Vamos Recordar? Direito de Amar

DIREITO DE AMAR

 
Ambientada no Rio de Janeiro do início do século XX, a trama baseava-se em Noiva das Trevas, de Janete Clair, escrita nos anos 1950.

TRAMA PRINCIPAL

Gloria Pires como Rosália

Ambientada no Rio de Janeiro do início do século XX, a trama baseava-se na radionovela Noiva das Trevas, de Janete Clair, escrita nos anos 50. Já no começo da novela, a euforia pela virada do século se espalha pela cidade. Nessa noite de alegria e esperança, dois jovens se apaixonam durante um baile de máscaras. Mesmo sem saber quem são, Rosália (Glória Pires) e Adriano (Lauro Corona) dançam a noite inteira. Ao fim do baile, eles se separam, mas não param de pensar um no outro e fazem tudo para se reencontrarem. Só que nada é tão fácil como imaginavam.
Para salvar-se da falência, o pai de Rosália, o industrial Augusto Medeiros (Edney Giovenazzi), hipotecou a casa e prometeu a filha em casamento para o poderoso banqueiro Francisco Monserrat (Carlos Vereza), pai de Adriano. Rosália, então, mesmo apaixonada por Adriano, se vê obrigada a se casar com o banqueiro. Sua dor é dividida com a mãe, Leonor (Esther Góes), que, apesar de sempre ter estado ao lado do marido, não suporta ver o triste destino da filha. Apesar de ser um homem autoritário e cruel, Monserrat é verdadeiramente apaixonado por Rosália e se esforça para conquistar o amor da moça, a única pessoa a quem trata com carinho e atenção. Quem sofre ao ver a dedicação de Monserrat com Rosália é Adriano, obrigado a conviver diariamente com seu grande amor.

Gloria Pires e Lauro Corona em cena de Direito de Amar

TRAMAS PARALELAS

Paula, a prima mau-caráter

Quem também tenta atrapalhar o romance entre Rosália (Glória Pires) e Adriano (Lauro Corona) é Paula (Cissa Guimarães), prima da jovem. Apaixonada pelo rapaz, ela finge ser confidente de Rosália, mas, no fundo, esforça-se para evitar a aproximação dos dois. Depois de muitas armações, Paula marca seu casamento com Adriano. No entanto, no final da história, ele fica com Rosália.

Cissa Guimarães foi a vilã Paula

Dr. Ramos

Outro personagem importante na história é o médico Jorge Ramos (Carlos Zara), que se tornou inimigo do banqueiro Francisco Monserrat (Carlos Vereza) quando os dois disputaram o amor da mesma mulher. Além disso, o vilão não gosta da influência que Ramos exerce na vida de Adriano (Lauro Corona), principalmente em sua escolha profissional. Seguindo os passos e as orientações dele, Adriano acaba descobrindo sua vocação para a Medicina.

A misteriosa Joana

Lauro Corona e Ítala Nadi em cena de Direito de Amar

Paralelamente à disputa entre pai e filho pela mesma mulher, outra trama chama atenção dos telespectadores: o mistério que envolve Joana (Ítala Nandi), uma mulher tida como louca, que vive presa em um dos quartos da casa do poderoso banqueiro Francisco Monserrat (Carlos Vereza), onde é maltratada por ele.

No desenrolar da trama, o mistério envolvendo Joana e Monserrat vai se desvendando. Com a ajuda de Adriano (Lauro Corona) e Rosália (Glória Pires), Joana passa a se tratar com o médico Ramos (Carlos Zara) e, aos poucos, ela começa a se lembrar de seu passado. Seu verdadeiro nome é Bárbara. Há alguns anos, ela teve um filho que lhe foi arrancado dos braços, ainda bebê, por Monserrat, seu marido. Ele tentou matar a criança, pois sabia que o filho não era seu, mas preferiu simular a morte da esposa e criar o menino como seu herdeiro legítimo. Desde então, emocionalmente perturbada, Bárbara, a quem ele chamava de Joana, passou a viver como prisioneira do banqueiro. O filho dela é Adriano, fruto de seu relacionamento com Ramos, que se tornou o principal rival de Monserrat.

