Personagens Inesquecíveis: Félix – Amor à Vida

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Segredos, romances e intrigas movimentaram a novela Amor à Vida, que inovou ao apresentar um vilão homossexual que se redime das maldades ao longo da história. Veja.

Homossexual, ferino, irônico e extremamente divertido, Félix (Mateus Solano) é o grande destaque de Amor à Vida. O personagem percorre uma trajetória que vai de vilão a mocinho da trama, com direito a redenção no final.

Logo no primeiro capítulo da história, Félix diz a que veio, mostrando do que é capaz em nome da ambição: joga a filha recém-nascida de sua irmã, Paloma (Paolla Oliveira), em uma caçamba de lixo, sem resquícios de piedade, e ainda a apelida de “Ratinha” – isso após abandonar Paloma, desfalecida e à beira da morte, no chão de um bar.

Félix é casado com Edith (Bárbara Paz), com quem tem um filho, Jonathan (Thales Cabral). Mas tudo não passa de fachada. Embora Edith demonstre amá-lo de verdade, Félix formou aquela família para agradar ao pai e camuflar sua homossexualidade. Ele maltrata o filho e, secretamente, tem encontros com um namorado, Anjinho (Lucas Malvacini).

No decorrer dos capítulos, sua ficha criminal só aumenta: superfatura contratos de fornecedores, roubando dinheiro do hospital da própria família para financiar um projeto; paga seu motorista, Maciel (Kiko Pissolato), para provocar um acidente e tirar Atílio (Luís Melo) de seu caminho, quase levando-o à morte  – o diretor financeiro do San Magno descobre suas falcatruas e ameaça contar tudo a César (Antonio Fagundes); oferece ajuda para aplicar o dinheiro de Amarilys (Danielle Winits) no mercado financeiro e fica com toda a quantia, dizendo que a aplicação não deu certo; falsifica um exame de DNA que confirmaria, perante a Justiça, que Paloma é mãe de Paulinha (Klara Castanho); ajuda Ninho (Juliano Cazarré) e Alejandra (Maria Maya) a sequestrarem Paulinha; manipula para que a irmã, presa por tráfico de drogas após uma armação de Alejandra, seja taxada de desequilibrada e internada em uma clínica de psiquiatria, onde é maltratada com choques elétricos; rompe com o pai e consegue provas de que este desviava dinheiro do hospital, conseguindo substituí-lo na direção do San Magno; entre outras ações nefastas.

O ponto de virada do personagem acontece quando todos ficam sabendo que ele jogou Paulinha no lixo. Após uma briga feia com Paloma, Félix, na frente de toda a família, desabafa seu ódio contra a irmã e o ressentimento por sempre ter se sentido rejeitado pelo pai.

César nunca demonstrou afeto pelo filho, e nunca o aceitou como ele era. No passado, temendo que ele assumisse sua homossexualidade, contratou Edith, então uma garota de programa com quem costumava se encontrar, para se aproximar do rapaz. Os dois se casaram. Mais tarde na trama, Edith, cansada das traições de Félix com Anjinho, revela diante de toda a família que ele é gay e tem um amante. César não perdoa o filho, e a relação dos dois azeda ainda mais, a ponto de o médico exigir que o filho reprima sua sexualidade se quiser continuar trabalhando no hospital. Ao longo da novela, fica claro que César não é o modelo de homem que aparentava ser no início da trama. O personagem se revela preconceituoso, homofóbico e antiético.

Outro ponto alto da novela acontece quando Edith revela que Jonathan não é filho de Félix, mas de César. A essa altura, César já está separado de Pilar (Susana Vieira), e vivendo com Aline (Vanessa Giácomo). Edith é expulsa de casa, e vai embora com sua mãe, Tamara (Rosamaria Murtinho), mais uma golpista cujo interesse é arranjar um milionário. As duas administram uma butique em um shopping. Edith, que já virara amante de Wagner (Felipe Titto), o copeiro da mansão de Pilar, continua se encontrando com ele.

Outro segredo vem à tona após Félix ser desmascarado no caso de Paulinha. Pilar teve dois filhos, Cristiano e Félix, mas o primeiro morreu afogado na piscina da casa. Márcia (Elizabeth Savala), que à época trabalhava como babá das crianças, foi acudir Félix e não viu que a outra criança se afogava. Denunciada por Pilar, a ex-chacrete foi presa.

