Quem matou o delegado Pimentel? – 25ª edição

Na novela Morde e Assopra (2011), Pimentel (Tarcísio Filho) delegado da cidade de Preciosa e assassinado misteriosamente com uma pedrada na cabeça. Naomi (Flávia Alessandra) acaba sendo presa pela morte do delegado. No último capítulo durante o julgamento de Naomi, Leandro (Caio Blat) e a androide a robô Naomi (Flávia Alessandra) chegam ao tribunal bem na hora do veredicto. O jardineiro insiste para que a amada seja ouvida e é quando ela faz a terrível revelação: matou, sim, o delegado Pimentel. O promotor, então, declara a robô culpada e pede a prisão dela. Nesse instante a androide surpreende a todos revelando que, na verdade, é uma máquina. A autoridade insiste na prisão da assassina, e a robô foge com Leandro. 


Descaminhos – capítulo 10

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 Descaminhos

Novela de Débora Costa


Personagens

Luigi Fiore

Giovanna Fiore

Enrico Salvatore

Paola Fiore

Carlo Mantovani

Mirella Fiore

Vitor Albuquerque

Elis Albuquerque

Jonas Albuquerque

Isaque Munhoz

Susana Albuquerque

José Almeida

Ana Clara Carvalho

Bruno Almeida

Nice Almeida

Silvio Almeida

Helena

Vitório Fiore

Doménica Fiore

PARTICIPAÇÕES:

Sérgio Medeiros – Investigador

Augusto Lopez – Delegado

Rafael Almeida – Policia Militar



Capítulo 10

Cena 1

Ind. Alimentícia Fiore/Sala de Reuniões.

GIOVANNA: Essa mulher está totalmente fora de si, eu nunca tive nada com o marido dela, aliás, eu quero distância de vocês.

SUSANA: (tenta se soltar de Enrico, nervosa, grita) Mentira!

ISAQUE: Eu vou chamar os seguranças. (sai).

LUIGI: O que aconteceu com Jonas?

SUSANA: (olha Enrico) Me solta! Eu tenho que mostrar uma coisa!

ENRICO: Vou soltar, mas não vai encostar um dedo na Giovanna. (solta Susana).

SUSANA: (joga para Luigi o bilhete de Jonas) Jonas escreveu isso antes de… (as lagrimas escorrem) Dar um tiro na cabeça.

LUIGI: (pega o bilhete e lê em voz alta) Meus filhos queridos, peço perdão por ter perdido tudo que tínhamos, acreditei no amor de uma mulher que estava me usando para nos destruir, eu estava muito apaixonado e nem percebi, dei tudo á ela, até a mim mesmo… Não vou suportar viver com isso, me perdoem… Jonas Albuquerque. (olha Giovanna).

GIOVANNA: Em momento algum ele menciona o meu nome babbo, essa mulher está usando o suicídio do marido para acabar comigo!

SUSANA: (da um tapa no rosto de Giovanna) Mentira!

GIOVANNA: (com a mão no rosto, olha Susana com raiva).

LUIGI: (tira Susana de perto de Giovanna) A senhora saia imediatamente daqui! Nunca mais encoste a mão na minha filha!

SEGURANÇA: (entra).

SUSANA: (olhando Giovanna) Isso não vai ficar assim… Pode anotar aí… (sai).

GIOVANNA: Essa mulher precisa de tratamento.

LUIGI: Enrico e Vitório nos dão licença… Preciso falar com a minha filha.

VITÓRIO: (se levanta sorrindo, olha Giovanna) E depois dizem que eu sou a ovelha negra da família. (da risada, sai).

ENRICO: (olha Giovanna, sai).

GIOVANNA: Babbo você não vai acreditar nessa mulher não é?

LUIGI: (olhando Giovanna) Você e eu temos uma relação muito especial meu amor… Não estrague tudo agora… Eu quero ouvir de você a verdade sobre isso, e não se esqueça que eu te conheço desde quando você nasceu, sei quando está falando a verdade e sei quando está mentindo… Confia em mim e diz… Susana está certa? Você tinha um caso com Jonas?

GIOVANNA: (olhando Luigi).

Cena 2

Recepção

SUSANA: (está chorando, olha os seguranças) Vocês não precisam ficar atrás de mim!

SEGURANÇA: São ordens.

ISAQUE: (se aproxima) Essa mulher está proibida de entrar aqui novamente, se ela entrar vocês estão demitidos.

SUSANA: Essa ordinária está cercada de cães que a protegem… Mas um dia ela sai e não vai levar os cães junto… Daí… Eu vou acabar com ela! (sai).

VITÓRIO: (se aproxima) Olha meu amigo, eu nunca vou faltar é essas reuniões a de hoje foi espetacular. (da risada).

ISAQUE: (olha sério para Vitório, sai).

VITÓRIO: (da risada) Preciso falar com essa Susana…

Cena 3

Mansão Albuquerque

MANUELLA: (entra, abraça Elis) Prima eu vim assim que soube do que aconteceu com o tio Jonas, sinto muito.

ELIS: (abraça Manuella, a olha, está triste) Eu ainda não acredito no que aconteceu… Meu pai sempre foi um homem forte, não se abatia por nada e de repente… Tira a própria vida.

