogue. Em 1996, foi alvo de criação de outro livro: “O arco da conversa: um ensaio sobre a solidão”, de Cláudia Fares (Cada Jorge Editorial). Em 1997, redigiu o texto de “Verdade Tropical” (editora Companhia das Letras – 524 páginas), livro este onde relatou as lembranças do tropicalismo e um relato pessoal sobre a sua visão de mundo. Em 1997, também houve o lançamento do CD “Livro”, muito elogiado pela crítica especializada e indicado para o prêmio “Grammy Latino” em setembro de 2000, na categoria World Music. No repertório, a recriação de um trecho do poema O Navio Negreiro, do conterrâneo Castro Alves; algumas canções inéditas (“Os passistas”, “Doideca”, “Você é minha”, “Livro”, “Um tom”, ‘Manhatã” – dedicada a Lulu Santos -, “Não enche”, “Alexandre” e “Para ninguém”), regravações de clássicos da música popular brasileira (“Na baixa do sapateiro’, de Ary Barroso) e de canções de sua autoria (“Onde o Rio é mais baiano” e “Minha voz, minha vida”, feita nos anos 1980, mais precisamente em 1982, para Gal Costa gravar), e “How beautiful could a being be“, do filho Moreno Veloso.

Deste disco, foi originado o espetáculo “Prenda minha”, que, por sua vez, originou o também elogiado CD homônimo, lançado em fins de 1998, que trouxe regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas, na ausência total de canções do disco de estúdio. Inclusive este CD foi o primeiro a atingir a marca de 1 000 000 de cópias vendidas na sua carreira, vendagem esta alavancada pelo estrondoso sucesso da regravação da canção “Sozinho” (Peninha), que, incluída na trilha sonora da telenovela Suave Veneno, de Aguinaldo Silva, explodiu nas rádios brasileiras. Exibiu alta produtividade também como compositor, com viés predominantemente poético e intelectual.

Década de 2000 

Lançou ainda o CD “Noites do norte” (2000), que trata das culturas negras e africanas, onde todas as canções são inéditas, e cuja-faixa título foi extraída de um trecho de livro de Joaquim Nabuco, e que também originou um álbum duplo ao vivo e um DVD, contendo a íntegra do espetáculo. Gravou um disco com Jorge Mautner em 2002, Eu não peço desculpa, que inclusive foi indicado ao prêmio “Grammy Latino” no ano seguinte, na categoria melhor álbum de música popular brasileira, na mesma época em que participou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, de um especial realizado pela TV Cultura, em homenagem ao poeta, crítico e tradutor Haroldo de Campos – fundador do movimento de poesia concreta nos anos 1950 -, que havia falecido em 16 de agosto daquele mesmo ano. O trabalho mais recente foi o super-elogiado e polêmico “Cê” (2006), onde retomou o repertório pop contido em outros discos, como “Transa” e “Velô”. Este disco causou polêmica por conter algumas letras picantes que remetem à sexualidade, como “Outro”, “Deusa urbana”, “Homem” e “Por quê’.

Caetano Veloso foi designado como perito no processo João Gilberto x EMI, no qual constatou adulterações nas gravações de João causadas pela gravadora. Nas palavras de Caetano, “por essas falhas gritantes da Ré (EMI), João Gilberto sofreu e continua sofrendo incalculáveis prejuízos”.

Em 2003, lançou o primeiro DVD-áudio, “Muito mais”, que foi bônus da caixa “Todo Caetano’, lançada em fins do ano anterior (dezembro) em comemoração aos 35 anos de carreira (foi lançada originalmente em 1996, com trinta álbuns), e cujo repertório apresenta canções consagradas do artista escolhidas pelos fãs através da Internet, rede mundial de computadores. Em 2004, foi considerado um dos mais respeitados e produtivos pop stars latino-americanos no mundo, com mais de cinquenta álbuns lançados, incluindo canções em trilhas sonoras de filmes de longa-metragem como Hable con ella, de Pedro Almodóvar; Frida, uma biografia de Frida Kahlo; São Bernardo, de Leon Hirszman, com roteiro a partir do romance homônimo de Graciliano Ramos; o documentário Cinema Falado, relançado em 2003 em DVD, cujo título remete ao primeiro verso de um antigo samba de Noel Rosa; Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes; Tieta do Agreste, deCacá Diegues, baseado no romance homônimo do escritor Jorge Amado; A dama do lotação, de Neville de Almeida, baseado no conto homônimo de Nelson Rodrigues; O Quatrilho, de Fábio Barreto; O coronel e o lobisomem; Orfeu; Proezas do Satanás na Terra do Leva-e-Traz, de Paulo Gil Soares; Ó Paí, Ó, de Monique Gardenberg, dentre outros. Em 2000, Caetano Veloso produziu o disco “João Voz e Violão”, de João Gilberto. Em 2001, o disco ganhou o prêmio Grammy de melhor álbum de World Music.