Até então o grande vilão da trama, Félix é expulso de casa por Pilar, passa a ser odiado por Paloma, e perde tudo o que tem. Menos o humor. Ele é acolhido por Márcia, a única que se dispõe a ajudá-lo, e passa a vender cachorro quente na rua 25 de Março, com direito a camisa amarrada na cintura e flor vermelha no cabelo. Vira sensação com o bordão “Olha o hot dog do Félix! Vem que tem”. Além disso, é obrigado a andar de ônibus e passar por humilhações na tentativa de conseguir um emprego a sua altura.

A nova realidade faz com que Félix descubra o que realmente tem valor na vida. Ele se afeiçoa a Márcia, a quem chama de brega, e se aproxima de Niko (Thiago Fragoso), com quem inicia uma grande amizade. Félix ajuda Niko a enfrentar as armações de Amarilys (Danielle Winits) para roubar seu filho, e os dois se transformam no mocinho e na mocinha da história, com direito a torcida do público para que o romance se concretize. Paralelamente, Pilar perdoa o filho e aceita que ele volte para casa, desde que procure todos que prejudicou e revele todas as suas maldades. E é o que ele faz.

A redenção de Félix também passa pela ajuda que ele dá a Paloma, entregando a ela o vídeo em que Mariah (Lúcia Veríssimo) inocenta Bruno (Malvino Salvador) da acusação de ter um caso com Aline. No vídeo, Mariah revela que tudo não passou de um plano de Aline para afastar Paloma do marido. Graças a Félix, Paloma e Bruno reatam. Em seguida, ele se une à irmã para tentar salvar o pai das garras da vilã Aline. Embora César insista em desprezá-lo – confirmando que tem vergonha por ele ser homossexual e chegando a dizer que preferia que ele, e não Cristiano, tivesse morrido afogado –, Félix continua amando o pai, e faz o que pode para ajudá-lo. É Félix quem arma o plano para desmascarar Aline.

Nos capítulos finais da novela, para surpresa de todos, Edith revela que Jonathan é mesmo filho de Félix, e não de César, e que só havia mentido para se vingar do ex-marido.

Félix e Niko chegam ao fim da trama morando juntos em uma casa de praia, cuidando dos fillhos Fabrício e Jayminho, e também de César, que Félix leva para morar com eles.

No capítulo final, acontece o tão esperado beijo do casal – o primeiro beijo gay em uma novela da Globo. Na sequência, César, finalmente, chama Félix de filho e diz que o ama. É a última cena da novela, ao som da Quinta Sinfonia de Mahler.

Inteligente, debochado e do tipo que perde o amigo mas não perde a piada, Félix irritava todos a sua volta com comentários irônicos e maledicentes, apelidos malvados, e bordões que remetiam a passagens bíblicas. Uma língua afiada capaz de tirar do sério quem convivia com ele, mas que divertiu os telespectadores ao longo de toda a novela. Relembre algumas das frases inspiradas do personagem:

“Salguei a Santa Ceia.”

“Pelas contas do rosário!”

“Pelas rugas de Matusalém!”

“Pelos cachos de Sansão!”

“Será que piquei salsinha na tábua dos Dez Mandamentos?”

“Será que eu surfei no Mar Vermelho?”

“Será que dancei pole dance na cruz?”

“Devo ter sambado no Santo Sepulcro”

“Será que soltei rojão no sermão da montanha?”

“Papi soberano”

“Mami poderosa”

“Bofe de ouro” – como se referia a Bruno (Malvino Salvador)

“Cadela” – como ele chamava sua secretária, Simone (Vera Zimmermann)

“Não é desonestidade. É falta de terapia.”

“Idade a gente não mente, querida. A gente disfarça.”

“Que alegria é essa, criatura? Odeio gente feliz logo de manhã.”

“Não diga ‘eu acho’, criatura. Porque eu não perdi nada pra você achar.”

“Você é um ótimo corretor, Bruno. Vendeu o apartamento e ainda levou minha irmã de comissão.”