MANUELLA: Você sabe por que ele fez isso?

ELIS: Sei… Meu pai estava apaixonado por outra mulher… E ela estava enganando ele o tempo todo, ela queria nos destruir e ele não percebeu.

MANUELLA: Eu não vou fazer mais perguntas agora Elis porque estou vendo o seu estado… Susana e Vitor estão aonde?

ELIS: Mamãe saiu daqui feito louca querendo acabar com a amante do papai e Vitor foi atrás.

MANUELLA: Meu Deus… Que situação complicada Elis, vocês podem contar comigo para qualquer coisa. (abraça Elis).

ELIS: (abraçada, fecha os olhos).

Cena 4

Ind. Alimentícia Fiore/Sala de Reuniões.

GIOVANNA: (olhando Luigi) Babbo não quero falar sobre isso…

LUIGI: Mas eu quero… Giovanna, como você conseguiu a empresa de Jonas?

GIOVANNA: (se levanta) Não vem ao caso.

LUIGI: Sente-se… Giovanna se eu não souber por você vou atrás de Susana… Você era ou não amante de Jonas?

GIOVANNA: (fica com vontade de chorar) Era… Mas eu me aproximei dele para acabar com tudo que ele tinha, eu queria me vingar por tudo que você sofreu, e consegui… Mas eu não esperava que ele fosse se matar.

LUIGI: (olhando Giovanna) Minha filha o que você fez está errado… Agradeço por me defender, mas você se colocou em perigo e eu não quero isso, viu como acabou?

GIOVANNA: Não tenho culpa se Jonas era um homem fraco.

LUIGI: Você não lamenta a morte dele?

GIOVANNA: Não, e nem me sinto culpada.

LUIGI: Giovanna… Frieza tem limite…

GIOVANNA: Eu sei… Mas fazer o que babbo, quer que eu me vista de viúva?

LUIGI: Claro que não…

GIOVANNA: Você está decepcionado comigo? (olha muito Luigi).

LUIGI: (olhando Giovanna) Não… O que você fez está errado, mas não me decepcionei com você meu amor, como você disse Jonas se matou porque quis.

GIOVANNA: (olhando Luigi) Eu tirei tudo deles babbo, cada propriedade, cada centavo, tirei o orgulho, a honra, tudo… Fiz por você e não me arrependo.

LUIGI: Só você para fazer algo assim por mim meu amor.

GIOVANNA: (abraça Luigi) Eu te amo muito babbo, e toda vez que ouvia como você sofreu, eu sofria também.

LUIGI: (abraçado) Giovanna isso vai ficar entre nós, mesmo que Susana espalhe isso, nós vamos dar um jeito de desmenti-la será a palavra de uma mulher traída e falida contra a nossa.

GIOANNA: (olha Luigi sorri) Claro babbo.

LUIGI: Agora vá para a casa, eu vou ficar mais um pouco aqui.

GIOVANNA: Eu tenho que resolver umas coisas aqui babbo.

LUIGI: Deixa para amanhã, hoje você não pode ficar exposta, tenho medo que te aconteça alguma coisa.

GIOVANNA: Está bem, eu vou para a casa. (sorri, sai da sala).

LUIGI: (pensativo).

Cena 5

Estacionamento

SUSANA: (está nervosa).

VITOR: Eu disse que você não deveria ter vindo aqui mamãe!

SUSANA: A minha vontade é de matar essa mulher.

VITOR: Por favor, mamãe! Nada do que você fizer vai mudar as coisas.

SUSANA: Mas vai me fazer sentir bem melhor.

GIOVANNA: (entra no estacionamento, não vê Susana e Vitor).

SUSANA: (olha Giovanna) Ela está ali meu filho… Sozinha…

VITOR: Mamãe vamos embora, depois nós decidimos como vamos nos vingar!

SUSANA: Não!(abre a porta do carro, pega uma tesoura dentro do porta luvas, olha Vitor) Eu vou resolver isso agora! Não tente me impedir! (vai em direção á Giovanna).

GIOVANNA: (se aproxima de seu carro).

SUSANA: (Ataca Giovanna com a tesoura, faz um corte no braço dela) Agora somos você e eu!

GIOVANNA: (coloca a mão no braço que está sangrando, fica assustada olhando Susana).

Cena 6

Vila/Restaurante

VICENTE: (se aproxima de Ana Clara) Ana nós temos um problema!

ANA CLARA: O que foi?

VICENTE: Dona Doménica está vindo para cá.

ANA CLARA: E qual o problema disso Vicente, ela é a dona do restaurante.

VICENTE: Você esqueceu o que te falei? Eu sou autorizado a contratar apenas cozinheiros Italianos! E eu contratei você que não é.

ANA CLARA: (olhando Vicente) É… Isso é um problema…

VICENTE: Um problemão! Posso perder o meu emprego e você também.

ANA CLARA: E se eu for para a casa e voltar depois, quando ela já tiver ido?

VICENTE: Não isso piora tudo, você precisa fazer o almoço… (olha Ana Clara) A menos que… Você finja ser Italiana.

