Personagens Inesquecíveis: João Coragem – Irmãos Coragem

O aventureiro mais famoso na TV brasileira e que pertencia a uma das família mais lembradas da TV: João Coragem (Tarcísio Meira) é o nosso “Personagem Inesquecível” de hoje!

JOÃO CORAGEM (Tarcísio Meira) – Filho de Sinhana (Zilka Sallaberry) e Sebastião (Antônio Vitor), e irmão de Jerônimo (Cláudio Cavalcanti) e Duda (Cláudio Marzo). Tem seu próprio garimpo e é um dos principais opositores de Pedro Barros (Gilberto Martinho), para quem é obrigado a vender suas pedras. Não gosta de violência, e prefere acreditar na lei. Vira líder de um grupo de garimpeiros justiceiros e se envolve com a filha do seu inimigo, Lara (Glória Menezes).

O maior conflito da trama tem início depois que João encontra um grande diamante que no fim da história, após a morte de Jerônimo (Cláudio Cavalcanti) e Potira (Lúcia Alves) em uma emboscada, João, revoltado, destrói o diamante, que julga responsável por todas as tragédias que abalaram sua família e a cidade de Coroado, em uma cena antológica. João, ao lado de Lara e Sinhana, reúne os moradores para reconstruir uma nova cidade, livre de todo jugo e exploração.

RELEMBRE MOMENTOS DO PERSONAGEM:

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Reviva: Relembre as novelas “Irmãos Coragem” e “Senhora” as aniversariantes da semana

Esta semana várias novelas fizeram aniversário, Irmãos Coragem de 1970, completou 45 anos de estreia na segunda (29) e na terça (30) a novela Senhora de 1975 completou 40 anos. Então, que tal relembrar estes dois clássicos.


Em 1970, enquanto o Brasil conquistava o tricampeonato de futebol na Copa do Mundo do México e presos políticos eram torturados pelo regime militar, Janete Clair se consagrava como novelista com um faroeste que fazia uma analogia entre a realidade política do país e o poder arbitrário de um coronel na fictícia Coroado, localizada na divisa de Minas Gerais com Goiás, e cuja principal atividade econômica é o garimpo. O despótico latifundiário Pedro Barros (Gilberto Martinho) quer controlar o comércio de diamantes na região e, para isso, corrompe a polícia, compra votos e oprime a população, tendo sob seu comando um grupo de jagunços. Contra seu poder se insurgem João (Tarcísio Meira), Jerônimo (Cláudio Cavalcanti) e Duda (Cláudio Marzo), os irmãos Coragem, filhos de Sebastião (Antônio Vitor) e Sinhana (Zilka Sallaberry).

O maior conflito da trama tem início depois que João encontra um grande diamante. Embora seja de natureza pacata e tente resolver tudo através do diálogo e dentro da legalidade, João, após várias injustiças cometidas pelo coronel Barros, perde a confiança nas instituições e torna-se um fora da lei. Ele vira o líder de um bando armado de garimpeiros injustiçados e passa a usar a força para confrontar os inimigos. Jerônimo, por sua vez, alia a ambição à sede de justiça e entra para a política, no partido de oposição, com o ideal de brigar por mudanças na região. O filho mais novo dos Coragem, Duda, deixa Coroado e vira um astro do futebol – uma estratégia da autora para alinhar a trama à euforia com o futebol na época. Tempos depois, volta à cidade e é ferido na perna em uma emboscada contra João, e precisa lutar para voltar a jogar.

As histórias de amor da novela foram protagonizadas pelas duplas Tarcísio Meira e Glória Menezes – a atriz interpretava a personagem Lara, filha de Pedro Barros, que assumia outras personalidades, como a sedutora Diana; Cláudio Marzo e Regina Duarte (Ritinha); e Cláudio Cavalcanti (Jerônimo) e Lúcia Alves (Potira).

