Vamos Recordar? O Homem Que Deve Morrer

Reencarnação, intolerância e preconceito nortearam a trama de Janete Clair.


TRAMA PRINCIPAL

Tarcísio Meira interpretou o médio Ciro Valdez 

Em Santa Catarina, na fictícia Porto Azul, o médico Ciro Valdez (Tarcísio Meira) desperta a ira do vilão racista Otto Müller (Jardel Filho) ao salvar sua vida com um transplante de coração de um jovem negro, usando seu dom mediúnico. Otto é o poderoso superintendente de uma companhia de mineração na região e suas características racistas lembram os líderes nazistas.  A raiva aumenta quando o médico se apaixona pela ex-esposa de Otto, Esther (Glória Menezes).

Gloria Menezes atuando em O Homem Que Deve Morrer

GALERIA DE PERSONAGENS

Jardel Filho, Arlete Salles e Cláudio Cavalcanti contracenam em cena de O Homem Que Deve Morrer

CIRO VALDEZ (Tarcísio Meira) – Médico que se apaixona por Esther (Glória Menezes)
ESTHER (Glória Menezes) – Ex-mulher de Otto (Jardel Filho), envolve-se com Ciro (Tarcísio Meira)
OTTO VON MÜLLER (Jardel Filho) – Superintendente de uma companhia de mineração, autoritário e racista. Ex-marido de Esther (Glória Menezes)
WANDA VIDAL (Dina Sfat) – Parceira de André (Paulo José)
ANDRÉ (Paulo José) – Atirador de facas
CESÁRIO (Carlos Eduardo Dolabella) – Casa-se com Júlia (Ida Gomes) de olho na sua herança e planeja seu assassinato
JÚLIA (Ida Gomes) – Secretária de Esther (Glória Menezes), casa-se com Cesário (Carlos Eduardo Dolabella). Tida como morta, volta para assustar o marido, fingindo ser um fantasma

Ida Gomes como Júlia

CURIOSIDADES

A saudosa Dina Sfat na pele de Wanda Vidal

Dina Sfat começou a novela grávida e permaneceu por apenas um mês na trama. Após o parto, a atriz retornou às gravações, já no final da novela, e sua personagem, Wanda Vidal, fez grande sucesso.

Os atores Tarcísio Meira e Carlos Eduardo Dolabella chegaram a ser soterrados na gravação de uma cena. Os diretores, cenógrafos e técnicos de efeitos especiais tinham que provocar o desabamento de uma mina de carvão. No momento em que foi realizada a simulação, os técnicos esqueceram que os dois atores estavam na mina. Eles foram socorridos rapidamente pela própria equipe e não sofreram nenhum tipo de ferimento.

Tarcísio Meira e Gloria Menezes em cena de O Homem Que Deve Morrer

Uma das novidades da novela foi a inclusão do transplante de coração na trama, cirurgia realizada no Brasil, pela primeira vez, em 1968.

Ruth de Souza na novela O Homem Que Deve Morrer

A atriz Ruth de Souza, intérprete de Das Dores, foi agredida por uma jovem telespectadora porque sua personagem, ameaçada por Otto Von Müller, (Jardel Filho), guardava um segredo que poderia salvar a vida do protagonista, Ciro Valdez (Tarcísio Meira).

Jardel Filho na pele de Otto Von Müller, em O Homem Que Deve Morrer

TRILHA SONORA

Menina do Mar
Compositores: Reginaldo Bessa
Intérprete: Marcos Samy
Porto do Sol
Compositores: Edu Lobo/ Ronaldo Bastos
Intérprete: Vanda e Guto
Solto no Mar
Compositores: Paulo Machado/ C. Forster
Intérprete: Sociedade Anônima
Um de Nós
Compositores: César Costa Filho/ Aldir Blanc
Intérprete: Maria Creuza
Zambi Rei
Compositores: Gonzaguinha
Intérprete: Odylon
Navegador
Compositores: Denise Emmer
Intérprete: Marcos Samy
O Homem que Deve Morrer  (Tema de abertura)
Compositor: Nonato Buzar
Intérprete: Nonato Buzar e Coral
Wanda Vidal
Compositores: Marcos Valle/ Paulo Sergio Valle
Intérprete: O Som Livre
Come to me Together
Compositores: Tavinho Bonfá/ Athayde
Intérprete: Octávio Bonfá
Um Certo Dia
Compositores: Paula Antunes
Intérprete: Ilka Soares/ O Som Livre
A Lei da Terra
Compositores: Luis Carlos Sá/ Mariozinho Rocha
Intérprete: Luis Carlos Sá
What Greater Gift Could There Be
Compositores: J. Freedman/ M. Niccos
Intérprete: Guilherme Lamounier
Guerreiro
Compositores: Fred Falcão/ W. Prado
Intérprete: Jorge Nery
O Mesmo Sol
Compositor: Nonato Buzar
Intérprete: Tarcísio Meira e Glória Menezes

CENSURA

Janete Clair criou para o protagonista uma trajetória semelhante à de Jesus Cristo, mas o argumento foi vetado pela Censura Federal. Os scripts dos dez primeiros capítulos foram proibidos, e a autora resolveu se basear no livro Eram os Deuses Astronautas? – no qual o autor Erich Von Däniken aborda a existência de vida em outros planetas – para relacionar os poderes mediúnicos de Ciro aos extraterrestres.

