Vamos Recordar? Chocolate com Pimenta

CHOCOLATE COM PIMENTA

Novela no estilo de comédia romântica ambientada nos anos 1920 inspirava-se na opereta A Viúva Alegre, de Franz Lehár.


TRAMA PRINCIPAL

Chocolate com Pimenta é uma comédia romântica ambientada na década de 1920 na fictícia Ventura, uma pequena cidade cuja economia gira em torno da fábrica de chocolates e bolos artesanais Bombom, de propriedade do milionário Ludovico (Ary Fontoura). A novela foi inicialmente inspirada na opereta A Viúva Alegre, do compositor húngaro Franz Lehár.

A protagonista, Ana Francisca (Mariana Ximenes), é uma menina humilde, ingênua e romântica que, após perder o pai – assassinado por grileiros no sul do país –, vai morar em Ventura com uma parte da família que não conhece. Mesmo sendo uma espécie de “patinho feio” com seus vestidos pobres e penteados antiquados, a caipira chama a atenção do don juan Danilo (Murilo Benício), o rapaz mais bonito do colégio e a grande paixão da mimada Olga (Priscila Fantin), filha do delegado da cidade, interessada em fisgar aquele bom partido.

Olga percebe o interesse que Ana também sente por Danilo e decide pregar uma peça na moça, que é humilhada publicamente durante o baile de formatura no Instituto de Educação de Ventura, ao qual comparecera a convite do próprio Danilo. O rapaz, porém, para desgosto de Olga, passa a se interessar por Ana Francisca.

Apesar das artimanhas de Olga para impedir o romance dos dois, Ana e Danilo começam a namorar. Para ajudar a família nas despesas da casa, Ana vai trabalhar como faxineira na fábrica de chocolates e conhece Ludovico, mas não faz ideia de quem se trata, já que ele prefere fazer a menina acreditar que é um simples funcionário da empresa. Aos poucos, os dois ficam amigos.

Ana Francisca descobre que está grávida de Danilo. Mas uma armação de Olga e da tia dele, Bárbara (Lilia Cabral), provoca a separação do casal, e Ana não consegue contar a novidade ao namorado. Ao ver o desespero e o sofrimento da jovem amiga, que pensa que Danilo não quis saber do filho, Ludovico revela sua verdadeira identidade e propõe casamento a ela, para dar um nome à criança. Os dois vão para Buenos Aires, na Argentina, onde Ana começa uma vida nova. Lá, ela recebe aulas de etiqueta, dança e música, corta os cabelos à última moda e ganha vestidos finos e joias do marido, transformando-se em uma linda mulher. Ludovico, porém, com a saúde fragilizada, morre pouco depois do nascimento do filho de Ana Francisca.

Rica e acionista majoritária da fábrica de chocolates, Ana volta a Ventura sete anos depois de sua partida, disposta a se vingar. A cidade, que antes a tratava com desprezo, agora a recebe com um grande baile. Para a surpresa geral, ela decide fechar a fábrica, o único sustento de Ventura. A partir de então, passa a enfrentar os artifícios criados pelo prefeito Vivaldo (Fulvio Stefanini), o delegado Terêncio (Ernani Moraes) e o banqueiro Conde Klaus von Burgo (Cláudio Corrêa e Castro), que tentam demovê-la a todo custo da ideia.

À determinada altura, a novela subverte os padrões de um folhetim tradicional, já que os três vilões, interessados em convencer Ana a não transferir a fábrica para outra cidade, fazem tudo para reaproximá-la de Danilo.

A principal antagonista de Ana, porém, é a irmã de Ludovico, Jezebel (Elizabeth Savala), uma mulher ambiciosa que quer tomar o controle da fábrica – o que acaba conseguindo.

Em meio a essa disputa, Ana reencontra Danilo, o grande amor de sua vida e pai de seu filho Tonico (Guilherme Vieira). Embora ainda se amem, os dois não conseguem se entender. Ele – que está noivo de Olga há sete anos – acredita que Ana Francisca o traiu, casando-se com Ludovico por causa de seu dinheiro. Ela quer distância do rapaz por achar que ele a abandonou quando mais precisava de seu apoio. O romance de Danilo e Ana fica mais complicado com as intervenções de Olga e Jezebel, que viram aliadas.

Mesmo com todas as armações da dupla de vilãs, porém, Danilo descobre que é pai de Tonico, e os dois têm um final feliz, com a chegada de mais uma filha. Olga acaba se casando com o soldado Peixoto (Ângelo Paes Leme), que sempre foi apaixonado pela filha do delegado.

TRAMAS PARALELAS

Menino ou menina?

Um dos mistérios da trama gira em torno de Bernardete (Kayky Brito), a filha adotiva de Jezebel (Elizabeth Savala). Quando ficou grávida, Jezebel adoeceu e fez uma promessa a Santa Bernadete: dedicaria a filha à santa. Como acabou perdendo a criança, resolveu adotar uma menina para cumprir a promessa. Sua empregada Cândida (Yeda Dantas) tinha um filho e, sem ter condições de dar uma boa criação ao menino, decidiu levá-lo para ser adotado pela patroa, mantendo em segredo o verdadeiro sexo do bebê. Jezebel percebe que tem uma menina diferente, mas não suspeita da verdade, já que foi Cândida quem sempre cuidou da criança. Bernardete, por sua vez, também acredita ser uma menina, pois cresceu sendo tratada como tal, e não consegue explicar os sentimentos estranhos que tem por Cássia (Luiza Curvo). A verdade só é revelada às vésperas de seu casamento, arranjado pela mãe. Em pânico por não saber o que acontece consigo, Bernardete pede ajuda a Dona Mocinha (Denise Del Vecchio), governanta de Ana Francisca (Mariana Ximenes). Depois de muita insistência, Jezebel concorda em levar a filha ao médico. No consultório, para espanto de todos, descobre-se que Bernardete, na verdade, é um menino. Ele corta os cabelos, passa a usar roupas masculinas e adota o nome de Bernardo.

Vilões farsescos

Inspirados em vilões de desenhos animados, os personagens de Elizabeth Savala, Fulvio Stefanini, Cláudio Corrêa e Castro e Ernani Moraes foram alguns que garantiram o humor da trama com seu tom farsesco. Eles sempre eram os maiores prejudicados em suas próprias armações. Murilo Benício também contribuiu com o lado cômico da novela ao emprestar humor ao mocinho Danilo.