Depois de revelada a verdade, Ramos chama Monserrat para um duelo. Apesar de excelente atirador, Monserrat aponta sua arma para o alto e se deixa matar.

A independente Carola

A personagem Carola (Cristina Prochaska), uma mulher moderna, também merece destaque em Direito de Amar. Bonita e feminina, a moça causa espanto por viver sozinha e trabalhar. É alegre, ousada na maneira de pensar e de se vestir. Frequenta a roda boêmia da confeitaria de Manél (Elias Gleizer) e Catarina (Yolanda Cardoso), ponto de encontro de vários personagens da história.

CENAS MARCANTES

O saudoso Carlos Zara como Ramos

A cena em que o banqueiro Francisco Monserrat (Carlos Vereza) enfrenta o médico Ramos (Carlos Zara) em um duelo foi inspirada no romance A Montanha Mágica, de Thomas Mann, e entrou na história por sugestão de Carlos Vereza a Walther Negrão.

PRODUÇÃO

Lauro Corona e Gloria Pires contracenam em cena de Direito de Amar

A produção de Direito de Amar construiu em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, uma cidade que reproduzia detalhes da arquitetura carioca da época, como a rua da Saúde, inspirada no histórico bairro de mesmo nome, no Rio de Janeiro.
Algumas cenas externas foram gravadas em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, como a do baile de máscaras onde Rosália (Glória Pires) e Adriano (Lauro Corona) se conhecem. O cenário foi o Palácio de Cristal. Os takes tinham iluminação difusa para criar um efeito de passado.

FIGURINO E CARACTERIZAÇÃO

Carlos Vereza, Susana Faini e Gloria Pires em Direito de Amar

O figurinista Paulo Louis conta que em Direito de Amar aprendeu a vestir muitos figurantes e que o trabalho começava cedo, por volta das 8h, para que a gravação acontecesse à noite, em torno das 22h. Destaca a cena do baile de máscaras em que vestiu, aproximadamente, 500 figurantes.

Paulo Louis lembra ainda que o amadurecimento de Rosália, personagem de Glória Pires, também foi expresso em seu figurino. Inicialmente, Rosália era uma mocinha que usava roupas joviais e cabelo solto. Quando se casou, precisou respeitar as normas da época, que determinavam que mulheres casadas não podiam usar cabelo solto. Além disso, a personagem passou a vestir roupas mais fechadas.

CENOGRAFIA E ARTE

Um dos lugares centrais da cidade cenográfica era a confeitaria, onde as aspirações e os ideais do novo século eram discutidos por intelectuais, artistas e passantes. O local foi inspirado na Confeitaria Colombo, localizada no Centro do Rio de Janeiro. Outros lugares de destaque da cidade cenográfica eram a clínica do médico Jorge Ramos (Carlos Zara) e a pensão de Esmeralda (Cinira Camargo).

CURIOSIDADES

Walther Negrão lembra que a radionovela Noiva das Trevas, deJanete Clair, em que se baseou para escrever Direito de Amar,passava-se em 1800 e foi inspirada na vida da avó de Dias Gomes. A radionovela contava a história de uma noiva que andava pela ruas à noite, o que não se manteve na novela. O autor sustentou nomes de personagens batizados por Janete, como o de Francisco Monserrat, interpretado na trama televisiva por (Carlos Vereza), mas alterou o século, pois a novela começa na passagem para 1900.

Além do romance entre a doce Rosália (Glória Pires) e o romântico Adriano (Lauro Corona), o grande destaque da novela foi o vilão Francisco Monserrat, interpretado por Carlos Vereza. O ator compôs um personagem tão sedutor que, apesar de todas as perversidades, era querido pelo público. A torcida do telespectador por Monserrat obrigou o autor a exagerar as maldades do personagem, levando-o, por exemplo, a chicotear Joana (Ítala Nandi). Mesmo assim, Vereza recebeu muitas cartas de telespectadoras apaixonadas.

Carlos Vereza em sua brilhante atuação em Direito de Amar

Direito de Amar foi vendida para cerca de 50 países, entre os quais, Alemanha, Argélia, Áustria, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Jordânia, Marrocos, Nicarágua, Rússia, Tunísia e Vietnã.