Os capangas de Pedro Barros, liderados por Juca Cipó (Emiliano Queiroz) e Lourenço (Hemílcio Fróes), invadem a casa da família Coragem atrás do diamante. Na ação, Sebastião morre, e João jura se vingar da morte do pai. Lourenço foge com o diamante e se esconde na casa de sua mulher, Branca (Neuza Amaral). Ele havia feito um trato com um pistoleiro contratado por Pedro Barros para dividirem o dinheiro da venda da pedra.

João vai atrás de Lourenço para fazer justiça e, dias depois, o capataz aparece morto, com o rosto desfigurado. De vítima, os Coragem passam a algozes, com João acusado de assassinato. Mas a autoria do crime não é revelada ao público. Mesmo Lara, filha de Pedro Barros e a paixão de João, transformada em Diana, vira suspeita do assassinato: ela teria matado o capataz para se vingar da surra que a fez perder o bebê de João. Pedro Barros, que foi roubado por Lourenço e ainda descobriu a relação extraconjugal de sua mulher, Estela (Glauce Rocha), com seu capataz, é outro suspeito. O coronel expulsa Estela de casa, João é preso, e Lara é internada em uma clínica.

Jerônimo pensa em desistir de sua candidatura à prefeitura e planeja uma fuga para tirar João da prisão, já que a população acredita que ele é mesmo culpado. Para evitar que isto aconteça, João leva todos a acreditarem que ele e o irmão estão em lados opostos, ou seja, que Jerônimo também crê que João seja culpado e que deseja sua punição. João consegue fugir da cadeia e vira o líder de um bando de garimpeiros explorados por Pedro Barros e outros donos de garimpo.

Em meio a constantes trocas de tiros entre seu bando e os jagunços de Pedro Barros, João impõe sucessivas derrotas ao coronel, e passa a comprar as pedras dos garimpeiros pelo dobro do preço. Até Sinhana, a “Mãe Coragem”, começa a trabalhar como garimpeira, para ajudar a capitalizar o filho. Lara, que havia ido ao encontro do marido, rompe com ele para protegê-lo, mas o afastamento dura pouco. Entre suas idas e vindas, continua se transformando em Diana. A certa altura, assume uma terceira personalidade, a de Márcia Lemos, uma mulher solteira e independente, que começa a trabalhar como repórter em um jornal. Na pele de Márcia, Lara não reconhece João, mas também acaba se envolvendo com ele, e engravida.

Em meio a esses acontecimentos, Lourenço, que todos pensavam estar morto, aparece vivo na trama: sua morte não passou de uma farsa, que contou com a cumplicidade de sua mulher, Branca (Neuza Amaral). Alberto (Michel Robin), filho dos dois, desconhece a verdade e tenta matar João (Tarcísio Meira) para se vingar da morte do pai. João, no entanto, salva sua vida, e Alberto passa a segui-lo como integrante de seu bando.

No decorrer da história, após muita procura pelo diamante, a farsa de Lourenço é revelada: ele roubou a pedra, matou o pistoleiro que o ajudou e fez todos acreditarem que era ele o morto. Depois assumiu uma nova identidade. Mas um acidente de carro fez com que ele fosse hospitalizado, e o diamante foi parar nas mãos de uma enfermeira. Dias antes, Lourenço voltara a procurar Estela, a ex-mulher de Pedro Barros, propondo uma reaproximação, e contando sobre o diamante. Ela já estava envolvida com Hernani (Paulo Araújo), o inescrupuloso empresário de Duda, e os dois tramaram contra Lourenço, que acabou assassinado. Disposto a recuperar o diamante, Hernani seduziu a enfermeira e matou Estela depois que ela descobriu sua traição. Capturado por João, Hernani conta toda a verdade e vai preso. João recupera seu diamante.

No fim da história, após a morte de Jerônimo e Potira em uma emboscada, João, revoltado, destrói o diamante, que julga responsável por todas as tragédias que abalaram sua família e a cidade de Coroado. Pedro Barros enlouquece, incendeia sua casa e a cidade, e deixa-se consumir pelo fogo. João, ao lado de Lara e Sinhana, reúne os moradores para reconstruir uma nova cidade, livre de todo jugo e exploração.