Em 2002, publicou um livro sobre o movimento da tropicália, Tropical Truth: A Story of Music and Revolution in Brazil(“Tropicália: uma história de música e revolução no Brasil”). A primeira produção de um CD totalmente em inglês (já havia lançado o disco “Fina Estampa” totalmente em espanhol) foi A Foreign Sound (2004), no qual interpretou clássicos das músicas estadunidense e inglesa. Em 2007, a Universal Music lançou “Quarenta Anos Caetanos”, caixa dividida em quatro partes, contendo toda a discografia oficial, em comemoração aos quarenta anos de parceria entre Caetano e a gravadora.

Em 2008, Caetano e o cantor Roberto Carlos fizeram um show juntos em tributo a Antônio Carlos Jobim, no qual foi registrado o CD e DVD Roberto Carlos e Caetano Veloso e a música de Tom Jobim. Caetano, em maio de 2008, estreou oshow “Obra em Progresso”, onde canta canções de sua carreira, mas sobretudo canções inéditas. O show só foi apresentado na cidade do Rio de Janeiro, e acabou voltando no mês de agosto à mesma cidade. Entre as canções novas apresentadas ao público que lotou as noites nas casas Vivo Rio e Teatro Casa Grande, estão: “Falso Leblon”, “Lobão tem Razão”, “Perdeu” e “Base de Guantánamo”. As canções inéditas do show “Obra em Progresso” foram gravados em disco, todo produzido em estúdio no segundo semestre de 2008 e lançado em abril de 2009 com o título de “zii e zie” .

Foi feito um blogue para o cantor para este projeto iniciado em 2008 -e que terminou no mesmo mês do lançamento do álbum de estúdio-. A turnê seguiu pelo Brasil e exterior entre 2009 e 2010.

Década de 2010

No ano de 2011, Caetano lançou o CD simples “MTV Ao Vivo – Zii e Zie”, e o DVD duplo com a íntegra do show “Zii e Zie”, gravado na casa Vivo Rio, mais alguns momentos do show Obra em Progresso, gravado em 2008 no Teatro Oi Casa Grande, também no Rio de Janeiro. Os dois grandes projetos de Caetano para o ano de 2011 são o disco de inéditas de Gal Costa, onde todas as canções serão dele, e o terceiro disco dele com a banda Cê. Ainda no início da década, o cantor passou a se tornar figura constante na internet (meme) por meio do resgate de um vídeo em que se referia sucessivamente à pouca inteligência de um entrevistador. O fragmento de vídeo passou a ser utilizado corriqueiramente para uma série de situações.

Em 2013, veio a público que o cantor faz parte do conselho da Associação Procure Saber, formada por artistas e seus representantes. Presidida pela produtora cultural Paula Lavigne, ex-mulher de Caetano, a Procure Saber é contra a publicação de biografias não-autorizadas de pessoas públicas. Entre seus membros, estavam também os cantores Roberto Carlos, Djavan e Chico Buarque.  A intenção do grupo era impedir que uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Associação Nacional de Editores de Livros (Anel) fosse aceita pelo Supremo Tribunal Federal. Na ação, a Anel questiona a validade dos artigos 20 e 21 do Código Civil, que exigem autorização prévia do biografado para publicação de obras a seu respeito caso elas lhe atinjam a honra, a boa fama ou a respeitabilidade ou se forem feitas para fins comerciais. Segundo a Anel, a Constituição Federal afirma que a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação é livre e independe de censura ou licença. A posição da Procure Saber foi vista por escritores e por diversos setores da sociedade e da mídia como um apoio à censura. 