Família Buscapé

Também merece destaque a engraçada família caipira de Ana Francisca (Mariana Ximenes), formada por sua avó Carmem (Laura Cardoso), o tio Margarido (Osmar Prado), a agregada Dália (Carla Daniel) e os primos Timóteo (Marcello Novaes) e Márcia (Drica Moraes): ela, uma caipira que se acha chique; ele, um rústico que faz o público se divertir ao contracenar com Estrela, sua vaca de estimação.

PRODUÇÃO

Os primeiros capítulos da novela mostraram cenas com Mariana Ximenes, Murilo Benício e Ary Fontoura gravadas na Argentina. Serviram de cenários o famoso Teatro Cólon, localizado na Avenida 9 de Julio, centro de Buenos Aires; o Rosedal, parque da cidade; e a localidade de Tigre, próxima à capital argentina.

No Brasil, o elenco gravou na Serra Gaúcha, em pontos turísticos de Gramado (como o Lago Negro), Canela (Parque das Sequoias) e São Francisco de Paula (Ponte do Passo do Inferno). Nesta última foi realizado o desfile da fanfarra de Ventura, com direito a banda, balizas e bandeiras, e uma figuração de 150 moradores da região. Também houve gravações na região serrana do Rio de Janeiro e em São Lourenço, sul de Minas Gerais.

FIGURINO E CARACTERIZAÇÃO

Os figurinos ficaram a cargo de Lessa de Lacerda, que buscou referências em seu próprio álbum de família. A criação do visual dos atores contou com a parceria do supervisor de caracterização Sérgio Azevedo. À frente de suas equipes, os dois cuidaram para que roupas e penteados dos personagens ajudassem a diferenciar as duas fases da novela, marcando a passagem de tempo. Algumas curiosidades foram encontradas nas pesquisas: segundo o figurinista, no início da década de 1920 o comprimento das saias era acima do joelho; no final, acima da canela.

O figurinista Lessa de Lacerda conta que, ao longo da novela, tinha à sua disposição uma bordadeira e uma chapeleira de plantão, já que bordados e chapéus eram muito presentes na época em que era ambientada a trama. A maioria dos figurinos foi feita especialmente para a produção. Ana Francisca (Mariana Ximenes), por exemplo, usou cerca de 40 vestidos pretos na fase de luto da personagem.

No início da trama, Mariana Ximenes usou corpete para achatar os seios, óculos, roupas largas e cabelo de “maria mijona”. Na segunda fase, transformada em viúva glamourosa, ela apareceu de cabelos curtos à la garçonne, com um vestido de corte enviesado, característico do fim da década, lançamento da estilista Madeleine Vionnet. A extravagância de Jezebel (Elizabeth Savala) sofreu influência dos costumes criados pelo estilista Erté, famoso nos anos 1920 por seu estilo exótico e romântico.

Um dos destaques do figurino foi a caracterização de Kayky Brito, típica de uma menina de época. O ator usava vestidos, laços e sapatos de boneca e, como começava a ter pelos nas pernas, tinha de usar meia-calça o tempo todo. Além disso, teve de alongar os cabelos através de uma técnica que consiste no aplique de cabelos naturais que são descoloridos, tingidos e agrupados por tamanho em mechas, coladas aos cabelos dos atores por meio de placas de queratina que derretem com o calor. Foram usadas quase 300 mechas no ator.

A certa altura da trama, a personagem Bárbara, interpretada por Lilia Cabral, voltava à cidade completamente careca e usando uma peruca de franjas que, volta e meia, ficava torta. O efeito resultante da maquiagem aliada aos recursos de computação gráfica ficou tão bom que muitos telespectadores juravam que a atriz havia realmente raspado a cabeça.


CENOGRAFIA E ARTE

José Cláudio Ferreira dos Santos e Eliane Heringer coordenaram a equipe de cenografia da novela. A fictícia Ventura foi construída em uma área de 6 mil m2 na Central Globo de Produção (Projac), livremente inspirada em cidades que sofreram influências de várias colonizações, como Gramado e Canela, no sul do Brasil.

Os destaques da cidade cenográfica eram a fábrica de chocolates (um casarão antigo com paredes de tijolinhos, em estilo inglês do início do século XX); o hotel da personagem Margot, vivida po rRosamaria Murtinho (com fachada inspirada no hotel Quitandinha de Petrópolis, RJ, e o interior remetendo à França dos anos 1920); e a estufa de plantas localizada na praça central, onde também se encontrava uma igreja inspirada na catedral de Nova Trento, de Santa Catarina.

O sítio da família de Ana Francisca foi ambientado no bairro de Camorim, na zona oeste do Rio de Janeiro, que já servira de locação para as minisséries A Muralha (2000) e A Casa das Sete Mulheres (2003). Além de uma casinha típica da roça, feita com material de demolição, foram criados no local galinheiro, viveiro, horta, estábulo, chiqueiro e um lago artificial.

No estúdio, destacou-se o interior da fábrica de chocolates, compartimentada em módulos e com uma loja em estilo francês na frente. Contava com um forno cenográfico de ferro fundido do tamanho de um fogão industrial de dez bocas, um boiler, pias e bancadas de mármore e encanamento aparente. A equipe teve dificuldades em encontrar referências devido à ausência de registros.

A equipe de produção de arte, coordenada por Isabela Sá, visitou diversas feiras de antiguidade no Rio de Janeiro, em São Paulo e Buenos Aires para conseguir os objetos de cena. E também desenvolveu a identidade visual da fábrica de chocolates, desde o logotipo vitoriano e romântico criado nas cores vinho, creme e verde, até as embalagens dos bombons, inspiradas em embalagens inglesas da época.

Toda a linha de chocolates da fábrica foi feita especialmente para a novela, que consumia nas gravações, em média, três quilos de bombons de chocolate por semana. Também foram produzidos mais de dez mil bombons cenográficos em 15 formatos diferentes.
Outro destaque foram os autênticos carros antigos usados em cena, do acervo de um colecionador particular. O personagem de Murilo Benício usava um autêntico Ford Roadster, modelo T, de 1926 – o típico carro de playboy que, na época, ficou conhecido no Brasil como “baratinha”.