Adaptação de romance homônimo de José de Alencar, a história é ambientada no Rio de Janeiro do século XIX, quando era comum negociar casamentos através do pagamento de dotes, como se fossem transações comerciais. O desejo de vingança de Aurélia Camargo (Norma Blum), preterida pelo grande amor de sua vida, conduz a trama.

Quando não está sacrificando o seu parco salário de jornalista nas festas da alta sociedade que costuma frequentar, o jovem e ambicioso Fernando Seixas (Cláudio Marzo) corteja a bela Aurélia Camargo. Apesar de amá-la, ele termina o relacionamento com a moça e aceita o dote oferecido pelo banqueiro Tavares do Amaral (Felipe Wagner) para que se case com sua filha Adelaide (Fátima Freire).

Ao completar 18 anos, Aurélia é surpreendida com a herança de um avô fazendeiro, tornando-se uma mulher rica. A fortuna inesperada permite que a jovem tome as rédeas de sua vida. Mas, para a sociedade da época, não era de bom tom que uma mulher gozasse de tamanha independência. Por isso Aurélia passa a contar com uma parenta distante, Dona Firmina Mascarenhas (Zilka Sallaberry), para lhe fazer as vezes de mãe, e com o administrador Sr. Lemos (Alberto Perez), para orientá-la nos negócios.

Ainda assim, Aurélia sofre com a rejeição de Fernando, sentindo a necessidade de se vingar daquele que a trocou por outra mulher.  Por intermédio de Lemos, ela oferece ao jornalista cem contos de réis para que ele desista da união com a filha do banqueiro e aceite casar-se com uma noiva misteriosa, a quem só conhecerá depois que o pacto matrimonial for selado. A essa altura, Fernando já sabe que o verdadeiro amor de Adelaide é um rapaz chamado Torquato Ribeiro (Osmar Prado), e acha conveniente aceitar a proposta de alguém que não só deseja de fato estar casada com ele, como está disposta a pagar três vezes mais como dote.

Só então Aurélia revela sua identidade e o informa friamente a respeito do seu papel no casamento de conveniência para o qual fora contratado: ela seria a senhora; ele, o escravo. Aurélia ainda o ama, mas não deixa que seus sentimentos apareçam, submetendo o marido a uma sucessão de ironias e humilhações sociais. A sujeição aos caprichos da esposa faz renascer em Fernando o autorrespeito do qual ele havia abdicado durante sua escalada social.

Depois de um período de convivência infeliz, Fernando surpreende Aurélia ao devolver com juros o dinheiro do dote e reclamar a sua liberdade. Acusada pelo marido de ter se tornado uma mulher vingativa e insensível, Aurélia se dá conta de que havia sido amor, e não vingança, o verdadeiro motivo pelo qual planejara o casamento. Depois de se declarar e implorar o amor de Fernando algumas vezes, Aurélia finalmente o reconquista.


Além dessas essa semana também completou 48 anos da estreia da novela “Anastácia, a Mulher Sem Destino” e 11 anos de “Senhora do Destino”, ambas comemoradas no domingo (28).

   



Reviva: Os casais apaixonantes da ficção

 João Coragem e Lara (Irmãos Coragem – 1970)

Casal-modelo dentro e fora das telas, Tarcísio Meira e Glória Menezes formaram um dos casais históricos na televisão brasileira na pele dos inesquecíveis João Coragem e Lara, na primeira versão de Irmãos Coragem, exibida no ano de 1970

Sinhozinho Malta e Viúva Porcina (Roque Santeiro – 1885)

Quem não se lembra de Roque Santeiro? Sucesso de Dias Gomes que marcou época na televisão brasileira? Pois bem, é de lá que vem nosso primeiro casal. Regina Duarte (viúva Porcina) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte) encarnaram os personagens mais populares da televisão e viviam uma relação de amor e ódio na trama, que tinha como pano de fundo o mistério em torno de Luís Roque (José Wilker), visto como santo por moradores da fictícia ‘Asa Branca’. Porcina e Sinhozinho Malta viviam em pé de guerra, mas logo se reconciliavam para a alegria do público que vibrava com as bijouterias e a roupa de Porcina, persoagem caricata que rendeu bons frutos a Regina Duarte. De fato, Roque Santeiro tornou-se referência nas carreiras de Regina e Lima Duarte. As cenas em que Sinhozinho Malta ficava de quatro arfando como um cachorro para seduzir a amada constam de qualquer antologia do gênero. Não por acaso, o último capítulo da telenovela rendeu 100 pontos no Ibope, audiência pouquíssimas vezes registrada na TV brasileira. 