A novela foi reapresentada entre 08 de novembro de 1993 e 25 de fevereiro de 1994, em Vale a Pena Ver de Novo.

Adriano (Lauro Corona) e Rosália (Gloria Pires) se beijam em cena de Direito de Amar

TRILHA SONORA

A trilha sonora trouxe a canção Fada Noturna, interpretada pela atriz Claudia Raia.

Iluminados – Tema de abertura
Compositores: Ivan Lins/ Vitor Martins
Intérprete: Ivan Lins

Sei de Cor – Tema de Adriano
Compositores: Celso Fonseca, Ronaldo Bastos
Intérprete: Maria Bethânia

Olha – Tema do Sr. de Montserrat
Compositores: Milton Nascimento
Intérprete: Milton Nascimento

Minha Pequena Princesa – Tema das irmãs Mariana, Marizé e Marinês
Compositores: Mú Carvalho/ Paulinho Tapajós
Intérprete:

Bougainvilles – Tema de Alice
Compositores
Intérprete:
Carla Daniel

Boêmio – Tema de Nelo
Compositores: Ataulfo Alves/ Wilson Falcão
Intérprete: Emílio Santiago

Por Toda a Minha Vida – Tema de Rosália
Compositores: Tom Jobim/ Vinicius De Moraes
Intérprete: Gisele

Suite from Magdalena (The Emerald) – Tema de Rosália e Adriano
Compositores: Heitor Villa-Lobos
Intérprete: André Kosteleinetz

Das Dores de Oratórios – Tema de Joana
Compositores: João Bosco
Intérprete: João Bosco

Fada Noturna – Tema de Carola
Compositores
Intérprete:
Claudia Raia

Guardião – Tema de Ramos
Compositores: João Caetano
Intérprete: João Caetano

Dias de Lua – Tema de Paula
Compositores: Cláudio Cartier/ Marco Aurélio/ Paulo César Feital
Intérprete: Cláudio Cartier

Bons Tempos – Tema de Manel
Compositores: Ary Marcos/ Lula Barbosa
Intérprete: Lula Barbosa

Cumprimentos ao Novo Século – Tema geral
Compositores
Intérprete:
Odette Ernest Dias


ELENCO

André Valli – Cipriano
Arrigo Barnabé – Eudécio (participação especial)
Betina Viany – Nanete (participação especial)
Betty Gofman – Tonica
Carlos Briani – Rogério Reis
Carlos Gregório – Sirineo Far Fan
Carlos Vereza – Francisco de Monserrat
Carlos Zara – Dr. Jorge Ramos
Célia Helena – Berenice
Chico Tenreiro – Dr. Osvaldo Cruz (participação especial)
Cinira Camargo – Esmeralda
Cissa Guimarães – Paula Barbosa
Cristina Prochaska – Carola
Edney Giovenazzi – Augusto Medeiros
Elias Gleizer – Manoel Barbosa
Ênio Santos – Dr. Silva (participação especial)
Ester Góes – Leonor Medeiros
Felipe Donovan – Tufi
Francisco Milani – Dr. Veiga
Glória Pires – Rosália Medeiros
Ítala Nandi – Joana/ Bárbara/ Nanete
João Carlos Barroso – Danilo
Lauro Corona – Adriano Monserrat
Lídia Mattos – Irmã Superiora
Louis André – André Corano (participação especial)
Luca de Castro – Juca
Luisa Thiré – Marinês
Margarida Schak – Mme. Von Reuter (participação especial)
Narjara Turetta – Mariana
Older Cazarré – Padre Inácio
Paulo Fortes – tenor (participação especial)
Priscila Camargo – Alice
Raymundo de Souza – Alberto Cerqueira (participação especial)
Rogério Márcico – Raimundo
Rômulo Arantes – Nelo
Rosana Garcia – Marizé
Suzana Faini – Mercedes
Tim Rescala – Bodoque (Teotônio Andrade da Silva)
Yolanda Cardoso – Catarina Barbosa