Discografia 

Principais espetáculos

  • Os Doces Bárbaros – com Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia – 1976
  • Bicho Baile Show – 1977 / 1978
  • Muito – 1978 / 1979
  • Cinema Transcendental – 1980
  • Outras Palavras – 1981
  • Cores, Nomes – 1982
  • Uns – 1983
  • Velô – 1984 / 1985
  • Voz e Violão – 1986
  • Caetano – 1988
  • Estrangeiro – 1989 / 1990
  • Acústico – 1990 / 1991
  • Circuladô – 1992
  • Tropicália Duo – com Gilberto Gil – 1994
  • Fina Estampa – 1995 / 1996
  • Livro Vivo – 1998 / 1999
  • Noites do Norte – 2001 / 2003
  • A foreign Sound – 2004 / 2005
  • Cê – 2006 / 2007
  • Obra em Progresso – 2008
  • Zii e Zie – 2009 / 2010

Integrantes da Banda Cê

  • Caetano Veloso: violão e voz
  • Pedro Sá: guitarra, baixo e vocais
  • Ricardo Dias Gomes: baixo, piano Rhodes e vocais
  • Marcelo Callado: bateria e percussão

Cinema

  • Coração Vagabundo (2008)
  • O Cinema Falado (1986)
  • Doces Bárbaros (1976)
  • Os Herdeiros (1969)


Astros da Música Brasileira: Cláudia Leitte – 6ª edição

BIOGRAFIA

Nascida em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Claudia Leitte tinha apenas cinco dias de vida quando se mudou para Salvador, onde ganhou o título de cidadã soteropolitana. Seus pais, Ilna e Claudio, passavam muitas dificuldades para sustentar a filha e seus dois irmãos. Foi justamente esta dificuldade que deu a Claudia uma personalidade forte para lutar por um futuro melhor. Aos três anos de idade, apenas, subiu em um palco de restaurante e começou a cantarolar. Quatro anos mais tarde, montava sua própria banda infantil. Aos 10, aprendia sozinha a tocar violão com revistas de partituras e, aos 13, deu início ao trabalho profissional como backing vocal do cantor baiano Nando Borges.

Mesmo trabalhando com o que mais gostava – a música -, Claudia Leitte chegou a cursar Direito e Comunicação Social, além de obviamente, Música. Por conta de sua carreira, abandonou os projetos acadêmicos e investiu na Banda Violeta, um grupo de forró com o qual a artista deu os seus primeiros passos. Seu talento foi reconhecido em 2000, com o conjunto “Nata do Samba”, ao lado do vocalFaustão e com os empresários Cal Adam e Manoel Castro. Em 2001 entrou para a “Cia do Pagode”, mas não durou muito tempo já que logo integraria a banda que consagrou sua carreira: o “Babado Novo”.

O “Babado Novo” começou tocando em casas noturnas e carnavais fora de época de cidades nordestinas, mas rapidamente conquistou todo o Brasil. O sucesso foi tão repentino que, em menos de um ano, levou um Disco de Ouro pelo CD “Babado Novo”. Claudia Leitte, com seu carisma e irreverência, ganhava destaque ao cantar seus ritmos baianos misturados ao pop. A releitura do ReiRoberto Carlos, “Amor Perfeito”, foi o primeiro grande sucesso, seguido por hits como “Cai Fora”,“Eu Fico”, “Doce Desejo” e “Canudinho”. Em 2003, o grupo conquista o Troféu Dodô e Osmar na categoria melhor banda e Claudia Leitte leva o de cantora revelação. Um contrato com a Universal Music consolida de vez a banda que grava o segundo álbum, “Babado Novo – Sem Vergonha ao Vivo”.

Embora os anos de 2004 e 2005 tenham sido também muito promissores, alavancando com diversos prêmios e novos sucessos a estreia internacional (shows foram realizados na Flórida, Nova Jersey e Massachusetts), foi a partir de 2006 que a cantora começou a definir seu próprio estilo. O CD “Ver-te Mar” vendeu mais de 70 mil cópias e equipe já tinha uma agenda lotada de compromissos com gigantes como a Coca-Cola. Em 2007, a banda participou do Brazilian Day em Nova Iorque, consagrando-se a mais nova mania brazuca do axé.