ANA CLARA: A não Vicente, não acho legal mentir assim.

VICENTE: E você acha legal perder o emprego? Acha legal que eu perca meu emprego por te ajudar?

ANA CLARA: Não…

VICENTE: Então começa a treinar seu sotaque italiano e a criar uma história, para a dona Doménica e a família Fiore toda, você será Italiana.

ANA CLARA: (olha Vicente discordando).

Cena 7

Ind. Alimentícia Fiore/Corredor.

VITÓRIO: (pega o celular, liga para Alanis) Alanis… Presta atenção, acho que encontrei um bom momento para você se aproximar do Luigi, está tento um problema aqui, e ele vai demorar para sair, eu vou te passar o endereço e você fica esperando ele sair, e como quem não quer nada você se aproxima da maneira que achar melhor e começa a puxar conversa, não deixa ele ir para a casa, leva o Luigi para qualquer lugar, mostra interesse nele agora… (sorri) Deixa esse velho babando por você. (dá risada).

Cena 8

Estacionamento

GIOVANNA: (se afastando de Susana, nervosa) Você está louca!

SUSANA: (segura Giovanna pelo braço, coloca a tesoura no pescoço dela) Você vai ver do que eu sou capaz!

ENRICO: (entra no estacionamento, vê Susana com a tesoura no pescoço de Giovanna, se aproxima, segura a mão de Susana forte) Para com isso!

SUSANA: Me solta! Eu vou acabar com ela!

ENRICO: (torce o braço de Susana) Não vai não!

VITOR: (se aproxima) Solta a minha mãe!

ENICO: Eu solto se você tirar ela daqui!

VITOR: Mamãe… Vamos embora.

SUSANA: (chora) Desgraçada…

ENRICO: (solta Susana, se aproxima de Giovanna).

VITOR: Já chega mamãe… Vem… (ajuda Susana).

GIOVANNA: (com a mão no braço, esta com raiva) Jonas não te suportava mais! (sorri) Ele me dizia isso sempre quando me encontrava com ele.

SUSANA: (tenta ir para cima de Giovanna).

VITOR: (a segura,a coloca no carro, entra no carro também, da a partida e sai).

GIOVANNA: (se senta) Que droga… Está saindo muito sangue.

ENRICO: Eu vou chamar o seu pai.

GIOVANNA: Não! Não quero que ele fique sabendo disso, você pode me levar ao hospital?

ENRICO: (a olha muito) Claro que sim.

GIOVANNA: (se levanta) Obrigada.

ENRICO: O meu carro é aquele ali. (ajuda Giovanna, abre a porta do carro para ela).

GIOVANNA: (entra no carro).

ENRICO: (entra no carro, a olha) O corte está muito fundo?

GIOVANNA: Não sei, só sei que está doendo e sangrando, se você puder me levar logo agradeço.

ENRICO: (sorri) Desculpa… (da a partida no carro, sai).

ISAQUE: (vê Enrico saindo com Giovanna fica com ciúmes).

Cena 9

Mais Tarde/Mansão Albuquerque

ENZO: (entra).

ELIS: (o olha) O que você está fazendo aqui?

ENZO: Vim ficar ao seu lado… Soube o que aconteceu com o seu pai… Sinto muito.

ELIS: E você sabe por que meu pai se matou? Por causa da sua irmã! Giovanna estava enganando o meu pai para se vingar de coisas que ele nem fez!

ENZO: Do que você está falando?

ELIS: Giovanna estava tendo um caso com meu pai… Ele se apaixonou por ela, fazia tudo que ela mandava… Por isso estamos falidos, ela mandava ele vender tudo… Incentivava maus negócios… E ele… Apaixonado fazia… Mas depois que ela conseguiu a nossa empresa ela revelou tudo… Meu pai não suportou saber que ela não gostava dele… (chora) E você já sabe o que ele fez.

ENZO: (abraça Elis) Eu não sabia disso… Nem sei o que te falar.

ELIS: (se afasta) E se você estiver fazendo a mesma coisa que ela?

ENZO: Elis… Eu não sou como Giovanna, eu nem me dou bem com ela, acredita em mim, eu estou aqui porque gosto de você de verdade.

ELIS: (olhando Enzo)… Não vamos mais poder nos falar… Vai embora.

ENZO: (segura a mão de Elis, a olha muito) Eu não sabia de nada disso, acredito que ninguém em casa sabia, mas eu vou te ajudar a recuperar o que vocês perderam.

ELIS: (olhando Enzo)… Eu queria meu pai… (chora, abraça Enzo).

SUSANA: (entra, fica com raiva ao ver Enzo abraçado com Elis, empurra Elis para afasta-la de Enzo) Saia imediatamente da minha casa! Nunca mais chegue perto de Elis! Entendeu?

ENZO: (olhando Susana).

Cena 10

Mansão Fiore/sala

PAOLA: (está sentada vendo uma revista).

CARLO: (se aproxima) Podemos conversar?

PAOLA: (olha Carlo) Sobre o que?

CARLO: (se senta ao lado de Paola) Nosso casamento.

PAOLA: Carlo… Nosso casamento já acabou faz tempo, não quero falar sobre isso.