A preparação do elenco para viver seus papéis incluiu palestras sobre os anos 1920, ministradas pelo historiador André Ryoki, responsável pela pesquisa da novela. Osmar Prado, Carla Daniel e Juliana Alves ganharam noções de confeitagem, já que seus personagens eram funcionários da fábrica de chocolates. Priscila Fantin, Nívea Stelmann, Maria Maya e Sabrina Rosa fizeram aulas de baliza para as gravações do desfile da fanfarra da cidade. Os atores do núcleo rural – Laura Cardoso, Carla Daniel, Drica Moraes, Osmar Prado e Marcello Novaes – tiveram aulas de prosódia com a pesquisadora Íris Gomes da Costa para lidar com as expressões e singularidades das falas de seus personagens.

CURIOSIDADES

Assim como em outras novelas que dirigiu, Jorge Fernando fez uma participação especial na história, interpretando o palhaço do circo que chega à cidade de Ventura. A novela contou também com a participação de Lucinha Lins e Lauro Góes, como os pais de Danilo (Murilo Benício). Marcos Frota viveu um trapezista do circo, Morcego Voador, que se apaixona por Bárbara, personagem deLilia Cabral. E os cantores Zezé di Camargo e Luciano atuaram, respectivamente, como os personagens Casca e Cascudo, que aparecem no sítio da família de Ana Francisca (Mariana Ximenes). Dália (Carla Daniel) e Cascudo se encantam um pelo outro, e ela vai embora com a dupla.
Chocolate com Pimenta foi a quinta novela de época da carreira de Walcyr Carrasco, e sua terceira na TV Globo, onde antes assinara O Cravo e a Rosa (2000) e A Padroeira (2001). Em 2005, ele escreveu outro sucesso, Alma Gêmea.

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A comédia agradou o público do horário, e alcançou excelentes índices de audiência, chegando a apresentar médias comparáveis a das novelas das 20h.

Laura Cardoso conta que a trama era tão divertida que, por vezes, o elenco não conseguia conter o riso, sendo obrigado a interromper as gravações.

Osmar Prado conta que o sotaque caipira de seu personagem, Margarido, foi inspirado no modo de falar de seu próprio pai, que era do interior de São Paulo.

Lançada em maio de 2004 no mercado externo, a novela foi vendida para diversos países, entre eles Cazaquistão, Argentina, Chile, Guatemala, Paraguai, Peru, El Salvador, Sérvia e Montenegro, Equador, Venezuela, Ucrânia, Romênia, Moldávia, Bósnia, Portugal, Uruguai, Moçambique, Nicarágua, Costa Rica, EUA e Honduras. Em Portugal, foi líder absoluta de audiência, conquistando o primeiro lugar geral e chegando a ser apresentada em dois horários por dia.

TRILHA SONORA

O pianista e compositor Mú Carvalho assinou a produção musical de Chocolate com Pimenta, cuja trilha inclui uma composição de sua autoria, Apanhei-te Mini-Moog. Músicas tradicionais ganharam novos arranjos, versões e intérpretes. Luiza Possi canta Além do Arco-Íris, versão dela para Somewhere Over the Rainbow, de Harold Arlen e Yip Harburg; Cássia Eller canta Toda Vez que Eu Digo Adeus, versão de Every Time We Say Goodbye, de Cole Porter, feita por Carlos Rennó; Luiz Melodia dá voz a uma versão de Valsa Brasileira, de Edu Lobo e Chico Buarque; e Zezé di Camargo e Luciano regravaram Tristeza do Jeca, de Angelino de Oliveira. Na trilha incidental, ritmos da época como choro, polca, maxixe, valsa e foxtrote embalavam as ações dos personagens.

Nacional

Além do Arco-Íris – Tema de Ana
Compositores: Harold Arlen/ Yip Harburg/ Luiza Possi
Intérpretes: Luiza Possi

Tristeza do Jeca – Tema de Timóteo
Compositores: Angelino de Oliveira
Intérpretes: Zezé Di Camargo & Luciano

Sensação – Tema de Graça
Compositores: Harry Akst/ Benny Davis/ Dudu Falcão
Intérpretes: KLB

Encontro – Tema de Guilherme
Compositores: A. Bonono/ Andrea Bocelli/ F. Sartori/ Dudu Falcão
Intérpretes: Fábio Nestares

Toda vez que eu Digo Adeus – Tema de Olga
Compositores: Cole Porter/ Augusto de Campos/ Carlos Rennó
Intérpretes: Cássia Eller

Voa Bicho – Tema de Margarido
Compositores: Telo Borges/ Márcio Borges
Intérpretes: Milton Nascimento

Pra Lembrar de Nós – Tema de Danilo
Compositores: Vanessa Rangel/ Ary Sperling
Intérpretes: Flávio Venturini

Tá-Hi – Tema de Márcia
Compositores: Joubert de Carvalho
Intérpretes: Eduardo Dusek

Urubu Malandro – Tema de Vivaldo
Compositores: João de Barro/ Louro
Intérpretes: Abraçando Jacaré

Sensível Demais – Tema de Celina
Compositores: Jorge Vercillo
Intérpretes: Nalanda

Valsa Brasileira – Tema do Conde Klaus
Compositores: Edu Lobo/ Chico Buarque
Intérpretes: Luiz Melodia

De um Jeito que Não Sai – Tema de Jezebel
Compositores: Ivan Lins / Ronaldo Monteiro
Intérpretes: Leila Pinheiro

Apanhei-te Mini Moog – Tema de Margot
Compositores: Mú Carvalho
Intérpretes: Mú Carvalho

Chocolate com Pimenta – Tema de abertura
Compositores: Aldir Blanc/ Mú Carvalho
Intérpretes: Deborah Blando

 
Internacional

I’m in the Mood for Love
Compositores: J. Mchugh/ D. Fields
Intérpretes: Rod Stewart

Everytime We Say Goodbye
Compositores: Cole Porter
Intérpretes: Steve Tyrell

Hey There
Compositores: R. Adler/ J. Ross
Intérpretes: Bette Midler

(Somewhere) Over The Rainbow
Compositores: Yip Harburg/ Harold Arlen
Intérpretes: Luiza Possi

In The Mood
Compositores: Andy Razaf/ Joe Garland
Intérpretes: Glenn Miller & Orquestra

Puttin’ on the Ritz
Compositores: Irving Berlin
Intérpretes: Fred Astaire

Night and Day
Compositores: Cole Porter
Intérpretes: Ella Fitzgerald

Mack the Knife (Moritait)
Compositores: Kurt Well / B. Brecht/ Marc Blitzstein
Intérpretes: Louis Armstrong