O ano de 2008 se tornaria particularmente especial: Claudia Leitte anunciou a carreira solo, lançando o CD e DVD “Claudia Leitte ao Vivo em Copacabana” – um evento que reuniu mais de um milhão de pessoas embaladas por suas sete composições inéditas e duetos com artistas como Daniela Mercury,Carlinhos Brown e Gabriel O Pensador. Pelas vendas, recebeu um CD duplo de platina. Concretizando sua presença como principal atração do palco, Claudia dá início ao segundo álbum em 2009, lançado em abril do ano seguinte com o título “As Máscaras” – uma referência ao primeiro single do trabalho. “Rhytmos Tour” abriu 2010 com um dueto no single “Famo$a” com o cantor Travie McCoy.

VIDA PESSOAL

Claudia Leitte se casou com o empresário Márcio Pedreira em 2007, que conheceu ainda nos tempos de colégio. Segundo a cantora, era apaixonada por ele desde a adolescência e, mais tarde, quando o reencontro aconteceu, começaram a namorar. Embora muito discreta em relação a sua vida pessoal, a artista não pôde escapar da mídia, que divulgou cada detalhe do casamento realizado no Convento do Carmo, em Salvador. Entre os convidados ilustres, estava Daniela Mercury.

Na entrega do título de cidadã de Salvador, em julho de 2008, a cantora aproveitou para anunciar a chegada do herdeiro. Só parou de se apresentar pouco antes do parto. O primeiro filho do casal, Davi, nasceu em janeiro de 2009. Em seus primeiros meses de vida teve complicações de saúde e ficou internado durante alguns dias com suspeita de meningite. Diante da situação, a cantora – que teria dispensado a licença-maternidade para se dedicar a shows – cancelou alguns espetáculos. Duramente criticada sobre o seu papel como mãe, afirmou em entrevista coletiva que nunca havia deixado o recém-nascido exposto, e jamais o levou ao trio elétrico ou camarim (motivos apontados pelo público como causa da infecção).

A época também foi marcada por rumores a respeito da relação com sua rival, Ivete Sangalo. Embora o público afirme que as duas não se entendam muito bem, trocaram telefonemas e parabenizações diversas vezes – inclusive quando a própria Ivete ficou grávida. Em 2009, Mônica Ivete teria traçado comentários nada amistosos sobre a voz de Claudia Leitte, levando Ivete a pedir desculpas publicamente pelas frases da irmã no Twitter.

Logo após ter o filho, Claudia ainda teve que lidar com uma situação constrangedora durante um show no Paraná. Após alguns problemas técnicos e atraso de duas horas na apresentação, o público começou a vaiar e gritar por Ivete. Chorando, a artista entrou no palco e disse que estava se sentindo um lixo pelo comportamento dos fãs. Superada esta e outras polêmicas, que incluíram também uma suposta agressão do marido de Claudia a um jornalista contrário ao trabalho da cantora, a musa do axé conseguiu até agora se mostrar sempre apaixonada pela família. Ela dedica a cover “Halo”, deBeyoncé, a Márcio Pedreira em todos os seus shows.

CARREIRA

Lançada ao sucesso como integrante do grupo “Babado Novo”, Claudia Leitte investiu na carreira solo após seis anos de estrada com a banda de axé. Apesar da mudança, toda a equipe permaneceu a mesma e, a despeito das dúvidas em relação à aposta da cantora, tudo transcorreu melhor do que o imaginado. Seu primeiro show reuniu mais de um milhão de pessoas e o último CD, “As Máscaras”, alcançou o segundo lugar na lista da revista “Billboard Brasil”.

Discografia

Babado Novo

2003: “Babado Novo” e “Sem Vergonha – Ao Vivo”
2004: “Uau”
2005: “O Diário de Claudinha”
2007: “Ver-te Mar”

Solo

2008: “Ao Vivo em Copacabana”
2010: “As Máscaras”