CARLO: Estou disposto a fazer uma trégua… Não quero brigar com você.

PAOLA: Sei…

CARLO: Vamos fazer um trato, você não sai com outros homens e eu penso se te dou o divorcio.

PAOLA: (da risada) Nem uma criança aceita isso, não seja ridículo… Carlo eu não te amo mais… (o olha muito) Você mudou, não é mais o homem que me fazia bem, você se tornou um possessivo! Você me agredia por nada!

CARLO: Eu sei… E me arrependo muito…

PAOLA: Carlo… Viva a sua vida, me deixa em paz, me deixa encontrar a felicidade!

CARLO:… E se eu te provar que posso mudar? Você acha que terei chance?

PAOLA: Não sei… Mas se você se portar como antes… Quem sabe.

CARLO: Eu vou provar á você que posso ser até melhor.

PAOLA: Vamos ver… Enquanto isso, vou continuar como estou. (se levanta).

CARLO: Aonde você vai?

PAOLA: (sorri) Não é da sua conta. (sai).

Cena 11

Hospital/Enfermaria

ENRICO: (entra, olha Giovanna) Como você está?

GIOVANNA: Bem, eu levei alguns pontos, o corte não foi muito profundo.

ENRICO: (sorri) Fico feliz.

GIOVANNA: Obrigada por ter me ajudado…

ENRICO: Não precisa agradecer, fiz por você.

GIOVANNA: (olhando Enrico) Peço que não conte isso ao meu pai.

ENRICO: (se senta ao lado de Giovanna) Não vou contar… Giovanna… Toda essa história de hoje… É verdade?

GIOVANNA: (olhando Enrico) É… Você quer saber tudo?

ENRICO: Quero… Mas se você não quiser contar vou entender.

GIOVANNA: Eu conto, mas não aqui… Vamos até o café aqui ao lado, e você vai saber mais um pouco sobre mim e duvido muito que continue querendo me conquistar. (o olha sorri um pouco).

Cena 12

Ind. Alimentícia Fiore/Rua.

LUIGI: (se aproxima de seu carro).

ALANIS: (o olha de longe sorri, se aproxima discretamente, esbarra em Luigi) Desculpa! (o olha sorri) O senhor?

LUIGI: (sorri) Não me chama de senhor, pode me chamar de Luigi.

ALANIS: (sorri) Luigi…

LUIGI: O que você está fazendo por aqui Alanis?

ALANIS: (sorri) Eu vim fazer compras e você?

LUIGI: (mostra a ind. Alimentícia Fiore a ela) Vim resolver uns assuntos.

ALANIS: Entendi… (olhando Luigi sorri).

LUIGI: Alanis você… Gostaria de almoçar comigo?

ALANIS: Eu adoraria Luigi.

LUIGI: (abre a porta do carro para Alanis, sorri).

ALANIS: (entra no carro de Luigi).

VITÓRIO: (está observando de longe, sorri).

Cena 13

Delegacia

SÉRGIO: (entra) Alguma novidade?

AUGUSTO: Sim… O caso sobre a morte de Mario está oficialmente arquivado.

SÉRGIO: O que?

AUGUSTO: Acabei de receber um e-mail do juiz, ele disse que por falta de provas e testemunhas o caso foi encerrado…

SÉRGIO: (fica sério).

Fim do Capítulo



Astros da Música Brasileira: Gal Costa – 2ª edição

 

Maria da Graça Costa Penna Burgos, conhecida como Gal Costa, (Salvador, 26 de setembro de 1945) é uma cantora brasileira.

Vida e carreira

Primeiros anos

Gal Costa é filha de Mariah Costa Pena, sua grande incentivadora, falecida em 1993, e de Arnaldo Burgos. Sua mãe contava que durante a gravidez passava horas concentrada ouvindo música clássica, como num ritual, com a intenção de que esse procedimento influísse na gestação e fizesse que a criança que estava por nascer fosse, de alguma forma, uma pessoa musical. O pai de Gal, falecido quando ela tinha 14 anos, sempre foi uma figura ausente, vazio plenamente preenchido pelo amor de dona Mariah, além das tias e primos. Por volta de 1955 se torna amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, futuras esposas dos compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Em 1959 ouve pela primeira vez o cantor João Gilberto cantando Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Morais) no rádio; João também exerceu uma influência muito grande na carreira da cantora, que também trabalhou como balconista da principal loja de discos de Salvador da época, a Roni Discos. Em 1963 é apresentada a Caetano Veloso por Dedé Gadelha, iniciando-se a partir uma grande amizade e profunda admiração mútua que perdura até hoje.

Década de 1960

Gilberto Gil e Gal Costa

Gal estreou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Tom Zé e outros, o espetáculo Nós, Por Exemplo… (22 de agosto de 1964), que inaugurou o Teatro Vila Velha, em Salvador. Nesse mesmo ano participou de Nova Bossa Velha, Velha Bossa Nova, no mesmo local e com os mesmos parceiros. Deixa Salvador para viver na casa da prima Nívea, no Rio de Janeiro, seguindo os passos de Maria Bethânia, que havia estourado como cantora no espetáculo Opinião. A primeira gravação em disco se deu no disco de estreia de Maria Bethânia (1965): oduo Sol Negro (Caetano Veloso), seguido do primeiro compacto, com as canções Eu vim da Bahia, de Gil, e Sim, foi você, de Caetano – ambos lançados pela RCA, que posteriormente transformou-se em BMG (atualmente Sony BMG) – gravadora à qual Gal retornaria em 1984, com o álbum Profana. No fim do ano conhece João Gilberto pessoalmente.