“Às vezes eu fico tão nervoso que parece que quem tem TPM sou eu.”

“Mamãe não tem um coração, tem um mousse de morango no lugar, de tão doce que é.”

“Eu só abri uma frestinha no armário, mas juro que já tô voltando.”

“Esse seu vestido é um trem desgovernado? Porque ele está completamente fora de linha.”

“Eu devo ter colado chiclete na Santa Cruz!”

“Devo ter feito uma peruca com os cabelos de Sansão.”

“Só posso ter assoado o nariz no Santo Sudário para merecer isso.”

“Será que eu engarrafei as águas do rio Jordão?”

“Meu doce”

“Ratinha” – referência a Paulinha (Klara Castanho)

“Carneirinho” – como ele se referia a Niko (Thiago Fragoso)

“Lacraia do olho azul” – como ele chamava Eron (Marcello Antony)

“Fura-olho” – referência a Amarilys (Danielle Winits)

“É o apocalipse!”

“Você é ruim, mas eu sou muito pior.”

“O desejo é como uma onda, vem e vai.”

“Striptease fora de hora é barraco.”

“Pior é a mulher quando é pobre, gorda e feia. Aí é uma lástima.”

“Tem dias que eu acordo e pareço um chiclete mascado.”

“Bofe bom é bofe burro.”

“Sou tão inofensivo quanto uma mosquinha, apesar de me achar parecido com uma mariposa.”

“Vou trocar minha aura por um esplendor de purpurina.”

“Minha pele borbulha com comida gordurosa.”

“Sabe que é muito difícil ter mais neurônios que o resto da humanidade?”

“Já me conformei, nem todo mundo nasce genial como eu.”

“Tenho motivos suficientes pra acreditar que eu lavei cueca na manjedoura.”

“Que cena mais inglesa: mother and daugther drinking a tea.” – dirigindo-se à mãe, Pilar (Susana Vieira), e à avó, Bernarda (Nathalia Timberg).

“Você não vai ficar nada sexy se tiver que dormir de fraldão.”

“A pergunta que queremos fazer não é de onde veio esse seu nome tão cafona. Ordália, onde arrumaram esse nome?” – dirigindo-se à personagem de Eliane Giardini.

“Não se preocupe, não montamos uma agência de casamentos, embora você faça tanta escova no cabelo que certamente gostaria de desencalhar” – falando com Glauce (Leona Cavalli)

“Eu não tenho vocação para a pobreza.”

“Sabe que é muito difícil ter mais neurônios que o resto da humanidade?”

“Você quer enganar quem, criatura?” (dirigindo-se a alguma personagem que usava bolsa Louis Vuitton no ponto de ônibus)

“Que toda a sua inveja vire gordura.”

“Eu não coloco defeito em ninguém. Foi Deus quem colocou, eu só comento.”

“Criatura, postar fotos com as pernas de fora segurando um copo é fácil. Agora posta uma vestida de beca segurando o diploma.”

“Nasci para o luxo.”

“A bondade humana me irrita.”

“Seu cabelo parece uma vassoura velha.”

“A minha sogra botaria uma prótese até no rosto, se pudesse.”

“Informação é poder, queridíssima.”

“Mulher que chora na frente do chefe é uó.”

“Sou um livro aberto, mas não pense que sou um livro pornográfico.”

“Dormir pouco me deixa com cara de travesseiro.”

“Odeio gente muito feliz.”

“Abri uma frestinha na porta do armário. Dei uma escapadinha. Eu entro no armário de novo e tranco a porta. Boto cadeado. Juro.”

“Antes de escovar os dentes eu não beijo nem a Bela Adormecida. Aliás, eu não beijo principalmente a Bela Adormecida. Depois de dormir cem anos, já pensou o mau hálito?”

“Genética não tem nada a ver com cabelo tingido. Mamãe não deve nem lembrar a cor original do dela.”

“A confiança é a base para um bom golpe.”

“Adoro o sofrimento alheio.”

“Já tive que suportar a sua crise de consciência. Não me faça suportar a sua gratidão.”

“Onde foi que ganhei essa fama de coração de ouro? Ou será que estou em Israel e fui confundido com o Muro das Lamentações?”