Prêmios

2003: Troféu Dodô & Osmar na categoria Banda Revelação e Cantora Revelação
2004: Prêmio Multishow de Banda Revelação e “Troféu Dodô & Osmar” de Melhor Produção Visual de Cantora.
2006: Prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão na categoria Melhor Banda
2007: Prêmio Band Folia na categoria Melhor Banda de Carnaval de Salvador, Band Folia de Carnatal de Melhor Artista, Melhor Banda, Melhor Bloco e Melhor Cantora. Leva ainda o Melhor do Ano – Domingão do Faustão na categoria Melhor Banda, Prêmio MTV de Gostosa do Ano, Prêmio Nickelodeon como Melhor Banda e Melhor Cantora, Portal Globo de Rádio de Melhor Cantora e Troféu Imprensa por Melhor Banda.
2008: Prêmio Band Folia de Melhor Banda de Carnaval de Salvador, Melhor Cantora, Melhor Música. Recebeu o Prêmio Press Award de Melhor Banda de Axé e o Troféu Imprensa na categoria Melhor Cantora. Recebe um CD de Ouro pela marca de 50 mil Cds vendidos por “Ao Vivo em Copacabana, um DVD de Platina e um disco de 5x Platina da Universal Music.
2009: Recebeu os prêmio Aratu Online, Portal Axezeiro, Piatã FM, Band Folia, Rádio Sociedade da Bahia, Correio Oline, Itapoan FM, Rede Record e Sucesso FM de Melhor Música por “Beijar na Boca”. Levou ainda o Prêmio Nickelodeon de Melhor Cantora.
2010: Melhores do Ano do Domingão do Faustão e A Voz do Rádio na categoria Melhor Cantora, além do Troféu Dodô & Osmar em Melhor Projeto de Trio.

Apresentações

2008: “Claudia Leitte Exttravasa Tour”
2009: “Sette Tour”
2010: “O Samba Tour”
2010: “Turnê Rhytmos



Astros da Música Brasileira: Milton Nascimento – 5ª edição

Milton Nascimento


Milton do Nascimento (Rio de Janeiro,  26 de outubro de 1942), apelidado “Bituca”, é um cantor e compositor brasileiro, reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da Música Popular Brasileira.

Mineiro de coração, tornou-se conhecido nacionalmente, quando a canção “Travessia”, composta por ele e Fernando Brant, ocupou a segunda posição no Festival Internacional da Canção, de 1967. Tem como parceiros e músicos que regravaram suas canções, nomes como: Wayne Shorter, Pat Metheny, Björk, Peter Gabriel,Sarah Vaughan, Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil,Fafá de Belém e Elis Regina. Já recebeu 5 prêmios Grammy. Em 1998, ganhou o Grammy de Best World Music Album in 1997. Milton já se apresentou na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África.

Até agora, Milton Nascimento já gravou trinta e quatro álbuns. Cantou com dúzias de outros artistas, incluindo Angra, Maria Bethânia, Elis Regina, Gal Costa, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso, Simone, Chico Buarque, Clementina de Jesus, Gilberto Gil, Beto Guedes, Paul Simon, Criolo, Peter Gabriel (com quem co-escreveu a faixa “Breath after Breath” do Duran Duran), Herbie Hancock, Quincy Jones, Jon Anderson e Andreas Vollenweider.

Biografia

Milton nasceu em uma comunidade da Tijuca, no Rio de Janeiro. Filho da empregada doméstica Maria do Carmo do Nascimento, que fora abandonada grávida por seu primeiro namorado. Após os patrões descobrirem a gestação, demitiram-na. Maria do Carmo registrou o filho como mãe solteira. Mesmo muito pobre, tentou criar Milton, com ajuda de sua mãe, uma pobre viúva, também empregada doméstica, mas, ainda muito jovem, entrou em depressão e veio a falecer de tuberculose antes de Milton completar dois anos. Milton ficou entregue aos cuidados da avó.

Uma das duas filhas do casal para o qual sua avó trabalhava, a professora de música Lília Silva Campos, era recém-casada e não estava conseguindo engravidar. Imediatamente, Lília apegou-se a Milton e propôs adotá-lo. A avó concordou, desde que o trouxessem para ela vê-lo algumas vezes e não tirassem o nome da sua mãe do registro. O casal concordou e Milton foi então adotado por Lília e seu marido Josino Campos, dono de uma estação de rádio. A família mudou-se para Três Pontas, em Minas Gerais. Por alguns anos ele foi filho único. Mesmo fazendo tratamento, Lília não engravidava. O casal, então, passou a visitar orfanatos e adotou um menino e, poucos anos depois, uma menina. O casal só teve uma filha biológica, alguns anos depois. Milton sempre soube ser adotado, assim como seus irmãos.