Participou do I Festival Internacional da Canção, em 1966, interpretando a canção Minha senhora (Gilberto Gil e Torquato Neto), que não emplacou. O primeiro LP foi lançado em 1967, ao lado do também estreante Caetano Veloso, Domingo, pela gravadora Philips, que posteriormente transformou-se em Polygram (atualmente Universal Music), permanecendo neste selo até 1983. Desse disco fez grande sucesso a canção “Coração vagabundo”, de Caetano Veloso. Participou também do III Festival de Música Popular Brasileira defendendo as canções Bom dia (Gilberto Gil/Nana Caymmi) e Dadá Maria (Renato Teixeira), esta última em dueto com o Sílvio César no Festival e com Renato Teixeira na gravação.

Em 1968 participou do disco Tropicália ou Panis et Circencis (1968), com as canções Mamãe coragem (Caetano Veloso e Torquato Neto), Parque industrial (Tom Zé) e Enquanto seu lobo não vem (Caetano Veloso), além de Baby (Caetano Veloso), o primeiro grande sucesso solo, que se tornou um clássico. Em novembro participa do IV Festival da Record defendendo a canção Divino maravilhoso (Caetano e Gil). Lançou o primeiro disco solo, Gal Costa (1969), que além de “Baby” e “Divino maravilhoso” traz “Que pena (Ele já não gosta mais de mim)” (Jorge Benjor) e “Não identificado” (Caetano Veloso), todas grandes sucessos. No mesmo ano gravou o segundo disco solo, “Gal”, conhecido como ”o psicodélico”, que traz os hits “Meu nome é Gal” (Roberto e Erasmo Carlos) e “Cinema Olympia” (Caetano Veloso), desse disco gerou o espetáculo Gal!. Esse disco figura até hoje como o registro mais radical na história da música brasileira.

Década de 1970

Em 1970 viaja para Londres para visitar Caetano Veloso e Gilberto Gil, exilados pela ditadura militar, e dessa viagem traz algumas músicas incluídas em seu disco seguinte, “Legal”, cuja capa foi produzida por Hélio Oiticica. Do repertório desse trabalho fizeram grande sucesso as músicas “London London” (Caetano Veloso) e “Falsa baiana” (Geraldo Pereira). Em 1971 grava um compacto duplo importantíssimo em sua carreira, onde estão os grandes sucessos “Sua estupidez” (Roberto e Erasmo Carlos) e “Você não entende nada” (Caetano Veloso). Nesse mesmo ano realiza um dos shows mais importantes da música brasileira, “Fa-Tal”, dirigido por Waly Salomão e que gravado ao vivo gerou o disco que até hoje é considerado por muitos críticos como o mais importante de sua carreira, o “Fa-Tal / Gal a Todo Vapor”, que traz grandes sucessos como “Vapor barato” (Jards Macalé – Waly Salomão), “Como 2 e 2” (Caetano Veloso) e “Pérola negra” (Luiz Melodia).

Em 1973 grava o disco “Índia”, dirigido por Gil, que traz os sucessos “Índia” (J. A. Flores – M. O. Guerreiro – versão José Fortuna) e “Volta” (Lupicínio Rodrigues), e desse disco faz outro show muito bem sucedido, também dirigido por Waly Salomão, “Índia”. Nesse mesmo ano participa do festival Phono 73, que gerou três discos, onde Gal gravou com sucesso as músicas “Trem das onze” (Adoniran Barbosa) e “Oração de Mãe Menininha” (Dorival Caymmi), em dueto com Maria Bethânia. Em 1974 Gal grava o disco “Cantar”, dirigido por Caetano Veloso, que traz os sucessos “Barato total” (Gilberto Gil), “Flor de maracujá” e “Até quem sabe” (ambas de João Donato e Lysia Enio) e “A rã” (João Donato e Caetano Veloso). Desse disco gerou o show “Cantar”, que não foi bem recebido pelo público de Gal, por se tratar de um disco muito suave, contrastando com a imagem forte que a cantora criara a partir do movimento tropicalista.