FONTES

Depoimentos concedidos ao Memória Globo por: Alcides Nogueira (17/12/2007), Carlos Vereza (14/06/2002), Elias Gleizer(18/04/2011), Gloria Pires (13/08/2006), Paulo Louis (01/06/2007) e Walther Negrão (18/04/2001); Boletim de Programação da Rede Globo, número: 736; CEZIMBRA, Marcia. “Preparem os lenços, lá vem Janete Clair” In: Jornal do Brasil, 16/02/1987; FERNANDES, Ismael. Memória da telenovela brasileira. São Paulo, Brasiliense, 1997, pp. 325-326; “Globo se inspira em Janete Clair” In: Folha de S. Paulo, 09/02/1987; HEE, Carlos. “Uma produção perfeita, uma direção segura: ganhou o público” In: Jornal da Tarde, 19/03/1987; MEMÓRIA GLOBO. Guia ilustrado TV Globo: novelas e minisséries. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2010; MEMÓRIA GLOBO. Dicionário da TV Globo, v.1: programas de dramaturgia & entretenimento. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2003; Relatório de Vendas Internacionais/ Divisão Internacional – Rede Globo; SCHVARZMAN, Sheila. “Globo renova novela das seis” In: Folha de S. Paulo, 28/02/1987; http://www.dirce.globo.com, acessado em 12/2006; http://www.teledramaturgia.com.br, acessado em 06/2006; http://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_de_Amar, acessado em 07/2011.


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Vamos Recordar? O Primeiro Amor


Tendo como cenário principal uma escola, O Primeiro Amor trazia um víuvo no centro de um triângulo amoroso.

Marco Nanini e Sérgio Cardoso em cena

O professor Luciano Lima (Sérgio Cardoso) chega à cidade fictícia de Nova Esperança para assumir a direção de um colégio. Viúvo, contrata uma governanta para tomar conta de seus quatro filhos: Júnior (Herivelto Martins Filho), Babi (Suzana Gonçalves), Zizi (Rosana Garcia) e Rui (Marco Nanini). O professor e a governanta Paula (Rosamaria Murtinho) se apaixonam, mas o romance encontra forte resistência dos filhos, especialmente de Babi, a mais rebelde dos quatro.

Luciano também encontra dificuldades no colégio. Sua antiga namorada, a professora de inglês Maria do Carmo (Tônia Carrero), faz o que pode para lhe roubar o cargo de diretor. Paralelamente, uma turma de alunos desajustados e rebeldes, liderada pelo motoqueiro Rafa (Marcos Paulo), tumultua o ambiente escolar e incomoda os outros estudantes. Nesse cenário, surge Giovana (Aracy Balabanian), jovem psicóloga contratada por Luciano para ajudá-lo a lidar com os alunos rebeldes. Ela acaba formando um triângulo amoroso com Paula e o professor.

TRAMAS PARALELAS

Um dos maiores sucessos de O Primeiro Amor foi a dupla de trapalhões Shazan (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliaccio), inventores de objetos estranhos como a “camicleta” – cruzamento de caminhão com bicicleta. Eles trabalham na oficina de bicicletas de Nova Esperança. É na camicleta que a dupla deixa Nova Esperança no final da novela, iniciando uma jornada em busca da peça mágica que lhes permitirá realizar o sonho de construir uma bicicleta voadora.

CURIOSIDADES

Rosamaria Murtinho e Sérgio Cardoso

O elenco de O Primeiro Amor sofreu um duro golpe no dia 18 de agosto de 1972, a apenas 28 capítulos do final da novela: Sérgio Cardoso, o protagonista da novela, faleceu vítima de um ataque cardíaco. A morte do ator gerou comoção nacional. Para substituí-lo, foi convocado Leonardo Villar. Sua primeira cena foi ao ar no capítulo 200, com uma singela homenagem a Sérgio Cardoso. A imagem no vídeo foi congelada após o ator deixar um aposento. Reunido com o resto do elenco no palco do Teatro Fênix, o ator Paulo José leu um texto anunciando a mudança e relembrando a trajetória de Sérgio Cardoso no teatro e na televisão, e explicou que, a partir daquele momento, Leonardo Villar, amigo pessoal de Sérgio Cardoso, dos tempos do Teatro Brasileiro de Comédia, passava a substituir o colega, como forma de homenageá-lo. Em seguida, a cena prosseguiu e, quando a porta do aposento se abriu novamente, Leonardo Villar entrou em cena, já como o professor Luciano.