“Será que eu fiz um churrasco com a última vaca da Arca de Noé?


 RELEMBRE CENAS DO PERSONAGEM:

Personagens Inesquecíveis: Mamuska – Da Cor do Pecado

Rosi Campos deu vida a divertida e inesquecível Edilásia Sardinha, mais conhecida como Mamuska. Relembre a personagem:

Matriarca de uma família de lutadores no Rio de Janeiro. Com a morte de seu marido Napoleão Sardinha (Jamil Hamdan), um mitológico mestre de artes marciais, a viúva Edilásia (Rosi Campos) e seus cinco filhos, Apolo (Reynaldo Gianecchini), Ulisses (Leonardo Brício), Thor (Cauã Reymond), Dionísio (Pedro Neschling) e Abelardo (Caio Blat), herdaram a missão de continuar a tradição da família. Mamãe Sardinha, como é conhecida, é íntegra, afetuosa, leal à família e aos amigos. Vira-se para sustentar seus filhos vendendo sanduíches naturais e sucos no seu quiosque na praia. Seus filhos são seu orgulho. Procurou educá-los da forma que seu marido gostaria: tendo uma vida saudável e uma alimentação balanceada, o que lhes permite serem atletas. Ela também os mimou e os superprotegeu: apesar de fortões, os Sardinhas não largam a barra da saia da mãe. Os quitutes de Edilásia são um capítulo à parte. O falecido Napoleão é o inventor de uma série de receitas e dietas que ela soube incrementar misturando ingredientes inusitados. Ninguém é capaz de almoçar em sua casa, exceto os filhos, que se acostumaram com as comidas excêntricas. Entre as receitas do falecido Napoleão, está a famosa sopa mágica, segredo de família, feita com ingredientes estranhíssimos, que dá a quem a bebe uma incrível força por uma hora, tempo ideal para vencer qualquer luta. Além da receita secreta dessa sopa, Edilásia guarda um segredo muito maior: também é mãe de Paco (Reynaldo Gianecchini), irmão gêmeo de Apolo, fruto de um caso que teve com Afonso (Lima Duarte), de quem era empregada.

 


Personagens Inesquecíveis: Tonho da Lua – Mulheres de Areia

Quem com mais de 30 não se lembra do Tonho da Lua (Marcos Frota) da novela Mulhres de Areia (1993)? Pois para quem lembra e para quem não lembra, hoje ele é o personagem inesquecível.

Enteado de Donato (Paulo Goulart) e irmão de Glorinha (Gabriela Alves). Tonho da Lua tem problemas mentais, podendo ser lírico, ingênuo, agressivo. Faz esculturas na areia, é amado por Alzira (Giovanna Gold), mas seu coração pertence à Ruth (Gloria Pires). Portador de uma deficiência mental, Tonho alimenta um amor platônico por Ruth, sua protetora, e faz tudo para vê-la feliz. Raquel (Gloria Pires), por sua vez, o persegue e inferniza sua vida.

RELEMBRA MOMENTOS DO PERSONAGEM:

Personagens Inesquecíveis: Giovanni Improtta

José Wilker deu vida ao inesquecível Giovanni Improtta da novela Senhora do Destino.

Ex-bicheiro, hoje empresário estabelecido no ramo da construção civil, Dr. Giová, como é conhecido, é dono de um passado condenável, mas tenta liquidar as “contas” de sua história anterior para se tornar um outro homem. Um pecador em busca da redenção, por isso anseia por ser um cidadão honesto e cumpridor dos seus deveres. Viúvo, pai de Jenifer (Bárbara Borges) e João Manoel (Heitor Martinez), costuma dizer que, além dos filhos e da saudade, a mulher lhe deixou uma cruz, um calvário: a sogra, dona Flaviana (Yoná Magalhães), que mora em sua casa e que não só o mantém sob constante vigilância, como exige dele fidelidade absoluta à falecida. Presidente da escola de samba Unidos de Vila São Miguel, falante e espaçoso, é um eterno pretendente ao coração de Maria do Carmo (Susana Vieira). Embora apaixonado, não pensa em permanecer casto e puro por sua causa. Tem sempre, como ele mesmo diz, “uma galinha ciscando no seu terreiro”. A da vez é a jovem Danielle Meira (Ludmila Dayer).