Cláudio Cavalcanti em O Homem Que Deve Morrer

Segundo o ator Cláudio Cavalcanti, na história original criada pela autora ele viveria o personagem Baby Liberato, um rico convertido, que seria um dos apóstolos de Ciro Valdez (Tarcísio Meira). O veto da Censura resultou na alteração do perfil de seu personagem e de vários outros da trama, como Orjana, interpretada por Neuza Amaral.

ELENCO:

Tarcísio Meira e Gloria Menezes em O Homem Que Deve Morrer

Álvaro Aguiar – Max
Ana Ariel – Rita
Ângela Leal – Angela
Antônio Pitanga – Pé na Cova
Arlete Salles – Lia
Arnaldo Weiss – Zacarias
Arthur Costa Filho – Padre
Betty Faria – Inez
Carlos Eduardo Dolabella – Cesário
Cláudio Cavalcanti – Leandro
Dary Reis – Valter
Dina Sfat – Wanda Vidal
Edney Giovenazzi – Ricardo
Emiliano Queiroz – Paulus
Ênio Santos – Hilário
Fernando Sérgio – Ricardinho
Francisco Milani
Francisco Serrano– Gustavo
Francisco Silva
Gilberto Martinho
Glória Menezes – Esther
Ida Gomes – Júlia
Ivan Cândido – Godoy
Jardel Filho – Otto von Müller
Jorge Cherques – Von Müller
Jorge Gomes
Jurema Penna – Zoraida
Léa Garcia – Luana
Lícia Magna – Clara
Lídia Mattos – Catarina
Louise Macedo – Vera
Lúcia Alves – Tula
Macedo Neto – Liberato
Mary Daniel – Conchita
Monah Delacy – Branca
Myrian Pires – Carolina
Nazareth Alair
Neuza Amaral – Orjana
Norma Blum
Paulo Araújo – Daniel
Paulo Gonçalves
Paulo José – André
Rogério Pitanga – Ivanzinho
Ruth de Souza – Das Dores
Sônia Ferreira – Enfermeira
Suzana Faini – Sônia
Suzy Kirbi – July
Tânia Scher
Tarcísio Meira – Ciro Valdez
Vinícius Salvatore
Waldir Onofre – Pedrão
Zeny Pereira – Conceição
Zilka Sallaberry – Bárbara

Produção: Daniel Filho


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Artistas Inesquecíveis: Dina Sfat – 7ª edição

Se estivesse viva, Dina Sfat completaria hoje 76 anos e hoje ela é nossa homenageada na sétima edição do “Artistas Inesquecíveis”.


 Dina Kutner de Sousa, mais conhecida como Dina Sfat, (São Paulo, 28 de agosto de 1939 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1989) foi uma atriz brasileira.

Biografia

Filha de judeus polacos, Dina sempre quis ser artista. Estreou nos palcos em 1962 em um pequeno papel no espetáculo Antígone América, dirigida por Antonio Abujamra. Daí pulou para o teatro amador e foi parar no Teatro de Arena, onde estreou profissionalmente vivendo a personagem Manuela de Os Fuzis da Senhora Carrar de Bertold Brecht. A atriz se transformou em uma grata revelação dos palcos e mudou seu nome artístico para Dina Sfat. Alguns alegam que a mudança seria uma homenagem à localidade cidade natal de sua mãe, entretanto não há nenhuma localidade denominada Sfat na Polônia.

Participou de espetáculos importantes na década de 1960 em São Paulo e conquistou o Prêmio Governador do Estado de melhor atriz por seu desempenho em Arena Conta Zumbi em 1965, um musical deGianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Foi para o Rio de Janeiro e estreou nos palcos de um teatro na peça O Rei da Cidade.

Em 1966 estréia no cinema em Corpo Ardente do diretor Walter Hugo Khouri e no cinema se consagra em 1969 vivendo a guerrilheira Ci deMacunaíma, filme premiado de Joaquim Pedro de Andrade, ao lado do marido, o ator Paulo José que ela conheceu nos tempos do Teatro de Arena.

Ela chega à televisão no fim da década de 1960 e destaca-se em papéis de enorme carga dramática em telenovelas de autoria de Janete Clair, como Selva de Pedra, Fogo Sobre Terra, O Astro e Eu Prometo, mas também brilhou em outras como Verão Vermelho, Assim na Terra Como no Céu, Gabriela e Os Ossos do Barão.