Foi apelidado de “Bituca” ainda criança, por fazer um bico quando estava contrariado, numa referência aos índios botocudos. Milton começou a gostar de música por influência da mãe. Aos quatro anos, ganhou uma sanfona de dois baixos, e desde cedo explorou sua voz. Aos 13 anos, era crooner ao lado do amigo Wagner Tiso em um conjunto de baile de Três Pontas.[3]

Milton casou-se no cartório e em uma igreja da Tijuca, zona norte do Rio, em 1968, com uma estudante chamada Lurdeca. O casal foi viver em Copacabana, porém o matrimônio durou um mês. Após dois meses separados, veio a anulação do casamento, voltando ao estado civil de solteiro. Após ela, teve diversas namoradas, uma delas, chamada Kárita, uma socialite paulistana muito rica, que foi sua namorada por anos. Eles moraram juntos por mais de dez anos e tiveram um filho, Pablo, nascido nos anos 70. Porém, após um tempo, se separaram.

Morou em diversas cidades do país na casa de amigos compositores, em busca de uma chance. Fez muitas amizades com pessoas que hoje são famosas e que começaram junto com ele, cantando em bares e vivendo de gorjetas. Antes de se aventurar na música, Milton era escriturário em um escritório de Belo Horizonte, e foi convencido pelos amigos de infância a largar tudo por seu sonho de cantar. Junto deles, escrevera diversas letras e viajou pelo Brasil, de carona pelas estradas, até pegou carona em bicicleta, se apresentando em festivais. Foi amigo inclusive da presidente do Brasil Dilma Rousseff e de seu ex-marido, Galeno. Juntos, Milton, seus amigos e eles iam a bares e shows em Belo Horizonte. Por alguns anos teve problemas com o vício em bebida alcoólica, mas conseguiu se curar em pouco tempo.

Trajetória profissional

Gravou a primeira canção, “Barulho de Trem”, em 1962. Em Três Pontas, integrava, ao lado de Wagner Tiso, o grupo W’s Boys, que tocava em bailes. Mudou-se para Belo Horizonte para cursar Economia, onde, tocando em bares e clubes noturnos, começou a compôr com mais frequência; datam dessa época as composições “Novena” e “Gira Girou” (1964), ambas com Márcio Borges.

Clube da Esquina

Na pensão onde foi morar na capital mineira, no Edifício Levy, Milton conheceu os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio. Dos encontros na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgiram os acordes e letras de canções como “Cravo e Canela”, “Alunar”, “Para Lennon e McCartney”, “Trem Azul”, “Nada Será Como Antes”, “Estrelas”, “São Vicente” e “Cais”. Aos meninos fãs do The Beatles e do The Platters vieram juntar-se Tavinho Moura, Flavio Venturini, Beto Guedes,Fernando Brant, Toninho Horta. Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da esquina, que era duplo.

Milton Nascimento foi convidado por Wayne Shorter a gravar um disco com ele, em 1975. O disco chamava-se Native Dancer e serviu para projetar Milton no mercado norte-americano.

Em 1966 Milton escreveu, em parceria com César Roldão Vieira, as canções para a peça infantil “Viagem ao Faz de Conta” de Walter Quaglia. Em 1967, segundo o trecho da contracapa do disco Milton e Tamba Trio: “Milton Nascimento entrou no estúdio acompanhado pelo ‘Tamba Trio’, no Rio de Janeiro, em 1967, para gravar seu primeiro disco. O encontro de ‘Milton & Tamba’ com os arranjos de Luizinho Eça fazem de ‘Travessia’ um álbum definitivo e eternamente moderno.” No mesmo ano, a composição “Canção do Sal” foi gravada porElis Regina. A convite do músico Eumir Deodato, gravou um LP nos Estados Unidos (Courage), no qual gravaram uma versão de “Travessia” chamada “Bridges”. Em 1970 realiza temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo com o conjunto Som Imaginário, destacando-se desse período “Para Lennon e McCartney” (1970, com Fernando Brant, Márcio Borges e Lo Borges) e Clube da Esquina. Participou e compôs a trilha sonora de filmes como Os Deuses e os Mortos (1969, direção de Ruy Guerra), e Fitzcarraldo (1981, direção de Werner Herzog).