REVEJA MOMENTOS DO PERSONAGEM:

Personagens Inesquecíveis: Jamanta – Torre de Babel e Belíssima

A novela Torre de Babel (1998) teve um personagem marcante, o Jamanta vivido por Cacá Carvalho.

Foi abandonado na porta do ferro-velho e criado por Agenor (Juca de Oliveira). É um tipo ingênuo, quase bobo, mas adora o padrinho acima de tudo – é capaz de fazer qualquer coisa por ele. Usa seu biotipo grandão e meio assustador para se defender, mas desenvolveu também um tique nervoso, que manifesta toda vez que é contrariado. Apenas Shirley (Karina Barum) consegue compreendê-lo e ajudá-lo quando a molecada do bairro implica com ele. Jamanta também trabalha no ferro-velho. Por trás de todos os seus problemas, tem muitos segredos, e personalidade e inteligência bem mais desenvolvidas do que aparenta. Alimenta um amor platônico por Sandra (Adriana Esteves), que abusa dele como se fosse um cão de guarda.

O sucesso do personagem foi tamanho, que ele voltou em 2005 na novela Belíssima, também de Silvio de Abreu. Já em Belíssima… Ele trabalha como ajudante na borracharia de Pascoal (Reynaldo Gianecchini). Vivia antes em um ferro-velho no Pari, e ninguém sabe como foi parar na vila do casarão. Conta histórias desencontradas e se mete na vida de todos os moradores. É apaixonado por Giovana (Paola Oliveira), que, evidentemente, não quer nada com ele.


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Personagens Inesquecíveis: Dona Redonda – Saramandaia

Dona Redonda

Uma das personagens marcantes criadas por Dias Gomes, esteve no horário das 22h de 1976, Wilza Carla era: Dona Redonda.

Mulher de Seu Encolheu (Wellington Botelho) e mãe de Bia (Marília Barbosa). Engorda sem parar, desconhecendo os perigos da obesidade. A gordura não lhe dá qualquer preocupação, e se acha bastante charmosa. Seu apetite é descomunal, e nada a convence a reprimi-lo.
SEU ENCOLHEU (Wellington Botelho)  – Secretário do prefeito (Antonio Fagundes), pai de Bia (Marília Barbosa) e marido de Dona Redonda (Wilza Carla). Consegue fazer a previsão do tempo de acordo com a dor que sente nos ossos. Dependendo da costela em que sente dor, sabe dizer até quando e o quanto vai chover. Tem esse “poder” desde que certo boi zebu fraturou todos os seus ossos. É a principal fonte para o boletim meteorológico da cidade.

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Personagens Inesquecíveis: Ilka Tibiriçá

Ilka Tibiriça

De volta no Canal Viva, Fera Ferida de 1993, guarda uma personagem, digamos, inesquecível, vivida por Cássia Kiss Magro, com vocês: Ilka Tibiriçá

A cômica e sensível Ilka Tibiriçá (Cássia Kis Magro) rendeu bons momentos de humor à trama. Cássia Kis Magro criou trejeitos e lançou mão de um visual anos 1960 para compor sua personagem. Cheia de regras e manias e fissurada no filme O Candelabro Italiano (1932), de Delmer Daves, Ilka conhece Ataliba Timbó (Paulo Gorgulho), um ex-jogador de futebol que sofre de impotência sexual. Dona Ilka decide ajudá-lo a resolver o problema e, para isso, elabora pratos especiais, usando receitas exóticas. A atriz lembra que já deu o tom da personagem – uma solteirona elétrica – no primeiro dia de gravação. O diretor Dennis Carvalho, de início, achou exagerado, mas logo viu que aquele era o caminho.

  

Os inflamados discursos do vereador Numa Pompílio de Castro (Hugo Carvana) são feitos por sua esposa, Rubra Rosa (Susana Vieira). Apesar da dedicação dela a ele, Rubra é amante de Demóstenes (José Wilker), principal opositor político de Numa. Só que ela passa a disputar o amante com a atriz Perla Menescal (Claudia Alencar), recém-chegada à cidade.

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