Posou nua para revista Playboy em janeiro de 1982, num ensaio secundário.

Foi casada por 17 anos com Paulo José, com quem teve três filhas: Isabel ou Bel Kutner, que também é atriz, Ana, que também se aventurou na carreira e Clara.

Descobriu o câncer, inicialmente no seio, em 1986, mas não deixou de trabalhar, mesmo em tratamento. Já com a doença, viajou para a União Soviética e participou de um documentário sobre o país e os primeiros passos da Perestroika; escreveu um livro, publicado em 1988, um pouco antes da sua morte, sobre sua vida e a luta contra o câncer, chamado Dina Sfat- Palmas prá que te Quero, junto com a jornalista Mara Caballero e fez a novela Bebê a Bordo, seu último trabalho na televisão.

Como a obcecada Fernanda na 1ª versão de Selva de Pedra

Seu último filme foi O Judeu que só estreou em circuito depois da morte da atriz.

Dina Sfat morreu aos 49 anos, vítima de um câncer de mama contra o qual já lutava havia anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Israelita do Caju.

Carreira

Televisão

  • 1966 – Ciúme…. Maria Luísa (TV Tupi)
  • 1966 – O Amor Tem Cara de Mulher…Maria Luisa (TV Tupi)
  • 1967 – A Intrusa…. Helen / Patrícia (TV Tupi)
  • 1967 – Os Fantoches…. Laura (TV Excelsior)
  • 1969 – Os Acorrentados…. Isabel (Rede Record)
  • 1970 – Assim na Terra Como no Céu…. Heloísa (Helô)
  • 1970 – Verão Vermelho…. Adriana
  • 1971 – O Homem que Deve Morrer…. Vanda Vidal
  • 1971 – Caso Especial, A Pérola…. Juana
  • 1972 – Selva de Pedra…. Fernanda
  • 1973 – Os Ossos do Barão…. Isabel
  • 1973 – Caso Especial, As Praias Desertas…. Virgínia
  • 1974 – Fogo Sobre Terra…. Chica Martins/Anréia
  • 1975 – Gabriela…. Zarolha
  • 1976 – Saramandaia…. Risoleta
  • 1976 – Caso Especial, Quem Era Shirley Temple?…. Shirley Temple
  • 1978 – Caso Especial, O Caminho das Pedras Verdes
  • 1978 – O Astro…. Amanda
  • 1979 – Os Gigantes…. Paloma
  • 1980 – Malu Mulher, A Trambiqueira…. Esmeralda
  • 1982 – Caso Verdade, Filhos da Esperança…. Julian Taylor
  • 1982 – Avenida Paulista…. Paula
  • 1983 – Eu Prometo…. Darlene
  • 1984 – Rabo-de-Saia…. Eleusina
  • 1988 – Bebê a Bordo…. Laura

Cinema

  • O Corpo Ardente (1966)
  • Três Histórias de Amor (1966)
  • Edu, Coração de Ouro (1968)
  • A Vida Provisória (1968)
  • Macunaíma (1969)
  • Os Deuses e os Mortos (1970) … A Louca
  • Jardim de Guerra (1970)
  • Perdidos e Malditos (1970)
  • O Barão Otelo no Barato dos Bilhões (1971)
  • O Capitão Bandeira contra o Doutor Moura Brazil (1971)
  • A Culpa (1971)
  • Tati (1973)
  • Álbum de Família (1981)
  • Eros, o Deus do Amor (1981)
  • Das Tripas Coração (1982)
  • O Homem do Pau-Brasil (1982)
  • Tensão no Rio (1982)
  • Fábula de la Bella Palomera (1988)
  • O Judeu (1988, lançado em 1996)
Precedida por:
Troféu APCA de Melhor Atriz de Televisão
por Selva de Pedra

1973
Sucedida por:
Eva Wilma
por Mulheres de Areia
&
Lélia Abramo
por Uma Rosa com Amor
Precedida por:
Tereza Raquel
por A Volta do Filho Pródigo
Troféu APCA de Melhor Atriz Coadjuvante
por Eros, o Deus do Amor
(com Renée de Vielmond e Norma Bengell)

1981
Sucedida por:
Cida Moreira
por O Olho Mágico do Amor
Precedida por:
Helena Ignez
por A Mulher de Todos
Troféu Candango de Melhor Atriz
por Os Deuses e os Mortos [6]

1970
Sucedida por:
Adriana Prieto
por Um Anjo Mau
Precedida por:
Conceição Senna
por Iracema – Uma Transa Amazônica
Troféu Candango de Melhor Atriz Coadjuvante
por O Homem do Pau-Brasil

1981
Sucedida por:
Tamara Taxman
por Aventuras de um Paraíba