Entre outras canções, há “Maria Maria” (1978, com Fernando Brant), e a interpretação de “Coração de Estudante” (Wagner Tiso), que se tornou o hino das Diretas Já (movimento sócio-político de reivindicação por eleições diretas, 1984) e dos funerais de Tancredo Neves (1985). Posteriormente, a “Canção da América” foi o tema de fundo dos funerais de Ayrton Senna (1994).

Diversificação

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Milton Nascimento integrou o grupo seleto de intérpretes da MPB que viajaram o país durante dois anos apresentando o projeto. Milton interpretou a canção “Beatriz”, composta pela dupla Chico Buarque eEdu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, participou em 1985 do Nordeste Já, versão brasileira do USA for Africa que criou as canções “Chega de Mágoa” e “Seca D’água”.

Em 2010 Milton Nascimento foi o homenageado do Festival Internacional de Corais (FIC) de Belo Horizonte. No encerramento do festival Milton esteve presente e recebeu uma homenagem de mais de mil vozes que cantaram uma composição de Fernando Brant e Leonardo Cunha “A Voz Coral” feita especialmente para o homenageado.

Além disso, neste mesmo ano, o cantor que também é padrinho da banda Roupa Nova, foi homenageado pelo sexteto carioca em uma participação especial no CD/DVD ao vivo da banda na faixa “Nos Bailes da Vida”, de composição de Milton, como forma de agradecimento pelo que ele fez para o grupo durante os 30 anos de carreira, já que ambos vieram de ‘bailes’.

O diretor Marcelo Flores está preparando um filme celebrando os 50 anos de carreira do cantor, Milton – A Voz. Híbrido de documentário e ficção, o filme incluirá além de cenas atuais, recriações de passagens da vida de Milton com o músico interpretado por Fabrício Boliveira.

Elis Regina

Elegeu Elis Regina como “a grande musa inspiradora” para quem compôs inúmeras canções. A filha de Elis, Maria Rita, teve sua carreira catapultada pelo padrinho Milton Nascimento com a participação no álbum Pietá, cantando as faixas “Voa Bicho”, “Vozes do Vento” e “Tristesse”. Em seguida a cantora teve entre os sucessos de seu disco de estreia duas composições de Milton, “A Festa” e “Encontros e Despedidas”.

Em Portugal

Milton Nascimento apresentou o álbum ‘Novas Bossas’ a 18 de julho de 2008 , dançou e cantou no Coliseu dos Recreios.

Discografia

  • Travessia – Codil, 1967
  • Courage – A&M/CTI, 1968
  • Milton Nascimento – Odeon, 1969
  • Milton – Odeon, 1970
  • Clube da Esquina (com Lô Borges) – EMI Odeon, 1972
  • Milagre dos Peixes – EMI Odeon, 1973
  • Milagre dos Peixes Ao Vivo – EMI Odeon, 1974
  • Native Dancer com Wayne Shorter – Columbia(USA) / Emi-Odeon(No Brasil), 1974
  • Minas – EMI Odeon, 1975
  • Geraes – EMI Odeon, 1976
  • Milton – A&M, 1976
  • Clube da Esquina 2 – EMI Odeon, 1978
  • Journey To Dawn – A&M, 1979
  • Sentinela – Barclay, 1980
  • Caçador de Mim – Ariola, 1981
  • Anima – Ariola, 1982
  • Missa dos Quilombos – Ariola, 1982
  • Ao Vivo – Barclay, 1983
  • Encontros e Despedidas – Barclay, 1985
  • Corazón Americano – [1986]
  • A Barca dos Amantes – Barclay, 1986
  • Yauaratê – CBS, 1987
  • Miltons – CBS, 1989
  • Txaí – CBS, 1990
  • O Planeta Blue na Estrada do Sol – Columbia, 1992
  • Angelus – Warner, 1994
  • Amigo – Warner, 1995
  • Nascimento – Warner, 1997
  • Tambores de Minas – Warner, 1997
  • Milton Nascimento ‘Crooner’ – Warner, 1999
  • Gil & Milton (com Gilberto Gil) – Warner, 2000
  • Pietá – Warner, 2002
  • O Coronel e o Lobisomem, 2005
  • Novas Bossas, 2008
  • …E a Gente Sonhando, 2010
  • Uma Travessia, 50 Anos de Carreira Ao Vivo, 2013
Compilação
  • 2000: Maria Maria / Ultimo Trem (Far Out Recordings, Soundtracks to 2 Brazilian ballets).