Em 1975 Gal faz imenso sucesso ao gravar para a abertura da telenovela da Rede Globo “Gabriela” a canção “Modinha para Gabriela” (Dorival Caymmi). Desse ano também é o sucesso “Teco teco” (Pereira da Costa – Milton Vilela), lançada em compacto. O grande sucesso da canção de Caymmi motivou a gravação do disco “Gal Canta Caymmi”, lançado em 1976, que traz os hits “Só louco”, “Vatapá”, “São Salvador” e “Dois de fevereiro”, todas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado dos colegas Gilberto Gil, Caetano e Maria Bethânia, participa do show “Doces Bárbaros”, nome do grupo batizado e idealizado por Bethânia, espetáculo que rodou o Brasil e gerou o disco e o filme Doces Bárbaros. O disco é considerado uma obra-prima; apesar disto, curiosamente na época do lançamento (1976) foi duramente criticado. Doces Bárbaros foi um dos mais importantes grupos da contracultura dos anos 70 e, ao longo dos anos, foi tema de filme, DVD, enredo da escola de samba GRES Estação Primeira de Mangueira em 1994 com o enredo Atrás da verde-e-rosa só não vai quem já morreu, já comandaram trio elétrico no carnaval de Salvador, espetáculos na praia de Copacabana. Inicialmente o disco seria gravado em estúdio, mas por sugestão de Gal e Bethânia, foi o espetáculo que ficou registrado em disco, sendo quatro daquelas canções gravadas pouco tempo antes no compacto duplo de estúdio, com as cançõesEsotérico, Chuckberry fields forever, São João Xangô Menino e O seu amor, todas gravações raras.

Em 1977 Gal lança o disco “Caras e bocas”, que traz os sucessos “Tigresa” (Caetano Veloso) e “Negro amor (It’s all over now, baby blue)”, além da música homônima ao disco que Bethania e Caetano escreveram para Gal. Desse disco gerou-se o show “Com a Boca no Mundo”. Em 1978 Gal lança aquele que seria o primeiro disco de ouro de sua carreira, “Água Viva”, que trouxe os sucessos “Folhetim” (Chico Buarque), “Olhos verdes” (Vicente Paiva) e “Paula e Bebeto” (Milton Nascimento – Caetano Veloso). Desse disco surgiu o espetáculo “Gal Tropical”, onde Gal Costa deu uma virada em sua carreira, mudando drasticamente de imagem, passando de musa hippie para uma cantora mais mainstream. O show “Gal Tropical” foi um imenso sucesso de público e crítica, e gerou o disco “Gal Tropical”, em que Gal cantou alguns dos maiores sucessos de sua carreira, como “Balancê” (João de Barro – Alberto Ribeiro), “Força estranha” (Caetano Veloso), “Noites cariocas” (Jacob do Bandolim – Hermínio Bello de Carvalho), além das regravações dos grandes sucessos “Índia” e “Meu nome é Gal”.

Década de 1980

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos registravam índices recordes de audiência. Gal Costa participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão. O programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Gal Costa, Elis Regina, Fafá de Belém, Zezé Motta,Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

Em 1980 Gal gravou o disco “Aquarela do Brasil”, focado na obra do compositor Ary Barroso, e que trouxe hits como “É luxo só” (Ary Barroso – Luiz Peixoto), “Aquarela do Brasil”, “Na Baixa do Sapateiro”, “Camisa amarela” e “No tabuleiro da baiana” (todas de Ary Barroso). Em 1981 Gal estreou o show “Fantasia”, um grande fracasso de crítica, mas que gerou um dos mais bem sucedidos discos de sua carreira, tanto de público quanto de crítica, o premiado “Fantasia”, que trouxe vários sucessos, como “Meu bem meu mal”, “Massa real” (ambas de Caetano Veloso), “Açaí”, “Faltando um pedaço” (ambas de Djavan), “O amor” (Caetano Veloso – Ney Costa Santos – Vladmir Maiakovski), “Canta Brasil” (David Nasser – Alcir Pires Vermelho) e “Festa do interior” (Moraes Moreira – Abel Silva). Com o grande sucesso do disco, Gal convidou Waly Salomão para dirigir o show “Festa do Interior” que a redimiu do grande fracasso do show “Fantasia”.

Em 1982 Gal gravou outro disco de sucesso, “Minha Voz”, em que se destacaram as gravações de “Azul” (Djavan), “Dom de iludir”, “Luz do sol” (ambas de Caetano Veloso), “Bloco do prazer” (Moraes Moreira – Fausto Nilo), “Verbos do amor” (João Donato e Abel Silva) e “Pegando fogo” (Francisco Mattoso – José Maria de Abreu). Em 1983 Gal grava outro disco bem sucedido comercialmente, “Baby Gal”, que também se tornou um show, e que trouxe os sucessos “Eternamente” (Tunai – Sérgio Natureza – Liliane), “Mil perdões” (Chico Buarque), “Rumba louca” (Moacyr Albuquerque – Tavinho Paes), além da regravação de “Baby”.

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Gal Costa integrou o grupo seleto de artistas da MPB que viajaram pelo país apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas, em quase 200 apresentações. Gal Costa interpretou a canção A História de Lili Braun, musicado pela duplaChico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Em 1984 Gal deixa a gravadora Philips e assina contrato com a RCA, onde grava o disco “Profana”, que traz os hits “Chuva de prata” (Ed Wilson – Ronaldo Bastos), “Nada mais (Lately)” (Stevie Wonder – versão: Ronaldo Bastos), “Atrás da Luminosidade” (tema do Programa de Domingo da Rede Manchete) e “Vaca profana” (Caetano Veloso). Em 1985 grava o disco “Bem Bom”, com os sucessos “Sorte” (Celso Fonseca – Ronaldo Bastos), cantada em dueto com Caetano Veloso, e “Um Dia de Domingo” (Michael Sullivan – Paulo Massadas), em dueto com Tim Maia.