Stormy Weather (Keeps Rainin’ All the Time)
Compositores: H. Arlen/ T. Koehler
Intérpretes: Etta James

Lover
Compositores: R. Rodgers/ L. Hart
Intérpretes: John Williams & Boston Pops Orchestra

Chocolate Waltz
Compositores: John Windsor
Intérpretes: The John Windsor Company

Good Old Times
Compositores: Fabio Almeida/ Ian Duarte
Intérpretes: Swinging Jellys

Curly Little Girl
Compositores: Fabio Almeida/ Ian Duarte
Intérpretes: Charlie Robins Band

DIVULGAÇÃO

A campanha de lançamento de Chocolate com Pimenta, criada pela Central Globo de Comunicação, contou com anúncios e filmes vinculando tipos de chocolate a personagens da novela. Também foi realizado um festival gastronômico em parceria com 23 restaurantes do Rio de Janeiro e 12 de São Paulo. Durante cerca de um mês antes da estreia da novela, os estabelecimentos ofereceram em seus cardápios pratos à base de chocolate e pimenta, criados exclusivamente para o evento e batizados com os nomes dos personagens da trama.

ELENCO

Adélia Lazari – Dona Hortência (florista)
Alexandre Barillari – Beto
Andréa Avancini – Yvete
Angelo Paes Leme – Soldado Peixoto
Antônio Grassi – Reginaldo
Armando Paiva – Morador de Ventura
Ary Fontoura – Ludovico
Ary França – Epaminondas
Bruno Pereira – Thiago
Cacá Bueno – Elias
Caco Ciocler – Martim
Carla Daniel – Dália
Carlos Alberto – Juiz
Cássia Linhares – Nádia
Cássio Pandolfi
Charles Myara – Pai de Ana Francisca
Chico Carvalho – Detetive Horácio
Cláudia Borioni – Madre Superiora
Cláudio Corrêa e Castro – Conde Klaus von Burgo
Daniel Barcelos – Joalheiro, pai de Fabrício
Denise Del Vecchio – Dona Mocinha
Drica Moraes – Márcia
Élida L’Astorina – Mãe de Fabrício
Elizabeth Savalla – Jezebel
Ernani Moraes – Terêncio
Flávio Ozório – Comerciante
Francisco Fortes – Astolfo
Fúlvio Stefanini – Vivaldo
Gabriel Azevedo – Fabrício
Guilherme Piva – Paulo
Guilherme Vieira – Tonico
Gustavo Otoni – Jurado
Hilda Rebello – Matilde
Isaac Bardavid – Defensor público
Jardel Mello – Romão, sócio de Ismênia
Jean Felipe – Palito
Jorge Fernando – Palhaço do circo
José Steimberg – Médico que examina Graça
Juliana Alves – Selma
Kayky Brito – Bernardete (Bernardo)
Keruse Bongiolo – Amélia
Laura Cardoso – Carmem
Lauro Góes – Leonardo
Lília Cabral – Bárbara
Luciana Barbosa – Pureza
Lucinha Lins – Elvira
Lucy Mafra – Venúsia
Luiz Antônio – Jóia (Vitor)
Luiza Curvo – Cássia
Malu Valle – Ismênia
Marcela Barrozo – Estela
Marcello Novaes – Timóteo
Marcelo Barros – Araújo
Marco Miranda – Ladislau, perito
Marcos Frota – Morcego Voador (trapezista)
Maria Maya – Lili
Maria Silvia – Vizinha de Aninha
Mariana Ximenes – Ana Francisca
Mário Cardoso – Delegado
Mário César Camargo – Maquinista do trem
Miriam Pires – Parteira de Graça
Mônica Carvalho – Gigi
Murilo Benício – Danilo
Nívea Stelmann – Graça
Odilon Wagner – Dono da fábrica de tecidos
Osmar Prado – Margarido
Patrícia França – Sofia
Paulo de Almeida – comparsa de Juvenal
Paulo Rezende
Priscila Fantin – Olga
Renato Chocair – Eugênio
Renato Rabelo – Padre Eurico
Ricardo Martins – Quincas
Roberto Bomtempo – Juvenal
Roberto Frota – Dr. Eusébio, assessor do Secretário de Segurança Pública
Rodrigo Faro – Guilherme
Rômulo Medeiros
Rosamaria Murtinho – Margot
Rosane Gofman – Roseli
Rosina Lobosco – Dona Micaela
Sabrina de Souza Ferreira – Darlene
Sabrina Rosa – Verinha
Samara Felippo – Celina
Samuel Mello – Beleza (Vinícius)
Sarah Maciel – Bernardete criança
Sérgio Fonta – Mestre Lael
Sônia de Paula – Mulher de Epaminondas
Tânia Bondezan – Marieta
Tarcísio Filho – Sebastian
Thiago Farias
Vicente Barcellos
Victor Pecoraro – Maurício
Viviane Porto – Inácia
Walney Costa – Coronel Leitão
Yêda Dantas – Cândida
Zezé di Camargo e Luciano – Cascão e Cascudo