Babalú e Raí (Quatro por quatro – 1994)

 Ela vestia uma minissaia curtíssima que deixa à mostra suas belas pernas e fazia enlouquecer um mecânico ‘galinha’ e engraçado ao mesmo tempo. Estamos falando dos personagens de Letícia Spiller e Marcello Novaes na novela das 19h de Carlos Lombardi. Babalú e Raí formaram um dos casais mais simpáticos do público brasileiro. A química foi tanta que os protagonistas começaram a namorar na telenovela, casaram e tiveram filhos anos mais tarde.
Beijo técnico? Que nada! 

Dinah e Otavio (A Viagem – 1994)

Uma história um tanto quanto conturbada do casal Dinah e Olavo, da novela “A viagem”, que tratava de temas sobrenaturais como foco principal. Após muitas brigas, e uma relação de ódio, o casal Dinah e Olavo se aproximou e acabou por se apaixonar, entretanto Dinah acaba falecendo, e a emocionante história de amor dos dois acaba sendo além da vida. 

Julião Petruchio e Catarina (O Cravo e a Rosa – 2000)

Esse casal ganha no quesito humor, pois até ficar com Catarina, o bruto Petruchio sofreu nas mãos da granfina um tanto quanto mimada, que não queria saber dele. Com muita insistência, e muitas armações, Petruquio consegue conquistar o coração da durona, e mesmo juntos, o casal continuou fazendo os telespectadores rirem. 

Serena e Rafael (Alma Gêmea – 2005).

O amor entre Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Du Moscovis) era algo de outras vidas em ‘Alma Gêmea’. Literalmente. A índia era a reencarnação de Luna (Liliana Castro), ex-noiva do florista. O casal passou poucas e boas nas mãos da invejosa Cristina (Flávia Alessandra). Apaixonada por Rafael, ela foi a responsável pela morte de sua prima Luna

 Bebel e Olavo (Paraíso Tropical – 2007).

Amor bandido. Essa é a melhor definição para o romance da garota de progama Bebel (Camila Pitanga) com o empresário mau-caráter Olavo (Wagner Moura) em ‘Paraíso Tropical’. Apesar das armações da dupla de vilões, o público se rendeu ao carisma da prostituta e torceu até o fim pela felicidade da morena

Jade e Lucas (O Clone – 2001).

Glória Perez uniu o Oriente e o Ocidente pelo amor de Jade (Giovanna Antonelli) e Lucas (Murilo Benício) em ‘O Clone’. O casal enfrentou dezenas de desencontros durante mais de duas décadas para poder finalmente ser feliz um ao lado do outro.

 Laura e Marcos (Celebridade – 2003)

Nem sempre os casais memoráveis de novelas são feitos de mocinhos. Em “Celebridade”, o casal de vilões vivido porMárcio Garcia e Cláudia Abreu roubou a cena. A “cachorra” e o “miche” que protagonizaram cenas “calientes” de sexo e brigas desbancaram os protagonistas Malu Mader e Marcos Palmeira. A novela foi exibida em 2003.

 Jô Penteado e Flávio (A Gata Comeu – 1985).

No início da novela A Gata Comeu (1985), Jô Penteado (Christiane Torloni) e o professor Flávio (Nuno Leal Maia) vivia feito cão e gato. Mais no decorrer da novela a coisa mudou de lado e os dois passaram a viver uma linda história de amor que durou até no final da trama de Ivani Ribeiro.

Esses são apenas alguns dos apaixonados da telinha! Tiveram mais, muito mais; mas separamos apenas alguns, gostaram da edição especial?

CONTENTE: Pra você qual foi o casal mais apaixonante?