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou no coro da versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes numa criação coletiva, surgiu o compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. Em atitude que surpreendeu muitos dos fãs, em fevereiro deste mesmo ano, posou nua para a edição 127 da extinta revista Status, poucos meses antes de completar quarenta anos.

Lançou em 1987 o disco e o espetáculo Lua de Mel Como o Diabo Gosta, um fracasso de crítica, mas que trouxe mais alguns sucessos à carreira da cantora: “Lua de mel” (Lulu Santos), “Me faz bem” (Mílton Nascimento – Fernando Brant) e “Viver e reviver (Here, there, and everywhere)” (Lennon – McCartney – versão: Fausto Nilo). Em 1988, Gal grava com grande sucesso a música “Brasil” (escrita por Cazuza, Nilo Romero e George Israel) para a abertura da telenovela daRede Globo Vale Tudo.

Década de 1990

Em 1990 gravou o disco “Plural”, que traz os sucessos de “Alguém me disse” (Jair Amorim – Evaldo Gouveia), “Nua ideia” (João Donato – Caetano Veloso) e “Cabelo” (Jorge Benjor – Arnaldo Antunes). Em 1992 lança o disco “Gal”, com repertório em boa parte extraído do show “Plural”, e do qual fez sucesso a música “Caminhos cruzados” (Tom Jobim – Newton Mendonça). Em 1994, reuniu-se com Gil, Caetano e Bethânia, na quadra da escola de samba Mangueira, para o show “Doces Bárbaros na Mangueira”, que comemorou os 18 anos dos Doces Bárbaros. Também em 1994, Gal lançou o premiado disco “O sorriso do gato de Alice”, produzido por Arto Lindsay, com o sucesso “Nuvem negra” (Djavan). Desse disco gerou-se o show de mesmo nome, com direção de Gerald Thomas, que causou polêmica por Gal cantar a música “Brasil” com os seios nus.

Em 1995, lançou “Mina d’água do meu canto”, trazendo apenas composições de Chico Buarque e Caetano Veloso, e do qual fez sucesso a música “Futuros amantes” (Chico Buarque). Em 1997, gravou o CD “Acústico MTV”, sucesso de vendas, no qual cantou vários sucessos de sua carreira e lançou com sucesso uma nova versão de “Lanterna dos Afogados”, cantando ao lado do autor da canção, Herbert Vianna. Em 1998 gravou o CD “Aquele frevo axé”, com o hit “Imunização racional (Que beleza)” (Tim Maia). Em 1999, lançou um disco duplo ao vivo “Gal Costa Canta Tom Jobim Ao Vivo”, realizando o projeto do maestro, que era fazer um disco com a cantora, embora sozinha.

Década de 2000

Em 2001, gravou o CD “Gal de tantos amores”, contendo a música “Caminhos do mar” (Dorival Caymmi, Danilo Caymmi e Dudu Falcão). Nesse mesmo ano, foi incluída no Hall of Fame do Carnegie Hall (única cantora brasileira a participar do Hall), após participar do show “40 anos de Bossa Nova”, em homenagem a Tom Jobim, ao lado de César Camargo Mariano e outros artistas.

Em 2002, lançou o CD “Bossa Tropical”, no qual registrou a faixa “Socorro” (Alice Ruiz e Arnaldo Antunes), sucesso originalmente gravado pela cantora Cássia Eller. Em 2003 lançou o CD “Todas as coisas e eu”, contendo clássicos da MPB, como “Nossos momentos” (Haroldo Barbosa – Luis Reis), que fez sucesso.  Em 2005, lançou pela gravadora Trama o CD “Hoje”, produzido por César Camargo Mariano, onde Gal reuniu várias canções novas de compositores pouco conhecidos do grande público, tendo se destacado “Mar e sol” (Carlos Rennó e Lokua Kanza).

Em 2006 realiza temporada na casa de shows Blue Note, em Nova York, espetáculo que é gravado e lançado em setembro no CD “Gal Costa Live At The Blue Note”, lançado originalmente nos Estados Unidos e Japão e somente em 2007 no Brasil. Ainda em 2006 lança pela gravadora Trama o CD e DVD “Gal Costa Ao Vivo”, gravados durante a temporada do show “Hoje”.

Em 2009, reclusa nos últimos anos para se dedicar ao filho, Gabriel, Gal Costa volta aos palcos como convidada deDionne Warwick em show que estreou no Rio de Janeiro, passando por Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. “Aquarela do Brasil” – o samba-exaltação de Ary Barroso que deu título a discos lançados tanto por Gal (em 1980) como por Dionne (em 1995) – é um dos duetos do show.

Em dezembro de 2011 lança o álbum “Recanto”, produzido por Caetano Veloso e Moreno Veloso. Álbum com arranjos eletrônicos idealizado por Caetano Veloso, Moreno Veloso e Kassin. Elogiadíssimo pela crítica, foi eleito o melhor álbum de 2011.