FONTES

Depoimentos concedidos ao Memória Globo por Walcyr Carrasco(12/03/2007), Laura Cardoso (14/08/2008), Lilia Cabral(22/06/2009), Osmar Prado (07/12/2010), Lessa de Lacerda(20/06/2006); Boletim de Programação da Rede Globo, 06/2003, 07/2003, 08/2003, 09/2003, 11/2003, 12/2003, 01/2004, 02/2004, 03/2004, 04/2004, 05/2004; Centro de Documentação da TV Globo (Cedoc); MEMÓRIA GLOBO. Entre Tramas, Rendas e Fuxicos – O Figurino na Teledramaturgia da TV Globo, Editora Globo, 2007; MEMÓRIA GLOBO. Autores – Histórias da Teledramaturgia. São Paulo, Editora Globo, 2008; MEMÓRIA GLOBO. Guia Ilustrado TV Globo – Novelas e Minisséries. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2010; BORGES, Robinson. “Walcyr Carrasco adapta ‘Viúva alegre’ para as 18h” In: Valor, 12/08/2003; CARDOSO, Rachel. “Sabor de sucesso” In: Diário de São Paulo, 08/10/2003; CASTRO, Daniel Castro. “Governo veta novela das 18h antes das 20h” In: Folha de São Paulo, 09/08/2003; “Censura livre para ‘Chocolate com Pimenta’” In: Jornal da Tarde, 14/08/2003; DUARTE, Alessandro. “O sucesso de Carrasco” In: Veja, 01/10/2003; GALLO, Renata. “Autor cede às regras do folhetim” In: O Estado de São Paulo, 29/08/2003; HAMBURGER, Esther. “´Chocolate’ remete aos primórdios do gênero” In: Folha de São Paulo, 10/09/2003; JIMENEZ, Keila. “Autor inverte clichê na próxima novela das 6” In: O Estado de São Paulo, 02/07/2003; KNOPLOCH, Carol. “‘Chocolate’ adoça ibope das 6” In: O Estado de São Paulo, 29/09/2003; KOGUT, Patrícia. “Controle remoto” In: O Globo, 16/03/2004; MERTEN, Luiz Carlos. “Mais pimenta do que chocolate” In: O Estado de São Paulo, 10/09/2003; MOREIRA, Paulo Ricardo. “Ana desiste da vingança. Por enquanto” In: O Globo, 30/11/2003; MOUSSE, Simone.“Novela das 6 com ibope nobre” In: O Globo, 12/10/2003; “O humor de Benício” In: Agora, 11/11/2003; “Os noveleiros estão vivendo seus dias de glória” In: Jornal da Tarde, 04/11/2003; “Paixão bem curiosa” In: O Dia, 21/09/2003; REIS, Leila. “Público gosta de histórias tradicionais” In:O Estado de São Paulo, 27/10/2003; http://www.somlivre.com.br, acessado em 02/2006; http://www.teledramaturgia.com.br, acessado em 02/2006; http://us.imdb.com, acessado em 02/2006.


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“Candinho” terá passagem de tempo de 26 anos no primeiro capítulo

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Candinho, papel que será interpretado por Sérgio Guizé na próxima novela de Walcyr Carrasco para às 18h, terá seu nascimento retratado logo no início da produção.

Conforme informa a jornalista Patrícia Kogut, o bebê será salvo da morte e encontrado por um casal num barquinho. Após passagem de tempo de 26 anos, já no primeiro capítulo, o telespectador conhecerá a nova realidade de Candinho.

Adulto, ele não receberá um bom tratamento dos pais, que tiveram filhos legítimos e o desprezam. Além de Guizé, Eliane Giardini e Elizabeth Savalla também estão confirmadas no folhetim que leva o nome do personagem principal.

Vamos Recordar? Alma Gêmea

Com uma abordagem lúdica do espiritismo, a novela narrava uma história de amor marcada pela tragédia.

Alma Gêmea conta a história do amor eterno de um homem e uma mulher tragicamente separados e que, cerca de 20 anos depois, voltam a se encontrar quando ela reencarna em um novo corpo. Além do tema central, a trama tem tons de comédia neorrealista italiana na abordagem dos conflitos familiares, e também enfoca o resgate de valores, as relações afetivas e o misticismo.

 A novela está dividida em duas fases. No início da década de 1920, o botânico Rafael (Eduardo Moscovis) e a bailarina Luna (Liliana Castro) apaixonam-se à primeira vista e, em pouco tempo, casam-se e têm um filho. Esse amor é invejado pela amargurada Cristina (Flávia Alessandra), a governanta do casal, que se acha injustiçada porque sua prima Luna, além de rica e casada com Rafael, a quem sempre desejou, também herda as joias da avó, Adelaide (Walderez de Barros). O amor de Rafael por Luna é tão grande que ele cria uma rosa branca em sua homenagem, à qual dá o nome da esposa. Revoltada com a felicidade da prima, Cristina arma uma trama com seu admirador Guto (Alexandre Barillari) para que ele roube as joias, usadas por Luna no dia de sua primeira apresentação como bailarina principal no Teatro Municipal de São Paulo. À saída do espetáculo, Rafael e Luna são surpreendidos por dois bandidos, e o botânico reage ao assalto, sendo salvo pela esposa, que se coloca a sua frente e leva o tiro disparado pela arma de Guto, um dos assaltantes. Ela é levada para o hospital, mas não resiste ao ferimento.

No instante em que Rafael se desespera com a morte confirmada de Luna, em um distante casebre a índia Jacira (Luciana Rigueira) dá à luz uma menina, que ganha o nome de Serena. A criança é filha da índia com um garimpeiro, e cresce na aldeia indígena seguindo os valores e costumes de sua tribo. Já uma moça feita, Serena (Priscila Fantin) às vezes vê uma rosa branca refletida nas águas de um lago e, em outros momentos, desenha casas grandes que não existem na região. O mistério chama a atenção da professora da aldeia, Cleyde (Júlia Lemmertz), e do pajé (Francisco Carvalho), que explica à mestiça que ela tem um sonho e terá de buscá-lo. Serena é pedida em casamento pelo índio José Aristides (André Gonçalves), mas, após a morte da mãe e a invasão e destruição da aldeia por garimpeiros – sendo que um deles é seu pai –, ela parte atrás de seu sonho. Leva apenas uma trouxa, algum dinheiro dado por Cleyde e uma carta de recomendação, com o endereço de uma prima da professora que mora em São Paulo.

Serena corre vários riscos até chegar a São Paulo, onde conhece Terê (David Lucas), um menino de rua que rouba sua trouxa em busca de dinheiro. A mestiça enfrenta um grupo de garotos para defender a vida dele, os dois ficam amigos e viajam para a cidade de Roseiral em companhia do vira-lata Joli. Durante toda a trama, Serena protege Terê, tornando-se uma das responsáveis pela educação do menino.

A morte de Luna transformou Rafael em um homem amargurado, taciturno e rude. Desleixado até na aparência, não se interessa por nada que não sejam suas rosas, e mantém um relacionamento distante até com o filho, o tímido e amedrontado Felipe (Sidney Sampaio). Cristina se aproveitou dessa situação para, ao longo dos anos, apossar-se da administração da casa, com a desculpa de ajudar Rafael a criar o filho. Ela se finge de delicada e bondosa, mas não hesita em prejudicar os que atrapalham seu objetivo: casar-se com o botânico. Para isso, conta com a ajuda do comparsa Guto; da mãe – a ardilosa Débora (Ana Lúcia Torre); do inescrupuloso Raul (Luigi Baricelli) e de sua amante, Dalila (Fernanda Machado), alpinista social que tem vergonha da família humilde; e de Ivan (Thiago Luciano), irmão da empregada Zulmira (Carla Daniel) e motorista da casa, a quem ela seduz para realizar seus planos.