Antes de começar a escrever O Primeiro Amor, Walther Negrão se reuniu com Homero Icaza Sanchez, então responsável pelo Departamento de Análise e Pesquisa da TV Globo, para analisar, com base em uma pesquisa junto ao público, os elementos que haviam funcionado na novela anterior, Minha Doce Namorada (1971), um sucesso grande escrito por Vicente Sesso. A partir das conclusões da conversa, o autor criou personagens que pudessem gerar respostas equivalentes junto ao telespectador.

Shazan e Xerife, uma dupla de “superanti-heróis”, como eram descritos nas chamadas da novela, davam o tom cômico e juvenil do parque de diversões de O Primeiro Amor. Já a gangue de motociclistas comandada por Rafa foi criada, segundo Walther Negrão, para atrair o público masculino entre 15 e 25 anos, o qual Homero Icaza Sanchez apontava como uma parcela dos telespectadores a ser conquistada. As ameaçadoras motocicletas que os rebeldes da gangue de Rafa pilotavam serviam como contraponto às bicicletas que apareciam na abertura da novela e na oficina de Shazan (Paulo José) e Xerife (Flávio Migliaccio). Estas representavam uma tentativa de conferir à trama um tom nostálgico e lúdico. As bicicletas fizeram sucesso e se tornaram mania entre o público, a ponto de uma fábrica lançar um modelo novo, que foi popularizado pela novela, dando início ao merchandising na teledramaturgia da TV Globo.

A primeira dupla escolhida por Walther Negrão para viver Shazan e Xerife foi Paulo José e Armando Bógus. O autor mudou de ideia depois que Daniel Filho, supervisor da novela, sugeriu o nome deFlávio Migliaccio, com quem Paulo José já havia trabalhado no teatro e no cinema.

Shazan e Xerife fizeram tanto sucesso em O Primeiro Amor que, encerrada a novela, voltaram como estrelas do seriado Shazan, Xerife & Cia (1972). Segundo Paulo José, a ideia do seriado já existia desde o início, e a novela fora considerada o veículo ideal para se testar a popularidade dos personagens. O seriado, exibido com grande sucesso durante dois anos, apresentava as aventuras da dupla e sua saga para construir a bicicleta voadora.

O nome “Shazan” é uma referência ao Capitão Marvel, super-herói das histórias em quadrinhos. Quando o jovem Billy Batson gritava a palavra mágica “Shazam”, ganhava a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, o vigor de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio. Na novela, a grafia do nome era diferente: “Shazan”. Já o nome “Xerife” foi tirado do apelido de infância de um primo do autor Walther Negrão.

Em 1998, em homenagem aos 25 anos de criação dos personagens, a dupla foi inserida na trama da novela Era Uma Vez…, também de Walther Negrão, em uma participação especial. A novela também era ambientada em uma cidade chamada Nova Esperança.

O Primeiro Amor marcou a estreia da atriz Aracy Balabanian na Rede Globo.
Rosamaria Murtinho já havia feito quatro novelas com Sérgio Cardoso quando se transferiu de São Paulo para o Rio de Janeiro para atuar em O Primeiro Amor.

Elenco:

Ângelo Antônio – Moby Dick
Antonio Carlos
Aracy Balabanian – Giovana
Célia Biar – Olga
Darcy de Souza
Djenane Machado – Glorinha
Elza Gomes – Júlia
Ênio Carvalho – Léo
Flávio Migliaccio – Xerife
Herivelto Martins Filho – Junior
Jardel Mello – Dr. Mateus
João Luís – João
João Zacharias
Leonardo Villar – Luciano
Lícia Magna
Macedo Neto
Marco Nanini – Rui
Marcos Paulo – Rafael
Murilo Nery – Vicente
Nair Prestes
Nívea Maria – Helena
Paulo José – Shazan
Reinaldo Gonzaga – Maurício
Renata Sorrah – Mariana
Roberto Pirillo – Hélio
Rosamaria Murtinho – Paula
Rosana Garcia – Zizi
Sadi Cabral – Quim
Sérgio Cardoso – Luciano
Sérgio Mansur – Rica
Suzana Gonçalves – Babi
Tônia Carrero – Maria do Carmo
Ubiratan Martins