Em 2012, Gal Costa foi eleita a 7º maior voz da música brasileira de todos os tempos, pela revista Rolling Stone.

Depois de sete anos longe de disco e show inéditos, Gal Costa estreou a turnê do elogiado álbum Recanto no Rio de Janeiro. Com direção de Caetano Veloso, autor de todas as músicas do CD, o show inaugurou a sofisticada casa Miranda. No repertório, além de canções inéditas como “Neguinho”, “Segunda”, “em Tudo dói” e “Miami Maculelê”, sucessos da carreira da cantora, entre eles, “Dia de domingo” e “Vapor barato”, e canções que há muito ela não cantava, como “Da maior importância” e “Mãe”.

No palco, Gal está acompanhada pelo trio Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo e violão). O show seguiu em turnê pelo país e terminou na Festa Literária de Paraty em 2014, seguido de um último show no Uruguai.

No segundo semestre de 2014, Gal lança o elogiadíssimo show Espelho d’água, título extraído da canção homônima que ganhou dos irmãos Camelo, e resgata antigos sucessos como “Sua Estupidez”, “Tuareg “, “Caras e bocas” e “Tigresa”. Nesse ano ainda foi lançado em CD e LP o registro de um show que Gal e Gil fizeram em Londres em novembro de 1971, gravado em estéreo diretamente da mesa de som no Student Centre da City University London, “Live in London ’71”. O repertório inclui muitas músicas do show Fa-tal que estreara um mês antes no Rio. Um destaque do disco é a enérgica gravação ao vivo de ”Acauã”, onde Gal e Gil cantam juntos.

Em 2015 estreou a turnê Ela disse-me assim, dirigida pelo jornalista Marcus Preto, em homenagem ao centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues (1914-2014). No fim de maio é lançado o disco Estratosférica, direção também assinada por Preto. Além disso, em 2016, o mesmo jornalista lançará um documentário sobre Gal, incluindo imagens do show Fa-tal gravadas pelo diretor Leon Hirszman em 1971. 

Discografia

Álbuns de estúdio

  • Domingo (1967) – com Caetano Veloso
  • Tropicalia ou Panis et Circencis (1968) – com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé
  • Gal Costa (1969)
  • Gal (1969)
  • LeGal (1970)
  • Índia (1973)
  • Cantar (1974)
  • Gal Canta Caymmi (1976)
  • Caras & Bocas (1977)
  • Água Viva (1978)
  • Gal Tropical (1979)
  • Aquarela do Brasil (1980)
  • Fantasia (1981)
  • Minha Voz (1982)
  • Baby Gal (1983)
  • Profana (1984)
  • Bem Bom (1985)
  • Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987)
  • Plural (1990)
  • Gal (1992)
  • O Sorriso do Gato de Alice (1993)
  • Mina d’Água do Meu Canto (1995)
  • Aquele Frevo Axé (1998)
  • Gal de Tantos Amores (2001)
  • Bossa Tropical (2002)
  • Todas as Coisas e Eu (2003)
  • Hoje (2005)
  • Recanto (2011)
  • Estratosférica (2015)

Álbuns ao vivo

  • Fa-Tal – Gal a Todo Vapor (1971)
  • Temporada de Verão (1974) – com Caetano Veloso e Gilberto Gil
  • Doces Bárbaros (1976) – com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia
  • Acústico MTV (1997)
  • Gal Costa Canta Tom Jobim (1999)
  • Ao Vivo (2006)
  • Live at the Blue Note (2006)
  • Recanto (Ao Vivo) (2013)
  • Live in London ’71 (2014) – com Gilberto Gil

DVD 

  • Acústico MTV (1997)
  • Gal Costa Canta Tom Jobim (1999)
  • Outros (Doces) Bárbaros (2004)
  • Ensaio (2005)
  • Roda Viva (2005)
  • Ao Vivo (2006)
  • Recanto (Ao Vivo) (2013)

Televisão

Participação em especiais de TV
  • Mulher 80 – Globo’79
  • Maria da Graça Costa Pena Burgos – Globo
  • Programa do Faustão Rede Globo – 98
  • Gal e Caetano no Metropolitan RJ – Multishow
  • SBT Repórter comemorativo dos 50 anos
  • Noite de Reveillon / 96
  • Projeto Atlântico – RTP1
  • Índia / 1973 – Rede Bandeirantes
  • Gal – Rede Manchete / 1994
  • Baby Gal– Rede Globo
  • Gal canta Tom Jobim – Direct TV (nov/1999)

Turnês

  • Caras e Bocas (1977)
  • Gal Tropical (1979 – 1980)
  • Fantasia (1981)
  • Festa do Interior (1982)
  • Baby Gal (1983 – 1984)
  • Profana (1984 – 1985)
  • Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1988)
  • Plural (1990 – 1991)
  • O Sorriso do Gato de Alice (1994)
  • Mina D’Água do Meu Canto (1995)
  • Acústico MTV (1997 – 1998)
  • Aquele Frevo Axé (1998 – 1999)
  • Todas as Coisas e Eu (2004)
  • Hoje (2005)
  • Recanto (2012)
  • Espelho d’água (2014/2015)