Serena vai trabalhar como empregada na casa de Rafael. A jovem sente uma estranha emoção assim que chega ao casarão, que aumenta quando ela se depara com a rosa branca de suas visões. Felipe provoca nela impulsos de mãe e, ao ver Rafael, ela tem a sensação de que já o conhece, mas não consegue explicar seus sentimentos. O botânico também se perturba com a presença da jovem, que protagoniza estranhos fenômenos, como tocar ao piano a música preferida de Luna – Clair de Lune, de Claude Debussy (1862-1918) –, embora nunca tenha aprendido a tocar o instrumento; dançar exatamente como a bailarina, apesar de nunca ter feito balé; e ver-se refletida no espelho com a imagem de Luna. Além disso, com a chegada de Serena à casa, a roseira de Luna volta a florescer. Adelaide, a avó de Luna e Cristina, fica convencida de que a falecida neta voltou, principalmente após confirmar que Serena tem um sinal de nascença no mesmo lugar onde Luna levou o tiro que a matou. Já a descrente Agnes (Elizabeth Savala), mãe de Luna e filha de Adelaide, acha que Serena é uma golpista. Agnes é “envenenada” pela irmã, Débora, e a sobrinha Cristina, que fazem de tudo para desacreditar a moça. Com sua sinceridade e inocência, porém, Serena faz muitos amigos, sempre ajudando as pessoas de forma indiscriminada e desprendida. Ela se aproxima de Vera (Bia Seidl), irmã de Rafael; ajuda Felipe em seu namoro com a jovem Mirella (Cecília Dassi) e torna-se confidente de Olívia (Drica Moraes), antiga melhor amiga de Luna.

Rafael se encanta com Serena e se convence de seu amor ao acreditar que a mestiça é mesmo a reencarnação da amada Luna. Sua vida se transforma e ele cria uma rosa azul em homenagem à empregada, a quem pede em casamento. Desesperada, Cristina arma um plano com a colaboração de Guto e Ivan, e faz Rafael acreditar que Serena o trai com Guto. O botânico fica transtornado e não dá chances à noiva de se defender. Ela, indignada com a desconfiança, rompe o noivado. No mesmo dia, seguindo conselhos da mãe, Cristina oferece a Rafael uma poção de ervas que o faz olhar para ela e ver Serena, caindo na armadilha da vilã. Dias depois, pressionado pelas encenações da governanta, que se diz ultrajada por ser rejeitada após os dois terem passado uma noite juntos, Rafael a pede em casamento e, fragilizado, fica em suas mãos. Cristina ainda simula uma gravidez para efetivar o casamento. Quem faz o exame em seu lugar, porém, é Dalila, que está grávida de Raul. Cristina, finalmente, consegue casar-se com Rafael, mas como é rejeitada pelo marido, continua a fazer maldades para se vingar, ao mesmo tempo em que faz tudo para manter Rafael longe de Serena. Mais tarde, inventa que perdeu o bebê.

No decorrer da trama, Guto morre envenenado por Débora – antes de revelar a todos que Cristina foi responsável pela morte da prima. Como espírito, ele passa a perturbar Alexandra (Nívea Stelmann) para que ela encontre as joias de Luna, que ele roubou de Cristina e guardou em um esconderijo, após dar-se conta de que estava sendo novamente enganado pela vilã. Ele, que havia sido perdoado por Serena antes de sua morte na prisão, volta ainda como fantasma para aterrorizar Cristina: a vilã passa a ver e ouvir o antigo comparsa, levando as pessoas a acharem que está ficando louca. Guto só recupera a paz depois que Alexandra consegue encontrar as joias e devolvê-las à sua verdadeira dona. Alexandra é ajudada pelo terapeuta Julian (Felipe Carmago), que também trata de Serena e, através de regressões, tenta ajudá-la a entender sua missão e descobrir a razão da dor no peito que volta e meia a acomete.

A discussão sobre misticismo também é enfocada na trama através do embate entre o estudioso espiritualista Elias (Umberto Magnani) e a incrédula Agnes (Elizabeth Savala). Elias é o porta-voz dos que acreditam em reencarnação, e dá várias explicações sobre o espiritismo ao longo da trama. Agnes, por sua vez, só se convence de que Serena é Luna depois que a mestiça revela a ela um segredo do passado: Luna respondeu a um inquérito policial por ter ferido um namorado de Agnes que tentara aproximar-se dela. Arrasada pelas lembranças, Agnes confessa que sempre se culpou por ter se envolvido com um homem que causou tanto sofrimento à filha, e que sua mudança para Roseiral foi para que tudo ficasse esquecido. Serena, para consolar a mãe da bailarina, diz que a alma de Luna nunca a culpou, e Agnes a abraça, chamando-a de filha.

Mesmo após todos terem certeza de que Serena é mesmo Luna reencarnada, ela continua a sofrer por amor a Rafael. Casado com Cristina, ele não pode assumir um compromisso com Serena. Enfurecida por continuar sendo desprezada pelo marido, Cristina põe fogo no ateliê que era de Luna. Rafael, atingido por um lustre, cai desacordado e sofre várias queimaduras, ficando entre a vida e a morte. O índio José Aristides que, a essa altura, reencontrou Serena em Roseiral, salva a vida do botânico com ervas e um ritual aprendido em sua tribo. Rafael volta para a casa, mas é obrigado a ficar sob os cuidados de Cristina, que faz pose de esposa devotada. Em estado catatônico e incapaz de fazer qualquer movimento, Rafael sofre nas mãos da mulher, que aproveita para maltratá-lo o quanto pode, dificultando sua recuperação. Certa de que ele não pode vê-la nem ouvi-la, Cristina beija o motorista Ivan em sua frente e confessa que está envolvida na morte de Luna.Com a ajuda dos amigos, Serena consegue resgatar o amado e escondê-lo no sítio de Bernardo (Emiliano Queiroz), onde passa a cuidar dele com todo o seu amor. Rafael, então, consegue recuperar-se, lembra tudo o que Cristina fez e a expulsa do casarão. Mesmo sem a separação oficial, ele e Serena se casam em uma cerimônia simbólica e passam a viver juntos na casa. Débora, então, tenta envenenar o ex-genro, para que Cristina herde sua fortuna antes de assinar um acordo de separação, mas é ela quem bebe o refresco com o veneno, morrendo em seguida. Enlouquecida, Cristina promete uma nova vingança. No último capítulo, após ter sequestrado a rival, a vilã acaba atingindo Rafael com um tiro no peito, depois que ele se coloca à frente de Serena para protegê-la. No instante em que está socorrendo o amado, Serena tem um infarto fulminante e entende sua missão. Os dois se beijam antes de morrer e percebem que estarão unidos por toda a eternidade. Em uma sucessão de imagens, Rafael e Serena aparecem com feições diferentes, vestidos de acordo com a época de suas vidas passadas. O casarão pega fogo, e Cristina, usando as joias de Luna, é envolta em sombras e atraída para dentro de um espelho, onde só há trevas.

 

Há muitas uniões no fim da novela. Felipe termina com Mirella; Agnes assume o romance com Ciro (Michel Bercovitch), que havia sido contratado por Rafael para investigar a morte de Luna. Julian se casa com Vera, que fica curada de um tumor no cérebro. Hélio descobre que sua ligação com Serena vem de outras vidas – ele foi seu irmão em outra encarnação – e acaba se casando com Sabina (Aisha Jambo).

Há uma passagem de 15 anos no último capítulo, e todos que ainda estão vivos se reencontram, com seus filhos e netos, no lançamento do livro de Terê (Ângelo Paes Leme). A última cena da novela se passa em 2006, quando um menino chamado Rafael conhece uma menina chamada Serena.

Pensão da Divina

 Serena (Priscila Fantin) vai parar em um dos núcleos mais bem-humorados da trama, a pensão do sapateiro Osvaldo (Fulvio Stefanini) e de sua mulher, Divina (Neusa Maria Faro). O casal mora com os filhos Hélio (Erik Marmo), Dalila (Fernanda Machado), Nina (Tammy Di Calafiori) e Vitório (Malvino Salvador), e a rabugenta sogra de Osvaldo, Ofélia (Nicette Bruno), que implica o tempo todo com o genro. A mestiça é recebida de braços abertos por Divina, mulher de bom coração que não é nenhum prodígio de beleza, mas se acha linda. Seu marido também acha, e provoca várias confusões por ciúmes da esposa.

Na pensão também moram o nordestino Alaor (Marcelo Barros), que vive correndo o risco de ser expulso por estar sempre desempregado; a cafona Terezinha (Andrea Avancini); o simplório Roberval (Rodrigo Phavanello), que é apaixonado por Dalila; e o orgulhoso Jorge (Marcelo Faria), que tenta ser elegante escondendo os remendos de suas roupas – o personagem entra por volta do capítulo 50. Alguns meses antes do fim da novela, o marido falecido de Ofélia reaparece, interpretado por Ankito, um dos grandes nomes da comédia brasileira nos anos 1950. Ofélia fazia todos acreditarem que ele havia morrido para não admitir que fora abandonada. O “falecido” traz ainda mais humor à novela.

A pensão vira a nova casa de Serena, que logo desperta o interesse de Hélio. O rapaz, encantado, ajuda-a na adaptação à língua e aos costumes de sua nova sociedade. Já a ambiciosa Dalila, irritada por ter de dividir o quarto com a nova moradora, é quem a indica para trabalhar como empregada na casa de Rafael, pois Zulmira (Carla Daniel) e o copeiro Eurico (Ernesto Piccolo), lá há muitos anos, estão precisando de uma ajudante.

Irmãos caipiras

 Um dos pontos altos da novela é o núcleo dos irmãos caipiras Crispim (Emilio Orciollo Netto) e Mirna (Fernanda Souza). Os dois moram com o tio Bernardo (Emiliano Queiroz) em um sítio localizado junto à plantação de rosas de Rafael (Eduardo Moscovis). Enquanto o irmão e o tio trabalham no roseiral, a romântica Mirna cuida da casa, sonhando arranjar um noivo para casar. Crispim, porém, morre de ciúmes da irmã e não deixa que nenhum pretendente se aproxime, botando todos para correr, entre eles Pedro Charreteiro (Francisco Fortes), Roberval (Rodrigo Phavanello) e o policial Arthur (Adilson Girardi). Uma de suas marcas é jogar o pretendente no chiqueiro.

Desolada por não arranjar um marido, Mirna faz confidências à sua pata Doralice, para a qual arruma até um casamento na trama, com direito a bolo e marcha nupcial. Crispim também conversa de igual para igual com seu burrico, e é com ele que desabafa quando se apaixona perdidamente pela estonteante Kátia (Rita Guedes), a quem passa a chamar de “anja”, depois que ela o salva de se afogar na piscina do clube da cidade. Kátia é filha de Elias (Umberto Magnani), mãe solteira da menina Rita (Caroline Smith), e sonha casar-se com um homem rico. A personagem vive momentos cômicos quando vai morar por uns tempos no sítio e é obrigada a tirar leite de vaca e dar comida aos porcos. É ela, no entanto, que frustra uma das tentativas de Mirna de arrumar um marido. No dia do casamento da caipira com Jorge (Marcelo Faria), Kátia não resiste às investidas sedutoras do rapaz, e os dois são surpreendidos por Crispim aos beijos. Mirna ainda perde Alaor (Marcelo Barros) para a madrinha Doralice (Louise Cardoso). No fim da novela, porém, tudo se resolve: a caipira se casa com Zacarias Príncipe (Rodrigo Faro), rapaz que aparece montado em um cavalo branco; e Crispim se casa com Kátia, depois que ela descobre que Jorge tem três mulheres e uma penca de filhos.

CURIOSIDADES

Alma Gêmea obteve a maior audiência do horário das 18h em toda a história da teledramaturgia da emissora. Em setembro de 2005, já era o segundo programa mais assistido do Brasil. Por conta disso, a trama ganhou mais 25 capítulos, e a novela teve mais um intervalo comercial, além dos três tradicionais.

Alma Gêmea foi o segundo trabalho do diretor Jorge Fernandocom o autor Walcyr Carrasco, após o sucesso de Chocolate com Pimenta (2003), também exibida às 18h.

Fred Mayrink, um dos diretores da novela, aparece cantando músicas de Frank Sinatra em uma participação como crooner de uma boate. A ideia foi do diretor Jorge Fernando, que já havia dirigido um show de Fred.

Betty Faria fez uma participação no último capítulo da novela, como a esposa de Alaor (Marcelo Barros), que vira um rico fazendeiro.

Alma Gêmea estreou na emissora portuguesa SIC cerca de um mês após a estreia na TV Globo.

Em 2007, a TV Globo Internacional anunciou a assinatura de um contrato com a Pappas Telecasting – rede de estações locais no Oeste dos Estados Unidos – para a exibição de Alma Gêmea. Inédita nos Estados Unidos, a novela começou a ser transmitida naquele país, em versão hispânica, a partir do dia 2 de julho, no horário das 19h.

Em 13 de agosto de 2007, Alma Gêmea estreou na Costa Rica, exibida pelo canal Teletica. Sucesso no mercado internacional, a novela foi exibida em países como Rússia, Peru e Venezuela.

No Brasil, Alma Gêmea foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo a partir de 24 de agosto de 2009.

DIVULGAÇÃO

Floriculturas do Rio de Janeiro e de São Paulo participaram de uma campanha de promoção da novela intitulada “Circuito das Rosas”. Em parceria com a TV Globo, as lojas criaram, em miniexposições, arranjos especiais com rosas brancas e/ou vermelhas, batizados de “alma gêmea”. O público também podia participar de um concurso que tinha como prêmios um anel de ouro branco igual ao da personagem Luna (Liliana Castro), desenvolvido pela Globo Marcas, um arranjo de flores e um CD com a trilha da novela autografado. O anel, idealizado por Walcyr Carrasco para a história, era formado por três alianças entrelaçadas, simbolizando a união máxima de duas pessoas, e foi produzido por uma empresa brasileira de semijoias.

AÇÕES SOCIOEDUCATIVAS

Preconceito social e racial foram abordados na trama de Alma Gêmea, que também enfocou o tema do menor abandonado, através do menino de rua Terê (David Lucas). Analfabeto e sem família, Terê aprende a ler e muda sua vida após descobrir os livros. A importância da leitura é reforçada pela professora Clarice (Mariah da Penha), que conta histórias e leva livros para as crianças. Terê começa a se interessar pela leitura após ouvir a narrativa dos contos do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), e ganha de Elias (Umberto Magnani) seu primeiro caderno.

Fonte: Memória Globo 

Walcyr Carrasco escreve dois finais para “Verdades Secretas”

Walcyr Carrasco já terminou de escrever novela das onze

Antes mesmo da estreia de “Verdades Secretas”, Walcyr Carrasco já terminou de escrever a próxima novela das 23 horas.

Mesmo assim, de acordo com a colunista Lígia Mesquita, do jornal “Folha de S. Paulo”, o autor preparou dois finais para a trama, que estreia no dia 08 de junho.

Carrasco só escolherá a versão que irá ao ar quando o folhetim estiver para ser encerrado. Assim, ele pode medir a reação do público com a história.

Cabe dizer que “Verdades Secretas” abordará o mundo obscuro da moda e a sua relação com a prostituição, poder e drogas.

Conheça mais detalhes da história de “Verdades Secretas”

Drica Moraes aceitou fazer uma das protagonistas de "Verdades Secretas"
Drica Moraes aceitou fazer uma das protagonistas de “Verdades Secretas”

“Verdades Secretas”, a próxima novela das 23 horas, promete unir dinheiro, prostituição de luxo, poder e sexo. A estreia está prevista para 08 de junho, mas pode ser adiada para o início de julho.

Segundo a colunista Cristina Padiglione, a história de Walcyr Carrasco começa com Fanny (Marieta Severo), dona de uma agência de modelos, que vê o próprio negócio não prosperar, apesar dos esforços de sua equipe.

Ela, então, decide ampliar o seu ramo de atividade e investe em encontros pagos com mulheres. Desta forma, a personagem de Camila Queiroz, que tenta emplacar no mundo da moda, recebe a oportunidade de ser uma prostituta de luxo. Em dificuldades financeiras, ela aceita a proposta.

Além disso, a moça também terá problemas com a mãe, Carolina, papel de Drica Moraes — substituta de Deborah Secco. As duas vão disputar o amor do mesmo homem.

A personagem de Queiroz irá se apaixonar por Alexandre (Rodrigo Lombardi), mas uma série de acontecimentos provoca a separação do casal. Mais tarde, ele se casa com a mãe da ex-namorada.

Escalação de Drica Moraes surpreende equipe de “Verdades Secretas”

Drica Moraes foi escolhida como a substituta de Deborah Secco em novela
Drica Moraes foi escolhida como a substituta de Deborah Secco em novela

A escalação de Drica Moraes para “Verdades Secretas”, no lugar de Deborah Secco, surpreendeu a equipe da novela da Globo. A informação é do colunista Flávio Ricco.

A produção da próxima trama das 23 horas esperava outro nome para o posto de protagonista. Na semana passada, Deborah anunciou a primeira gravidez e, por isso, deixou o elenco da história de Walcyr Carrasco.

Antes da confirmação de Drica, várias outras atrizes foram supostamente cotadas para o papel. Flávia Alessandra, Priscila Fantin, Mariana Ximenes e Leona Cavalli chegaram a ser citadas. Débora Falabella foi consultada, mas recusou o convite por causa de problemas familiares.

A estreia de “Verdades Secretas” está prevista para o início de julho. Várias cenas terão que ser regravadas graças à mudança de protagonista. O resto do elenco continua trabalhando normalmente.

“É só ela começar a gravar”, diz Walcyr Carrasco sobre entrada de Drica Moraes em novela

Walcyr Carrasco ficou muito contente com escalação de Drica Moraes
Walcyr Carrasco ficou muito contente com escalação de Drica Moraes

A escalação de Drica Moraes para o lugar de Deborah Secco em “Verdades Secretas” surpreendeu o público. Walcyr Carrasco confirmou a substituição ao “UOL” e até já fez uma homenagem à atriz no Instagram.

Em conversa com a coluna “Outro Canal”, o autor garantiu que não fará mudanças na história da próxima novela das 23 horas da Globo.

“Não há nada para mudar. É só ela começar a gravar”, afirma. Vale lembrar que diversas cenas serão descartadas por causa da saída de Secco, que anunciou estar grávida pela primeira vez.

No último fim de semana, Débora Falabella recusou o convite para viver a protagonista da trama em razão dos problemas familiares.

Apesar do atraso nas gravações, Camila Queiroz, que fará a sua estreia na TV, tem se dividido entre o trabalho no Rio de Janeiro e São Paulo, conforme destaca o colunista Flávio Ricco. Na trama, a jovem será a filha da personagem de Drica.